Quais as fases da cadeia de valor da inovação?

A cadeia de valor da inovação é uma metodologia que busca transformar ideias em projetos sólidos e resultados visíveis, considerando as especificidades de cada negócio onde for aplicada. Essa metodologia permite identificar falhas no processo de inovação e trabalhar para corrigi-las, criando um fluxo onde a geração, desenvolvimento e execução das ideias ocorrem de modo eficiente.

Cadeia de valor da inovação é uma metodologia que permite implementar um processo de inovação de maneira consistente nas organizações.

A cadeia de valor da inovação auxilia a identificar onde estão as falhas nas tentativas de inovação de uma empresa, e a compreender como podem ser corrigidas, aprendendo com o que já funcionou em outras organizações, mas sem ficar preso às fórmulas criadas por elas.

Mesmo ao conhecer os principais conselhos para aumentar a inovação de um negócio, tais como: o incentivo a boas ideias, formação de parcerias, melhora no processo de seleção e implementação de ideias; muitos gestores ainda se perguntam porque a empresa não está inovando com a velocidade ou a qualidade esperada.

Para vencer a lacuna entre informação e transformação, é preciso ter um modelo que se adeque à realidade única do seu negócio, e esse é o propósito da cadeia de valor da inovação.

Entenda a importância de uma cadeia de valor da inovação para empresas e como aplicar na prática. Siga a leitura.

O que é cadeia de valor da inovação?

Trazida a público pelos autores Hansen e Birkinshaw, num artigo da Harvard Business Review (HBR) em 2007, a cadeia de valor da inovação é uma metodologia que busca transformar ideias em projetos sólidos e resultados visíveis, considerando as especificidades de cada negócio onde for aplicada.

Uma das suas maiores forças está na profundidade dos estudos que lhe deram vida, envolvendo 130 executivos e milhares de colaboradores em multinacionais, ao longo de cinco pesquisas que se estenderam por uma década.

As informações coletadas em centenas de projetos mostraram que, se não há uma fórmula para inovar, certamente existe uma estrutura adequada a esse processo.

Suas etapas, que veremos a seguir, mostram os pontos fortes e as áreas problemáticas da empresa, e os definem como uma corrente, onde a fraqueza de um elo pode comprometer todo o projeto.

Cada negócio tem suas vantagens e desvantagens na cadeia de valor da inovação, e ao reconhecê-las torna-se possível criar um fluxo onde a geração, desenvolvimento e execução das ideias ocorrem de modo eficiente.

O objetivo por trás da cadeia de valor da inovação é fazer com que gestores parem de “importar” os sucessos de outras companhias, e comecem a construir projetos de inovação com base em seus próprios recursos, necessidades e práticas internas.

Ela também serve como um aviso para muitos líderes de projetos que selecionam práticas inovadoras considerando apenas seus pontos fortes, indicando que os recursos investidos para reforçar os elos mais robustos da corrente poderiam ser aplicados para evitar que ela se quebre nos pontos mais debilitados.

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6 fases da cadeia de valor da inovação

As três primeiras fases abaixo foram listadas no artigo original da HBR, e as três seguintes são contribuições baseadas na experiência da AEVO após colaborar em milhares de projetos de inovação.

1. Geração de ideias

Para a cadeia de valor da inovação funcionar, não basta ficar esperando que alguém traga uma proposta genial para revolucionar o mercado. É preciso investigar a fundo, e coletar o máximo de ideias que estiverem ao alcance da organização.

Isso começa por dentro, com a pesquisa In-House, onde o gestor deve olhar para a unidade que está sob sua conduta e identificar a quantidade e qualidade das ideias geradas por seus colaboradores.

Num momento seguinte, ocorrerá a Polinização Cruzada, com diferentes unidades da organização compartilhando ideias valiosas, ou se juntando para criá-las.

O movimento final na geração de ideias é a busca externa, através da colaboração com parceiros, fornecedores, consumidores e outros agentes que possam contribuir de alguma maneira para o sucesso do negócio.

Perceba como a geração de ideias prioriza quem está mais perto da unidade, por entender que essas pessoas conhecem as operações por dentro, mas as propostas vindas de fora nunca devem ser ignoradas, pois partem de um olhar diferenciado e podem oferecer um suporte valioso à sua cadeia de valor da inovação.

Uma forma de lidar com eficácia com o processo de inovação nesta fase da cadeia de valor da inovação é o uso de um funil de ideias.

A ilustração abaixo demonstra como funciona, de modo geral, um funil de ideias em um programa de inovação, sendo a geração de ideias a primeira etapa deste.

2. Desenvolvimento e exploração das ideias

Nesta fase, as propostas devem ser convertidas em projetos mais densos, com prazos, objetivos, atribuição de recursos e modelos de testagem. O objetivo dessa fase é selecionar e aperfeiçoar as ideias com maior potencial de retorno.

Essa etapa é crucial para que a cadeia de valor da inovação gere melhorias de fato para a empresa.

Será preciso atingir um equilíbrio, evitando se fechar demais e perder oportunidades, por um lado, ou investir recursos em ideias de baixo retorno, pelo outro.

Para atuar de maneira estratégica no desenvolvimento e exploração das ideias, os gestores de inovação podem utilizar a metodologia dos horizontes de inovação da McKinsey

Os horizontes de inovação são um framework estratégico desenvolvido pela McKinsey&Company, que visa organizar os projetos de inovação de uma empresa de forma balanceada para o curto e longo prazo, garantindo seu crescimento contínuo.

Este já é um conceito bem antigo e foi amplamente incorporado para auxiliar as organizações a garantirem o balanceamento entre inovações de curto e de longo prazo.

Os três horizontes de inovação envolvem duas variáveis: o crescimento e o tempo. E, ainda, contemplam desde inovações incrementais até as radicais – que envolvem um maior risco.

Os horizontes se dividem a partir do foco:

  • H1: explora o core business do negócio, aprimorando o que já funciona;
  • H2: explora os mercados adjacentes ao core business;
  • H3: promove a experimentação, a partir de um modelo mais arriscado de inovação.

A representação dos horizontes é feita em um gráfico com dois eixos: o eixo vertical, que corresponde ao crescimento; e o eixo horizontal, que representa o tempo.

Horizontes de inovação da Mckinsey

Porém, cuidado: essa representação pode dar a entender que cada horizonte tem um momento certo para ser trabalhado. Na verdade, não é assim. A sua empresa deve trabalhar nos três horizontes simultaneamente.

3. Execução de projetos e difusão do conhecimento

Os projetos formulados devem ser implementados e confirmar seu sucesso, na prática.

Além disso, é preciso realizar o compartilhamento dos resultados com outras unidades da organização – que irão adaptar as melhores ideias à sua própria realidade e dar início a um novo ciclo de inovação, espalhando a mudança por toda a companhia.

Empresas menores, que contam com apenas uma unidade, podem realizar a difusão do conhecimento entre seus profissionais – um deles executa o projeto, e caso obtenha sucesso, transmite a mudança para toda a equipe.

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4. Comercialização da ideia

Conforme a cadeia de valor da inovação aprimora ou expande os produtos e serviços de um negócio, será preciso levar os resultados ao público e transformar todo esse processo em lucro para a organização.

É durante essa fase que, geralmente, ocorrem a comercialização de MVPs (Minimo Produto Viável – a primeira versão de um nova solução/produto, o que permite inovar com menor risco), também pode contar com a participação de early adopters e clientes como beta tester.

A comercialização da ideia pode se traduzir pelo uso de uma nova funcionalidade criada para atender as necessidades dos clientes – em um modelo de inovação incremental, por exemplo – a partir da avaliação do seu retorno financeiro, de satisfação e uso pelos clientes.

Também através da avaliação da adesão de um novo produto desenvolvido a partir de ideias inovadoras trabalhadas pela empresa.

5. Consolidação da cultura da inovação

A cadeia vai se tornar mais poderosa quando a empresa possuir uma cultura da inovação forte e bem difundida, garantindo que todos os colaboradores tragam sua contribuição para desenvolver novas ideias e aprimorar os resultados.

A própria cadeia de valor da inovação já contribui para essa cultura, pois conforme os elos mais problemáticos do negócio são avaliados, a empresa terá condições de investir para adequá-los ao restante do processo.

6. Gestão da Inovação

A inovação é um processo e precisa ser gerenciado. Sendo assim, para que as empresas sejam sustentáveis e se mantenham competitivas em seus mercados é, mais do que nunca, necessário dar atenção à gestão da inovação.

Gestão da inovação é a estruturação de um conjunto de processos e atividades que permitem que a inovação possa ser contínua em organizações.

Essa fase da cadeia de valor da inovação é que permite que as empresas tenham mais governança sobre o seu processo inovador.

Quando colocada em prática de maneira eficiente, a empresa garante um diferencial e sobrevive em um mercado competitivo, entregando mais valor aos seus clientes, colaboradores e parceiros.

Além disso, com o processo de inovação bem estruturado, é mais fácil identificar os pontos fortes e fracos da companhia, bem como as melhorias que devem ser feitas.

Para desenvolver a gestão da inovação, é preciso contar com quatro pilares fundamentais, são eles:

  • Visão e direcionamento (alinhamento de objetivos e estratégia de inovação do negócio);
  • Cultura e engajamento (criação de mecanismos que elevem a cultura de inovação);
  • Estrutura e processos (dispor de ferramentas para que o processo de inovação possa acontecer);
  • Recursos e infraestrutura (capacidade para suportar o processo de inovação).

De modo prático, podemos dizer que a gestão da inovação é o processo que “abraça” todas as fases da cadeia de valor da inovação, assegurando que ela seja contínua nas empresas.

Para entender mais sobre o tema, o CEO da AEVO, Luís Felipe Carvalho, explica no vídeo como promover a gestão da inovação nas empresas, confira:

YouTube video

Para atender aos pilares da gestão e ter um programa de inovação que gere resultados alinhados à estratégia, a sua empresa pode contar com a AEVO.

AEVO é uma One-Stop Shop da Inovação e Estratégia, que conta com tecnologia, dados e conhecimento especializado para auxiliar o processo de inovação de grandes empresas.

Através de sua plataforma de inovação, centraliza todas as iniciativas e projetos de inovação em um mesmo ambiente, oferecendo mais tempo, recursos e dados para gerenciar todo o processo; além disso, conta com uma consultoria de inovação que desenha e implementa projetos personalizados as necessidades de cada negócio.

Conclusão

Implementar a cadeia de valor da inovação é uma tarefa simples, mas, ao mesmo tempo, é preciso adotar alguns cuidados para que mudanças realmente transformadoras ocorram.

Você pode estruturar esse modelo contando com o suporte do AEVO.

Fale com um dos nossos especialistas e saiba como podemos impulsionar a jornada inovadora da sua companhia.

Livia Nonato

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), atua na área de marketing, content e SEO há quatro anos, tendo como principal foco a otimização para mecanismos de busca, gestão e crescimento dos canais de aquisição orgânico, performance e growth. Experiência e conhecimento em SEO para empresas B2B e produtos complexos. Atualmente, é analista de SEO na AEVO e aborda temáticas de inovação e tecnologia como redatora do blog AEVO.

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