Energia renovável: quais as fontes, importância e vantagens

A energia renovável provém de fontes de energia natural, geradas a partir de recursos que se renovam continuamente, como a luz solar, o vento, a água, a biomassa e o calor geotérmico. As fontes renováveis nos dão a possibilidade de explorar recursos que são sustentáveis à longo prazo e que não causam danos irreparáveis ao meio ambiente, contribuindo com a pauta ESG e iniciativas globais de preservação ambiental.

O cenário global demanda por soluções mais sustentáveis, e a energia renovável é protagonista nessas discussões.

Os números do setor já são marcantes, com um crescimento de quase 50% na capacidade de energia renovável adicionada aos sistemas do planeta em 2023, comparado a 2022.

Estes dados, emitidos em relatório da Agência Internacional de Energia (IEA), representam um marco histórico, com o crescimento mais acelerado dos últimos 20 anos.

Além disso, ele nos aproxima da ambiciosa meta global proposta na COP 28 do ano anterior, que visa triplicar a capacidade de energia renovável em todo o mundo até 2030.

As fontes de energia renovavéis contribuem para a sustentabilidade e a eficiência, que são cada mais essenciais para a vida no planeta.

Conheça mais sobre as fontes disponíveis, o impacto dessas matrizes e quais os incentivos para consumidores e empresas que adotam a energia renovável. Siga a leitura.

O que é energia renovável?

A energia renovável provém de fontes de energia natural, geradas a partir de recursos que se renovam continuamente, como a luz solar, o vento, a água, a biomassa e o calor geotérmico.

As fontes renováveis nos dão a possibilidade de explorar recursos que são sustentáveis à longo prazo e que não causam danos irreparáveis ao meio ambiente, contribuindo com a pauta ESG e iniciativas globais de preservação ambiental.

O movimento em direção às energias renováveis ganhou força motivado por uma combinação de fatores, incluindo preocupações ambientais, volatilidade nos preços dos combustíveis fósseis e a preocupação com a dependência de fontes não renováveis.

Ao longo do tempo, essa jornada rumo à eficiência e sustentabilidade passou por uma evolução notável. Inicialmente, a utilização de energia renovável estava muitas vezes vinculada a aplicações específicas, como a geração de eletricidade em locais remotos por meio de painéis solares ou turbinas eólicas.

Contudo, avanços tecnológicos e crescente conscientização ambiental expandiram rapidamente o escopo e a viabilidade econômica da energia renovável.

Desde a criação das primeiras usinas hidrelétricas até os modernos parques eólicos e sistemas de captação solar, a energia renovável tornou-se uma força significativa na matriz energética global.

Governos, empresas e consumidores estão investindo cada vez mais em soluções inovadoras que possam promover a transição para um futuro energético mais limpo e sustentável.

O Brasil se destaca no movimento de transformação do setor eletríco, com as fontes renováveis atingindo a impressionante marca de 83,79% de sua matriz elétrica.

Além das hidrelétricas, centrais para o abastecimento do país, a construção de usinas fotovoltaicas e eólicas nos impulsionou a conquistar um lugar ainda mais importante no contexto internacional.

O ano de 2023 testemunhou o maior aumento na geração solar e o segundo maior incremento na energia eólica, consolidando o compromisso do Brasil com um futuro mais sustentável.

Cabe destacar que esses números correspondem apenas à produção em larga escala. Eles não incorporam a contribuição da micro e minigeração distribuída, que representam as placas solares já comuns em residências, comércios e pequenas plantas energéticas.

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Quais as fontes de energia renovável?

As principais fontes de energia renovável são:

  • Solar;
  • Eólica;
  • Hidrelétrica;
  • Geotérmica;
  • Biomassa;
  • Marinha.

Cada fonte tem características únicas e contribui para um mix energético diversificado e sustentável. O uso combinado dessas tecnologias é essencial para atender às crescentes demandas energéticas de maneira consciente.

Energia solar

A energia solar é derivada da radiação emitida pelo sol. Painéis solares, compostos por células fotovoltaicas, convertem a luz em eletricidade.

Essa tecnologia permite a geração descentralizada de energia, seja em instalações residenciais, comerciais ou em grandes usinas solares.

Energia eólica

A energia eólica utiliza a força do vento para girar as pás de turbinas, convertendo esse movimento em eletricidade.

Parques eólicos, tanto em terra quanto offshore, capturam a energia cinética do vento, uma fonte abundante e limpa.

Energia hidrelétrica

A energia hidrelétrica é obtida a partir da energia potencial da água em represamento. À medida que a água é liberada, ela aciona turbinas, gerando eletricidade.

Essa é uma das fontes mais antigas e amplamente utilizadas de energia renovável.

Energia geotérmica

A energia geotérmica explora o calor interno da Terra para produzir eletricidade ou fornecer aquecimento direto. Em áreas propícias, poços geotérmicos extraem o calor do subsolo, convertendo-o em energia.

Biomassa

A biomassa utiliza materiais orgânicos, como resíduos agrícolas, madeira e resíduos urbanos, para gerar eletricidade ou calor. A queima controlada desses materiais libera energia de forma sustentável.

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Energia marinha

A energia marinha engloba várias tecnologias, incluindo a das ondas e das correntes. Dispositivos submarinos capturam a energia cinética das ondas e correntes oceânicas para gerar eletricidade a partir do movimento.

Importância da energia renovável

A transição para fontes de energia renovável é central na construção de um futuro sustentável e na mitigação dos desafios ambientais enfrentados globalmente. Essa mudança é respaldada por várias razões que destacam a importância fundamental da energia renovável.

As energias renováveis, ao contrário das fontes tradicionais, como combustíveis fósseis, produzem energia com emissões significativamente mais baixas de gases de efeito estufa. Elas desempenham um papel vital no combate às mudanças climáticas.

Além disso, a dependência de fontes não renováveis pode ser arriscada. Diversas crises de preço e abastecimento já mostraram o impacto negativo que os consumidores e empresas podem sentir.

Conforme essas matrizes se tornam mais escassas, a tendência é de que elas se tornem ainda mais caras, acelerando a necessidade de opções alternativas.

A abundância e a previsibilidade das fontes renováveis, como sol e vento, proporcionam uma base sólida para o planejamento energético a longo prazo. Elas contribuem para a estabilidade e sustentabilidade no fornecimento de energia.

A indústria de energia renovável também é um catalisador fundamental para a inovação.

A busca por maior eficiência energética levou ao desenvolvimento de tecnologias como painéis solares e turbinas eólicas mais eficientes. Hoje, até mesmo tintas fotovoltaicas já estão disponíveis, gerando energia solar com uma infraestrutura mais simples.

Essas inovações não apenas aumentam a quantidade de energia gerada, mas também reduzem os custos associados.

Inovações em baterias de íon de lítio, sistemas de armazenamento térmico e outras tecnologias estão impulsionando a capacidade de armazenamento.

Elas permitem o uso eficiente da energia quando as condições de geração não são ideais.

Vantagens e desvantagens da energia renovável

Frente às fontes tradicionais, a energia renovável possui uma série de vantagens, mas também apresenta alguns desafios para os quais a resposta nem sempre é simples.

Fontes limpas

Energias renováveis, como solar, eólica e hidrelétrica, produzem eletricidade sem a emissão de poluentes atmosféricos prejudiciais.

Elas contribuem significativamente para a redução da poluição do ar e dos impactos ambientais associados a fontes tradicionais de energia.

Abundantes e inesgotáveis

A energia renovável é praticamente inesgotável e está amplamente disponível. Opções como a luz solar, o vento e a movimentação oceânica são recursos naturais abundantes, garantindo um suprimento constante e confiável de energia a longo prazo.

Geração descentralizada

A capacidade de gerar energia em escala local permite a descentralização da geração elétrica. Ela reduz a necessidade de grandes centrais elétricas, aumentando a resiliência do sistema e diminuindo as perdas na transmissão de eletricidade.

Energia mais barata

Com avanços tecnológicos e economias de escala, as fontes renováveis estão se tornando cada vez mais acessíveis e competitivas em termos de custos. Como são consideravelmente mais novas, a tendência é que os valores envolvidos continuem a cair.

Acessível em locais isolados

As energias renováveis são ideais para áreas remotas ou isoladas, onde a extensão de redes elétricas convencionais seria economicamente inviável.

Sistemas de energia solar, por exemplo, podem fornecer eletricidade confiável em locais distantes da rede elétrica principal.

Sazonalidade

Uma limitação significativa das energias renováveis é a dependência de condições climáticas.

A geração de energia pode variar sazonalmente, resultando em períodos de menor produção durante a noite, em dias nublados ou em regiões com pouca incidência de vento. As hidrelétricas, por sua vez, tem operação reduzida em tempos de estiagem.

Menor rendimento

Comparadas às fontes tradicionais, algumas formas de energia renovável podem ter um rendimento menor em termos de densidade de potência.

A energia solar e eólica, por exemplo, geralmente exigem grandes áreas para gerar quantidades significativas de eletricidade. Elas podem implicar em uma maior ocupação de terras para a implementação de projetos em larga escala.

Exigem sistemas de armazenamento e distribuição

A intermitência na geração de energia renovável pede pela implementação eficiente de sistemas de armazenamento, como baterias, para garantir um fornecimento contínuo de eletricidade.

Além disso, sistemas de distribuição devem ser aprimorados para acomodar a natureza descentralizada da geração renovável, apresentando desafios logísticos e de integração.

Impactos locais

Algumas formas de energia renovável podem ter impactos ambientais locais significativos.

Nas hidrelétricas, a inundação de áreas para a criação de reservatórios pode alterar ecossistemas e deslocar comunidades.

Grandes parques solares, eólicos ou de bioenergia podem gerar consequências semelhantes, competindo com atividades agrícolas ou afetando habitats naturais.

Qual o cenário do Brasil em relação à energia renovável

O Brasil se destaca por sua abundância de recursos naturais renováveis, que já desempenham um papel significativo na matriz energética do país. Nosso potencial hidráulico é particularmente conhecido, representando 56,17% da capacidade total em 2023, com 1.351 usinas hidrelétricas gerando uma potência de 109,8 GW.

O avanço das opções solar e eólica também é notável, refletindo o compromisso do Brasil com fontes mais limpas e diversificadas.

Atualmente, o país conta com cerca de 18 mil usinas solares, capazes de gerar 10,3 Gigawatts, e 954 usinas eólicas, contribuindo com mais 10,3 GW em valores nominais. A biomassa é outra fonte muito explorada, somando 16,7 GW em 634 plantas.

O Brasil vem demonstrando um compromisso contínuo com a transição para energias renováveis.

Para os próximos anos, o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), prevê investimentos de R$ 73 bilhões em projetos de geração de energia.

Dessa quantia, quase R$ 65 bilhões (88,6% do total) serão direcionados às fontes renováveis, consolidando o país como um protagonista no desenvolvimento e implantação dessas tecnologias promissoras.

Fontes de incentivo e projetos que promovem à energia renovável

Além de investir na estrutura necessária para elevar a produção de energia renovável, o Brasil também oferece alguns incentivos importantes para quem adota os recursos dessas fontes.

1 – Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica

O Proinfa foi lançado em 2002 com o objetivo de diversificar a matriz energética brasileira, priorizando fontes renováveis. O programa incentiva a geração de energia a partir de três fontes principais: eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas.

Empreendimentos que participam do Proinfa recebem tarifas diferenciadas para viabilizar economicamente a produção de energia limpa, contribuindo para a sustentabilidade e a redução da dependência de fontes não renováveis.

2 – Resolução Normativa 482 da ANEEL

A Resolução Normativa 482, de 2012, representa um marco para a geração distribuída no Brasil. Ela estabelece as condições para que consumidores possam gerar sua própria energia a partir de fontes renováveis e injetar o excedente na rede elétrica, recebendo créditos para compensar o consumo em momentos de menor geração.

3 – Resolução Normativa 687

A Resolução Normativa 687, de 2015, é uma atualização que aprimora as condições para a geração distribuída no Brasil. Ela simplifica procedimentos, estabelece regras mais claras para a compensação de energia e amplia a capacidade de conexão de sistemas fotovoltaicos e eólicos.

4 – IPTU Verde

O IPTU Verde é uma iniciativa adotada por algumas cidades brasileiras para incentivar práticas sustentáveis em construções.

Proprietários de imóveis que adotam medidas ecológicas podem receber descontos ou isenções no Imposto Predial e Territorial Urbano. Essa política estimula a eficiência energética e recompensa contribuições positivas para o meio ambiente.

5 – Convênio ICMS 16/15

O Convênio ICMS 16/15, celebrado entre os estados brasileiros, estabelece incentivos fiscais para aquisição de equipamentos voltados à geração de energia solar fotovoltaica.

Ele reduz a base de cálculo do ICMS na compra de componentes, como painéis solares e inversores, incentivando a utilização dessa tecnologia por consumidores, empresas e indústrias.

6 – Redução de alíquotas através da Lei Nº 13.169/15

A Lei Nº 13.169/15 visa à redução de impostos sobre a importação de equipamentos utilizados na produção de energia solar e eólica.

Ao diminuir as barreiras tributárias, ela torna mais acessíveis as tecnologias necessárias para a instalação de sistemas de energia renovável, incentivando a adoção dessas fontes em diferentes setores.

7 – Lei Nº 14.300/22

A lei define as isenções recebidas por micro e minigeradores de energia (produção de até 10 MW) até 2045.

O objetivo é estimular a geração descentralizada, aumentando a quantidade de energia renovável disponível na rede nacional. Além disso, ela criou o Programa de Energia Renovável Social, visando financiar a instalação de fontes renováveis para consumidores de baixa renda.

Conclusão

A trajetória acelerada da energia renovável revela uma transformação global em direção a práticas mais sustentáveis e eficientes. O crescimento exponencial dessas fontes, destacado pelo relatório da Agência Internacional de Energia (IEA), aponta para um futuro no qual a dependência de combustíveis fósseis diminuirá significativamente.

A realidade brasileira, que já possui uma matriz elétrica majoritariamente renovável, é exemplo para diversos países. Contudo, há desafios e oportunidades para otimizar a integração dessas fontes, considerando a sazonalidade e outras questões inerentes a cada tecnologia.

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Lillian Donato

Formada em Publicidade e Propaganda pela UFES e pós-graduada em BI, Marketing Digital e Data Driven pela PUCRS, Lillian trabalha com marketing há 8 anos, tendo passado por agências de marketing, veículos de comunicação, trabalhando com rádio e televisão, além do setor de tecnologia e software. Ao longo de sua experiência profissional, já trabalhou com design, redação, SEO, mídias pagas, CRO e diversas outras áreas no marketing, tendo como especialidade marketing b2b. Atualmente é coordenadora de marketing na AEVO.

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