Inovação radical: o que é, como aplicar e 5 exemplos reais

A inovação radical é a transformação completa de um produto ou serviço, realizado a partir de um conjunto de iniciativas que direciona a organização a novos rumos na busca por crescimento, adaptação ou conquista completa de um mercado. Essa é uma estratégia de alto investimento, impacto e, consequentemente, risco.

A inovação radical é a transformação completa de um produto ou serviço, realizado a partir de um conjunto de iniciativas que direciona a organização a novos rumos na busca por crescimento, adaptação ou conquista completa de um mercado.

Nesse sentido, uma organização que aplica uma inovação radical pode entrar em um mercado completamente diferente. Essa é uma estratégia de alto investimento, impacto e, consequentemente, risco.

A partir do investimento em inovação radical, empresas podem encontrar caminhos inéditos em direção ao seu futuro, explorando novos mercados, tecnologias e comportamentos do consumidor. Siga a leitura.

O que é inovação radical?

Imagem do artigo Inovação Radical

A inovação radical é o desenvolvimento de um produto ou serviço completamente novo. Esse não é um termo recente, surgiu em 1939, quando o economista Joseph Schumpeter, no seu livro Business Cycles, o classificou como um dos tipos de inovação.

A inovação radical explora novos horizontes de mercado, o que impacta não somente as empresas internamente, mas todo o segmento da organização.

Empresas inovadoras estão sempre buscando investir em inovação de baixos risco e custo, melhorando incrementalmente seu core business.

No entanto, a inovação radical se concentra no desenvolvimento de produtos e serviços de alto impacto, geralmente algo que nunca foi feito pela organização.

Dessa forma, passa-se a explorar um novo mercado, encontrando um segmento completamente diferente. 

Há duas formas de fazer inovação radical, a primeira delas é desenvolver uma nova solução, um produto ou serviço, que ainda não existam, e a segunda forma é explorando um novo mercado, diferente do seu core business.

Leia mais: Gestão da inovação: o que é, qual o papel e os 4 pilares

Características da inovação radical

Diferentemente de outros tipos de inovação, a radical se caracteriza pelo alto risco e grande potencial. É uma inovação de crescimento, que busca explorar novas alternativas às já existentes em uma empresa. 

Listamos aqui algumas das características mais importantes da inovação radical: 

  • Alto investimento; 
  • Alto impacto no mercado; 
  • Tempo para implementação extenso; 
  • Desenvolve alta capacidade de renovação e reinvenção da organização; 
  • Possibilita a expansão dos nichos de atuação da empresa. 

Portanto, é preciso ter clareza nos objetivos da sua organização quando se pensa em inovar radicalmente. Além disso, é muito importante saber gerenciar o portfólio de projetos de inovação da sua empresa. 

A partir disso, reconhecer o momento certo de investir em um projeto de inovação radical, e o momento de cortar todos os investimentos, é fundamental, assim encerrando o programa e realocando os recursos restantes para hipóteses com maiores resultados.

Dessa forma, a empresa é mais eficiente em seu ciclo inovativo. 

A inovação radical costuma estar por trás de uma grande ideia! Assim como o tamanho da aposta, o risco é alto – já que costuma estar atrelada a grandes investimentos em tecnologia.

Mas, além dessa estratégia, existem outras que você também pode apostar. Conheça algumas delas:

O que é inovação incremental?

A inovação incremental pode ser compreendida como um conjunto de ações que buscam melhorar ou agregar valor aos processos e produtos já existentes na organização.

Normalmente, acontecem em uma área pontual da empresa, como deixar uma linha de produção mais rápida ou adicionar um novo recurso a um produto.   

Atualmente, a inovação incremental tem ganhado força em estratégias inovadoras como o Programa de Ideais, que consiste em explorar o alto potencial empreendedor dos colaboradores para gerar ideias e sugestões de melhorias. 

Diferença entre inovação radical e incremental

Cenários de inovação radical,  incremental e ambidestria organizacional

Inovação radical:

  • Pouco conhecimento sobre o negócio (novo produto ou serviço);  
  • Alto grau de investimento financeiro;  
  • As necessidades dos clientes são difusas. É preciso criar um mercado;  
  • Alto grau de incerteza sobre o retorno financeiro;  
  • Grande salto em inovação.  

 Inovação incremental: 

  • Muito conhecimento sobre o negócio (é o meu core business);  
  • Baixo grau de investimento financeiro;  
  • As necessidades dos clientes são conhecidas;  
  • Risco reduzido sobre o retorno financeiro;  
  • Inovações contínuas e graduais. 

Exemplo de inovação radical e incremental

Em 1888, a Kodak lançou o primeiro rolo de filme comercial e a primeira câmera fotográfica, que foram sucesso absoluto.

Com o slogan “Você aperta o botão, nós fazemos o resto”, ela tornou um processo cheio de complicações e demorado em algo simples e acessível para praticamente qualquer pessoa.  

Apesar de revolucionária, essa ideia nasceu como uma aposta —   ou seja, uma inovação radical.

Isso porque ela apresentava alto grau de incerteza, uma vez que não existia um market-share para esse mercado e não havia uma certeza de que as pessoas iriam aderir a esse novo produto.  

A partir daí, a história da Kodak foi marcada por inovações incrementais, para se manter competitiva no mercado, e muitos produtos de sucesso.

Como resultado, dominou o mundo da fotografia por quase um século!  

Entretanto, a Kodak, mesmo sendo pioneira na criação da câmera digital, percebeu que essa nova tecnologia ameaçava sua principal fonte de receita — o papel fotográfico e câmera analógica.   

A empresa, apegada ao pensamento do século XX, acreditava que a tecnologia de fotos digitais levaria décadas para se tornar acessível. Assim, a Kodak continuou focada em seu mercado tradicional.  

O grande erro da Kodak foi não perceber que a foto digital não seria apenas mais um novo produto, mas sim uma mudança profunda no mercado.

Além disso, o desenvolvimento dessa tecnologia era um caminho sem volta e não demorou para outras empresas focarem no aprimoramento da fotografia digital.

Como resultado, esse modelo de negócio cresceu e transformou o mercado tradicional, criando um novo hábito de consumo na população, sendo uma inovação disruptiva, que daremos mais detalhes adiante.  

O que muitos não esperavam é que essa empresa tão inovadora, anos mais tarde, decretaria falência, justamente, por falta de inovação. Mais especificamente, por não manter o portfólio de inovações equilibrado.  

Mas uma coisa é certa, a Kodak deixou uma grande lição no mundo corporativo: manter o equilíbrio entre inovações de curto e longo prazo pode ser a chave entre o sucesso e o fracasso de uma organização. 

Continue aprendendo: 7 empresas que faliram por falta de inovação

O que é inovação disruptiva?

Há cerca de 30 anos, Clayton Christensen, professor de Administração em Harvard e mundialmente conhecido por seus estudos em inovação, introduziu esse conceito revolucionário que transformou o mundo corporativo.  

A inovação disruptiva trata-se de um processo em que uma tecnologia, produto ou serviço é transformado, ou substituído, por uma solução inovadora superior.

Essa mudança resulta em uma ruptura com os paradigmas tradicionais de um mercado específico e a criação de um novo hábito de consumo.

Quando falamos em inovação disruptiva, um exemplo clássico que sempre vem à cabeça de grande parte das pessoas é o Spotify.   

Os CDs eram caros e vinham com uma quantidade limitada de músicas, enquanto a demanda dos consumidores por música crescia cada vez mais.   

Depois dos CDs, vieram os dispositivos MP3, mas que ainda contavam com um limite de memória e dependia de outras plataformas para que o usuário fizesse download das músicas.  

Em um insight poderoso, a empresa encontrou um meio de atender a essa demanda, oferecendo modelo de SaaS (Software as a Service), em que o consumidor paga pelo acesso à plataforma, e não pela música em si.

O resultado todo mundo já sabe: a oferta de uma solução mais acessível e mais cômoda para o consumidor derrubou as soluções anteriores, fazendo com que ficassem escassas no mercado.  

Ou seja, diferente do que se poderia pensar, a inovação disruptiva não cria produtos e serviços mais caros ou complexos. 

Pelo contrário, desenvolve soluções mais baratas e atende um público que as empresas tradicionais haviam deixado de lado.   

É assim que uma empresa pequena, como uma startup, consegue superar uma gigante de mercado em seu próprio território.  

A Netflix e outros serviços de streaming de vídeo também são ótimos exemplos de inovações disruptivas.

Diferença entre inovação radical e disruptiva

O ponto-chave a ser lembrado aqui é que nem toda inovação radical é disruptiva, mas toda inovação disruptiva é radical.   

Mas, vamos entender isso melhor?

É comum que algumas pessoas associem o termo disruptivo e a ruptura que esse tipo de inovação causa somente à tecnologia associada a ele. 

Entretanto, essa ruptura é um fenômeno de mercado e de negócios e, na verdade, tem pouco a ver com a tecnologia em si. Ou seja, nem toda transformação tecnológica é disruptiva.  

As inovações radicais se concentram nos tipos de comportamento e estruturas organizacionais que explicam e preveem a comercialização de ideias inovadoras e a criação de novos produtos e novas tecnologias.  

Por outro lado, quando essa inovação radical se torna disruptiva, o que acontece é que o impacto dessa inovação é tão grande que acaba gerando uma mudança no comportamento de consumo do público em geral. 

Nesse caso, o resultado é que a solução anterior se torna defasada e pode até desaparecer.  

Um bom exemplo disso é a fotografia digital.

As primeiras máquinas fotográficas analógicas obtiveram sucesso absoluto e dominaram o mercado de fotografia por um longo tempo.  

Entretanto, elas envolviam um custo elevado e o seu processo era difícil e demorado, o que acabava limitando esse produto a apenas uma parcela de consumidores — inovação radical. 

Mas, no momento em que uma marca muito popular de câmeras fotográficas decidiu pela transformação digital em vez de continuar com a fotografia analógica, todo o mercado da fotografia mudou.  

Uma vez que a fotografia digital não era apenas mais um novo produto, mas sim uma mudança profunda no mercado que criou um novo hábito de consumo na população. Isso é inovação disruptiva.   

Da mesma forma, quando uma certa empresa decidiu substituir o teclado do telefone celular por uma tela digital, o mundo mobile foi totalmente transformado.  

O mesmo aconteceu na área da comunicação interpessoal, quando uma plataforma para enviar mensagens pela Internet foi criada. 

Quando começar a investir em inovação radical?

Para iniciar os investimentos em inovação radical, é preciso entender em qual momento sua empresa está. 

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Quando você se encontra nas fases de planejamento e início do desenvolvimento de um novo produto ou serviço, o levantamento de hipóteses faz parte do processo.

Nesse estágio, seu produto é chamado de aposta, isso significa que ele está inserido em um mercado de alto market share e baixo crescimento.  

Isso é o que torna a inovação radical um investimento tão favorável: ele tem a possibilidade se ser validado pelo mercado ou não. 

A partir daí, ele pode se tornar uma Estrela, um produto com alto crescimento e alto market share, ou pode se tornar um Abacaxi, produto com baixo crescimento e baixo market share. 

Por isso a importância de ter clareza em todo o processo de gestão dos portfólios de inovação.

Quando sua aposta se torna uma estrela, em algum momento ela deverá ser incorporada ao seu core business. No entanto, se sua aposta se tornar um abacaxi, não hesite em matar o projeto. 

Quer entender melhor esse conceito? O CEO da AEVO, Luís Felipe Carvalho, explica no vídeo abaixo:

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Quanto investir em inovação radical?

A Mckinsey & Company desenvolveu, com base em pesquisas de mercado, a estrutura dos 3 Horizontes de Inovação, para organizar e dar uma visão estratégica dos investimentos em inovação das empresas.

  • 1º Horizonte: core business, ou seja, otimizar aquilo que sua empresa já domina;
  • 2º Horizonte: novos negócios emergentes, explorar mercados adjacentes ao core business da sua empresa; 
  • 3º Horizonte:  experimentação, hipóteses que devem ser validadas. 

Você já deve ter percebido que a inovação radical é centrada na experimentação, buscando o crescimento a longo prazo da organização, no terceiro horizonte. 

E como já falamos aqui, é fundamental gerenciar bem o seu portfólio de projetos de inovação. Equilibrando-o, para que os esforços e investimentos da sua empresa estejam distribuídos em várias apostas, o que vai diminuir o risco da inovação. 

Para essa divisão, podemos considerar o modelo utilizado pela Google: 

O que é inovação radical

Esse modelo indica que se deve destinar 10% do orçamento de inovação em experimentação.

Afinal, estamos falando de variáveis imprevisíveis e uma fala conhecida do Eric Schmidt, presidente da Google por anos, era: “Quanto mais você investe em algo, mais difícil é você admitir o fracasso nele”. 

Confira o vídeo baixo para se aprofundar nos Horizontes de Inovação:

YouTube video

Se o risco é alto, devo investir?

Com certeza! A inovação radical é um investimento no futuro da sua empresa. Se você tem uma hipótese com possibilidade de ser validada por um mercado, você estará trabalhando com a oportunidade de crescer além da projeção do seu segmento atual. 

Não se deve esquecer que, toda inovação tem o seu risco e, quando há o investimento em inovação radical, ele é distribuído em múltiplas possibilidades. Dessa forma, no futuro, uma dessas apostas é integrada ao seu negócio principal. 

Também é sempre bom pensar que, se você não está pensando na transformação do seu negócio, alguém vai fazer isso. 

5 exemplos de inovação radical

Para ficar ainda mais fácil de entender esses conceitos, trouxemos 5 exemplos de como essa estratégia ajudou grandes empresas (que não começaram grandes) a atingirem um diferencial que contribuiu para que chegassem no patamar em que estão hoje. 

RIOT Games

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Você já deve ter ouvido falar em um jogo chamado League of Legends, ou LOL.

Por trás desse fenômeno mundial está a RIOT Games, empresa de games fundada em 2006 que decidiu mudar um pouco os ares do seu negócio através da inovação radical.   

Em 2014, a organização iniciou em um novo mercado, algo que ela não tinha nenhuma experiência: o mercado musical. 

Nos últimos anos, a fim de divulgar os itens customizáveis de seus jogos, as famosas skins (skins ou peles são itens customizáveis que atribuem visuais alternativos para personagens e podem ser adquiridos a parte pelos jogadores), a Riot começou a produzir vídeos com qualidades incríveis que fazem qualquer jogador querer comprar.  

E para divulgar as skins de quatro personagens do LOL, ela fez algo diferente. Com direito a videoclipe, perfil nas redes sociais, álbum na Spotify com selo verificado e apresentação ao vivo em hologramas, nasce o grupo de cantoras virtuais, K/DA.  

Parece surreal, não é mesmo? O legal é que o quarteto musical tem vozes de cantoras reais, mas não são elas que dão a cara a girl band, mas sim as personagens do jogo.    

Isso poderia dar muito errado, pois não é qualquer empresa que tem tecnologia e conhecimento o suficiente para criar algo tão surpreendente a ponto de envolver seu público e conquistar um exército de fãs. 

O grupo K/DA já tem quase 4 milhões de ouvintes na Spotify e seu primeiro clipe conta com mais de 315 milhões de visualizações.  

Que outra empresa de games fez isso?  

Rent the Runway

O que hoje é uma startup unicórnio, começou em 2009 com uma simples ideia entre duas amigas. Rent the Runway é uma startup de aluguel de roupas de grifes para mulheres que querem se vestir bem sem gastar muito. 

O interessante dessa marca é que ao invés de pensar em um plano de negócios elaborado, fazer projeções ou uma pesquisa de mercado com uma empresa especializada, a Rent the Runway simplesmente foi para o mercado, apenas com uma ideia, sem preparo nenhum. 

A questão era: será que alguém aceitaria alugar uma roupa e devolver em bom estado? Atualmente sim, mas e em 2009? 

Hoje podemos dizer que ela é uma organização de sucesso, já que atingiu a marca de 1 bilhão de dólares em valor de mercado. 

Mas quem diria que uma pequena loja próxima a faculdade de Harvard com meia dúzia de vestidos comprados se tornaria o que é hoje. 

PicPay

A fintech capixaba criada em 2012 mudou o modo de pagar amigos, estabelecimentos e boletos de muitos brasileiros.  

Apenas nos últimos anos a empresa teve um crescimento exponencial e chegou a fazer parcerias até com o Governo Federal para facilitar o recebimento de benefícios sociais em época de crise.   

Além disso, ela desenvolveu diversas parcerias com grandes marcas, permitindo que boletos, estacionamentos, cash em jogos e até mesmo crédito em aplicativos de terceiros fossem pagos pelo app. 

Lidar com dinheiro pode ser delicado, principalmente no meio digital. Há muita insegurança por parte das pessoas em usar aplicativos para realizar operações financeiras, principalmente pela segurança dos dados individuais.  

Mas a forma como a empresa usou as mídias para divulgar seu produto transmitiu tanta segurança que em 2020 a organização atingiu a marca de +20 milhões de usuários.   

Por mais que hoje haja concorrentes no ramo de pagamentos online, o Picpay inovou ao disponibilizar tantas funcionalidades, principalmente pagar estabelecimentos através do celular. Fácil, simples e prático. 

Airbnb

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Criada em 2008, o Airbnb é uma empresa que busca promover um impacto positivo na sociedade, facilitando o contato entre futuros hóspedes e anfitriões de uma forma muito mais simples e menos burocrática.   

Nela você não vai encontrar hotéis ou pousadas de luxo, pois seu diferencial é o fato de serem acomodações comunitárias. 

Com uma ideia mais disruptiva, a empresa utilizou da lógica de effectuation para desenvolver sua proposta e tem dado muito certo.  

Na plataforma do Airbnb, pelo celular ou computador, o usuário interessado pesquisa por locais para se hospedar em determinada cidade e encontra preços mais acessíveis, uma vez que esses locais são casas e apartamentos comuns.

Uma família pode alugar um quarto da casa para um casal que está na cidade apenas a passeio, por exemplo.

  • Buscando um lugar para ficar por uma semana?
  • Precisou cancelar em cima da hora? Só abrir o aplicativo e resolver tudo por lá.  
  • Vai precisar estender a estádia? Basta acordar com o proprietário.  
  • Muito mais prático do que todos os trâmites de um hotel, não é mesmo? 

Existem diversos protocolos de segurança tanto para quem busca divulgar seu espaço, tanto para o usuário que está a procura de um local para se hospedar.

A facilidade de fazer isso usando apenas o celular tornou a plataforma um sucesso, e apesar de hoje existirem concorrentes, quando o Airbnb foi criado com certeza haviam muitos riscos, afinal quem acreditaria que poderia se hospedar na casa de um estranho através de um aplicativo?  

 Leia também: Effectuation: Lógica que desafia o empreendedorismo tradicional

Dog Hero

A Dog hero é uma startup internacional que atua no Brasil, México e Argentina com o intuito de conectar tutores com pessoas apaixonadas por cães. 

Inicialmente a plataforma disponibilizava apenas hospedagem e passeios, mas hoje conta com ‘’pet sitter’’ (visitas em sua casa), creche (apenas para passar o dia) e veterinários.  

Quando o usuário se cadastra na plataforma, ele pode se registrar como dono de um pet ou como cuidador. 

Para ser um prestador de serviços, o interessado passa por uma avaliação criteriosa e deve ser maior de idade. 

No caso de creches e hospedagens, é necessário enviar fotos do local para que eles avaliem se é ou não um bom lugar para os cães e ter permanência própria.  

A função de veterinário ainda é novidade, mas funciona de forma parecida.

O profissional pode se cadastrar para prestar serviços aos tutores de forma personalizada, indo direto na casa do animal para realizar o atendimento. Porém no momento essa opção está disponível apenas para cidade de São Paulo.  

É interessante observar como a empresa enxergou uma maneira de atender uma demanda dentre as pessoas que possuem animais em casa, mas nem sempre tem disponibilidade para cuidar deles, e inovou ao lançar um programa focado em suprir as necessidades desse grupo.   

Para fixar o conteúdo deste artigo, revisitamos as duas principais perguntas sobre o tema:

O que é inovação radical?

A inovação radical é o desenvolvimento de um produto ou serviço completamente novo, se caracteriza pelo alto risco e grande potencial. É uma inovação de crescimento, que busca explorar novas alternativas e construir o futuro de uma organização. 

Quais são as características corretas da inovação radical?

As características da inovação radical são: alto investimento; alto impacto no mercado; tempo para implementação extenso;
Desenvolvimento da alta capacidade de renovação e reinvenção da organização; possibilita a expansão dos nichos de atuação da empresa.

Conclusão

A inovação radical gera um grande impacto ao ser bem-sucedida, mas, por outro lado, implica em maiores riscos e demanda maior gerenciamento.  

Já as inovações incrementais estão ligadas às melhorias graduais nos produtos e processos já existentes e, por isso, apresentam menos risco e são mais fáceis de gerenciar.  

A inovação disruptiva por sua vez, lida com tecnologias ou novos modelos de negócio que promovem uma disrupção em um mercado já existente, criando um novo hábito de consumo.  

E a melhor forma de encontrar, dentro de uma organização, as oportunidades para inovar, seja de forma incremental, radical, ou disruptiva, é por meio de um Programa de Ideias.

No AEVO, a sua empresa consegue gerenciar, do insight à implantação, todas as oportunidades sugeridas pelos seus funcionários, com apoio de Inteligência Artificial. Saiba mais como o AEVO pode ajudar a sua organização a inovar.

Vale lembrar que um modelo de inovação não exclui o outro. Muito pelo contrário, é possível e recomendado que as empresas apostem em mais de um tipo de inovação, mantendo seus portfólios equilibrados.   

Empresas que investem em inovações incrementais garantem a manutenção da sua receita recorrente, possibilitando o desenvolvimento e investimento em futuras inovações radicais.  

Por isso, é necessário ter em mente que, para as organizações se manterem fortes e competitivas no mercado, é preciso criar um portfólio de inovação bem estruturado, balanceando as inovações incrementais e radicais.

Fale com um dos nossos especialistas e saiba como a AEVO pode auxiliar a sua empresa na jornada de inovação.

Luís Felipe Carvalho

Luís Felipe Carvalho é um dos fundadores e, atualmente, CEO da AEVO; está há mais de 16 anos à frente de iniciativas para alavancar a inovação de empresas do Brasil e do mundo. Ao longo de sua trajetória, acumula experiências em gestão e implantação de projetos de inovação, buscando formas de gerar resultados para corporações também por meio do incentivo ao intraempreendedorismo. Graduado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Espírito Santo, cursou MBA em Gestão Empresarial e possui certificação PMP (Project Management Professional) concedida pelo Project Management Institute. Foi analista de projetos e liderou programas inovadores em grandes companhias de segmentos como engenharia e siderurgia. Integrou ainda o corpo docente da FUCAPE Business School, ministrando disciplinas de Project Management Office (PMO), Portfólio e Maturidade em Projetos e Gerenciamento de Riscos.

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