Como aplicar Gestão da inovação em Grandes Empresas

gestão da Inovação para Grandes empresas

O investimento em inovação é o principal motor que faz com que grandes empresas mantenham-se competitivas no mercado. A gestão da inovação, quando efetiva, transforma processos, desenvolve novos produtos e serviços e faz com que a companhia se fortaleça.

Um exemplo de gestão da inovação que ganha evidência é o segmento tecnológico. Grandes empresas, como a Microsoft e a SAP, diversificam e investem em novas frentes, otimizando seus recursos. E não se trata de uma visão global ou fora de nossa realidade brasileira. Inclusive, são ações regionais de gestão de inovação dessas empresas que se destacam mundialmente.

Pesquisas relacionadas à inteligência artificial já são um investimento concreto da Microsoft no Brasil. A decisão em construir um Laboratório de Tecnologia Avançada no Rio de Janeiro, mostra a preocupação da marca em inovar. Inovação que atende a novas necessidades, como a área da saúde, que já realiza parcerias com a empresa. Soluções de IA e machine learning resolvendo casos críticos e tratamentos de prevenção ao câncer são exemplos da gestão de inovação da empresa.

Na região sul do país, a SAP também implementa sua gestão de inovação. Os SAP Labs, espalhados pelo mundo, têm no Brasil soluções para clientes do ramo de agricultura e até para processos internos. Ainda, parcerias da SAP Brasil como o Paypal foram firmadas para incentivar o acesso a seu serviço de cloud computing, gerando inovação no setor.

Fazer com que empresas mantenham-se ativas em um mercado competitivo não é uma tarefa simples. Grandes organizações, estruturalmente, dependem de estratégias que possam compreender e adotar práticas de forma global, mesmo agindo localmente.

Pensando nisso, no artigo de hoje, mostraremos quais são as fases necessárias para que a gestão da inovação torne-se parte desse desenvolvimento. Acompanhe.

A gestão da inovação parte da estratégia adotada pela empresa

O desafio principal da gestão da inovação ocorre quando ela não se alinha a aplicações práticas. Em grandes empresas, o efeito cascata de uma estratégia inconsistente e vaga pode ser extremamente prejudicial.

O modelo de gestão da inovação, antes de ser adotado em processos, necessita de uma compreensão maior em si. Contratar um setor exclusivo para a gestão de inovação não gera, necessariamente práticas consistentes e inovadoras. A gestão de inovação não existe se não há uma necessidade palpável sendo criada e assimilada internamente na empresa.

Grandes organizações, como a General Electric, nos EUA, são um exemplo clássico desse gatilho inicial no processo inovador. A criação de patentes com o desenvolvimento de laboratórios dentro das indústrias, por exemplo, partiu de uma necessidade latente.

Por ser relevante para a estratégia competitiva da empresa, a gestão de inovação da GE pôde ser implementada. No entanto, nem sempre as empresas têm uma estratégia que seja, de fato, aderente à sua necessidade de inovação. Nesse caso, é preciso que esse caminho seja revisto e possa permitir que processos e soluções surjam organicamente.

Aproveitando recursos de forma inteligente na gestão de inovação

Definir recursos em uma empresa de grande porte exige um trabalho organizacional bastante expressivo. Para a gestão de inovação, porém, é preciso que se identifiquem os recursos que levem a seu sucesso. Somente dessa forma, os processos de inovação podem se desenvolver de forma satisfatória.

Grandes empresas são responsáveis por grandes recursos. Recursos pessoais e financeiros. Como toda a cadeia de inovação é resultado das ações dessas empresas, é preciso a empresa se reinventar. Do contrário, recursos podem ser mal geridos e, por consequência, estagnarem o mercado.

Saber gerenciar recursos de forma inteligente é parte do quadro de competências de um gestor de inovação. Voltando ao exemplo da Microsoft no Brasil, foram estipulados os recursos disponíveis para que o processo inovador ocorresse. Ao alocar um time de 20 pesquisadores em um novo laboratório, a empresa soube direcionar recursos suficientes à necessidade mercadológica presente.

Gerenciando a criação de ideias na gestão da inovação

Após identificar os recursos que fomentam a produção de inovação e alocá-los, é preciso garantir que sua informação seja segura. Isso significa que as operações da empresa devem ter acesso a dados de forma transparente. Da mesma forma, toda nova ideia e iniciativa precisa ser registrada de forma unificada. Trata-se de consumo e transmissão de ideias inovadoras.

Ter um canal aberto e transparente para grandes empresas pode ser, em si, um grande desafio de inovação. Por isso, é importante que esses processos não sejam somente acompanhados, mas incentivados – o que nos leva à questão do próximo tópico!

O clima organizacional propício para a inovação

É sabido que o processo de inovação depende de transparência. Essa transparência, porém, parte de uma integridade organizacional. Especialistas, gestores e avaliadores dependem de feedback nos processos de inovação. Para isso, é preciso que se crie um espaço em que essa troca de informação e ideias ocorra assertivamente.

Em termos práticos, isso pode ser obtido por meio de uma simples palavra: autonomia. Ao consultar um time para determinada solução, é preciso que ele tenha as mesmas ferramentas de geração de valor. Isso faz com que a gerência deixe de se tornar um gargalo, permitindo que equipes dentro da empresa discutam e cocriem ideias e, de fato, inovem.

Nesse contexto, para garantir que a gestão de inovação facilite esses processos, porém, é preciso saber selecionar e valorizar as melhores ideias. Para isso, é importante que se pense em um sistema que trate a inovação como um processo humano.

Quando se tem pessoas interessadas em produzir e inovar em seu trabalho, é preciso um sistema que saiba recompensá-las. A Google, um exemplo de empresa inovadora, faz com que projetos sejam feitos em uma plataforma praticamente orgânica.

Isso porque o Google Labs reúne soluções e, em sua maioria, protótipos gerados por interesse de sua própria comunidade interna. Além de incentivar seus colaboradores, permite uma organização de tudo que já foi realizado pela empresa.

Empresas grandes vivem da inovação!

É seguro dizer que grandes empresas não são mais as mesmas, comparadas às suas versões de 10 anos atrás. O fato de grandes nomes ainda existirem no mercado só é justificado por uma gestão da inovação constante e consistente.

Para que a gestão de inovação fosse valorizada em grandes empresas, foi preciso pensar nos processos que a sustentam. Hoje, incubadoras de novos empreendimentos são práticas incentivadas por grandes marcas do mercado, como Apple e IBM. Isso ocorre porque o desenvolvimento organizacional precisa gerar essa inovação.

A gestão da inovação exige um autoavaliação da empresa e seu impacto. Uma grande empresa só pode ocupar esse espaço quando permite que seus recursos possam ser implementados de novas formas. Por isso, a criação de novas tecnologias e descoberta de conceitos como IA são financiados por diferentes segmentos.

Ainda ficou com dúvidas sobre a gestão da inovação? Então, confira nosso artigo com tudo o que você precisa saber sobre o tema e até a próxima!

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