Como criar um comitê de inovação?

O comitê de inovação é o grupo responsável por disseminar a cultura de inovação de uma empresa, atuando na tomada de decisões e ações estratégicas para o estímulo, gestão e transformação de ideias de inovação em resultados concretos.

Para inovar de forma consistente com resultados positivos e engajamento dos colaboradores, é preciso que a inovação seja parte do modelo de gestão estratégica do negócio, e um comitê de inovação pode auxiliar nesse processo.

Um comitê de inovação é um grupo formado por profissionais com as mais variadas atuações e formações, eles são os responsáveis por fomentar e garantir o fluxo de continuidade da inovação em uma empresa.

Além disso, o grupo trabalha visando potencializar o crescimento da companhia, gerando valor para o negócio a partir da inovação.

Esse artigo visa ajudar profissionais que estão buscando implantar um comitê de inovação dentro da sua organização, mas não sabem muito bem como fazer isso. Siga e leitura.

O que é um comitê de inovação?

O comitê de inovação é o grupo responsável por disseminar a cultura de inovação de uma empresa, atuando na tomada de decisões e ações estratégicas para o estímulo, gestão e transformação de ideias de inovação em resultados concretos.

Estes colaboradores podem ser dos mais diversos departamentos de uma empresa; em consenso, eles trabalham nos direcionamentos, aprovações e execuções de iniciativas de um programa de inovação.

A materialização das ideias – que saem do papel para a implantação – em muitas empresas passa por esses colaboradores, que são fundamentais para garantir a gestão contínua do processo de inovação.

O comitê também pode sugerir estratégias de inovação (elencando recursos, esforços, tempo de execução, riscos e impactos possíveis), definindo-as junto às lideranças e diretoria, além de orquestrar o uso de metodologias e ações de engajamento no processo de gestão da inovação.

Quando é a hora de criar um comitê de inovação?

Não há um momento certo para implantar um comitê de inovação, entretanto, a estratégia é geralmente adotada quando um ou mais colaboradores percebem que o mercado está em constante mudança e os resultados da organização já não são como antes.

Também é comum ficar evidente a importância e necessidade de um comitê de inovação quando a empresa precisa de um processo de inovação estruturado entre as etapas do funil de inovação.

Um funil visualmente é representado pelas seguintes etapas:

funil de inovação aevo
Fonte: AEVO

Especialmente na etapa do “meio” do funil de inovação, o comitê desempenha um papel importante, onde “peneira” as ideias com maior potencial para gerar valor para a organização, atuando no processo de aprovação, levando-as para a fase de implementação.

Com a constante mudança do mercado, a rápida obsolescência dos negócios e a perda natural de atração que os modelos de negócio tendem a ter, manter a estagnação organizacional já não é mais uma opção.

Sendo assim, muitas empresas decidem por reunirem profissionais para formarem um comitê dedicado quando estão passando pela fase de reconhecimento da importância da inovação para o negócio; e nos períodos em que há uma necessidade de estruturar e gerenciar um programa de ideias.

Como montar um comitê de inovação em sua empresa em 5 passos

Abaixo, elencamos em tópicos, um passo a passo para criar um comitê de inovação em sua empresa. Confira.

1 – Selecione os profissionais mais preparados

Para levar a inovação para dentro da organização é preciso formar um comitê com autonomia para propor novas soluções e dar execução aos projetos de inovação.

É extremamente importante que o comitê seja formado por uma equipe com potencial criativo, pessoas abertas a mudanças e extremamente motivadas.

Para encontrá-las não é muito difícil, uma ideia é apresentar a proposta para grupos de pessoas de diferentes setores e o próximo passo é observar quais delas se interessaram pela proposta.

Um diferencial é procurar o feedback de empresas e profissionais que passaram ou estão passando pelo processo de implementação do comitê de inovação. Além disso, é possível também procurar hubs de inovação e fazer benchmarking.

O resultado desse pequeno esforço é reunir um rico material para inspirar e engajar os futuros participantes do seu comitê, proporcionando o começo do desenvolvimento da cultura de inovação na atmosfera da sua empresa.

2 – Defina a estratégia de inovação a ser executada e gerenciada pelo comitê

A eficiência do investimento em inovação pode ser colhida a curto, médio e longo prazo, portanto, a liderança e os c-leves precisam escolher com sabedoria seus objetivos, estratégias e como utilizar seus recursos de forma sábia para orientar a atuação do comitê de inovação – que, como falamos, em alguns casos participa ativamente desse momento.

O equilíbrio entre atividades de experimentação e o aperfeiçoamento das que já estão em pleno acontecimento na empresa é chamado de Ambidestria Organizacional.

Investimento externo em inovação pode ser, por exemplo, quando adicionamos ao nosso workflow ferramentas de otimização de processos, focadas em aumentar a produtividade e reduzir os processos manuais.

Para tanto, o comitê pode recorrer a uma estratégia de inovação aberta, buscando por startups que disponibilizam ferramentas para execução de projetos, planejamento de estratégias, junção de várias funções do cotidiano e fácil análise de resultados.

Já o investimento interno é geralmente ligado as ações e programas com objetivos voltados a melhor utilização de recursos e potenciais já existentes na empresa, como, por exemplo, o estímulo da ideação colaborativa e engajamento dos funcionários na resolução de dores da corporação ou na ideação de novas soluções – um exemplo é o Programa de Inovação (Programa de Sugestões ou Programa de Ideias).

Os dados corroboram a importância de implementar estratégias de inovação interna.

É comprovado que 80% do potencial de melhoria de uma organização está nos colaboradores de linha de frente, que retém conhecimento sobre circunstâncias particulares do negócio, enquanto a liderança possui conhecimento agregado sobre a organização.

3 – Quais projetos podem ser desenvolvidos pelo Comitê de Inovação?

Faz parte do processo de inovação o mapeamento e a análise das principais dores da organização; que pode aparecer como um produto ultrapassado, uma estratégia mercadológica obsoleta, um gasto excessivo de material, um consumo de recursos mal aproveitados e até mesmo uma meta interna de vendas não alcançadas.

Cada uma das dores explanadas pode se tornar um novo projeto. E, para esses projetos, é importante contar com as ferramentas e métodos mais completos para ser um “braço” do processo de inovação das empresas.

4 – Ferramentas e metodologias

Para colocar os projetos em prática é preciso encontrar métodos que funcionem, que se integrem com facilidade a realidade institucional da sua empresa e que sejam práticos para o comitê, afinal, a inovação é uma atividade de gestão e, como tal, precisa ser implementada com atenção – sem jamais prejudicar o workflow natural da corporação.

Conhecer as diferentes possibilidades do mercado é uma forte de fazer escolhas assertivas para impulsionar ainda mais as pessoas da empresa a inovarem.

Ações como, por exemplo, a escolha de uma plataforma de inovação para estruturar e gerir os processo de inovação é passo importantíssimo; bem como, o uso de metodologias que façam sentido para empresa em seus processos de implementação, como o método ágil.

5 – Analisar, implantar e mensurar resultados

Para uma gestão da inovação eficiente é preciso investir em pesquisas, ferramentas, técnicas de análise e aperfeiçoamento. É nesse ponto específico que o comitê de inovação garante a melhoria incremental de processos, produtos e serviços de uma organização, além de também dar passos para desenvolver novas soluções, ganhando novos mercados.

Esse processo de gestão pode ser estruturado em etapas, após a geração de ideias, o comitê pode se envolver nas etapas de validação e implantação dos projetos, além de ser importante que estejam preparados para mensurar e apresentar os resultados das iniciativas a toda empresa.

Os dados de análise de adesão a campanhas lançadas, projetos de inovação desenvolvidos, investimentos feitos e ROI são essenciais para a tomada de decisões futuras; então, saber quais são esses indicadores e como medi-los é indispensável para a gestão de qualquer processo inovador.

Conclusão

Uma empresa pode transformar ideias em resultados extraordinários, porém, ninguém inova sozinho. O comitê de inovação é uma excelente alternativa para empresas que ainda não possuem estrutura para implementar uma área de inovação interna desenvolvida, pois com poucos recursos e muita colaboração, é possível tirar as ideias incríveis do papel.

Dependendo da realidade institucional da organização, implementar um comitê pode ser algo complexo.

O ideal é se reunir com os profissionais convidados para a iniciativa e abrir debate para entender o quanto de energia precisará ser investida em tal empreitada. Além disso, há outras soluções, como procurar uma consultoria, por exemplo.

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Luís Felipe Carvalho

Luís Felipe Carvalho é um dos fundadores e, atualmente, CEO da AEVO; está há mais de 16 anos à frente de iniciativas para alavancar a inovação de empresas do Brasil e do mundo. Ao longo de sua trajetória, acumula experiências em gestão e implantação de projetos de inovação, buscando formas de gerar resultados para corporações também por meio do incentivo ao intraempreendedorismo. Graduado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Espírito Santo, cursou MBA em Gestão Empresarial e possui certificação PMP (Project Management Professional) concedida pelo Project Management Institute. Foi analista de projetos e liderou programas inovadores em grandes companhias de segmentos como engenharia e siderurgia. Integrou ainda o corpo docente da FUCAPE Business School, ministrando disciplinas de Project Management Office (PMO), Portfólio e Maturidade em Projetos e Gerenciamento de Riscos.

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