O que é economia criativa e como ela pode te ajudar

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Atualmente, ao se pensar em novas maneiras de desenvolvimento que ultrapassem a visão exclusiva de crescimento econômico, o termo Economia Criativa entra em pauta, pois procura estabelecer uma relação entre a tecnologia, a inovação, cultura, criatividade e sustentabilidade.

Mas como e onde surgiu? Quais são as áreas envolvidas nesse meio? E no Brasil, como funciona? Neste texto abordaremos essa nova perspectiva de olhar sobre os modos de produção econômica, relacionando-a com a área de políticas públicas representado em âmbito nacional por meio do Plano da Secretaria da Economia Criativa.


O que é economia criativa?

O conceito de economia criativa, ou Creative Economy, em inglês, tem um figura paterna clara em John Howkins e seu livro “The Creative Economy: How People Make Money From Ideas”, publicado em 2001 e traduzido para diversas línguas, inclusive o português. Aqui no Brasil, a obra se chama “Economia Criativa. Como Ganhar Dinheiro com Ideias Criativas”

A ideia central da economia criativa é incluir processos, ideias e empreendimentos que usam a criatividade como destaque para a criação de um produto. O termo e sua consequente popularidade ganhou espaço, inclusive na criação de políticas públicas, especialmente na China, Reino Unido e Estados Unidos. O Brasil também atentou para esse potencial. Em 2012, foi criada a Secretaria de Economia Criativa, inicialmente vinculada ao Ministério da Cultura.


Para que serve a Economia Criativa?

A Economia Criativa tem sido considerada a grande estratégia de desenvolvimento do século XXI. Isso acontece porque ela oferece enormes oportunidades nessa área, além de um amplo campo da Cultura de Negócios, como inovar produtos e serviços, ampliar o mercado e fidelizar clientes. Tudo isso acontece por meio da incorporação de elementos culturais e criativos ao negócio. Sua meta é criar uma rede de artistas e empresários que tenham a capacidade de promover um crescimento sustentável no setor criativo.

Uma indústria criativa é orientada por esse conceito, valorizando a criatividade individual ou coletiva, habilidades e talentos. Além disso, ela tem potencial

para criar riquezas e empregos a partir do desenvolvimento de propriedade intelectual.


Como funciona a economia criativa?

A Economia Criativa é bem difundida em países como Inglaterra, França e Estados Unidos. No Brasil, um passo importante, ocorreu por meio do Decreto nº 7.743 do ano de 2012, que criou a Secretaria da Economia Criativa, vinculada ao Ministério da Cultura (esta secretaria foi desfeita e atualmente os assuntos referentes sobre a ela foram realocados para a Secretaria de Educação e Formação Artística e Cultural).

Fora isso, nesse mesmo ano criou-se o Observatório de Economia Criativa (OBEC) um local de pesquisas e difusão de dados sobre esse conceito.

A partir de todo esse debate, no ano de 2011 foi formulado o Plano da Secretaria de Economia Criativa, uma forma de direcionar as ações que serão estabelecidas na área e utiliza como base os mesmos setores criativos definidos pela UNCTAD, como ilustrado na figura anterior.

O objetivo do Plano é implementar políticas públicas transversais, de forma articulada com outros ministérios, como o Ministério de Ciência e Tecnologia, Ministério das Comunicações, Ministério das Cidades, Ministério do Trabalho, dentre outros. Por abranger diversas áreas, ainda há discordâncias sobre qual seria o ministério mais adequado para estar à frente da Economia Criativa, já que não se refere apenas à área artística e cultural.


Economia criativa como estratégia de desenvolvimento

A economia criativa é responsável por promover o desenvolvimento sustentável e humano e não apenas o crescimento econômico. A cultura, a criatividade e o conhecimento são matérias-primas e os únicos recursos que não se esgotam. Quanto mais utilizada, mais ela se multiplica e se renova.

A melhor forma de aplicar seu conceito como estratégia de desenvolvimento é através da gestão do conhecimento. Para resumir, é tornar o conhecimento individual acessível a terceiros.

Deste modo, você dissipa o conhecimento na empresa e promove a descentralização de processos capacitando outros profissionais, além de ser uma estratégia para a sustentabilidade do planeta, da espécie humana e também das empresas.


Economia criativa é qualquer atividade que envolva criatividade?

A resposta para esta pergunta é um pouco complexa: sim e não. Tem que ser criativa? Sim. Mas só a criatividade é suficiente para ser, de fato, economia criativa? Não. Ficou confuso? Explicaremos.

Para ser enquadrado em um negócio nesse grupo é preciso que alguém esteja lucrando diretamente com ela. Como assim? Simples, vamos pensar em dois conceitos-chave: bens intangíveis e propriedade intelectual.


1 – Bens intangíveis

São obras que não podem ser tocadas fisicamente. O que pode ser classificado como um bem intangível? O conteúdo de um livro, softwares, músicas, filmes, audiobooks e tudo aquilo que possui um alto valor intelectual ou um alto valor comercial.

Quer um bom exemplo disso? A Coca-Cola. A marca em si é só um desenho associado a um nome, porém é um dos bens mais valiosos do mundo.


2 – Propriedade Intelectual

Assim como qualquer bem, os bens intangíveis necessitam de proteção. E é nesse momento que surge a propriedade intelectual. É o conjunto de proteções dadas a esses bens intangíveis, ou seja, copyrights, patentes e quaisquer registros legais que vão identificar o valor comercial das obras.


Qual a importância da economia criativa?

Pelo que vimos até aqui, já é possível entender o quão significativa é a importância da economia criativa.

Além dos números citados acima sobre geração de empregos e valor no Brasil, há ainda outros que são impressionantes. De acordo com pesquisa realizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento, se a ela fosse um país, teria o quarto maior PIB, de 4,3 bilhões de dólares.

O número de trabalhadores também impressiona: 144 milhões de profissionais no mundo fazem parte da economia criativa. Segundo Howkins, seu crescimento nos Estados Unidos, China e em partes da Europa é três ou quatro vezes maior em média que o da economia em geral.

Ou seja, estamos falando de um setor que cresce no Brasil em plena crise e arranca com força em cenários mais otimistas e favoráveis, puxando a fila da economia. E não é difícil de entender isso. Um país pode perder infraestrutura, capacidade para

investir e até reservas internacionais. Mas a criatividade de suas pessoas sempre existirá, assim como sua cultura e história. A partir disso, diversas ideias podem surgir e empreendimentos serem realizados.

É função do governo e organizações em geral permitir que esse ecossistema se desenvolva com redução de burocracia, surgimento de linhas de crédito e apoio logístico.

Gostou do artigo? Ele foi feito pelo time da Embracon, uma das maiores administradoras de consórcio do Brasil.

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