Inovação corporativa: o que é, como desenvolver e exemplos

Conheça o conceito de inovação corporativa, as maneiras de desenvolvê-la em seu negócio, quais ferramentas podem auxiliar esse processo e torná-lo contínuo em sua empresa. Para entender os retornos expressivos, apresentamos ainda três exemplos de inovação corporativa do mercado brasileiro. Confira no artigo!

O caminho para ter a inovação como estratégia do negócio está imerso em diversos desafios. De acordo com o Mapa da Inovação Corporativa, apenas 7% das empresas adotam metodologias estruturadas para consolidar as iniciativas de inovação.

A inovação, assim como todo processo, precisa ser estruturado e gerenciável. Embora seja reconhecida como essencial para as organizações, este é um processo demanda estímulo para se tornar parte do DNA de uma empresa e atingir os resultados esperados.

Hoje, vamos te apresentar o conceito de inovação corporativa e a sua importância, além de exemplos de mercado e formas de romper as barreiras da inovação nas empresas. Continue a leitura.

O que é inovação corporativa?

Inovação corporativa é o processo de implementação de práticas de inovação em uma empresa que geram valor para o negócio, tornando-o mais competitivo e estratégico para o mercado.

A inovação, necessariamente, precisa ser aplicável e solucionar um problema, uma “dor”, ou demanda do negócio, a partir de uma ideia executável.

Neste processo, a organização pode desenvolver melhorias incrementais em algo já existente (um produto, um processo, um serviço, e etc) ou criar algo totalmente novo (com um modelo de inovação radical ou disruptiva).

Em muitos casos, a inovação corporativa é vista como a inserção de novas tecnologias na companhia, mas não se trata apenas disso.

Para que a inovação seja contínua é fundamental que toda a empresa esteja envolvida e engajada no processo, por iniciativas de intraempreendedorismo (que desenvolve a inovação a partir do capital humano interno – os colaboradores da empresa) ou externo (com um modelo de colaboração por inovação aberta com o ecossistema).

Além disso, é preciso que hajam disseminadores e responsáveis pela cultura de inovação, ou seja, é essencial o comprometimento das lideranças e alta gestão com a inovação enquanto estratégia corporativa, para que, assim, possa se capilarizar por toda companhia.

No contexto empresarial, a inovação pode ser explorada de diversas maneiras para atingir os resultados esperados.

E, ainda, ela deve gerar algum retorno para a organização, seja o aumento de faturamento, redução de custos, melhoria nas condições de trabalho, satisfação dos clientes e colaboradoras, entre outras.

Como desenvolver a inovação corporativa

Segundo o levantamento feito pelo Mapa da Inovação Corporativa de 2022, apesar de 77% das companhias afirmarem que a inovação está conectada com a estratégia, em apenas um quarto delas há o alinhamento entre os esforços a serem feitos e os desdobramentos com as lideranças.

Os números, compostos por uma análise de mais de 300 empresas de médio e grande porte, relevam os desafios do desenvolvimento da inovação corporativa no cenário nacional.

Como podemos observar na análise ilustrada abaixo, existem desafios da implantação ao gerenciamento do processo de inovação corporativa.

Dados do mapa da inovação corporativa - AEVO
Dados do Mapa da Inovação Corporativa, mapeamento realizado pela AEVO em parceria com a Inventta.

Uma realidade comum as empresas é a dificuldade em implementar – e, sobretudo, dar continuidade – aos processos de inovação corporativa.

Para não fazer parte de estatísticas negativas e abrir mão dos retornos expressivos da inovação, você pode seguir um plano de ação básico para estimular e desenvolvê-la em sua empresa.

1 – Dê abertura para novas ideias, conceitos e soluções

O primeiro passo para estimular a inovação entre os seus colaboradores é ter um espaço de abertura.

Mas, como assim? Simples! Em reuniões, por exemplo, você pode encorajar a sua equipe a falar.

A comunicação é fundamental em qualquer atividade empresarial e esse processo ativo de troca de ideias pode ser mais recompensador do que o esperado e trazer ganhos para o negócio.

De sugestões a novos conceitos, é necessário que haja espaço para que os seus colaboradores possam contribuir em um projeto.

Nesse sentido, como gestor é importante estar à disposição para que a sua equipe se sinta à vontade para expor ideias e propor soluções.

Experimente reservar cinco minutos para cada um do seu time avaliar a reunião e/ou atividades realizadas é um primeiro passo.

Com essa atitude, você pode obter bons insights e, de fato, estimular a participação – que pode se desdobrar em ideias e projetos inovadores.

2 – Brainstorming

Falando em reuniões, o brainstorming é uma ótima alternativa para quem quer começar a fomentar a inovação.

Basicamente, brainstorming significa uma tempestade de ideias. O objetivo de uma reunião desse tipo é fazer com que um grupo de pessoas pensem em soluções diversas.

Mas é importante destacar que o time passa por uma preparação prévia, como o conhecimento da pauta a ser discutida, para que não se perca tempo e foco durante o brainstorming.

Deste emaranhado, algumas das ideias saem do papel e viram projetos e iniciativas.

O diferencial de uma reunião desta é a ausência de julgamento, ou seja, os participantes se sentem mais livres para falar e como consequência surgem muitas opções.

É típico que empresas usem reuniões de brainstorming com equipes de marketing para estimular a criatividade. Mas não se restringe a essa área.

Na verdade, é interessante que todos os departamentos da sua empresa tenham uma iniciativa deste tipo, pois projetos colaborativos podem ter excelentes retornos – e ainda aumentam o engajamento da equipe.

3 – Envolva os colaboradores da linha de frente

Essa dica é a virada de chave para os líderes.

As pessoas da linha de frente, que estão executando atividades envolvidas na área operacional da sua empresa, são as especialistas no seu produto e/ou serviço.

Está na hora de estreitar esse relacionamento com as operações, ouça o que essas pessoas têm a dizer.

Dessa forma, você poderá identificar gargalos, dificuldades e ter vários insights sobre o que pode ser melhorado na sua operação para investir na inovação corporativa com mais assertividade.

Com o seu processo bem definido, o próximo passo é entender o que é feito na linha de frente que gera impacto nos seus resultados e mapear tudo que pode ser melhorado, a partir daí começará um processo contínuo de inovação incremental.

Ação prática: tenha um bate-papo descontraído com pelo menos três pessoas da sua operação e tente identificar as dificuldades que eles têm no dia a dia de trabalho. Também pergunte se possuem alguma ideia para solucionar os principais problemas que eles veem todos os dias.

Uma excelente alternativa para dar escala a esse processo e envolver toda a empresa é lançar um programa de ideias.

4 – Estimule a cultura de inovação

YouTube video

Para o seu planejamento ser efetivo é importante ter ações a curto e longo prazo.

Embora os passos iniciais de estímulo à participação e exposição de ideias seja fundamental, é preciso implementar uma cultura de inovação permanente.

Então, tenha uma atitude prática: reúna seus líderes, converse com eles sobre cultura, ponham no papel o que todos querem como melhoria para a empresa. Depois, trace ações e objetivos para que durante o ano a cultura de inovação esteja em desenvolvimento contínuo.

Além disso, é fundamental ter um colaborador responsável pela implementação e acompanhamento anual, como mencionamos anteriormente.

Assim, a sua empresa consegue realmente manter viva a cultura e fazer avaliações periódicas de como a iniciativa está se desenvolvendo, fazendo intervenções e propondo melhorias quando necessário.

Se você quer entender melhor como colocar uma cultura de inovação em prática, confira o 1º. Episódio do AEVO Boost, o podcast sobre pessoas e inovação da AEVO.

5 – Acompanhe e mensure os indicadores de inovação

Avaliar processos dentro das empresas, além de uma prioridade, é um fundamental para o pleno funcionamento de qualquer projeto, e com a inovação não é diferente.

No entanto, é comum encontrar gestores com dificuldades na hora de definir os seus indicadores de inovação e compreender os retornos, na prática.

Desde a implementação de um projeto de inovação é preciso estar alinhado ao objetivo final, nesse sentido, nada melhor do que mensurar os principais indicadores de inovação.

Podemos dizer que indicadores de inovação são os componentes de uma análise de desempenho presentes em uma iniciativa inovadora. É importante destacar que esta iniciativa nem sempre se relaciona a uma novidade, pode estar presente em uma inovação incremental e de sustentação.

Hoje, para acompanhar e mensurar os indicadores de inovação, as empresas podem contar com ferramentas tecnológicas. Softwares como o AEVO permitem que você implemente, monitore e aprimore todas as iniciativas de inovação e estratégia de um negócio.

É interessante integrar toda a equipe para essa etapa, uma vez que eles podem ter visões e perspectivas diferentes sobre os aprimoramentos dos processos de inovação.

Exemplos de inovação corporativa

Confira 3 exemplos de inovação corporativa do mercado brasileiro de empresas que, por meio da estruturação e gestão, alcançaram resultados incríveis.

AERIS e a inovação em processo

Exemplos de inovação incremental: Aeris e sua inovação em processo

Fundada em 2010, a Aeris está no ramo da energia sustentável. Essa organização é especialista na fabricação de pás eólicas, suprindo a necessidade desse mercado com muita inovação.  

A inovação, neste caso incremental, também pode ser aplicada a escala industrial. Quando isso acontece, podemos obter grandes resultados em redução de custos.  

Quando a organização percebeu seu potencial inovador, ela investiu no Programa de Ideias para tornar a inovação incremental algo contínuo, envolvendo todos os colaboradores da empresa.

Alguns meses depois, os resultados apareceram:  

  • Um ROI (retorno sobre o investimento) de 6.8x;  
  • Resultado financeiro superior a meio milhão;  
  • Redução de custo de mais de 900 MIL reais otimizando apenas dois processos;  
  • Recebeu mais de 1.700 ideias no Programa.  

Apesar do exemplo de inovação incremental da Aeris não estar diretamente ligado ao seu produto final, podemos perceber que a organização é capaz de aplicar o conceito dentro de seus processos fabris. 

SLC Agrícola e a inovação aberta

Exemplo de inovação aberta SLC Agrícola

SLC Agrícola, empresa fundada em 1977, é parte integrante do grupo SLC. A empresa é uma produtora brasileira de milho, soja e algodão, além de trabalhar com a criação de gado, realizando a integração lavoura-pecuária.

A SLC desenvolve iniciativas múltiplas de inovação, explorando todo o potencial da organização, ou seja, adota um programa de intraempreendedorismo com seus colaboradores (inovação fechada/interna) e um programa de inovação aberta interagindo com o ecossistema de inovação a partir do relacionamento com startups.

O modelo de inovação aberta da SCL se chama AgroX, um projeto ligado ao venture builder, que visa desenvolver e construir, junto à startups, inovações para o negócio atual e visualizar novos negócios e oportunidades.

Veja alguns dos resultados do programa:

  • Mais de 400 startups inscritas;
  • 53 startups selecionadas para pitch day;
  • 16 pilotos desenhados e aprovados;
  • 9 startups contratadas (até o momento).

Todo esse movimento começou a ser construído a partir da estruturação da área de inovação da empresa, iniciado em 2019.

Magazine Luiza (Magalu)

inovacao magalu
Material disponível no curso gratuito de Introdução à Inovação Corporativa – AEVO Boost.

O Magazine Luiza (ou apenas Magalu) é uma empresa brasileira do varejo com uma proposta multicanal.

A Magalu nos traz um exemplo de ambidestria organizacional, ou seja, é uma organização que investe tanto em inovações de sustentação quanto em inovações de transformação.

Por exemplo, a empresa investiu em integrar seus centros de distribuição, expandir suas lojas e fez a aquisição de concorrentes – como as lojas Líder e Arno.

Todas essas ações visam sustentar, expandir e ganhar mercado com o seu negócio, trabalhando inovações no nicho ao qual ela faz parte – o seu core business.

Em simultâneo, a empresa (reconhecida por ser do setor de varejo) está sendo vista por diversas transformações, como quando iniciou o modelo de marketplace, passando a distribuir produtos de outros vendedores.

Além disso, também desenvolveu o MagaluAds, que permite que os vendedores façam anúncios na plataforma e sejam vistos nas primeiras posições da busca – essa inovação, além de trazer uma nova forma de gerar receita para a empresa, transforma a sua atuação principal.

Outro modelo de inovação de transformação proposto é o MagaluPay, uma carteira digital para pagamentos.

Com todas essas informações, podemos notar que a empresa balanceia seu portfólio de inovações, ao gerenciar diferentes tipos de inovação, “cuidando” de seu negócio atual, mas também experimentando novas formas de geração de valor.

Conclusão

Existem várias maneiras de começar a inovação corporativa, e todas elas envolvem esforços múltiplos da companhia, ferramentas adequadas e muito engajamento.

O objetivo desse processo, é permitir que você e sua equipe sejam capazes de realizar inovações completas, onde não se fica apenas no campo das ideias, mas há execução e resultados.

Quer saber como dar o primeiro passo? Conheça a nossa plataforma de gestão de inovação e estratégia. Fale com um especialista e agende uma demonstração gratuita.

E, se você busca por mais conhecimento sobre o tema, conheça o curso gratuito de Introdução à Inovação Corporativa, do AEVO Boost e dê início a sua jornada rumo à inovação.

Curso de introdução a inovação corporativa

Luís Felipe Carvalho

Luís Felipe Carvalho é um dos fundadores e, atualmente, CEO da AEVO; está há mais de 16 anos à frente de iniciativas para alavancar a inovação de empresas do Brasil e do mundo. Ao longo de sua trajetória, acumula experiências em gestão e implantação de projetos de inovação, buscando formas de gerar resultados para corporações também por meio do incentivo ao intraempreendedorismo. Graduado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Espírito Santo, cursou MBA em Gestão Empresarial e possui certificação PMP (Project Management Professional) concedida pelo Project Management Institute. Foi analista de projetos e liderou programas inovadores em grandes companhias de segmentos como engenharia e siderurgia. Integrou ainda o corpo docente da FUCAPE Business School, ministrando disciplinas de Project Management Office (PMO), Portfólio e Maturidade em Projetos e Gerenciamento de Riscos.

Luís Felipe Carvalho

Luís Felipe Carvalho

Luís Felipe Carvalho é um dos fundadores e, atualmente, CEO da AEVO; está há mais de 16 anos à frente de iniciativas para alavancar a inovação de empresas do Brasil e do mundo. Ao longo de sua trajetória, acumula experiências em gestão e implantação de projetos de inovação, buscando formas de gerar resultados para corporações também por meio do incentivo ao intraempreendedorismo. Graduado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Espírito Santo, cursou MBA em Gestão Empresarial e possui certificação PMP (Project Management Professional) concedida pelo Project Management Institute. Foi analista de projetos e liderou programas inovadores em grandes companhias de segmentos como engenharia e siderurgia. Integrou ainda o corpo docente da FUCAPE Business School, ministrando disciplinas de Project Management Office (PMO), Portfólio e Maturidade em Projetos e Gerenciamento de Riscos.

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