Como o case IDEO pode ser considerado uma aula de Design Thinking?

Como o case IDEO pode ser considerado uma aula de Design Thinking?

Quando você passa a ler sobre Design Thinking é comum ouvir falar sobre o case IDEO. Isso acontece porque a IDEO, uma das maiores empresas de design e consultoria em inovação do mundo, foi a responsável pelo “Deep Dive” e pelo próprio Design Thinking, o que alavancou a empresa como a maior e mais conhecida no design de produtos. 

O desafio do case envolvia reprojetar de forma inovadora e colaborativa carrinhos de compras de supermercado, os tornando mais modernos, atuais e úteis em apenas 5 dias e, para isso, a IDEO contou com a colaboração de uma equipe diversificada, que buscava transformar ideias em algo validável junto ao mercado a que se destinava, explorando extrair o máximo de sinergia e resultados no menor tempo possível. Mais que um desafio, o case da IDEO foi uma experiência prática do que o Design Thinking é capaz de fazer.

Você conhece o Deep Dive?

O Deep Dive é um conceito proposto pela IDEO para o desenvolvimento rápido de novos produtos, serviços, processos. É uma metodologia voltada a empatia, sinergia, disrupção e resultados muito rápidos. Ao analisarmos uma equipe como a da IDEO veremos um MBA de Harvard, um linguista, uma especialista em marketing, um psicólogo, entre outros. 

Alguns podem chamar esta equipe de “multidisciplinar”, mas a metodologia hands-on da IDEO faz dessa equipe ser “interdisciplinar” porque ela não funciona como uma linha de produção, onde cada um tem sua função e sim de forma colaborativa onde todas as ideias são válidas. 

Esse método propõe um processo aparentemente caótico para resolver problemas e inovar na criação de novos produtos. No Deep Dive, é possível notar uma grande preocupação em compreender as necessidades, desejos e limitações das pessoas que utilizarão o produto que está sendo desenvolvido. Se trata de uma abordagem lúdica e colaborativa, focada na empatia e na experimentação.

A inovação através da participação

Segundo David Kelley, fundador da IDEO, “em uma cultura inovadora, você não pode ter algo como uma hierarquia, onde temos o chefe, e outra pessoa abaixo, e a outra mais abaixo ainda […] porque é impossível que o chefe seja o que tenha tido a experiência mais valiosa com carrinhos de supermercado, simplesmente não é possível […]” David afirma ainda que até mesmo os empregados que apenas ouvem e acatam ordens do chefe não poderão acrescentar muito. 

Para inovar, é necessária a colaboração, por isso a IDEO conta com especialistas de várias áreas diferentes com a intenção de somar suas experiências e trabalharem juntos desde a concepção até o lançamento do produto, sem cargos definidos ou deveres permanentes. 

A IDEO acredita que limitações variadas e lideranças imperativas geram profissionais que tentam dizer e fazer aquilo que eles acham que o seu líder faria ou esperam dele, suprimindo a criatividade e disfunção. O trunfo da IDEO são seus times realmente multidisciplinares e talentosos.

Como a IDEO executa um projeto? Entenda as etapas do Design Colaborativo

Para executar um projeto, os colaboradores da IDEO não partem do zero, existe muita pesquisa, benchmark, sombra, levantamentos, dados primários e secundários. O processo é colaborativo do começo ao fim. 

O primeiro passo é dedicado ao entendimento do que se tem em mãos, já no segundo se iniciam as técnicas e sessões de brainstorming em grupos, sem pré-conceitos, críticas, nem líderes, apenas muitas ideias, debates e exposição visual. As ideias vão sendo postas e todos podem votar naquelas que mais chamam a atenção por serem inovadoras e viáveis. Depois da escolha das melhores ideias, parte para a prototipação e validação do produto, materializando a ideia inicial de diferentes formas, se utilizando de técnicas, materiais, ajustes e nova validação para assim conseguir chegar a ideia/protótipo final. 

A IDEO entende que um grupo certo de especialistas somando suas experiências e trabalhando juntos desde a concepção até o lançamento do produto, sem cargos definidos ou deveres permanentes, é necessário para a inovação e produtividade.

Se apropriando de igual forma ao uso do design colaborativo, a  plataforma de publicação de blog Medium, entrega um conteúdo inteligente e colaborativo onde os usuários escrevem para compartilhar ideias e histórias através de ferramentas que permitem a criação de publicações sem intervenções, além de terem à disposição mecanismos dinâmicos para responder e reagir.

Como PMBOK pode funcionar na gestão de projetos? 

O Guia PMBOK é um compilado de melhores práticas em gestão de projetos, elaborado pelo PMI, uma das instituições de maior renome internacional em gestão de projetos, o guia reúne as melhores práticas da gestão de projetos de forma padronizada e com diretrizes claras de gestão a fim de facilitar o gerenciamento de projetos. O Guia PMBOK fornece e promove um vocabulário comum para de discutir, escrever e aplicar o gerenciamento de projetos, possibilitando a troca eficiente de informações entre os profissionais da gerência de projetos.

Na gestão de projetos, o PMBOK tem se mostrado muito eficaz e suas vantagens são muitas. A partir dos conhecimentos adquiridos com o PMBOK, o gestor de projetos tem a possibilidade de padronizar os processos, estabelecer diretrizes claras de gestão e socializar a informação de maneira adequada, garantindo maior confiabilidade e qualidade na gestão de projetos. 

Ele permite ainda que as empresas padronizem as práticas em todos os departamentos. Isso significa que as pessoas em desenvolvimento gerenciam projetos da mesma forma que aqueles em distribuição. Outra vantagem é que o PMBOK pode ajudar os gerentes de projetos a trabalhar com um sistema padronizado entre as empresas. Alguém que trabalha para a empresa x que então se desloca para a empresa y pode usar as mesmas práticas. 

Fase de descobertas

Essa fase inicial tem a ver com as descobertas que se pode fazer a respeito do produto/serviço trabalhado. Nessa fase é necessário coletar dados estatísticos , fazer  pesquisas quantitativa , ir a campo pesquisar e entender o que realmente pensam as pessoas que usam e fazem o produto/serviço. O comportamento dos usuários e contexto de uso dos produtos é essencial para criar algo novo e inovador. Observe e converse com funcionários e clientes para aprender com eles as principais problemáticas e necessidades que os cercam referentes aos produto/serviço, fazendo a coleta de dados necessária para a próxima fase do projeto.

Fase de ideação 

Nesse fase é demonstrado e compartilhado com toda a equipe os dados levantados na fase anterior identificando e isolando cada um dos problemas para que seja possível criar soluções para cada um deles. É nessa fase que se encontra o “brainstorm” uma espécie de imersão total dentro do problema em questão e é essa etapa que é chamada de Deep Dive (algo como “imersão profunda”) ou um caos focalizado. Para se inovar, é necessário experimentação, e isso só é possível com muitas ideias disponíveis.  As ideias que vão surgindo são coladas na parede. Depois acontece uma triagem, onde as melhores ideias são selecionadas a partir de uma votação. 

Desenvolvimento e prototipação

Depois de exercitar o cérebro e escolher as ideias que mais valem a pena levar a campo, partimos para a prototipação. A prototipação é peça chave para saber se a sua ideia realmente atende as necessidades do seu público e se você não vai gastar tempo e dinheiro em projetos que não vão te levar a lugar algum. É através do protótipo que a sua ideia se torna tangível: você vai refletir mais sobre ela e a pessoa testada poderá experimentar a solução proposta.

Quanto mais rudimentar o protótipo, mais à vontade o seu tester se sente para sugerir e questionar. É através desse feedback que você refina o seu produto ou serviço.

Entrega e avaliação dos resultados

Após reunir o melhor de cada protótipo em um único protótipo final, que atenda da melhor e mais viável forma, chega-se a um resultado. Ainda assim, mesmo com todas as soluções e inovações que se consiga proporcionar no novo produto/serviço, é necessário realizar testes para gerar feedbacks dos usuários – os verdadeiros especialistas  – para ajustar, modificar e realizar melhorias no projeto.

Design Thinking é aplicável no Brasil?

No Brasil, mesmo com profissionais de ótima qualidade, ainda temos um mercado bem atrasado, com culturas em que chefes e clientes nos colocam a uma boa distância de qualquer coisa que se pareça com empatia, colaboração ou experimentação. A busca pela inovação tem proporcionado este “boom” das startups. Embora o cenário pareça desanimador, o Design Thinking não só pode ser aplicável no Brasil como já é. Nike, Sony, IBM, Totvs, Natura e Itaú são alguns exemplos.

Se você deseja fazer o uso do Design Thinking em sua empresa, saiba que suas técnicas podem ser aplicadas e simplificadas com a AEVO Innovate, uma plataforma intuitiva que auto gerenciável que te possibilita colocar em prática a estratégia de inovação  da sua empresa.

 

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