DESIGN THINKING

Tudo o que você precisa saber!

Lillian Donato

Lillian Donato

Publicado em 16/10/2020

O design thinking é uma abordagem que se apropria do olhar empático do designer para ordenar o processo criativo por trás da resolução de algum problema ou ideação de novas soluções.

design thinking

Conheça a metodologia desgin thinking

CONFIRA:

  • O que é Design Thinking
  • Etapas do Design Thinking
  • Dicas para Inovar com essa abordagem
  • Ferramentas para aplicar o Design Thinking
  • Como aplicar o Design Thinking 
  • Melhorando os resultados do seu projeto com o Design Thinking
  • Conclusão

Com o crescente avanço tecnológico e competitividade, a procura por inovação ficou comum. Desde os iniciantes aos gestores mais ambiciosos à buscam incessantemente. 

A revolucionária e bilionária Netflix, é o exemplo mais atual e tangível que podemos aplicar a essa forte tendência.

Tendo em vista que o comportamento do consumidor também evoluiu, não se pode mais ser avaliado de forma linear. Dessa forma, podendo sofrer diversas alterações com o decorrer do tempo. A personalização da experiência dos assinantes, por meio de complexos algoritmos, foi uma proposta radical, tentadora e muito, muito eficaz.

Para desenvolver ideias de produtividade, além de compreender os hábitos de consumo dos usuários, fez-se uso do que chamamos de Design Thinking. É por meio desse processo que as empresas compreendem, se relacionam e analisam
seus clientes e potenciais consumidores.

Ficou interessado? Então, a seguir, saiba mais sobre o que é o Design Thinking e entenda como ele pode ser aplicado para gerar inovação na sua empresa.

afinal, o que é design thinking

O conceito de Design Thinking, assim como o do próprio design, pode parecer a princípio, algo abstrato para quem não o conhece e nunca o viu em funcionamento.

Mas saiba que, na realidade, trata-se de um processo que pode ser altamente benéfico para o desenvolvimento da inovação e para o crescimento de sua empresa.

O grande objetivo do Design Thinking está em criar soluções inovadoras para os clientes com foco em suas necessidades.

Para isso, o trabalho é realizado por meio de interações junto com o cliente, identificando os problemas, testando soluções e aprendendo continuamente com os erros gerados no processo. 

No Design Thinking, temos como ponto de partida o valor da empatia, da invenção e da interação com o cliente, ou seja, a compreensão e o estabelecimento de uma relação com o público para o qual desenvolvemos um projeto ou produto.

Embora em uma gestão comum a orientação ao cliente já deva ser incentivada e priorizada, no Design Thinking a abordagem de empatia trata-se de um conhecimento mais pessoal e profundo que ajuda a compreender os clientes não apenas como alvos de prospecção de vendas ou dados e informações demográficas, mas como seres humanos plenos.

Ao contrário da visão linear da administração clássica, o Design Thinking busca uma abordagem mais humana, partindo do levantamento das necessidades do consumidor, o que gera soluções muito mais precisas para sanar as chamadas “dores” do cliente.

Ele busca trazer um equilíbrio entre o lado científico e exato de uma gestão e contribuir para que a parte de criação, do elemento artístico, possa ser concreto, fazendo com que o projeto passe por um processo de raciocínio para que se desenvolvam novas oportunidades e se diminuam os riscos envolvidos.

ETAPAS DO DESIGN THINKING

Design Thinking está baseado no chamado pensamento abdutivo, isto é, na busca por formulação de questionamentos por meio da apreensão e compreensão de fenômenos e comportamentos.

Assim, em sua aplicação, são feitas perguntas que devem ser respondidas a partir de informações reais coletadas durante a observação do que tangencia o problema a ser resolvido.

Isso faz com que a solução criada não seja derivada do problema, mas sim que ela se encaixe organicamente nele, desafiando padrões, desfazendo conjecturas e transformando-as em oportunidades para gerar inovação.

De acordo com o livro A Magia do Design Thinking, dos autores Jeanne Liedtka & Tim Ogilvie, você deve responder 4 perguntas para realizar o processo de Design Thinking. São elas:

 

1- “O QUE É?” (ETAPA DE IMERSÃO)

Inovação exige observar a realidade do cliente. Para poder identificar uma oportunidade de inovação, é preciso entender a rotina e as necessidades reais de seu público.

Ferramentas que permitam que sua empresa mapeie a jornada de seu cliente durante sua jornada de compra serão importantes para seu processo de Design Thinking.

Além do processo de vendas, é preciso estar atento ao conceito do “job to be done”, isto é, o maior motivo por trás da justificativa ou necessidade do cliente pelo produto ou serviço de sua empresa.

Lembre-se: para descobrir as dicas para a inovação futura, é preciso identificar quais são as insatisfações do presente.

As seguintes ferramentas podem ser utilizadas nesta etapa:

#1. Mapeamento da jornada

É a avaliação e representação da experiência do cliente ao interagir com um produto ou serviço. O mapeamento da jornada pressupõe que o avaliador vivencie a interação sob ponto de vista da pessoa do cliente e, por si só, já ajuda a manter um foco mais humanizado.

#2. Análise da cadeia de valor

Análise da cadeia de valor do cliente, contemplando a interação com os parceiros para produzir, vender e distribuir as suas ofertas.

É especialmente útil para que o novo produto ou negócio crie valor para o cliente e seus parceiros.

#3. Mapeamento mental

Neste caso, não estamos falando de mapas mentais. A ideia é organizar os dados coletados nas ferramentas anteriores de exploração e buscar entender os padrões e insights que aparecem e irão proporcionar o embasamento para a fase de geração de ideias ou ideação.

 

2- “E SE?” (ETAPA DE IDEAÇÃO)

Quais são as hipóteses pensadas por seus funcionários e gestores?

Com base na realidade observada do cliente, é o momento de responder as perguntas do tipo “e se?” realizando um processo de brainstorming, lançando as ideias e hipóteses do que pode ser feito para gerar valor para o cliente.

Nesta etapa, utilizam-se as seguintes ferramentas:

#1. Brainstorming

Sessão coletiva de geração e compartilhamento de ideias de oportunidades para novas possibilidades e hipóteses a serem testadas e aperfeiçoadas.

#2. Desenvolvimento de conceitos

A formação de conceitos envolve selecionar e detalhar as melhores ideias e avaliá-las usando critérios do cliente ou da empresa.

Nesse momento, pode-se utilizar uma plataforma de gestão de ideias para estruturar o processo de aprovação e priorização, como o software AEVO Innovate.

 

3- “O QUE SURPREENDE?” (ETAPA DE PROTOTIPAÇÃO)

Após perguntar e resolver as hipóteses ao perguntar “e se?”, agora é hora de identificar quais são as ameaças às ideias geradas.

Nesse momento, a metodologia do Design Thinking incentiva a prototipagem para que seja possível colocar-se no lugar do cliente. Nessa etapa, visa-se o aprendizado sem a necessidade de investir muito.

Podem-se utilizar as seguintes ferramentas:

#1. Teste de premissas

Esta ferramenta contempla a identificação das premissas básicas que sustentam a atratividade do conceito do novo negócio ou produto, ou seja, quais foram as principais suposições consideradas verdadeiras para a ideia selecionada.

Uma vez definidas, deve-se focar em testar se essas premissas-chave são de fato verdadeiras.

O objetivo é encontrar, com o máximo de velocidade e o mínimo de investimento, os aspectos que podem levar a empresa a descobrir o sucesso ou fracasso de um conceito.

#2. Prototipagem acelerada

Com essa ferramenta, concretizamos um conceito mais aprimorado para que possa ser explorado e testado.

Enquanto o teste de premissas é feito geralmente por experimentos mentais, o protótipo já cria um modelo real, mesmo que ainda de forma rudimentar e inacabado na aparência.

O ideal é que a prototipagem seja realizada em atividades rápidas e iterativas, permitindo rápidos aprendizados sobre modelos testáveis na prática.

 

4- “O QUE FUNCIONA?” (ETAPA DE DESENVOLVIMENTO)

É o momento de desenvolver o protótipo mais adequado ao mercado e lançá-lo quando ele puder ser considerado um produto funcional com o mínimo das funcionalidades pretendidas (ou MVP – Minimum Viable Product).

A partir do feedback dos clientes e do mercado, itera-se no produto para que ele possa ser lançado de forma aprimorada e mais ágil no mercado.

A vantagem dessa iteração e rápida otimização dos pontos fracos do produto ideal é a de permitir a promoção de produtos melhores, pois já se trata de um processo de aprimoramento constante.

As seguintes ferramentas são úteis nesta etapa:

#1. Cocriação com o cliente

O objetivo aqui é envolver um ou mais clientes em potencial no desenvolvimento do novo produto ou serviço, colocando-os, por exemplo, em contato com alguns protótipos para observar as suas reações.

Buscando um produto adequado às necessidades dos clientes, eles se tornam parte importante no aspecto criativo da melhor solução possível, acompanhando sua evolução e funcionalidades.

#2. Lançamento de aprendizagem

É o lançamento de uma versão do produto que permita que os clientes vivenciem a nova solução enquanto a empresa pode confirmar se as premissas-chave com base nos dados de feedback do cliente e do mercado foram cumpridas. Nesta fase, os clientes já devem arriscar alguma quantia no jogo e, portanto, os riscos são maiores.

3 DICAS PARA INOVAR COM DESIGN THINKING

Agora que já sabemos o que é Design Thinking, vamos te mostrar dicas práticas para começar a usar essa metodologia.

Imagine o seguinte: você investe uma quantidade alta de recursos num prazo estipulado. Porém, no final não obtém nem perto do retorno previsto.

Cogitar essa possibilidade de fracasso de planejamento é bastante arriscado, principalmente quando se lida com um mercado imediatista e exigente quanto o atual. Afinal, quando cometemos deslizes no planejamento, a falência torna-se inevitável.

Aplicar o Design Thinking, entretanto, não significa descartar planejamentos matemáticos. Mas sim abordar de forma humana o core da questão: as pessoas e suas funções no projeto.

O Design Thinking é capaz de solucionar os problemas do seu projeto do desenvolvimento à conclusão. Essa metodologia pode ser a chave para aumentar tanto a motivação quanto a produtividade.

PENSE NAS PESSOAS

Pensar nos indivíduos é a atitude principal que nos leva a melhorar e transformar tudo ao nosso redor. Seja no cotidiano familiar ou na correria do ambiente de trabalho. 

Isso significa que quando planejamos uma decisão ou um novo projeto, diversas perguntas devem ser realizadas.Exemplos: “eu me sentiria alegre se isso ocorresse de tal forma?”, “adquirindo esse serviço, quão diferente eu me identificaria?” e “a aparência desse produto pode desagradar alguém?”. 

A mudança, entretanto, deve ser feita de dentro para fora. Afinal, de nada adianta buscar um público diferente se sua equipe não possui vivências diversas.

É importante ressaltar que ter uma equipe repleta de pessoas com opiniões e experiências diferentes só dará certo se o anseio de todos for o mesmo: progredir junto com a empresa.

A diversidade é uma das melhores características, apesar de ser necessária prudência na gestão de conflitos.

Leia também: Metodologia Squad – Como organizar uma Equipe de Software

A PRESSÃO POR RESULTADOS

Confessemos: lidar com pressão no trabalho pode ser uma tarefa quase impossível, ainda mais quando não se tem conjuntura de administrar tempo com tanta disciplina.

Outro desafio do mundo corporativo é atender exigências com resultados imediatos. Tudo isso enquanto se faz necessário usar a criatividade e a inovação para suprir essas demandas.

Manter-se adaptável é outra premissa relevante do Design Thinking. É sempre um diferencial estar aberto a inovações e a novas oportunidades.

Outro conselho de ouro é não se afligir tanto com suas falhas no ambiente corporativo. Afinal, ser muito duro consigo mesmo pode ser contraprodutivo e desgastante.

O que você pode fazer para se frustrar menos e ter mais controle sob seu trabalho é montar um planejamento por etapas, da imersão ao desenvolvimento.

Assim, você diminui a probabilidade de errar.  No entanto, se você cometer algum equívoco, é recomendado que você procure por feedbacks de seus colegas e clientes. Tudo isso para aprimorar e sofisticar seu desempenho cada vez mais.

PERMITA QUALQUER IDEIA

É bom sempre deixar evidente que estimular a produção de conceitos criativos é o exercício pleno de dar voz ao pensamento livre. É comprovado que ideias importantes são oriundas de momentos de lazer e descontração. Até mesmo dos pensamentos considerados irrelevantes. 

Para que sejam aplicadas as ferramentas do Design Thinking, é preciso ter em mente que, no direcionamento à inovação, se faz necessário controlar as incertezas. 

Entretanto, ao aceitar palpites através do Brainstorming, quantidade é sinônimo de qualidade. Então estimule cada um a disparar suas ideias, até as mais vazias e estúpidas. Não descarte nenhuma possibilidade até então. 

Assim que todas essas sugestões se esgotarem, ordene-as em conjuntos para análise e síntese.

Leia também: Brainstorming 101: o guia completo

FERRAMENTAS PARA APLICAR O DESIGN THINKING​

MATRIZ CSD

A matriz CSD – Certezas, Suposições e Dúvidas – é uma matriz para relacionar pontos de atenção do projeto facilitando definir onde se concentrar ou no que focar. A matriz funciona a partir de três questões principais: 

  1. O que já sabemos a respeito do projeto? 
  2. Quais são as nossas hipóteses ou o que supomos saber? 
  3. Que dúvidas temos e quais perguntas poderiam ser feitas? 

A partir disso será possível definir onde exatamente você e seus colaboradores devem focar e concentrar seus esforços no projeto.

Um ponto importante é que apesar de ser criada no início do projeto, a matriz permanece ativa durante o desenvolvimento do projeto pois pode apresentar mudanças e avanços, como por exemplo dúvidas que foram sanadas posteriormente. 

 

ENTREVISTAS 

Nesse método, se procura, através de uma conversa com o entrevistado, obter informações através de perguntas, cartões de evocação cultural, dentre outras técnicas.

As informações buscadas transpõem o assunto pesquisado e os temas centrais da vida dos entrevistados. 

Entrevistas são particularmente úteis para obter a história por trás das experiências de vida do entrevistado. O entrevistador deve estimular o participante a explicar os porquês desses relatos para que consiga compreender o significado do que está sendo dito.

Através desse diálogo é possível expandir o entendimento sobre comportamentos sociais, descobrir as exceções à regra, mapear casos extremos, suas origens e consequências.

 

PROTOTIPAGEM

A Prototipagem é a fase de validação das ideias geradas. É a hora de aparar as arestas, ver o que se encaixa no projeto, juntar propostas e colocar a mão na massa.

Com o protótipo em mãos, é possível testar o produto junto ao usuário final, refinando e melhorando até que ele se transforme em uma verdadeira solução.

Apesar de ser apresentada como fase final, a prototipação pode acontecer em paralelo às outras fases. Conforme as ideias forem surgindo elas podem ser prototipadas, testadas e, em alguns casos, até implementadas.

 

MAPEAMENTO MENTAL

O Mapeamento Mental é um processo de associação de palavras onde se coloca uma palavra no centro para o design do projeto e começa a adicionar outras que tem relação com aquele conceito inicial.

A ideia é juntar o máximo de palavras possíveis e que tenham relação com o conceito inicial do projeto, isso auxiliará a dar sequência  nas outras fases do processo. 

Esta técnica pode ajudar a gerar insights com base em atividades de exploração. O mapas mentais oferecem possibilidades para quem quer organizar ideias, estimular novas ideias com equipes e muito mais. 

 

GAMIFICATION 

A dinâmica dos jogos pode facilitar a participação de todos por meio de atividades lúdicas, afinal os jogos são excelentes recursos para estimular a criatividade das pessoas. 

Gamification consiste em usar técnicas, estratégias e o design de games em outros contextos que não sejam necessariamente associadas aos jogos em si. 

É trazer o jogo para a realidade e com isso impactar pontos como engajamento, produtividade, foco e determinação, tornando mais simples atingir metas e objetivos em qualquer contexto.  

Ao propor uma competição entre os participantes, o mediador pode lançar desafios a serem superados, fazendo com que todos coloquem a criatividade para trabalhar.

 

VISUAL THINKING

Para que as informações sejam de fato absorvidas e memorizadas, elas precisam passar por uma combinação de estímulos que podem ser visuais, auditivos, de leitura/escrita ou cinestésica.

Visual Thinking reúne um conjunto de elementos textuais e formas variadas, que são chamados de Vocabulário Visual, para ajudar você e sua equipe a pensar de forma visual, trazendo para o papel todas essas ideias em forma de técnicas simples de desenho que qualquer pessoa pode fazer. 

Usar representações visuais para imaginar possibilidades e dar-lhes vida é uma das estratégias mais inovadoras da atualidade. 

O bom pensamento visual usa a relação espacial entre os objetos para armazenar informações.

 

BRAINSTOMING

No Design Thinking, Brainstorming é uma técnica fundamental para estimular a geração de um grande número de ideias em um curto espaço de tempo visando estimular a geração de ideias, provocar transformações, buscar soluções inovadoras e estimular melhorias a partir de um debate saudável.

O Brainstorming explora a criatividade dos participantes sempre de maneira lúdica e bem estruturada. 

Geralmente realizado em grupo, é um processo criativo conduzido por um moderador, responsável por deixar os participantes à vontade e estimular a criatividade sem deixar que o grupo perca o foco.  

Um problema é apresentado ao grupo, que deverá encontrar soluções de forma conjunta, debatendo prós e contras de cada ideia, até que se chegue a um resultado final. O consenso provavelmente será a melhor maneira de resolver a questão. 

 

CRIAÇÃO 

Para ter um melhor rendimento e desempenho dos colaboradores na hora da criação, organizar um encontro ou workshop com uma série de atividades em grupo pode estimular a criatividade e a colaboração, resultando na criação de soluções inovadoras.

Se você se encontra em um momento onde há uma grande quantidade de dados que podem ser mais bem trabalhados por uma equipe estendida ou se você precisa ainda agregar conhecimentos de diferentes especialistas envolvidos em um projeto, faça uma sessão criativa de trabalho onde os participantes são convidados a interagir na geração de ideias de forma colaborativa. 

Elabore atividades dinâmicas de curta duração e em pequenos grupos, intercaladas com apresentações das ideias geradas e intervalos para “comes e bebes”.

como aplicar o design thinking

Tem se tornado cada vez mais comum pequenas e médias empresas adotarem o Design Thinking, sua prática se encaixa em qualquer setor do negócio: gestão empresarial, vendas, marketing e planejamento estratégico, por exemplo, e é aplicável em pequenas, médias e grandes empresas.

Desde que exista um problema a ser resolvido ou uma inovação a ser criada, o Design Thinking pode ser aplicado. 

A sua aplicação na empresa pode ocorrer em diferentes situações. O que se deve ter em mente nessa hora é que, quanto mais multidisciplinar for a equipe envolvida na abordagem, mais insights poderão surgir.

O essencial é que esses profissionais desenvolvam a empatia durante o processo, de modo a compreender realmente os anseios do cliente. 

Um exemplo de um case de sucesso criado a partir do Design Thinking foi a da Havaianas, a empresa recorreu a essa metodologia para elaborar a estratégia de lançamento de suas bolsas.

A intenção era que as bolsas mantivessem a brasilidade e transmitisse um estilo descontraído e alegre, algo que já era observado nas sandálias. 

O primeiro passo foi entrevistar pessoas de todo o Brasil para identificar certas características do povo brasileiro que pudessem ser transmitidas nas bolsas.

A pesquisa foi feita também em outros países com o objetivo de manter a coerência com os mercados internacionais. Depois, a Havaianas desenvolveu diversos protótipos, os quais foram testados, avaliados e adaptados até que a empresa chegou a um modelo ideal, lançado no São Paulo Fashion Week.

MELHORANDO OS RESULTADOS DO SEU PROJETO COM O DESIGN VALUE THINKING

Os pesquisadores reconheceram há muito tempo que as abordagens padrão para o gerenciamento de projetos não são adequadas para abordar mudanças no ambiente ou nas necessidades do negócio, particularmente em contextos inovadores caracterizados pela incerteza e complexidade.

E nós precisamos reconhecer que mesmo em um cenário ideal, em que um projeto é completamente fiel ao escopo proposto, não é raro quando o cliente não reconhece o valor do que foi entregue.

Talvez esse seja um dos aspectos que mais provoca frustrações na gestão de projetos: completar todas as etapas de um projeto com plenitude, mas não conseguir produzir percepção de valor para o cliente com a entrega.

O Design Thinking examina diversos ângulos e perspectivas para solução de problemas. A base desse conceito é entender os métodos e processos que designers utilizam ao criar soluções inovadoras.

Tudo bem, mas o que isso tudo tem a ver com gerenciamento de projetos? Tudo, afinal nos últimos anos o termo “pensar fora da caixa” tem sido muito abordado, pois como gestores de projetos são “treinados” (e muitas vezes treinam outros profissionais) para pensar no problema e não na solução.

E quando estamos falando de gerenciamento de projetos de inovação, o foco seria uma só, a solução para melhoria de alguma necessidade/demanda. 

E como já dizia Albert Einsten: “a inovação nunca é fruto do pensamento lógico, mas o resultado dela está sempre conectado a uma estrutura lógica”.

Ao começar com uma fase de definição de problema, o Design Thinking pode contribuir para a articulação da estratégia de um projeto. Já que através da coleta de dados profundos e da articulação de variadas suposições a serem testadas simultaneamente, garante que múltiplas opções serão consideradas e testadas, antes que o problema abordado seja efetivamente articulado.

Além disso, a estratégia moderna enfatiza os processos de aprendizagem como uma capacidade dinâmica chave de uma empresa. 

Como essa capacidade pode ser desenvolvida, no entanto, não é bem abordada. O gerenciamento de projetos é claramente um candidato interessante para superar essa lacuna.

Mas, para isso, precisa desenvolver uma perspectiva maior sobre questões estratégicas. O Design Thinking fornece um método para criar conhecimento sobre orientação estratégica através, por exemplo, de descobertas de necessidades e inspiração.

Finalmente, abordando a questão chave do esforço inovador e, assim, aumentando o valor de uma dimensão funcional para uma simbólica, as ferramentas de Design Thinking fornecem um veículo de capitalização de nível firme que permite a reutilização de conhecimento de um projeto para outro.

Complementando a perspectiva analítica e funcional de gerenciamento de projetos tradicionais enfatizando o significado do projeto inovador. Ao fazê-lo, contribui de forma importante para a orientação e formulação de estratégias.

CONTRIBUIÇÃO DO DESIGN THINKING PARA O GERENCIAMENTO DE PROJETOS EM SITUAÇÕES INOVADORAS

O reconhecimento de que o design é um fator importante para a criação de valor levou à sua integração como uma capacidade comercial das empresas. Reconhecendo esse papel estratégico, os pesquisadores apontaram a importância de difundir práticas de design em toda a organização, além do alcance específico da inovação.

A ideia é que o design é mais um atributo cultural de uma empresa do que um conhecimento especializado: precisa se movimentar a montante, onde as decisões estratégicas são tomadas.

Assim, ele contribui mais para dois desafios específicos de gerenciamento de projetos: o desafio da exploração e o desafio das partes interessadas. 

Também existem contribuições potenciais para abordar o desafio da formulação da estratégia, embora tais contribuições precisam ser mais especificadas e exigir pesquisas futuras.

Como observamos, o Design Thinking aborda problemas complexos em contextos incertos e mobiliza ferramentas e atitudes para esse fim. Funcionando como uma abordagem de “definição e resolução” que trata de situações mal estruturadas onde o problema não é articulado e é considerada uma hipótese onde a ação estimula pensamentos para inspirar melhores soluções.

O Design Thinking enfatiza a necessidade de envolver as várias partes interessadas no processo de inovação e propõe metodologias, ferramentas e processos para facilitar suas interações – é uma habilidade estratégica que contribui para a criação de valor,  colaborando para enfrentamento dos desafios encontrados pelo gerenciamento de projetos que demandam inovação.

Agora  que você já entendeu que que o que é o Design Value Thinking, que tal aplicar os conhecimentos e melhorar a visibilidade dos resultados dos seus projetos?

SOFTWARE DE GESTÃO DE IDEIAS ALIADO AO DESIGN THINKING

Ter uma boa quantidade de ideias é primordial para o processo de inovação. Mas para influenciar, ao aumentar produtividade no controle de ideias nas empresas, se faz necessário o uso de softwares singulares de gestão de ideias.

Se você quer priorizar a qualidade de gestão de ideias e alinhando-a ao Design Thinking, desenvolvemos o software de controle de mudanças e gerenciamento criativo. 

AEVO Innovate é um conjunto de mecanismos inteligentes, com a premissa de fornecer inovação através de uma plataforma de gerenciamento. O programa é de fácil manuseio e de grande estímulo à comunicação.

Com ele você está cem por cento no controle das táticas corporativas e da supervisão de melhoramentos. Peça agora a sua demonstração para acompanhar o seu processo de ideação do Design Thinking!

conclusão

No cenário de competição global atual, apenas atender ao que o cliente já espera de sua empresa e oferecer soluções comoditizadas já não é suficiente para garantir a sustentabilidade dos negócios. É preciso ir além.

Design Thinking ajuda a gerar uma visão mais holística sobre o cliente, desafiando a visão clássica cartesiana que o reduz a mero consumidor e fazendo com que a empresa o entenda de modo mais profundo e possa gerar inovações que terão aderência em seu mercado.

Por tudo isso, fazendo uso de uma metodologia multidisciplinar, colaborativa e focada em tangibilizar pensamentos e ideias, o Design Thinking torna-se um grande aliado da cultura da inovação nas organizações.

Ele ajuda na criação de soluções inovadoras e na transformação delas em negócios tangíveis e lucrativos para as empresas.

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