Intraempreendedorismo: o que é, características e objetivo

Intraempreendedorismo é o ato de estimular os colaboradores a pensarem e agirem como empreendedores nas empresas em que já trabalham, promovendo um ambiente propício para que ideias inovadoras surjam, e melhorias e oportunidades sejam identificadas no dia a dia da operação.

Intraempreendedorismo é agir como empreendedor em uma empresa já estabelecida, usando das habilidades, inovação e criatividade dos colaboradores.

A expressão vem do inglês ”intrapreneur”, termo criado no ano de 1978 por Gifford Pinchot III, a partir da publicação de um artigo.

Também é comum encontrar publicações que mencionam o intraempreendedorismo como empreendedorismo corporativo (ou empreendedorismo interno), que é um sinônimo.

Pinchot III defendia a importância do fomento às iniciativas inovadoras e empreendedoras dentro das corporações como uma vantagem competitiva de mercado, que impacta na retenção de talentos e na sustentabilidade de negócios.

Essa prática dá protagonismo aos funcionários para criarem novos produtos, serviços, soluções e iniciativas, além de proporem melhorias incrementais na empresa.

Entenda neste texto o que é intraempreendedorismo, quais exemplos de mercado e como estruturar um programa desse tipo em sua empresa. Continue a leitura.

O que é intraempreendedorismo?

O QUE É INTRAEMPREENDEDORISMO?

Intraempreendedorismo é o ato de estimular os colaboradores a pensarem e agirem como empreendedores nas empresas em que já trabalham, promovendo um ambiente para que ideias inovadoras surjam, e melhorias e oportunidades sejam identificadas no dia a dia da operação.

Essa capacidade de inovação e o perfil empreendedor dos colaboradores cria o sentimento de “dono do negócio”, trazendo uma série de benefícios no desenvolvimento do profissional (como o reconhecimento interno, crescimento de carreira e implementação de projetos sugeridos por ele).

As características de um profissional intraempreendedor se tornam evidentes em seu dia a dia, por exemplo:

  • Proatividade;
  • Observação de melhorias no dia a dia;
  • Proposição de novas ideias e soluções;
  • Criatividade contínua;
  • O mindset inovador;
  • Tolerância ao erro;
  • Assimilação de riscos em processos;
  • Perfil colaborativo.

Porém, para que os colaboradores explorem e desenvolvam suas ideias, é preciso que a empresa esteja comprometida com esse processo, e não apenas o estimule como o consolide, em uma cultura de inovação.

Se você quer entender mais sobre o conceito, sua origem e como estimular o intraempreendedorismo de forma prática e rápida, confira o vídeo abaixo:

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Um erro comum é a confusão quanto à diferença do conceito de intraempreendedorismo e empreendedorismo. Saiba a diferença de cada um deles no próximo tópico.

Diferença de empreendedorismo e intraempreendedorismo

Para entender melhor as diferenças entre os dois conceitos, aqui vai um exemplo de empreendedorismo e uma comparação com o intraempreendedorismo.

Imagine um profissional de tecnologia da informação, que trabalha em uma empresa de software “A”. Nessa empresa, ele percebe que os clientes têm uma “dor” não atendida e que representa uma oportunidade.

Com essa informação, ele sai da empresa e começa seu próprio negócio, tentando oferecer uma solução para essa “dor” como diferencial competitivo. Esse é um exemplo clássico de empreendedorismo.

Agora, imagine que esse mesmo profissional pegue a informação que ele coletou a partir de suas observações e, sob a supervisão do seu gestor e com a colaboração do resto da equipe, desenvolva um projeto para que a empresa “A” possa atender a essa dor dos clientes.

Com isso, a empresa em que ele trabalha consegue inovar, o que é bom para os seus resultados em geral. Esse é um exemplo de intraempreendedorismo.

Perceba que a base dos dois é a mesma: a observação de riscos e oportunidades, e o desenvolvimento de soluções.

O que difere é o que o colaborador decide fazer com sua visão: usar para si mesmo ou colocar a serviço da organização em que trabalha.

Na tabela, elencamos as principais diferenças entre o empreendedorismo e intraempreendedorismo:

EmpreendedorismoIntraempreendedorismo
Desenvolve soluções em prol do seu próprio negócio;Gera ideias e cria soluções para a empresa em que trabalha;
Usa capital próprio ou de terceiros;Usa o capital da empresa;
Cria a própria equipe;Trabalha de forma colaborativa com a equipe da empresa;
Cria a própria estrutura;Usa a estrutura operacional da empresa;
Maior poder de ação sobre o ambiente ;Maior dependência das características da
cultura organizacional;
Maior risco financeiro.Maior tolerância ao erro.
Informações embasadas no artigo “Empreendedorismo Corporativo” do CRA-SP


Importância do intraempreendedorismo

Porque ele é tão importante?

Afinal de contas, será que é mesmo importante ter empreendedores corporativos na sua equipe? Será que é importante incentivar e reconhecer iniciativas empreendedoras dos seus colaboradores?

A resposta, nos dois casos, é sim; e existem pelo menos três bons motivos para isso. Confira abaixo.

1 – É melhor que os intraempreendedores estejam com você, do que contra

Vamos ser honestos e objetivos. Se uma pessoa tem um perfil empreendedor, ela pode colocar essa característica em ação de duas maneiras: ou criando seu próprio negócio, ou colaborando com a organização na qual ela trabalha.

De uma maneira ou de outra, a sua criatividade vai pedir um escape.

E, quando isso acontecer, é melhor que ela esteja ao seu lado porque, do contrário, ela vai se tornar um forte competidor.

Portanto, essa não é uma mera paranoia.

Pense no setor de tecnologia: muitas empresas grandes compram competidores extremamente menores e recrutam seus fundadores para o próprio time.

Não é que a concorrência seja forte no momento, mas elas reconhecem que o espírito empreendedor da pessoa por trás daquela pequena iniciativa pode levar a uma concorrência forte no futuro.

Então, é melhor tê-lo fortalecendo sua equipe do que criando obstáculos do lado de fora.

2 – Sem incentivo, os melhores funcionários vão embora

Mesmo que você deixe de lado a possibilidade de que o funcionário se torne um competidor, ainda é aconselhável apoiar o intraempreendedorismo.

Do contrário, você vai notar que seus melhores funcionários vão em busca de emprego em organizações mais abertas e descentralizadas.

Por que isso acontece? Bom, a razão está na noção de realização profissional.

Para muitos profissionais, ela está associada a um ambiente que favoreça um certo nível de autonomia e que reconheça as realizações individuais.

Essa autonomia, por sua vez, é exercida para elaborar uma ideia e colocá-la em prática, sendo esse o centro do intraempreendedorismo.

Logo, o reconhecimento vem após o sucesso dessa iniciativa.

Dessa forma, um profissional que tem perfil intraempreendedor, mas não encontra na sua organização as condições para colocá-lo em ação, sente-se pouco realizado, como se não tivesse espaço para atingir seu pleno potencial.

Então, ele tem uma chance maior de “abandonar o barco”.

Leia mais: Como estruturar um Programa de Intraempreendedorismo

3 – Um empreendedor corporativo pode impulsionar a inovação

O empreendedor corporativo é aquele que está sempre atento a riscos e oportunidades. Eventualmente, ele vai notar possibilidades que até mesmo os gestores da empresa deixaram passar.

Além disso, por natureza, ele tem uma tendência a realizar — isto é, a transformar sua ideia em realidade.

Assim, ele ajuda sua empresa a dar saltos de inovação que não seriam viáveis se apenas os gestores tivessem iniciativa.

Ou seja, cada inovação, cada oportunidade aproveitada ou risco evitado, é uma vantagem competitiva sobre os seus concorrentes.

Especialmente, é claro, sobre aqueles que não apoiam o intraempreendedorismo.

Tipos de intraempreendedorismo

É preciso ter em mente que o intraempreendedorismo não é uma iniciativa que acontece isoladamente.

Acima de tudo, para que o intraempreendedorismo aconteça com sucesso, é necessário que exista uma equipe alinhada e recursos para fazer com que ideias e projetos inovadores possam tomar forma.

Por isso, além da estrutura (projeto, intraempreendedor e recursos), o contexto no qual a organização se encontra também deve ser levado em conta.

Empresas familiares, por exemplo, enfrentam grandes obstáculos para terem sucesso no mercado. Esses obstáculos, por sua vez, podem variar desde a dificuldade na decisão de sucessão e hierarquia no negócio, até o investimento em inovação e robotização de sistemas.

Bom, tecnologicamente falando, no início da 5ª Revolução Industrial, mas imagina convencer um familiar mais idoso, que utilizou fichas físicas por décadas, a adotar um sistema de armazenamento na nuvem?

Nesse sentido, o planejamento e o intraempreendedorismo tornam-se, então, uma solução para que a sucessão de gerações e incentivos mantenha a empresa competitiva.

Agora, existem tipos de intraempreendedorismo? A resposta é sim! E vamos falar sobre eles agora.

Líderes em diversas empresas já procuram incentivos para o intraempreendedorismo entre seus colaboradores, que podem ser de dois tipos:

Intraempreendedorismo de valor agregado

Aqui, o intraempreendedorismo está ligado à principal atividade da empresa. Ou seja, isso significa que esse tipo de intraempreendedor vai agregar valor para a organização, gerando inovação e crescimento.

Tudo isso sempre ligado ao nome original da empresa.

Podemos ver exemplos de tipos de intraempreendedor com valor agregado em empresas como Google e Apple.

Nessas organizações, toda ideia está ligada diretamente àquilo que elas já desempenham.

Dessa forma, a força dessas marcas é o resultado de um intraempreendedorismo que soube desenvolver projetos com base nas necessidades de seus clientes.

Intraempreendedorismo e o “spin-off”

Esse é o tipo de intraempreendedorismo cujas ideias e projetos fogem totalmente daquilo que a empresa é originalmente conhecida.

O termo “spin-off”, geralmente associado ao entretenimento, refere-se a propriedades intelectuais que não necessariamente estão ligadas à linha principal.

No intraempreendedorismo, o raciocínio é semelhante.

A forma como novos negócios podem surgir nesse processo pode variar. Isso porque, em alguns casos, a empresa consegue pivotar recursos para outros projetos.

Já em outras situações, é o know-how e o conhecimento adquirido em pesquisa e desenvolvimento que servirá de base para um novo projeto intraempreendedor.

Independentemente dos tipos de intraempreendedores, é preciso ter em mente que a empresa precisa estar preparada para eles. Ou seja, você possui o melhor ambiente para essa prática?

Não basta apenas implementar um programa de ideias, por exemplo, é preciso investimentos e esforços constantes em inovação.

Portanto, aqui entram fatores muito relevantes como: engajamento dos colaboradorescultura organizacional e o papel da alta liderança. Esses fatores serão a chave para fixar o intraempreendedorismo no DNA da organização.

Benefícios do intraempreendedorismo

A prática do intraempreendedorismo coloca a empresa em uma posição diferenciada, garantindo uma série de benefícios para o negócio no curto e longo prazo. Listamos as principais abaixo.

Promove um maior engajamento e produtividade

Ser protagonista no processo de mudança e crescimento da empresa faz com que os colaboradores sejam mais engajados e produtivos.

A medida que fica claro para os profissionais que suas ideias são importantes, após a implementação de fato, a disposição para promover novas mudanças tende a ser maior, assim como a satisfação com a organização – que deve ter modelos de reconhecimento para os colaboradores sejam, cada vez mais, engajados com a inovação.

Estimula a colaboração em equipe

Um profissional intraempreendedor se torna referência para outros, capilarizando essa ação na companhia, com cada vez mais pessoas engajadas no processo, o trabalho colaborativo envolve toda a equipe e soluções incríveis podem surgir e se desenvolver.

Com diferentes perspectivas profissionais atuando em conjunto em prol da inovação, a empresa colherá bons frutos.

Retenção de talentos

Com um programa de intraempreendedorismo consolidado, profissionais engajados com a inovação se interessarão ainda mais pela empresa, desde a fase de recrutamento e seleção até o desejo de permanecer na companhia.

Desse modo, a empresa assegura que os colaboradores tenham a inovação como valor profissional, alinhados a cultura de inovação, sendo esse um dos benefícios para o desenvolvimento na carreira e oportunidades de crescimento.

9 exemplos de intraempreendedorismo

A seguir, iremos listar exemplos de intraempreendedorismo que souberam desenvolver esse diferencial no mercado.

Diferentes propostas, seja agregando valor, ou seja criando novos produtos, subdivisões ou serviços. Vamos lá?

Gmail, da Google

Das empresas mais atuais, a Google é, com certeza, uma das primeiras a serem lembradas quando pensamos em intraempreendedorismo por valor agregado. Isso porque, como prática interna, a empresa faz com que seus funcionários dediquem 20% de seu tempo para projetos pessoais.

Trabalhar em um ambiente que estimula a livre criação de ideias pode resultar em serviços que hoje são indispensáveis. Um fruto desses projetos pessoais é justamente o Gmail.

Ele começou como um projeto de intraempreendedorismo para os colaboradores e cresceu até tomar a forma inovadora que conhecemos hoje.

O serviço do Gmail é inovador por muitos fatores. O sistema de busca da empresa, aplicado a uma caixa de e-mails, acabou sendo potencializado. Além de uma busca precisa, era o primeiro serviço de e-mail a oferecer um tamanho de armazenamento de 1 GB.

Paul Buchheit, seu criador, lançou o serviço por meio de convites. Mas, atualmente, ter uma conta no Gmail é considerado praticamente indispensável.

O botão “curtir” do Facebook

A inovação da Intel

A famosa interação que é ícone mais conhecido do Facebook teve origem em um programa de ideias interno da empresa. No caso, o protótipo do que hoje conhecemos como o botão “curtir” teve origem em um hackathon.

A forma de inovação e adaptação do Facebook com o passar dos anos é um exemplo da força intraempreendedora.

Hoje, o pensamento em serviços, redes sociais e ideias no universo digital são influenciadas pelos benefícios que essa “curtida” trouxe.

Mas, nada disso seria possível sem que existisse uma iniciativa inovadora gerada em um evento que estimulou o desenvolvimento desse projeto.

O Playstation, da Sony

Exemplos de intraempreendedorismo: Playstation,   da Sony

Talvez hoje pareça estranho pensar dessa forma, mas o Playstation é um exemplo de intraempreendedorismo do tipo “spin-off”. Uma inovação impensável no cenário mais tradicional da japonesa Sony.

A fabricante conhecida anteriormente por aparelhos de som e seu walkman era totalmente contra a entrada no mercado de jogos.

Por isso, o então jovem Ken Kutaragi resolveu trabalhar, por conta própria, em um chip de som para o que viria a ser o videogame 16-bits da Nintendo.

Mas, para que esse novo produto pudesse ser desenvolvido, foi preciso que houvesse uma pessoa entre os seniores que enxergasse o trabalho de seu funcionário com outros olhos.

O que começou com um ultraje e uma “perda de tempo” para o alto escalão da Sony, evoluiu ao que hoje conhecemos como a marca Playstation.

Ou seja, o videogame que marcou gerações só foi possível graças a alguém que incentivou o projeto, mesmo em um cenário hostil. Adicione a isso a quebra de parceria entre a Nintendo e a Sony que fez o projeto tomar outros rumos e o resto é história.

A Intel e seus serviços

Exemplos de intraempreendedorismo: Intel

Não é só de cases com marcas e serviços globais que o intraempreendedorismo se apresenta.

Exemplos de intraempreendedorismo podem surgir também com a visão de necessidades no mercado local. Um exemplo disso é a ação da Intel na Índia.

Graças ao projeto de ideias promovido pela empresa, foi possível fazer com que pequenos varejistas em Mumbai permanecessem competitivos.

A solução para isso foi um projeto de automação de varejo, instalado em pontos de venda e lançado pela Intel.

E, novamente, o desenvolvimento desse projeto só foi possível com a autonomia dada a seus colaboradores.

Dreamworks e seu programa de intraempreendedorismo

Você sabia que a Dreamworks aposta no Programa de Ideias?

O programa de ideias da Dreamworks é extremamente democrático. Independentemente da posição ou do cargo, todos os colaboradores podem enviar suas ideias em relação aos projetos criativos de longa-metragens da empresa.

Além disso, investe-se em um programa de intraempreendedorismo para oferecer cursos de desenvolvimento de artistas.

Logo, essa iniciativa faz com que a Dreamworks não só gere ideias para animação, como também torne-se referência em seus talentos.

Com isso, a empresa de animações possui um diferencial que permite que os colaboradores aprendam a ser seus próprios gestores.

E como resultado, essa prática é revertida em benefícios para a empresa e para a motivação dos times.

Pesquisa e Desenvolvimento da 3M

Pesquisa e desenvolvimento da 3M

Grandes ideias de intraempreendedorismo podem surgir por acidente.

Um dos cientistas da 3M, pesquisando um adesivo para aplicação em tecnologia aeroespacial, acabou criando um produto com outro foco.

Hoje, esse produto da 3M é conhecido como um papel adesivo que não deixa resíduos quando afixado. São os famosos Post-its.

Nesse caso, podemos notar um processo de ideias incremental. Isso porque, sem um programa inteligente, possivelmente esse projeto seria considerado um fracasso, pois não gerou o resultado esperado.

Por isso, foi preciso persistência e outros colaboradores que desenvolvessem um produto que aproveitasse a ideia inicial com sucesso.

Hospital Albert Einstein

O Hospital Albert Einstein é uma das organizações mais inovadoras do país, reconhecido pelo Prêmio Valor Inovação em 2023.

Além de uma grande referência no segmento da saúde, a empresa atua na área de inovação, contando com uma incubadora para promover a inovação aberta, projetos de pesquisa e desenvolvimento, com várias empreitadas ligadas à responsabilidade social e promoção da saúde nacional.

O processo de inovação do Albert Einstein contempla o intraempreendedorismo com seus colaboradores, com foco em inovações transformacionais.

Esse é o tema abordado no episódio do podcast AEVO Boost. O bate-papo explora como o Hospital Albert Einstein promove inovações transformacionais a partir de um programa de intraempreendedorismo. Confira no vídeo abaixo:

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Shutterstock – Oculus e Spectrum

Exemplos de intraempreendedorismo: Shutterstock – Oculus e Spectrum

Outro caso de intraempreendedorismo, que partiu de uma Hackathon, são dois sistemas utilizados até hoje pelo Shutterstock, um dos maiores bancos de imagens do mundo.

De alguns destes eventos de inovação saem soluções extremamente eficazes para um melhor aproveitamento de recursos, crescimento de receitas e um polimento dos processos.

Entre essas soluções, algumas são aplicadas até hoje, como a Spectrum, um motor de buscas utilizado para pesquisar imagens somente por cores.

Outra ferramenta, dessa vez de análise de dados, que também surgiu através dessas Hackathons promovidas pelo Shutterstock, é o Oculus, que também é utilizado até hoje.

Aviva – referência para o turismo brasileiro

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O case da Aviva é um daqueles que reforçam a importância da implantação de um Programa de Inovação.

Com ajuda do AEVO, nosso software para gestão da inovação, eles conseguiram gerar mais de 16 mil ideias, engajaram mais de 4.200 colaboradores e tiveram um retorno financeiro de mais de 55 MILHÕES em suas ideias implantadas.

“No segundo dia de lançamento do Programa de Inovação, na Costa do Sauípe, nós tivemos mais de 150 registros. Ou seja, o pessoal achou muito fácil. Eles pegaram o celular, durante o evento mesmo, e começaram a registrar e foi muito positivo”.

 Jennifer Tibuchi, analista de Projetos e Inovação da Aviva


Com as lições aprendidas no processo de inovação da Aviva, o CEO, Francisco Costa Neto, reforça que este é um processo contínuo:

“Com o maior apoio do setor, beirando um faturamento de quase 1 bilhão de reais, o nosso objetivo é liderar essa indústria e esses 4.200 associados, para que a gente inove a faça a diferença. Eu pessoalmente já vi essa empresa inovando e eu acredito que ela vai continuar inovando muito mais. O direcionador agora é o propósito e eu estou muito satisfeito com o que fizemos até agora, mas muito animado com o que faremos no futuro”


Perfil das empresas intraempreendedoras do Brasil

Com o intuito de destacar a importância do intraempreendedorismo, a AEVO lançou o primeiro Prêmio de Intraempreendedorismo do país.

A iniciativa objetivava reconhecer os profissionais intraempreendedores (pela categoria de equipes, onde projetos específicos eram avaliados) e as empresas que desenvolveram ou aprimoraram produtos, processos e serviços através da inovação e do intraempreendedorismo.

A premiação contemplou as categorias inovação de sustentação, inovação de transformação, inovação com foco em ESG e inovação aberta.

O resultado do Prêmio de Intraempreendedorismo de 2023, pode ser acessado por meio do link. Nele, você confere todas as empresas e projetos que foram avaliados e reconhecidos, a metodologia utilizada, e dados e insigths gerados a partir do evento.

Ao todo, foram 90 empresas participantes e mais de 27 mil projetos de inovação realizados pelas organizações no período de dois anos – entre janeiro de 2021 e março 2023, período determinado e avaliado pela comissão organizadora do prêmio.

O perfil das empresas participantes foi diverso quanto aos setores de atuação, sendo o mais representativo o industrial; quanto ao tamanho das empresas, 41% das participantes são grandes empresas, que tem entre 1.000 e 5.000 colaboradores em suas operações, conforme podemos ver no gráfico abaixo:

Dados da AEVO sobre o prêmio de intraempreendedorismo de 2023
Fonte: Prêmio de Intraempreendedorismo da AEVO

Para compreender melhor como as empresas inovadoras estruturam e gerenciam seus programas de intraempreendedorismo de maneira efetiva, a comissão organizadora coletou dados sobre o uso de ferramentas e plataformas de inovação; engajamento e participação dos colaboradores e lideranças; e a existência de áreas de inovação e/ou comitês de inovação.

As respostas demonstram o seguinte cenário, entre as 90 empresas participantes, 69% das empresas utilizam software para gerenciar o Programa de Ideias; e 24% não utilizam softwares; já 5% dos respondentes estão em fase de desenvolvimento do Programa de Ideias, e apenas 2% não possuem e não estão desenvolvendo uma iniciativa desse tipo.

Os gráficos ilustram os dados que mencionamos acima, e as respostas sobre a estruturação, governança e gerência das iniciativas inovadoras nas empresas participantes:

Dados da AEVO sobre o uso de ferramentas para estruturação de iniciativas Intraempreendedoras
Fonte: Prêmio de Intraempreendedorismo da AEVO

Após a análise da estrutura, as organizações foram perguntadas sobre reconhecimento, recursos, capacitação e orçamento destinado à inovação.

Quanto ao reconhecimento, 91% das empresas dizem reconhecer publicamente os colaboradores que compartilham ideias inovadoras; em relação aos recursos e apoios, 88% oferecem workshops e treinamentos para desenvolver habilidades específicas para o desenvolvimento de projetos.

Quando analisado o planejamento financeiro da empresa para execução das ideias inovadoras, 40% das respondentes afirmam que não possuem um orçamento dedicado, mas que destinam uma parte do orçamento para implementação de ideias, dependendo da iniciativa. Confira os dados completos abaixo:

Respostas sobre reconhecimento e orçamento destinado à inovação - Prêmio de Intraempreendedorismo
Fonte: Prêmio de Intraempreendedorismo da AEVO

A pesquisa finaliza a coleta de dados avaliando como as empresas lidam com riscos e insucessos envolvidos no processo de inovação; além de investigar quais os meios são utilizados para estimular a inovação no negócio e o uso de incentivos fiscais para financiamento de projetos de inovação.

Sobre riscos, 55% dizem estar dispostas a correr riscos moderados para investir em inovação, mas toma medidas para minimizar esses riscos; ao passo em que 28% afirmam possuir uma cultura forte de inovação e estão dispostas a assumir grandes riscos para investir em novas ideias.

Por fim, 17% das respondentes dizem que não assumem riscos e preferem seguir uma abordagem mais conservadora, com foco em projetos de baixo risco e retorno garantido.

Quando perguntados sobre Lei do Bem, 53% afirmaram que nunca receberam nenhum tipo de incentivo fiscal por investir em inovação; e 47% afirmaram que já foram beneficiadas com incentivos fiscais pelo investimento em inovação. Veja os gráficos:

Riscos e benefícios fiscais relacionados à inovação - Dados do prêmio de Intraempreendedorismo da AEVO
Fonte: Prêmio de Intraempreendedorismo da AEVO

Como estimular o intraempreendedorismo?

Para transformar uma cultura burocrática em uma cultura intraempreendedora, a empresa, além de incentivar, precisa adotar estratégias eficazes e contar com as ferramentas necessárias para isso. Não apenas com aquele colaborador que já apresenta um perfil de empreendedor corporativo, mas em toda a equipe.

Listamos um passo a passo que pode ser seguido para estimular o intraempreendedorismo em seu negócio.

Demonstre interesse nas opiniões – todas elas

Muitos profissionais com potencial para o intraempreendedorismo nunca demonstram, porque eles não sentem que há abertura ou demanda para suas ideias.

Portanto, a primeira dica não poderia ser mais simples: o gestor deve demonstrar interesse nas opiniões de seus colaboradores.

Sabemos que nem todas serão relevantes ou viáveis, mas essa postura ajuda a criar um ambiente propício para iniciativas.

Garanta o reconhecimento

A pior coisa que um gestor pode fazer em relação a um empreendedor corporativo de sua equipe é aproveitar os resultados do seu esforço, sem dar o reconhecimento merecido.

Se um colaborador desenvolver um projeto empreendedor a favor da empresa e ver os créditos serem atribuídos a outra pessoa, ou mesmo receber somente uma felicitação simbólica, ele não vai se esforçar para repetir o feito uma segunda vez.

Sendo assim, tenha meios de recompensar, de verdade, o esforço e as boas ideias dos seus colaboradores – sistemas de gamificação podem contribuir muito nisso.

Tenha um programa de intraempreendedorismo contínuo

Tão fundamental quanto dar visibilidade e protagonismo à criatividade e inovação inata dos seus colaboradores, é tornar as boas ideias resultados concretos, certo?

Desse modo, é imprescindível que o intraempreendedorismo faça parte do DNA da empresa e, para que isso ocorra, é preciso ter uma cultura de inovação contínua.

Um programa de intraempreendedorismo é uma forma de assegurar que a ação será constante, bem como seus resultados.

Hoje, existem plataformas específicas para isso, como o AEVO, que permite que os gestores envolvam todos os colaboradores da empresa, passando da ideação à verificação de resultados (como, por exemplo, a análise do ROI envolvido na iniciativa inovadora, vista a partir de dashboards e relatórios).

Além disso, uma empresa amparada por essa tecnologia, conta com uma equipe de mentores dedicados ao seu programa, desde a implementação à gestão, fazendo com que a empreitada tenha ainda mais “mãos” e chances de sucesso.

Também há uma variedade de funcionalidades que te permitirão medir o desempenho e o sucesso do seu programa de intraempreendedorismo.

A partir desses dados, será possível fazer o gerenciamento da sua estratégia e a validação dos resultados do seu programa.

Para reforçar o conhecimento deste artigo, revise duas questões centrais do tema na FAQ a seguir:

O que é intraempreendedorismo e quais suas características?

Intraempreendedorismo é agir como empreendedor em uma empresa já estabelecida, usando das habilidades, inovação e criatividade dos colaboradores. As características dessa prática são a maior tolerância ao erro, o uso da estrutura e capital da empresa, a geração de ideias e soluções em prol da empresa.

Qual é o perfil de um intraempreendedor?

Um profissional intraempreendedor tem como característica a proatividade e criatividade no trabalho, ele identifica problemas e oportunidades de melhoria na empresa, e aponta soluções para tais demandas através da inovação. Esse perfil busca a capacitação constante, a colaboração com a equipe e sabe assimilar riscos em processos.

Conclusão

O intraempreendendorismo agrega valor de várias formas à sua empresa, e para pôr um programa desse tipo em prática, agora você pode contar com soluções tecnológicas.

AEVO permite que você gerencie qualquer tipo de iniciativa de inovação, pois é uma plataforma completa e versátil que comporta, simultaneamente, programas de intraempreendedorismo, hackathons, programas de inovação aberta e gestão de estratégia.

Já imaginou poder gerenciar diversas iniciativas inovadoras em apenas uma plataforma? No AEVO é possível!

Se você está buscando formas de fomentar o intraempreendedorismo na sua organização e ficou curioso para saber como seria a implantação de tudo isso nos seus processos, fale com um dos nossos especialistas e tenha uma demonstração gratuita.

Luís Felipe Carvalho

Luís Felipe Carvalho é um dos fundadores e, atualmente, CEO da AEVO; está há mais de 16 anos à frente de iniciativas para alavancar a inovação de empresas do Brasil e do mundo. Ao longo de sua trajetória, acumula experiências em gestão e implantação de projetos de inovação, buscando formas de gerar resultados para corporações também por meio do incentivo ao intraempreendedorismo. Graduado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Espírito Santo, cursou MBA em Gestão Empresarial e possui certificação PMP (Project Management Professional) concedida pelo Project Management Institute. Foi analista de projetos e liderou programas inovadores em grandes companhias de segmentos como engenharia e siderurgia. Integrou ainda o corpo docente da FUCAPE Business School, ministrando disciplinas de Project Management Office (PMO), Portfólio e Maturidade em Projetos e Gerenciamento de Riscos.

Luís Felipe Carvalho

Luís Felipe Carvalho

Luís Felipe Carvalho é um dos fundadores e, atualmente, CEO da AEVO; está há mais de 16 anos à frente de iniciativas para alavancar a inovação de empresas do Brasil e do mundo. Ao longo de sua trajetória, acumula experiências em gestão e implantação de projetos de inovação, buscando formas de gerar resultados para corporações também por meio do incentivo ao intraempreendedorismo. Graduado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Espírito Santo, cursou MBA em Gestão Empresarial e possui certificação PMP (Project Management Professional) concedida pelo Project Management Institute. Foi analista de projetos e liderou programas inovadores em grandes companhias de segmentos como engenharia e siderurgia. Integrou ainda o corpo docente da FUCAPE Business School, ministrando disciplinas de Project Management Office (PMO), Portfólio e Maturidade em Projetos e Gerenciamento de Riscos.

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