Horizontes de Inovação: seu negócio precisa sobreviver

Horizontes de Inovação são um framework desenvolvido pela McKinsey&Company, a partir de uma pesquisa com empresas de 10 segmentos diferentes, que visa ajudar as empresas a crescer de modo contínuo ao longo do seu ciclo de vida – em vez de estagnar por falta de inovação.

Nesse artigo, você verá:

  • O que são horizontes de inovação;
  • Quais são os três horizontes;
  • Porque se preocupar com os três horizontes;
  • Como aplicar os horizontes da inovação ao seu negócio;
  • [CASE] Os horizontes de inovação da Amazon.

Está preparado para explorar esse framework? Então, pegue seu café e fique com a gente!


O QUE SÃO HORIZONTES DE INOVAÇÃO

A preocupação com o crescimento contínuo é algo que tem tirado o sono de gestores de pequenas a grandes corporações em nível mundial. O problema não está apenas em garantir o crescimento, mas sim sustentar a continuidade desse difícil e inovador processo.

Pensando em dar aos gestores e executivos do mundo todo um motivo a mais para resgatarem suas merecidas noites de sono, a McKinsey&Company criou as três dimensões que o gestor deve ter em mente para promover o crescimento do negócio de maneira consistente ao longo do tempo.

Justamente por isso, a representação dos horizontes é feita em um gráfico com dois eixos: o eixo vertical, do crescimento; e o eixo horizontal, do tempo.

Porém, cuidado: essa representação pode dar a entender que cada horizonte tem um momento certo para ser trabalhado. Na verdade, não é assim. A sua empresa deve trabalhar nos três horizontes simultaneamente.


QUAIS SÃO OS HORIZONTES DE INOVAÇÃO?

HORIZONTE 1: CORE BUSINESS

O Horizonte 1 é baseado em práticas que funcionaram por um longo tempo e que possuem histórico comprovado, com base em experiência do passado.

Nesse horizonte, a preocupação é com a atividade principal da empresa, a principal responsável por criar fluxo de caixa e lucro. O objetivo deve ser obter o máximo de aproveitamento desse produto ou serviço, investindo em melhoria. Para isso, a inovação é voltada a aumentar a eficiência. Outro aspecto relevante é que os investimentos realizados no âmbito desse horizonte, de maneira geral, geram retorno no mesmo ano.


HORIZONTE 2: NOVOS NEGÓCIOS EMERGENTES

Nesse horizonte, a preocupação é explorar novas oportunidades de negócios, mas que sejam uma extensão direta do negócio atual; por exemplo, lançar um novo produto ou expandir para um novo mercado.

A inovação nesse horizonte não é muito arriscada, porque parte de algo que a empresa já faz, já conhece, e desenvolve a partir disso. O investimento nesse horizonte tende a ser alto, pois a promessa de retorno também é.

Criada pela Amazon, empresa que incialmente vendia livros online, a plataforma de serviços de computação em nuvem – Amazon Web Services (AWS) – é um excelente exemplo de exploração desse horizonte.

Com um modelo de negócios de atuação 100% online, a empresa precisou investir muito no Horizonte 1 e tornar-se uma especialista em gerenciamento e de servidores com alta flexibilidade garantiu a sobrevivência do seu negócio.

O resultado de todo esse investimento foi a exploração do Horizonte 2, quando de fato a empresa transformou essa experiência bem lapidada em um serviço de alta escalabilidade. Deu para perceber como os horizontes estão conectados, né?

HORIZONTE 3: EXPERIMENTAÇÃO 

Nesse horizonte, a empresa trabalha com hipóteses. São ideias que precisam ser testadas e validadas, e não há uma previsão concreta de resultado. Nesse horizonte, o investimento deve ser voltado a viabilizar a experimentações, apenas. Os projetos poderão receber mais recursos depois que forem validados.

Um exemplo que caracteriza muito bem o Horizonte 3 é da provedora de filmes mundial via streaming, Netflix, que inovou produzindo suas próprias séries originais. O primeiro teste da empresa global com a criação de conteúdo foi em 2013, dando à luz a série House of Cards. A ideia demonstrou potencial e, em 2018, a empresa lançou mais de 1.500 horas de filmes e séries originais.


PORQUE SE PREOCUPAR COM OS TRÊS HORIZONTES?

Afinal de contas, conhecer esse framework, essa maneira de pensar na inovação, faz alguma diferença? Sem dúvida!

Os horizontes de inovação permitem ver a inovação sob diferentes perspectivas e avaliar a contribuição que cada uma delas traz para o progresso. O simples fato de facilitar a discussão em torno da inovação já é um benefício concreto desse framework.

É importante entender que essa classificação não implica em que uma inovação seja “melhor” do que outra. Pelo contrário: para enfrentar os desafios colocados pelo mundo atual e pelo futuro, todos os horizontes devem ser levados em consideração na tomada de decisões inteligentes. Empresas de sucesso, como Amazon, Apple, Google, Facebook, Nvidia, buscam inovar nos três horizontes.


COMO APLICAR OS HORIZONTES DA INOVAÇÃO AO SEU NEGÓCIO

Entendeu bem a teoria por trás dos Três Horizontes? Então, é hora de falar um pouco sobre como aplicar esse framework.

O primeiro passo é entender o modelo e identificar como cada um dos horizontes está sendo desafiado dentro da empresa. Não custa relembrar que os três horizontes devem estar em jogo ao mesmo tempo, em diferentes projetos da organização.

Então, é preciso usar esse diagnóstico para reconhecer quais ferramentas e técnicas devem ser usadas em relação a cada inovação. Tenha em mente que os diferentes horizontes pedem diferentes “arsenais”. Assim, é possível desenvolver uma gestão da inovação mais adequada a cada caso. 


[CASE] OS HORIZONTES DE INOVAÇÃO DA AMAZON

A Amazon é um bom exemplo de empresa que explora os três horizontes de inovação em suas atividades. Vamos ver um exemplo de cada um deles.

O Amazon Robotics, sistema de automação para estoque, é um exemplo de inovação situada no horizonte 1. A Amazon comprou uma empresa que fornecia soluções de automação, chamada Kiva Systems, fez um rebranding e implementou em seu próprio negócio.

O objetivo foi aumentar a eficiência da logística, permitindo que os produtos fossem separados e embalados automaticamente, com mais agilidade e menos erros. Tudo isso, focado no core business da empresa.

O Kindle, aparelho móvel para leitura, é um exemplo de inovação situada no horizonte 2. Esse novo produto pode ser considerado uma “jogada de mestre” já que permitiu aumentar o interesse pelos e-books, um produto estratégico que dispensa estoque e gastos com distribuição. Outro exemplo do horizonte 2 foi a recente abertura da Amazon Brasil para vender outros produtos, além de livros. 

Agora, um desafio para você: em qual dos horizontes de inovação enquadraria a Amazon Go, iniciativa mais recente dessa empresa? Deixe sua resposta nos comentários!

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