Inovação Aberta: 6 modelos de relacionamento com startups

 

Alguém um dia falou que “relacionar-se é uma arte”. E isso realmente faz muito sentido, seja nos relacionamentos entre pessoas ou se tratando dos modelos de re relacionamento entre empresas e startups, o tema do nosso post de hoje. 

Mas para evitar as dores de cabeça o segredo é seguir as nossas dicas para assegurar um relacionamento sólido e duradouro.

Empresas e startups: motivos para o relacionamento

O relacionamento entre empresas e startups é uma tendência mundial, ou seja,  já é um fato e com ótimas experiências consolidadas no mercado. Os motivos da aproximação entre uma corporação e uma startup podem ser inúmeros, mas o que vai fazer a coisa “dar liga” é a estratégia e os benefícios mútuos esperados com essa relação.

 O fato é que, a exemplo do que vimos anteriormente no nosso vídeo sobre cases de Inovação Aberta, um plano de inovação é um dos pilares desse relacionamento e um dos fios condutores que gerará a manutenção dessa parceria.

 Relacionar-se é aprender

Sim, empresas muito bem estruturadas nada têm a aprender como uma startup, certo? Errado, muito errado! Nós criamos um vídeo falando sobre grandes lições que as startups podem aprender com as grandes empresas. Se você ainda não conferiu o conteúdo, eu aconselho que assista:

Veja também: | Aprenda 7 lições com as grandes empresas

Agora que você conferiu esse vídeo, sabe que as lições que as startups podem oferecer as grandes empresas não são poucas!

Inovação, a gestão do tempo, o modo como uma organização lida com um problema ou uma crise, a criatividade para propor soluções práticas e até mesmo a ousadia em errar, corrigir e aprender: as grandes corporações estão incorporando essa flexibilidade e aprendizado, que é característica do modelo de negócio tanto de startups brasileiras quanto internacionais.

A grande questão é: aprender é o mais importante.

Tem que ser bom para as duas partes

Se um “flerte” acontecer entre empresas e startups é importante que as duas partes tenham a ganhar com isso. Vimos os benefícios esse relacionamento para empresas, mas e as startups? Bom, elas ganham muito, especialmente em projeção, espaço no mercado e muito aprendizado real das suas soluções aplicadas ao negócio das empresas.

Se a relação for saudável de verdade as duas partes perceberão que estão ganhando muito juntas e vão seguir pelo tempo que quiserem.

Aceleração, a vantagem de investir para ter retorno

Quando falamos em aceleração falamos em um tipo de relacionamento que se dá da seguinte forma: uma grande empresa oferece a uma startup a possibilidade de ter apoio financeiro, mentorias, algumas vezes até mesmo um espaço físico e um networking bastante precioso. 

Em troca, a empresa investidora colhe os benefícios gerados pela startup para atender às demandas das empresas ou até mesmo uma sociedade. É uma relação de ganha ganha. 

Normalmente acontece naquele estágio em que a ideia do produto, solução ou serviço, está pronto para seguir uma escalada nas vendas.

Hackathon, um encontro de mentes e ideias

Imagine uma maratona digital com várias pessoas participando. Agora acrescente a isso a tecnologia e mentes brilhantes se esforçando, compartilhando ideias, códigos, e explorando dados e mais dados por horas, dias ou até semanas. Isso é um Hackathon. 

 Entre as muitas vantagens desse modelo divertido e inspirador, estão as várias soluções rápidas descobertas, a divulgação das marcas com direito a status de acordo com seu desempenho, possibilidade de encontrar profissionais para o seu negócio, entre outras.

 É um verdadeiro evento, intenso, e muito prazeroso para quem participa.

Corporate Venture Capital, investimento que pode valer a pena

Aqui o que acontece é investir para ganhar. Basicamente uma empresa oferece capital para uma startup e ela utiliza esse recurso para crescer. A empresa investe em troca de ganhos como inovação, desenvolvimento de culturas, sem falar que a empresa investidora poderá colher frutos de uma startup mais robusta e com ganhos mais altos. 

Nesse caso ocorre um processo real e bem claro de patrocínio de uma veterana em uma jovem e promissora startup. Se tudo for feito de forma clara é um grande negócio.

 M&A, um modelo de crescimento conjunto

Ah, é muito bom quando a gente acha nossa cara metade, não é? Pois é, o modelo de M&A é como se fosse isso. Uma empresa se funde a outra aproveitando o que uma ou que ambas fazem de melhor. E as duas crescem com isso. 

M&A é uma sigla para Mergers and Acquisitions, ou em português, fusões e aquisições. 

Startups e empresas podem se unir para consolidar mercados, acelerar o crescimento, atrair talentos, compartilhando modelos de negócios e experiências. Mas atenção, antes de concordarem em se unir é preciso conhecer bem uma a outra para terem certeza de onde estão se metendo e não se arrependerem depois.

Relacionamento comercial: parceria duradoura?

Esse é um modelo baseado em ganhos e aprendizados claros. Os pilares de um relacionamento comercial bem estabelecido estão em ganhos reais, como menor custo com divulgação e marketing, condições mais seguras para fidelizar, atrair ou reter clientes e fortalecerem o negócios da empresa e da startup envolvidas.

O relacionamento comercial pode ser um sucesso, mas para isso é fundamental que a empresa e a startup estejam alinhadas quanto aos valores, visões e interesses, ou seja, caminhando na mesma direção. Se isso existir, esse relacionamento será duradouro.

Spin-Off, juntos mas separados

Pensar nesse tipo de modelo de relacionamento é pensar em um produto de uma startup que cresceu demais, tanto que gerou frutos, um “filho”. Só que esse filho, ou melhor, esse produto de sucesso além da expectativa, pode acabar atrapalhando a startup muito mais que ajudando. 

E ai não tem jeito… vai ter separação. Mas calma. 

No caso em questão de um produto crescer demais, a “empresa mãe” pode entender que esse produto, seu filho, precisa ser bem cuidado para continuar crescendo sem comprometer os outros projetos da própria empresa mãe. 

A solução é criar uma nova empresa para cuidar especificamente desse produto de sucesso. O resultado é que o produto fica sempre bem cuidado e a empresa mãe também.

Programa de ideias com o mercado.. um plano perfeito

Sabe quando você conhece alguém que cai como uma luva na sua vida? Pois é, isso é o que pode surgir de um programa de ideias com o mercado. É bastante similar a tudo o que sabemos de inovação aberta, afinal, esse relacionamento é baseado em compartilhar ideias para encontrar soluções para as demandas da empresa. 

Para dar certo é preciso ter clareza, alinhamento das informações e sinergia entre as partes. 

O resultado desse processo é crescimento, melhoria dos resultados e até mesmo destaque no mercado diferenciando-se bastante dos seus concorrentes.

Mas qual modelo é o melhor, qual vai dar certo?

Isso depende. E depende basicamente de conhecer os modelos de relacionamento que existem, de se atentar ao momento da empresa e suas demandas e expectativas.

Se houver diálogo, clareza e alinhamento entre as ideias e essas expectativas entre as partes, pensando nos ganhos e nos deveres de cada uma, o resultado poderá ser sim o de crescimento para os envolvidos.

Por outro lado a falta de cuidado fará com que o relacionamento comece e termine mal, tornando-se uma dor de cabeça muito grande e que não fará bem a nenhum dos lados.  Portanto, empresas e startups pensem bem antes de adotarem um modelo de relacionamento e fazerem negócio. Com os devidos cuidados todo mundo ganha.

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