Gestão Estratégica: o que é, os 4 tipos e características

A gestão estratégica é o uso eficiente dos recursos disponíveis na organização para gerenciar cenários possíveis e alcançar as metas e objetivos do negócio no curto, médio e longo prazo. Para isso, considera os indicadores e resultados da empresa, utiliza metodologias ágeis e ferramentas que apoiam o processo de tomada de decisões estratégicas.

A gestão estratégica é um conjunto de ações e boas práticas implementadas para elevar a performance e os resultados de uma organização.

Uma empresa é formada por diversas áreas e todas elas precisam estar alinhadas e integradas com os objetivos estratégicos da organização; e essa é uma tarefa de responsabilidade da gestão.

Uma gestão estratégica eficiente precisa, necessariamente, de um olhar macro sobre o ambiente interno e externo, onde informações sobre o mercado e a competitividade são coletadas, e são seguidas as diretrizes elaboradas no plano estratégico do negócio.

Entenda com detalhes o que é e como desenvolver a gestão estratégica em uma empresa neste artigo. Siga a leitura.

O que é gestão estratégica?

A gestão estratégica é o uso eficiente dos recursos disponíveis na organização para gerenciar cenários possíveis e alcançar as metas e objetivos do negócio no curto, médio e longo prazo. Para isso, considera os indicadores e resultados da empresa, utiliza metodologias ágeis e ferramentas que apoiam o processo de tomada de decisões estratégicas.

A gestão estratégica considera o cenário atual do negócio e do mercado. Ela é uma ferramenta que aumenta as chances de que a empresa resista às transformações e cresça de modo sustentável.

Em resumo, sua utilização é baseada em quatro etapas:

  • Análise: para compreender a relação de influência entre os elementos internos e externos, identificando os pontos fortes e fracos da empresa e apontando possíveis caminhos;
  • Formulação: onde preparamos uma resposta adequada à situação que a análise nos mostra. Essas fases correspondem ao planejamento estratégico;
  • Implementação: levando as propostas para o mundo real e testando seu impacto;
  • Acompanhamento (ou mensuração): utilizando os dados resultantes da implementação para fazer uma nova análise e recomeçar o processo, num sistema de melhoria constante.

Se você quer entender mais sobre o conceito de gestão estratégica, veja o vídeo produzido pela Head de Novos Produtos da AEVO, Gabriela Vargas:

YouTube video

Como desenvolver a gestão estratégica?

Veja em detalhes cada um dos elementos que compõem o framework de desenvolvimento de gestão estratégica.

Framework de gestão estratégica

Diagnóstico e análise de cenário

Não há como criar uma estratégia funcional sem conhecer o terreno sobre o qual estamos pisando.

Nesse sentido, pular o diagnóstico e partir para as ideias que deseja implementar pode ser um dos maiores erros de quem está aprendendo sobre o que é gestão estratégica.

Existem muitos recursos para auxiliar nessa etapa, a exemplo da Matriz SWOT para avaliar os pontos fortes e fracos da empresa, bem como as oportunidades disponíveis e os riscos que ela corre.

Uma avaliação desse tipo é como uma missão de reconhecimento, para entender melhor o caminho entre nossa posição atual e nossos objetivos.

Sem ela, estamos cometendo todo tipo de erro estratégico: não exploramos nossas vantagens nem protegemos nossas deficiências, deixamos as oportunidades passarem e ficamos expostos a riscos desnecessários.

Formulação

Quando se pensa sobre gestão estratégica, a maioria das pessoas têm em mente a etapa de formulação – onde planos e metas parciais são traçados para levar ao objetivo final.

Esse, de fato, é um momento com grande importância, pois é através dele que iremos evitar os erros discutidos no ponto acima.

Formular um planejamento de gestão estratégica, no entanto, não é apenas listar ações ideais no papel.

Elas devem partir do diagnóstico, e ter o foco sempre voltado à implementação.

Em poucas palavras, é melhor ter um bom plano sendo executado do que um plano perfeito guardado em sua pasta de rascunhos.

Implementação

A gestão estratégica precisa lançar as iniciativas no mundo real, buscando o impacto que foi traçado como objetivo.

A implementação costuma seguir um cronograma, criado na etapa de formulação, que pode ser atualizado, conforme os resultados práticos aconteçam.

Esse momento é crucial para definir o que é gestão estratégica, separando esse conceito do planejamento estratégico – que pode ser entendido como uma etapa da gestão.

Acompanhamento

As iniciativas implementadas sempre devem ter seus resultados mensurados, possibilitando a correção dos passos quando eles não estiverem de acordo com os objetivos iniciais.

Para um bom acompanhamento, é importante trabalhar com ferramentas como OKRs e KPIs na etapa de formulação, traçando métricas objetivas que possam ser conferidas aqui.

Esse acompanhamento faz com que a gestão estratégica se desenvolva como um ciclo, pois os resultados obtidos na prática podem agora ser usados para aperfeiçoar ou refazer o diagnóstico.

Talvez as ações tenham impactado uma fraqueza da organização, por exemplo, evitando riscos e transformando esse elemento numa força.

A partir da mudança, é preciso voltar aos planos e entender qual a melhor forma de abordar a nova situação.

Os 4 tipos de gestão estratégica de empresas

Implementar uma gestão estratégica de empresas passa por tomar a decisão mais adequada aos cenários que a organização terá de enfrentar.

O número de possibilidades é quase infinito, já que as situações sempre terão alguns elementos diferenciados, mas podemos organizá-las em quatro categorias, adotando a estratégia mais oportuna em cada uma.

1 – Estratégia de sobrevivência

A gestão estratégica de empresas costuma ser vista pelas lentes do crescimento, fazendo a empresa expandir sua atuação. Muitas vezes, no entanto, ela precisa ser usada para garantir a manutenção do negócio.

É o que acontece quando erros no planejamento, mudanças bruscas de mercado e outros elementos “fora da curva” geram uma situação de crise e desaceleram a organização.

Nesse momento, a estratégia mais comum é cortar despesas e manter uma operação enxuta, garantindo a chegada ao próximo mês ou ano.

Não é difícil imaginar que toda empresa já tenha enfrentado situações desse tipo, e adotar uma estratégia de sobrevivência foi o que manteve muitas delas de pé.

Esse não costuma ser o primeiro plano de um gestor, afinal pode comprometer a competitividade no longo prazo, mas o objetivo da estratégia de sobrevivência é apenas garantir que estaremos lá para competir.

2 – Estratégia de manutenção

Esse modelo é adotado quando a empresa já tem bons resultados, e não está lutando para sobreviver. Ela permite defender a posição atual, enfrentando ameaças de competidores e mantendo uma fatia de mercado estável.

Os investimentos costumam ter como foco a atualização dos produtos atuais e a eliminação de pontos fracos, que poderiam ser explorados pelos competidores.

Aperfeiçoar os pontos fortes também pode ser viável em alguns casos, sobretudo quando a disputa pelo mercado é acirrada e precisamos responder aos avanços feitos por outras organizações.

3 – Estratégia de crescimento

Aqui o foco está em criar e aproveitar oportunidades para conquistar novos consumidores e expandir as operações.

A gestão estratégica de empresas pode adotar diversos caminhos para o crescimento como formação de parcerias, investimento em inovação, expansão direta por meio de filiais, e assim por diante.

A escolha será tomada de acordo com as condições do mercado e os interesses do negócio, além dos recursos disponíveis para se dedicar à estratégia de crescimento.

Tenha em mente que esse modelo pode ter um viés mais rápido e agressivo, comum entre as startups, ou trazer avanços mais controlados, com o aperfeiçoamento dos produtos em organizações de grande porte, por exemplo.

4 – Estratégia de desenvolvimento

Enquanto o crescimento é focado na conquista de novos mercados, podemos entender a estratégia de desenvolvimento como um caminho para fortalecer a empresa.

Aqui estamos falando sobre aperfeiçoar os pontos fortes e eliminar os pontos fracos, ganhar eficiência nos processos produtivos, aumentar a performance, e assim por diante.

É importante ter em mente que o crescimento de uma empresa muitas vezes pode gerar vulnerabilidades – dívidas, queda no faturamento, instabilidade na cultura organizacional, entre outras.

A estratégia de desenvolvimento permite amenizar esses problemas, sustentando os avanços e criando alicerces para expansões mais sólidas no futuro.

Principais benefícios

Utilizar a gestão estratégica de empresas permite criar uma organização mais estável, onde o peso de achismos e imprevistos é substituído pelo controle de dados e previsões.

Isso gera uma série de benefícios, tais como:

Ganho de eficiência e redução dos desperdícios

A empresa acompanha o investimento e o retorno apresentado por cada recurso. Colaboradores, ferramentas e capital são posicionados onde podem ter a melhor performance, agregando resultados positivos de acordo com as metas da organização.

Como a gestão estratégica de empresas ainda foca no desenvolvimento de processos, o ganho de eficiência também é levado para essa frente, evitando os pequenos erros e desperdícios que, quando somados, afetam o desempenho do negócio.

Novas oportunidades

Ao olhar atentamente para os movimentos do mercado, a gestão estratégica de empresas identifica tendências que podem trazer oportunidades para o negócio.

Seja por uma deficiência em outras organizações, uma tecnologia recém lançada ou uma mudança nos interesses dos consumidores, sempre haverão espaços para crescer – mas é preciso chegar rápido para aproveitá-los.

Mais satisfação entre os colaboradores

A gestão estratégica de empresas também beneficia a equipe, se estiver alinhada à gestão de pessoas.

Com essas ferramentas, é possível identificar os interesses e perfis dos profissionais, bem como os estímulos que os motivam.

Ao entregar tarefas adequadas a tais elementos, é possível aumentar a satisfação dos colaboradores no trabalho, além de impulsionar a sua produtividade.

Conclusão

Entender o conceito de gestão estratégica é o primeiro passo para que as empresas se tornem mais organizadas e gerenciáveis para atingir seus objetivos, atuando com eficiência ao apontar seus recursos na direção mais adequada.

Além de uma nova mentalidade, esse modelo requer novas ferramentas, que tenham sido criadas para potencializar tais aspectos de objetividade e eficiência.

É o exemplo do AEVO, uma solução completa de gestão da inovação e estratégia que permite integrar a sua equipe e conduzir projetos para alcançar as metas traçadas em seu processo de formulação.

Consulte um de nossos especialistas e saiba como a AEVO pode contribuir para uma abordagem estratégica dentro da sua empresa.

Livia Nonato

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), atua na área de marketing, content e SEO há quatro anos, tendo como principal foco a otimização para mecanismos de busca, gestão e crescimento dos canais de aquisição orgânico, performance e growth. Experiência e conhecimento em SEO para empresas B2B e produtos complexos. Atualmente, é analista de SEO na AEVO e aborda temáticas de inovação e tecnologia como redatora do blog AEVO.

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