Gestão da Inovação: Tudo o que você precisa saber!

Gestão da Inovação: Tudo o que você precisa saber!

Gestão da Inovação é a organização de todas as atividades envolvidas na produção de inovações, em relação a produtos, processos ou à própria organização, visando otimizar essas atividades e seus resultados. Engloba um conjunto único de técnicas e ferramentas.

O conceito gera um pouco de polêmica. Por um lado, há pessoas que entendem a inovação como algo que não pode ser organizado, por sua própria natureza: ela ocorre a partir de momentos de inspiração criativa, que não podemos saber quando vão acontecer. Por outro lado, há pessoas que entendem ser possível tomar medidas para facilitar a geração de idéias e a sua concretização, assim como aumentar as chances de sucesso da inovação resultante.

Nesse post, você vai aprender tudo sobre a Gestão da Inovação. Leia e chegue à sua própria conclusão sobre o assunto!

História da gestão da inovação

A história da gestão da inovação não pode ser desvinculada da história da inovação a partir do ponto de vista da economia – que remonta ao começo do século XX.

Entre os anos 1930 e 1940, o economista austríaco Joseph Schumpeter identificou a inovação como um fator significativo para o crescimento econômico. Já em 1979, Ralph Biggadike publicou um artigo na revista Harvard Business Review, abordando sua pesquisa sobre o que as empresas poderiam esperar ao inovar, intitulado “The risky business of diversification” (em tradução livre: “O negócio arriscado da diversificação”). A pesquisa foi realizada utilizando dados de 68 inovações realizadas por 35 empresas.

Nos estágios iniciais, incluindo os trabalhos de Schumpeter sobre o assunto, a inovação era vista ainda como um processo individual e resultado de uma combinação de inteligência, experiência e intuição. Depois, na década de 1980, ganhou força a visão de que a inovação exige envolvimento das pessoas dentro da organização; o resultado foi o surgimento da famosa caixa de sugestões, como ferramenta para promover esse envolvimento.

Outra tendência da década de 1980 foi a criação do departamento de P&D. Na contramão da proposta de envolvimento de todos, ele limitava a inovação a um grupo apenas de pessoas dentro da empresa. Muitas vezes, o resultado eram criações que não tinham relevância mercadológica e não traziam resultados concretos para o negócio. Por isso, não podiam ser realmente consideradas inovações, mas sim invenções.

Porque a gestão da inovação surgiu

A gestão da inovação surgiu para permitir que as empresas inovem de maneira sistemática, em vez de deixar a questão ao acaso. Somente sendo consistente e (relativamente) previsível, a inovação pode tornar-se, de fato, uma ferramenta para obter uma posição mais vantajosa no mercado.

A inovação sistemática, por sua vez, é uma resposta ao crescimento da concorrência. Ela permite que uma empresa consiga conquistar mais clientes, explorar novos nichos, reduzir custos – enfim, encontrar maneiras de preservar seu espaço. Empresas que não inovam são eventualmente superadas, direta ou indiretamente; é o caso da substituição do táxi pelo Uber, ou dos hotéis tradicionais pelo AirBNB. Em outras palavras: se você tem concorrentes, precisa inovar.

Casos de sucesso em gestão da inovação

Caso da 3M

Um dos casos mais claros de sucesso é a 3M. Anualmente, ela registra cerca de 3000 novas patentes. Em 2014, a empresa comemorou o registro de 100.000 patentes. Essa grande quantidade de criações não acontece por acaso; só é possível graças a excelentes práticas de gestão da inovação, que facilitam o trabalho da equipe de P&D e que reforçam a cultura de inovação por toda a empresa.

Caso da Amazon

Outro caso emblemático é o da Amazon. Em vez de se limitar a inovações em produtos, a empresa renovou todo o seu modelo de negócios: criada como um e-commerce de livros, hoje ela é um dos maiores market places da internet, oferece serviços de TI, formou uma estrutura própria de logística que é das mais eficientes do mundo.

A gestão da inovação, é claro, teve um papel central nesse processo, já que permitiu que a Amazon identificasse as melhores oportunidades ao longo do caminho. Ou seja, apenas de toda a mudança e diversificação que a empresa atravessou nas duas décadas desde sua fundação, nada foi feito apenas à base de intuição. 

Caso das PMEs

Nem todos os casos de sucesso em gestão da inovação são de gigantes corporativas. As PMEs também já despertaram, há muito tempo, para a importância de inovar de maneira consistente. Segundo o estudo Inovação e Competitividade nas PMEs Paulistas, conduzido pelo Sebrae em 2008, em uma autoavaliação, 53% dos empresários afirmaram realizar inovações com alguma frequência. Ainda que o dado possa não representar a realidade da execução da inovação, ele certamente reflete o fato de que a inovação é percebida como um fator para o sucesso do negócio.

Vários pesquisadores das áreas de economia e administração têm se dedicado a estudar como é feita a gestão da inovação em pequenas e médias empresas, e como a inovação ajuda tais empresas a conquistar uma vantagem competitiva. O que esses estudos parecem descobrir é que, embora os negócios de pequeno e médio porte enfrentem alguns obstáculos para a inovação, como a restrição em recursos e mão de obra com menos qualificação,  eles podem realizar esforços organizados voltados à inovação e obter bons resultados.

Caso você queira saber mais sobre o assunto, vale a pena conferir o artigo “Análise multi-casos da gestão da inovação em empresas de pequeno porte”, de Campos e Campos (2013). Nesse artigo, os pesquisadores analisaram a gestão de inovação em três PMEs e apresentaram uma análise sobre as dificuldades e os resultados apresentados por essas empresas.

Gestão da inovação e a realidade atual

Atualmente, vemos a proliferação do conceito da Gestão da Inovação Aberta. A empresa, para inovar, desenvolve uma colaboração com outros atores do mercado: clientes, fornecedores, parceiros, concorrentes. Outros pontos marcantes da realidade atual são o alinhamento entre inovação e estratégia de negócio, e a adoção de ferramentas tecnológicas para facilitar o processo.

Conhecer o passado da gestão da inovação é importante, a fim de entender como essa atividade chegou ao seu estágio atual e evitar os erros que já foram cometidos nos estágios anteriores. Porém, ao mesmo tempo, é necessário estar atento ao presente e ao futuro. Essa é uma atividade altamente dinâmica e manter-se a par das novas técnicas e ferramentas é o melhor caminho para garantir que sua empresa explore ao máximo seu potencial para a inovação.

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