Qual é o conceito de inovação? Características e exemplos

Inovação é uma ideia implementada que gera valor para o negócio alinhada a estratégia corporativa. Essa ideia pode estar relacionada a criação de algo novo ou o aprimoramento de algo já existente na empresa, como processos, produtos, serviços, modelos de negócio.

A inovação é descrita e modelada de diferentes formas por acadêmicos, pelo mercado e conforme o contexto em que é apresentada. Já na AEVO, definimos que o conceito de inovação é uma ideia implementada que gera valor para o negócio. 

A diferença entre uma ideia, invenção e inovação está justamente no retorno que a inovação deve trazer para a empresa, seja um aumento de faturamento; redução de custos; aperfeiçoamento em processos, produtos e serviços; acesso a novos mercados; mudanças no modelo de negócio; melhorias nas condições de trabalho e no engajamento dos colaboradores de uma organização; entre outros.

Neste texto, você encontrará o significado de inovação, os mitos que envolvem o tema no ambiente corporativo e, ainda, apresentaremos exemplos de inovação de grandes players do mercado. Continue a leitura.

O que é inovação?

O que é inovação?

Para AEVO, inovação é uma ideia implementada que gera valor para o negócio alinhada a estratégia corporativa. Essa ideia pode estar relacionada a criação de algo novo ou o aprimoramento de algo já existente na empresa, como processos, produtos, serviços, modelos de negócio, etc.

Dentro desse conceito, é importante destrincharmos alguns pontos:

  1. Ideia implementada: o primeiro destaque é o entendimento de que a inovação não para simplesmente na ideia. Certamente um insight pode ser a faísca para uma grande inovação, entretanto, sem a execução e a entrega dessa ideia, nenhum valor será gerado ou criado;
  2. Gerar valor para o negócio: em segundo lugar, não faz sentido conceituar como inovação a execução de uma ideia nova e única que não gera valor. Alguma melhoria deve ser percebida em seu processo, produto ou serviço a partir da implementação da ideia para essa se tornar uma inovação. Uma ideia nova e singular implementada sem geração de valor é apenas uma invenção.

Para o dicionário Aurélio, inovação é aquilo que constitui algo novo. 

Já segundo o Manual de Oslo, inovação é um novo e/ou aprimorado produto ou processo que se difere significativamente dos produtos ou processos anteriores e que foi disponibilizado para usuários em potencial (produto) ou colocado em uso (processo).

Mas temos outros modos de conceituar a inovação, uma boa forma é diferenciando-a de invenção. Entenda o que é inovação e invenção

Uma invenção pode ser uma inovação, mas nem toda invenção é uma inovação e nem toda inovação é uma invenção.

Uma invenção é quando descobrimos algo novo, geralmente relacionado a um produto ou serviço. No entanto, nem toda invenção é uma inovação.

Sendo assim, não basta ser uma novidade. É necessário haver uma aplicação, na prática.

No vídeo abaixo, apresentamos mais informações sobre inovação e exemplos práticos para ilustrar os diferentes tipos de inovação. Confira este resumo:

YouTube video

Mitos sobre inovação no ambiente corporativo

Consideramos um mito toda percepção sem embasamento e que não corresponde à realidade.

E quando o assunto é inovação, é necessário pensar nos mitos como as desculpas que funcionários e gestores de diversos setores podem estar reproduzindo e colocando como uma barreira sem antes avaliar e trabalhar o caminho mais adequado para o progresso da organização.

Considere, por exemplo, as seguintes frases que representam mitos comuns (e incorretos) sobre inovação: 

“NOSSA EQUIPE É CRIATIVA, ELA ESTÁ PRONTA PARA INOVAR!”

Criatividade e inovação não são a mesma coisa. São, na verdade, partes do mesmo processo. A criatividade é a matéria-prima, o input, enquanto a inovação é o resultado do processo, o output

Ter uma ideia criativa e até mesmo desenvolver um produto a partir dessa ideia não significa que sua empresa está inovando. Lembre-se: a inovação ocorre no momento em que ideias novas geram valor.  

Murilo Gun, palestrante e professor, adapta uma frase de Silvio Meira para definir que “inovação é quando a criatividade ajuda a empresa a emitir mais notas fiscais.”

“INOVAÇÃO É SOMENTE SOBRE O PRODUTO”

Ideias impactantes para a empresa podem se manifestar de diferentes formas e dimensões, como demonstrado pelos diferentes tipos de inovação, podendo ocorrer em processos internos, por exemplo.

Inclusive, inovação em processos pode gerar quatro vezes mais retorno financeiro do que inovação em produtos.

Enquanto um produto pode ser facilmente copiado, uma inovação em processo pode alavancar várias linhas de produção.

Comparativo entre a inovação de processos e a inovação de produto
Material disponível no curso gratuito de Introdução à Inovação Corporativa – AEVO Boost.

“INOVAR É ALGO QUE SÓ MENTES GENIAIS PODEM FAZER”

processo de inovação não vem de um talento inato ou traço pessoal. É um processo que exige competência e trabalho de desenvolvimento constante.

É possível fazer com que se aprenda a inovar independentemente da personalidade inata de seus funcionários.

“NÃO É POSSÍVEL PREVER QUANDO UMA SOLUÇÃO INOVADORA SURGE”

Isso vem da percepção do senso comum sobre inovação disruptiva: algo imprevisível que parece surgir do nada, como uma “inspiração divina” disponível para poucos escolhidos. 

Na verdade, embora inovar seja um processo com maior imprevisibilidade em relação a outros caminhos, é possível, sim, identificar padrões e trabalhar novas estruturas e novos modelos para gerar uma maior taxa de sucesso com a cultura de inovação. 

A P&G, por exemplo, tem em seu programa “Conectar + Desenvolver” um sistema que permite que a organização possa ter auxílio e visão de como fenômenos, novas ideias e conhecimentos externos podem impactar seu negócio, criando uma maior previsibilidade quanto à geração da inovação. 

“INOVAÇÃO DEPENDE SOMENTE DE UM PROCESSO BEM ESTRUTURADO”

O processo é só uma parte do todo. É possível ter um processo bem estruturado e não obter sucesso. 

A inovação precisa também ser parte da estratégia, da cultura organizacional, estar no DNA e no jeito de ser da organização, orientando tarefas, comportamentos, ações e as tomadas de decisão. 

“INOVAMOS SOMENTE DE ACORDO COM NOSSO CLIENTE”

Personalidades como Henry Ford e Steve Jobs já provaram que, no fundo, o cliente muitas vezes não sabe exatamente o que deseja ainda. 

Feedback é importante para o projeto e para gerar uma melhor experiência para o cliente, mas é preciso equilíbrio entre reação e autonomia quando o assunto é inovar.

Infelizmente, a inovação nem sempre está no caminho do que o cliente busca mais imediatamente ou significa o que ele pensa que deseja hoje. 

“INOVAÇÃO É FEITA COM TECNOLOGIA”

Assim como processos bem estruturados, é possível ter as mais novas tecnologias do mercado em sua empresa, mas não ser inovador.

Redefinir modelos de negócio, criar processos diferenciados, tudo isso pode ser inovação e não depende, necessariamente, de uma nova tecnologia.

“A INOVAÇÃO É RESPONSABILIDADE DO NOSSO SETOR DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO”

Nenhuma cultura de inovação sobrevive limitada a um setor ou a uma função de um determinado cargo.

É preciso democratizar e permitir que essa atitude inovadora permeie toda a empresa. 

Muitas empresas utilizam programas de ideias para permitir que todos os seus colaboradores possam sugerir soluções para os principais desafios organizacionais.

Para ajudar a viabilizar e potencializar programas de ideias e outras iniciativas de inovação em grandes corporações que criamos a Plataforma de Gestão da Inovação AEVO.

“INOVAR EXIGE MUITOS RECURSOS!”

Ter mais dinheiro talvez não prejudique, mas não é somente o investimento que faz com que as inovações gerem valor para o negócio. Inclusive, nota-se justamente o contrário. 

As empresas que mais inovam não são as que mais investem, e sim aquelas que sabem gerenciar essa cadeia de valor

A Apple, por exemplo, considerada a empresa mais inovadora no mundo, está em 70º lugar no ranking das que investem as maiores somas monetárias. 

Por que inovar na minha empresa? Entenda quais são os pilares da inovação

Inovar é essencial para as empresas que desejam manter a entrega de valor no presente e construir propostas de valor consistentes para o futuro.

Em fevereiro de 1991, James G. March, professor de Stanford, lança seu estudo “Exploration and Explotation in Organizational Learning”, que em uma tradução livre, significa Exploração e Explotação no Ensino Organizacional.

Nele, March propõe que há um risco quando se põe em evidência apenas em um tipo de atividade. Essa premissa se relaciona diretamente com os pilares da inovação.

É preciso entender o momento da sua empresa e qual tipo de inovação vai gerar valor e impactar seu ponto focal.

Ou seja, a organização quer impactar o mercado ao qual já faz parte ou desenvolver uma nova tecnologia? Ou os dois?

Para responder a essa questão, é preciso entender qual é o tipo de inovação se pretende investir e tudo que a envolve.

Inovações de sustentação

Uma inovação de sustentação desenvolve produtos e serviços já estabelecidos. Ou seja, a organização busca manter-se competitiva, aperfeiçoando-se cada vez mais, levando mais valor ao negócio.

Portanto, a inovação de sustentação envolve ações de explotação – atividades voltadas para o refinamento e a eficiência dos processos garantindo o seu resultado no presente.

Pequenas e constantes inovações incrementais feitas em produtos, processos e serviços já existentes são exemplos de ações de explotação.

Normalmente, as melhorias incrementais acontecem em uma área pontual da organização, como deixar uma linha de produção mais rápida ou adicionar um novo recurso a um produto. 

Inovações de transformação

A inovação de transformação – que também pode ser chamada de inovação radical – é voltada a experimentação e construção de futuro da empresa.

Nela, é feita a transformação completa de um produto ou serviço, realizado a partir de um conjunto de iniciativas que direciona a organização a novos rumos na busca por crescimento, adaptação ou conquista completa de um novo mercado.

Sendo assim, a empresa gerar valor de novas formas.

É neste tipo de inovação que produtos e serviços únicos são criados. Esse tipo de inovação envolve maiores riscos, que podem ser reduzidos com boas práticas de gestão da inovação, porém, o prêmio é maior.

Em um mundo que os hábitos de consumo e as cadeias de valor se modificam rapidamente, uma empresa só é capaz de garantir sua perenidade através do investimento em inovações de transformações.

Ambidestria organizacional

O equilíbrio entre o investimento de inovações capazes de melhorar o seu core business (exploitation) e construir o seu futuro (exploration) é conhecido como ambidestria organizacional.

Entender o cruzamento desses fatores é fundamental e pode fazer toda a diferença para o seu negócio, bem como a compreensão do esforço necessário para cada tipo de inovação a ser posto em prática.

As empresas mais inovadoras trabalham muito bem a ambidestria organizacional da inovação.

Exemplos de inovação organizacional

Para você entender na prática como é possível inovar nas empresas, vamos apresentar alguns exemplos de inovação organizacional de big players que implementaram o processo e se tornaram cases de sucesso.

BIC

Material disponível no curso gratuito de Introdução à Inovação Corporativa – AEVO Boost.

A caneta Bic foi originalmente desenvolvida em 1957, mas permanece sendo um produto forte, com vendas diárias de 14 milhões de unidades em todo mundo, de acordo com o estudo feito por Joe Tidd e John Bessant, autores do livro “Gestão da Inovação”.

Ainda que aparentemente seja a mesma caneta, uma inspeção mais cuidadosa revela uma série de mudanças incrementais em termos de materiais, tintas, tecnologia de esfera, dispositivos de segurança, etc.

Esse é um exemplo clássico de inovação de sustentação, onde diversos aprimoramentos foram postos em prática, mantendo – ou sustentando – o valor de um negócio principal, mantendo-a competitiva.

IBM

A centenária IBM, uma das gigantes da tecnologia no mundo, começou suas atividades em 1911, a partir da junção de três grandes empresas. À época, desenvolvia máquinas de cartão perfurado.

Já em 1933, passa a investir nas máquinas de escrever elétricas (com a aquisição da Eletromatic Typewriter Co).

Em 1960, começa a processar dados a partir de uma outra tecnologia com o lançamento do computador Mainframe System/360, avançando em 1981 (e, principalmente, transformando seu mercado) com o lançamento do IBM Personal Computer (PC), apostando nas máquinas para o uso pessoal.

Anos depois, a IBM vende a divisão de PC’s para a Lenovo e passa a investir em inteligência artificial com o lançamento do IBM Watson, em 2011, reformulando seu posicionamento de mercado.

O foco atual da IBM é seguir inovando em inteligência artificial e computação em nuvem.

Esse exemplo de inovação nos demonstra na prática como funciona um modelo de inovação de transformação nas empresas, à medida que a companhia se projeta para o futuro, se reinventando e conquistando um novo mercado.

Tesla

Outro exemplo de inovação bastante popular é a Tesla, empresa de Elon Musk.

A Tesla é uma empresa norte-americana automotiva que desenvolve, produz e vende veículos elétricos de alto desempenho, além do armazenamento de energia.

Musk dá um “salto de fé” ao investir nesse mercado com uma proposta de valor diferente: a Tesla entregaria aos clientes automóveis de alta performance, algo que até então não era comum.

Além disso, criou mais uma forma de gerar valor aos consumidores ofertando estações de carregamento elétrico gratuito para os carros.

A Tesla cria um novo mercado a partir da validação da sua inovação, que saiu de um modelo experimental para dominar um nicho, olhando para o futuro.

Magazine Luiza (Magalu)

O Magazine Luiza (ou apenas Magalu) é uma empresa brasileira do varejo com uma proposta multicanal.

A Magalu nos traz um exemplo de ambidestria organizacional, ou seja, é uma organização que investe tanto em inovações de sustentação quanto em inovações de transformação.

Por exemplo, a empresa investiu em integrar seus centros de distribuição, expandir suas lojas e fez a aquisição de concorrentes – como as lojas Líder e Arno. Todas essas ações visam sustentar, expandir e ganhar mercado com o seu negócio, trabalhando inovações no nicho ao qual ela faz parte – o seu core business.

Em simultâneo, a empresa (reconhecida por ser do setor de varejo) está sendo vista por diversas transformações, como quando iniciou o modelo de marketplace, passando a distribuir produtos de outros vendedores.

Além disso, também desenvolveu o MagaluAds, que permite que os vendedores façam anúncios na plataforma e sejam vistos nas primeiras posições da busca – essa inovação, além de trazer uma nova forma de gerar receita para a empresa, transforma a sua atuação principal.

Outro modelo de inovação de transformação proposto é o MagaluPay, uma carteira digital para pagamentos.

Com todas essas informações, podemos notar que a empresa balanceia seu portfólio de inovações, ao gerenciar diferentes tipos de inovação, “cuidando” de seu negócio atual, mas também experimentando novas formas de geração de valor.

Amazon

amazon-logo

A gigante do e-commerce fundada por Jeff Bezos, assumiu a inteligência artificial como a base de sustentação da sua estratégia inovadora de negócios. Nesse sentido, a empresa criou um sistema denominado “working backwards”.

O intuito foi estimular os funcionários a desenvolverem grandes ideias e elaborarem para cada uma delas, um plano de comunicação e avaliação dos diferentes impactos nas áreas do negócio.

Essa estrutura é similar ao Programa de Ideias, uma das soluções do nosso software do AEVO.

A partir dessa iniciativa, nasceu o Prime Now, serviço exclusivo para assinantes do Amazon Prime, e o AmazonSmile, e-commerce contendo os mesmos produtos e preços do site original, porém com um diferencial – 0,5% da receita é doada para instituições de caridade.

Embora a Amazon seja mundialmente conhecida por suas atividades com o comércio eletrônico, ela também atua em outras frentes, como no supermercado de varejo, totalmente digital.

O Amazon Go, uma smart shop localizada atualmente somente nos Estados Unidos, não utiliza caixa eletrônico, tendo as operações registradas por um aplicativo.

Quando o cliente retira um produto da gôndola, este será adicionado em seu carrinho de compras e a cobrança é feita automaticamente quando ele sai da loja direito na sua conta da Amazon.

A Amazon não ficou apenas no campo das ideias, mas tornou viva a ideia de seus colaboradores.

Embora a Amazon seja mundialmente conhecida por suas atividades com o comércio eletrônico, ela também atua em outras frentes, como no supermercado de varejo, totalmente digital.

O Amazon Go, uma smart shop localizada atualmente somente nos Estados Unidos, não utiliza caixa eletrônico, tendo as operações registradas por um aplicativo.

Quando o cliente retira um produto da gôndola, este será adicionado em seu carrinho de compras e a cobrança é feita automaticamente quando ele sai da loja direito na sua conta da Amazon.

Apple

Exemplos de inovação incremental: Apple

Um exemplo prático para visualizarmos a inovação de sustentação é a Apple.

Na década de 1990, a empresa passava por um momento delicado e precisou se aprimorar para se manter competitiva a frente do seu mercado.

O Macintosh (linha de computadores da marca) representava o que a Apple fazia de melhor, mas o produto ainda era uma caixa cinzenta pouco atualizada e muito criticada.

A marca estava sendo impactada pela falta de inovação em seu produto.

Em um golpe de mestre, Steve Jobs retornou à direção e promoveu uma limpeza geral na Apple, eliminando produtos e divisões inteiras da organização. Para marcar esse rito de passagem, o novo produto do negócio deveria ser ousado e ditar as regras do mercado: nascia o iMac G3. 

O novo computador só poderia ser aberto com chaves de fendas, enquanto os leitores de disquete foram aposentados pela Apple 10 anos antes do restante do mercado.

Além disso, o produto se tornou mais ergonômico, incorporando uma alça para transporte do computador – destacando sua portabilidade.   

O iMac G3 foi um sucesso de vendas. A Apple se estabeleceu como referência em design centrado no usuário, conquistando uma posição de destaque na usabilidade tanto do hardware quanto do seu sistema operacional, o macOS. 

Em quase 20 anos de história, a família dos iMacs já ganhou mais de 10 novos integrantes, que possuem seu design aperfeiçoado ano após ano, mesmo que haja pouca inovação em hardware. 

Horizontes da inovação

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Pensando em dar aos gestores e executivos do mundo todo um motivo a mais para resgatarem suas merecidas noites de sono, a McKinsey&Company criou as três dimensões que o gestor deve ter em mente para promover o crescimento do negócio de maneira consistente ao longo do tempo. 

O framework foi lançado no livro “Alquimia do Crescimento”, em 1999, ou seja, já é um conceito bem antigo e já foi amplamente incorporado para auxiliar as organizações a garantirem o balanceamento entre inovações de curto e de longo prazo (ambidestria organizacional). 

A representação dos horizontes de inovação é feita em um gráfico com dois eixos: o eixo vertical, do crescimento; e o eixo horizontal, do tempo

Conheça os três horizontes de inovação

Horizonte 1: core business

No horizonte 1, nós precisamos cuidar muito bem do que já está ao nosso alcance, ou seja, aprimorar e/ou otimizar produtos e processos que estão diretamente ligados ao core business da minha empresa e que são atualmente a minha maior fonte de receita. 

Já ouviu falar que em time que está ganhando não se mexe? Pois é, esqueça completamente esse pensamento!

Afinal, não dá para inovar fazendo mais do mesmo, correto?  

Empresas como a Ambev,  Aeris e  Aviva são excelentes exemplos de como mexer em “time que está ganhando” traz resultados incríveis.

Todas essas organizações utilizaram o Programa de Inovação para trazer seus colaboradores para o centro do protagonismo corporativo, uma vez que essas pessoas estão a frente dos processos, serviços e produtos que representam o core business da empresa.

Sem dúvidas, eles sabem melhor do que ninguém como resolver problemas e criar novas soluções. 

Para o Horizonte 1, nós temos o exemplo da BIC, que mencionamos acima.

Ao longo dos anos, houve muito trabalho na evolução desse produto, este investimento em core business que permitiu que ela se tornasse mais confortável, leve, resistente e segura – tudo isso para continuar gerando valor ao seu produto e se mantendo competitiva.  

Horizonte 2: novos negócios emergentes

No horizonte 2 o foco é explorar novas oportunidades de negócios, mas que sejam uma extensão direta do carro-chefe da sua organização. 

Exemplo: lançar um novo produto ou expandir para um novo mercado.

Aqui nós estamos falando da empresa aproveitar competências que ela tem e dar um passo em um mercado que ela não explorou inicialmente. 

inovação nesse horizonte não é muito arriscada, porque parte de algo que a empresa já faz, já conhece, e desenvolve a partir disso.

O investimento nesse horizonte tende a ser alto, pois a promessa de retorno também é. 

Como exemplo podemos pensar no Uber Eats, que é o aproveitamento do mercado adjacente da própria Uber.

Não entendeu? Nós explicamos: a empresa já está consolidada em um mercado de transporte, então entrar no mercado de delivery de comida faz todo sentido, já que ela já domina o transporte. 

A estratégia da Uber é incorporar os mercados que estão próximos ao seu core business, transformando produtos com baixo market-share, localizados em um mercado em alto crescimento (apostas), em verdadeiras estrelas.  

A Uber Eats pode um dia representar o futuro da Uber, afinal, é o que queremos com qualquer aposta.

Horizonte 3: experimentação

Nesse horizonte, a empresa trabalha com hipóteses. São ideias que precisam ser testadas e validadas, e não há uma previsão concreta de resultado.

No terceiro horizonte, o investimento deve ser voltado a viabilizar a experimentações.

Aqui, eu estou falando de projetos de inovação com um alto grau de incerteza e risco associado.  

Podemos pensar no Elon Musk apostando no Hyperloop (um transporte de tubos a vácuo para as grandes metrópoles). 

O futuro desse projeto é incerto, uma vez que o próprio Elon Musk não possui garantias de que a estratégia dará certo, de que terá viabilidade comercial ou mesmo que as pessoas se sentirão confortáveis com a ideia.

Entretanto, se o Hyperloop der certo, pode ser um serviço de transporte completamente disruptivo, capaz de mudar os hábitos de consumo das pessoas em geral. 

Ainda seguindo pela linha de projetos com alta incerteza, temos o táxi híbrido da Uber, comunicado pela empresa em setembro de 2019.

Existe uma tecnologia que precisa ser validada, é preciso haver viabilidade técnica para isso, ou seja, o caminho é longo, mas esse pode ser uma grande estrela, garantindo o futuro da organização. 

A imagem abaixo ilustra, em dados levantados e divulgados por Eric Schmidt, a distribuição de investimento em inovação a partir dos três horizontes na Google. Nela, podemos ver como esse método pode ser aplicado na prática.

Conheça o portfólio de investimentos em inovação da Google

Conclusão

Como vimos, a inovação não é algo inalcançável, como nos faz pensar os mitos construídos a seu redor. Da mesma forma, não é um conceito que depende unicamente de criatividade, produtividade, processos e recursos financeiros. 

E justamente por isso que é mais simples inovar do que parece ser.

Podemos ver por meio de cases e exemplos que nem limitação ou excesso de ferramentas e investimentos são obstáculos para que uma empresa trabalhe motivada e seja extremamente inovadora. Então, mãos à obra! 

Um ponto importante na jornada de inovação é capacitação, no AEVO Boost disponibilizamos um curso gratuito de Introdução à Inovação Corporativa, para desenvolver os profissionais nesta importante skill.

Acesse o AEVO Boost e confira cursos gratuitos de inovação e tendências do mercado.

Curso de introdução a inovação corporativa

Para fixar o conhecimento desse conteúdo, reunimos as duas principais dúvidas sobre o tema abaixo:

O que é inovação e quais os tipos?

Inovação é uma ideia implementada que gera valor para o negócio alinhada à estratégia corporativa. Os tipos de inovação, em resumo, são incrementais, radicais e disruptiva. Já a ideia, pode ser implementada em um produto, processo, serviço ou modelo de negócio.

Quais são os 4ps da inovação?

4Ps da inovação é um método abrangente para entender como executar a inovação em sua empresa de forma simples. Os 4ps da inovação significam propósito, processos, pessoas e políticas.

Luís Felipe Carvalho

Luís Felipe Carvalho é um dos fundadores e, atualmente, CEO da AEVO; está há mais de 16 anos à frente de iniciativas para alavancar a inovação de empresas do Brasil e do mundo. Ao longo de sua trajetória, acumula experiências em gestão e implantação de projetos de inovação, buscando formas de gerar resultados para corporações também por meio do incentivo ao intraempreendedorismo. Graduado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Espírito Santo, cursou MBA em Gestão Empresarial e possui certificação PMP (Project Management Professional) concedida pelo Project Management Institute. Foi analista de projetos e liderou programas inovadores em grandes companhias de segmentos como engenharia e siderurgia. Integrou ainda o corpo docente da FUCAPE Business School, ministrando disciplinas de Project Management Office (PMO), Portfólio e Maturidade em Projetos e Gerenciamento de Riscos.

Luís Felipe Carvalho

Luís Felipe Carvalho

Luís Felipe Carvalho é um dos fundadores e, atualmente, CEO da AEVO; está há mais de 16 anos à frente de iniciativas para alavancar a inovação de empresas do Brasil e do mundo. Ao longo de sua trajetória, acumula experiências em gestão e implantação de projetos de inovação, buscando formas de gerar resultados para corporações também por meio do incentivo ao intraempreendedorismo. Graduado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Espírito Santo, cursou MBA em Gestão Empresarial e possui certificação PMP (Project Management Professional) concedida pelo Project Management Institute. Foi analista de projetos e liderou programas inovadores em grandes companhias de segmentos como engenharia e siderurgia. Integrou ainda o corpo docente da FUCAPE Business School, ministrando disciplinas de Project Management Office (PMO), Portfólio e Maturidade em Projetos e Gerenciamento de Riscos.

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