Matriz CSD: Aprenda Como Utilizar em Seus Projetos

A Matriz CSD é a ferramenta ideal para começar um projeto do zero ou reorganizar um já em andamento através de certezas, suposições e dúvidas

Para começar um novo projeto ou organizar um que se encontra deteriorado, precisamos rever a sua estrutura e criar estratégias de organização que possibilitem mudanças positivas. A Matriz CSD é a ferramenta exata para auxiliar nessa tarefa, pois possibilita uma organização precisa das tarefas que devemos realizar.

O que é matriz CSD?

Matriz CSD quer dizer: Certezas, Suposições e Dúvidas.

Saber o que significa essa sigla nos ajuda a compreender melhor do que a matriz se trata. Ela é norteada pelas seguintes perguntas:

  • O que já sei a respeito?
  • Quais são as hipóteses?
  • Quais perguntas precisam ser feitas?

Imagine, por exemplo, que uma empresa necessita reformular suas políticas de gestão. Nessa situação, introduzir a Matriz CSD irá abrir novos horizontes, pois ela auxilia, com as informações necessárias, a estruturar mudanças.

Além disso, os benefícios dessa ferramenta contribuem para um olhar mais abrangente e perceptivo de cada colaborador de uma determinada organização.

Não podemos deixar de ressaltar que essa ferramenta não é utilizada apenas para a gestão de empresas e organizações, mas também para projetos pessoais, podendo auxiliar a organizar seus pensamentos a respeito dos próximos passos.

A Matriz CSD e o Design Thinking

O Design Thinking é um método que tem como objetivo principal resolver problemas complexos com o foco nas pessoas. Dessa forma, ele soma profissionais com diferentes competências, buscando resultados positivos a partir de um objetivo comum e assumido por todos: entender e atender ao cliente.

Quando colocado em prática, o Design Thinking é capaz de criar um ambiente impulsionado pela inovação, moldando uma cultura adaptável que permanece se desenvolvendo.

Dessa maneira, ao entender o que realmente precisa ser mudado no projeto podemos ter certeza de que as transformações necessárias vão acontecer, tornando a empresa mais ativa na busca pela coletividade e na sugestão de soluções, com atitudes mais centradas no cliente, e com propostas de novas metodologias.

Como você deve ter percebido, há um grau de semelhança com a Matriz CSD, ainda que existam diferenças entre as duas ferramentas.

Todas as características do Design Thinking possibilitam uma observação abrangente do contexto empresarial, se atentando aos detalhes para a coleta de dados. Isso se aplica aos aspectos sociais, psicológicos e emocionais dos clientes.

Para realizar essa coleta, é necessário ir a campo, pois só é possível obter informações reais sobre as pessoas e os seus problemas através da observação. Após essa etapa, os colaboradores poderão informar tudo que foi obtido e o que mais chamou atenção nesse momento.

Na imersão, temos um aprofundamento sobre o problema a ser corrigido e sobre os perfis de clientes. É, basicamente, a contextualização do que precisa mudar para atender às necessidades identificadas.

Na ideação, há uma transformação dos problemas em soluções, aqui é onde vamos praticar a inovação para criar respostas e identificar como é possível satisfazer os desejos do cliente em um projeto.

Na prototipação, vamos testar as soluções encontradas e validar o seu desempenho, ou identificar pontos que exigem uma correção, retomando o processo com um novo conjunto de informações. Por fim, quando o protótipo mostrar uma resposta significativa ao problema do cliente, ele estará pronto para ser desenvolvido em escala.

Perceba como o desenvolvimento através do Design Thinking pode se beneficiar da Matriz CSD: ao obter informações com o cliente, vamos identificar certezas, suposições e dúvidas. As certezas vão apontar o que deve estar no protótipo, que também será usado para testar as suposições ou eliminar as dúvidas, colhendo novas certezas.

Em resumo, a combinação dos dois métodos permite uma maior assertividade na hora de construir soluções, pois a equipe envolvida no projeto saberá exatamente o que precisa avaliar, apontando seu tempo e seus recursos financeiros nessa direção.

Como aplicar a Matriz CSD na prática

matriz-csd-AEVO

A partir daí, ocorrem três etapas para transformar dados em respostas: imersão, ideação e prototipação.

Na prática, a aplicação da Matriz CSD requer a construção de um desenho com três lacunas: uma para as Certezas, outra para as Suposições e a última para as Dúvidas.

Se o pro j eto que você pretende colocar adiante for unicamente seu, pode realizar essa ferramenta de maneira individual, como um instrumento de reflexão.

Isso pode ser feito no processo de adaptação a um novo emprego, cidade ou curso, por exemplo. Será útil preencher a Matriz para ajudar a compreender o novo ambiente e as novas interações que ele vai trazer.

Caso o projeto envolva uma equipe, no entanto, é importante que mais pessoas colaborem, permitindo expandir a quantidade e profundidade dos dados à disposição do time. Vale apontar que as dúvidas e suposições de uma pessoa podem ser certezas para outra, dessa forma reduzimos as lacunas e a quantidade de hipóteses a serem testadas.

Nesse segundo caso, um folheto com o desenho da matriz pode ser distribuído para todos os colaboradores, os quais devem receber informações mais amplas sobre o projeto e obter um contexto no qual o seu próprio trabalho se encaixa.

Caso o projeto seja extenso e existam algumas implicações por causa do tamanho, também é válido criar mais de uma matriz, dividindo o que deve ser analisado por diferentes equipes ou departamentos, por exemplo.

Preenchendo as lacunas

Ao começar a Matriz CSD temos a lacuna Certezas. Com ela, estruturamos as informações reais sobre o projeto – é um alicerce a partir do qual vamos erguer novos blocos, conforme os testes acrescentarem mais dados ao nosso conhecimento.

Na lacuna Suposições, é necessário adicionar tudo que pode acontecer mas não está confirmado. É o espaço para opiniões e hipóteses, cuja realização é muito provável, mas ainda incerta.

Nesse ponto é interessante reavaliar as certezas e questionar a sua validade, pois muitas vezes temos como certo algo que é apenas uma suposição bem elaborada.

Na última lacuna, temos as Dúvidas. Aqui você deve colocar tudo aquilo que precisa saber ao longo do projeto.

Perceba como os elementos podem se mover facilmente entre as colunas: uma Dúvida pode ganhar uma hipótese como resposta, transformando-se em Suposição, que será testada para avançar até uma Certeza – a confirmação ou a negação da hipótese.

Conclusão

Para otimizar o uso de recursos como a Matriz CSD, torna-se cada vez mais indispensável investir em ferramentas digitais que permitam conectar os membros de um time, registrar os avanços obtidos e organizar as informações colhidas durante o processo.

Uma plataforma de gestão da inovação como o AEVO Innovate é o espaço ideal para realizar esse trabalho, levando empreendimentos da ideia ao resultado. Solicite uma demonstração e descubra o que mais o AEVO Innovate pode fazer pelos seus projetos!

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