Como conseguir recursos para a gestão de projetos?

Obter recursos para a gestão de projetos é uma missão e tanto, mas com as atitudes certas é possível vencer esse desafio. Há muitas questões envolvidas, como tempo, know-how e dinheiro. No post de hoje, te ensinaremos a conseguir essa 3ª!

Antes de qualquer outra coisa, é importante lembrar que ninguém arrisca seu dinheiro no que não acredita. Por isso, além de ter uma boa ideia, é preciso que ela atenda a uma necessidade real, seja executável e monetizável.

A boa notícia é que, hoje, existem diversas entidades de fomento que podem te ajudar, como a FINEP ou o BNDES. E mais: há as plataformas de crowdfunding (modalidade de financiamento coletivo), como Kickstarter, Catarse e outras.

Quer saber mais sobre o assunto? Continue a leitura e descubra como conseguir recursos para gerir um projeto!

Conheça o seu projeto minuciosamente, ponta a ponta!

O conceito de projeto é muito amplo, não é mesmo? Ele pode se referir a uma nova empresa, a um aplicativo ou até mesmo a um viaduto. Mas, de qualquer maneira, é importante conhecê-lo de “cabo” a “rabo”.

Você já parou para imaginar quais são os principais riscos? Qual a sua estrutura de custos inicial? Onde os recursos obtidos serão empregados? Ou mesmo sobre quanto tempo vai demorar para que o investimento gere lucro? Ainda não? Então comece a pesquisar!

Uma forma simples de responder a todas essas perguntas é criar um Project Model Canvas (PM Canvas). Trata-se de uma ferramenta de modelagem de projetos que utiliza 13 blocos de perguntas para condensar a ideia em uma única página.

Elabore um plano de projeto

O plano de projeto é um documento que oferece uma visão mais micro do que será executado. Poucas pessoas gostam dessa etapa mais burocrática, mas ela é tão importante quanto qualquer outra — especialmente quando se busca recursos externos.

Sua missão é criar um plano claro e objetivo, mas que ofereça todas as informações necessárias. Ele pode conter alguns dos seguintes tópicos:

  • descrição da empresa (sua constituição social, sua história, seus cofundadores etc.);
  • definição do projeto proposto (o produto, sua proposta de valor e o processo de implementação);
  • análise mercadológica (principais concorrentes, categorias adjacentes, público-alvo, parceiros-chave, fornecedores, entre outros);
  • análise interna (estrutura da empresa, equipe de trabalho e principais pontos fortes);
  • análise financeira (investimento inicial, prazo de retorno do investimento e principais indicadores financeiros);
  • elaboração do orçamento (previsão dos gastos, especificando onde o valor levantado será empregado);
  • conclusão (revisão geral e objetiva do plano).

Não há uma regra que balize a criação do documento. Os principais tópicos podem variar de acordo com cada empresa ou entidade de fomento, mas isso será definido no edital.

Desenvolva um MVP da sua solução

Já ouviu falar em produto mínimo viável — ou, simplesmente, MVP? Essa é uma técnica desenvolvida por Eric Reis, empreendedor e escritor do livro “A Startup Enxuta”. Trata-se de uma demonstração inicial do projeto, uma espécie de protótipo.

Em muitos casos, é impossível demonstrar a viabilidade de algo apenas com um plano, já que o mundo está cada vez mais imprevisível. Por isso, é importante ter um teste que mostre que seu projeto não é apenas um “ato de fé”, mas uma oportunidade real.

Isso será ótimo tanto para o empreendedor quanto para os possíveis investidores. Você conseguirá colocar a ideia em prática e obter feedbacks de melhorias. Já os investidores terão um projeto mais tangível e maduro (e a decisão de investir será tomada mais facilmente).

Busque pelas instituições de fomento

Se não há recursos próprios para dar vida ao projeto, então é o momento de buscá-los fora da empresa. Existem algumas possiblidades de financiamento que possuem prazos maiores, taxas mais baixas e até carência para o início do pagamento.

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) são algumas das instituições mais importantes, mas também há outros órgãos, geralmente ligados ao governo ou entidades de economia mista.

Para obter mais informações, o indicado é procurar o agente operador mais próximo da sua cidade ou inscrever seu projeto pelo site da instituição. Nesse momento, você poderá ter informações mais claras sobre as taxas de juros, os prazos e suas garantias.

A FINEP financia desde a pesquisa básica até a elaboração do produto final para seu segmento-alvo. O BNDES, por outro lado, busca projetos mais consolidados — e, geralmente, faz empréstimos para expansão e aquisição de novos equipamentos.

Conheça as plataformas de crowdfunding

As plataformas de crowdfunding baseiam-se na ideia de financiamento coletivo, ou seja, várias pessoas contribuem financeiramente para a execução de um projeto. O diferencial é que você não precisará devolver (com juros) o valor que recebeu.

Existem muitas opções com essa finalidade no Brasil. As mais conhecidas são: Broota, Catarse, Kickante, Kickstarter e idea.me. Apenas os projetos cadastrados na Kickante, por exemplo, já receberam mais de R$40 milhões em colaboração.

Para escolher a melhor plataforma e buscar o financiamento coletivo, é importante conhecer cada uma delas. Algumas focam mais em propostas socioambientais, outras em empreendedorismo. Portanto, veja qual é a mais adequada à ideia que você teve!

Avalie os principais incentivos

Além das duas formas já citadas, existe uma terceira opção interessante para conseguir recursos para a gestão de projetos: os incentivos — premiações, bolsas, fundos perdidos etc.

A participação em concursos é uma forma inteligente de obter um montante suficiente para a execução do seu projeto, além de ganhar uma boa divulgação na mídia. Algumas das seleções mais relevantes são: InovaBra (do Bradesco), prêmio Rolex e prêmio Pronatec.

Para concorrer a esses incentivos, além de um projeto diferente e executável, é importante ter uma boa apresentação do produto. Então, gaste algumas horas desenvolvendo um pitch que desperte o interesse dos investidores!

Agora, com todas essas dicas, você já sabe por onde começar (condensando sua ideia em um plano de projeto e criando um MVP) e como buscar recursos (por meio de instituições de fomento, crowdfunding e premiações).

Chegou o momento de “arregaçar as mangas” e conseguir a verba necessária. Mas lembre-se de que não basta um projeto inovador. Ele deve ter uma importante característica: a exequibilidade.

Gostou do nosso conteúdo? Tem alguma dúvida ou sugestão sobre gestão de projetos? Deixe seu comentário abaixo!

Posts Relacionados
Consertar, modificar e criar produtos com as mãos, isso é ser um maker. A Cultura
Conheça mais sobre o design value thinking, framework que irá mudar o mindset da sua
Levando em consideração o fato de que o BIM está longe de ser auto-explicativo, é

Deixe uma resposta