MVP: o que significa, como usar e a importância nas startups

MVP é a sigla para Minimum Viable Product ou Produto Mínimo Viável. O MVP é o resultado de uma prática enxuta de desenvolvimento e lançamento de novos produtos. Quanto ao processo, a prática consiste em um ciclo de desenvolvimento otimizado, que permite que um produto ou serviço seja lançado e que esteja minimamente funcional. Ele representa uma versão do produto que contém aquilo que é estritamente necessário para cumprir sua função.

Para empreender e entregar uma nova solução ao mercado, em geral, é preciso considerar um período de testes e a validação de uma ideia. Nesse sentido, surge o uso do MVP, uma forma de desenvolver e testar novos produtos, possibilitando inovar com baixo risco.

MVP significa Minimum Viable Product, termo de origem inglesa que pode ser traduzido como Produto Minimamente Viável, é uma metodologia que desenvolve um produto para ser submetido a testes buscando a validação de ideias inovadoras na prática.

O MVP é criado utilizando baixo investimento financeiro e máxima agilidade de execução, porém sempre prezando pela qualidade da entrega do produto, de modo que transmita o seu valor e conceito.

Quando falamos de valor e conceito, estamos abordando a importância do produto ser desenvolvido como uma solução que responde às necessidades de um cliente ou de uma empresa de forma clara.

Como exemplo, podemos pensar em uma empresa de tecnologia que desenvolve uma nova solução para deixar seu produto principal mais seguro; e, através do seu MVP, valida a utilidade, performance e aceitabilidade do seu público-alvo, para, na sequência, dar maior escala à solução e lançar ao mercado de maneira oficial.

Entenda melhor o conceito de MVP, como ele é aplicado por startups e empreendedores no processo de inovação e quais os seus benefícios neste artigo. Siga a leitura.

O que é um MVP (Minímo Produto Viável)?

MVP é a sigla para Minimum Viable Product ou Produto Mínimo Viável. O MVP é o resultado de uma prática enxuta de desenvolvimento e lançamento de novos produtos.

Quanto ao processo, a prática consiste em um ciclo de desenvolvimento otimizado, que permite que um produto ou serviço seja lançado e que esteja minimamente funcional. Ele representa uma versão do produto que contém aquilo que é estritamente necessário para cumprir sua função.

Repare que o MVP não corresponde ao produto final de maneira completa, mas a uma versão desenvolvida de modo ágil e econômico com tudo que ele precisa para comprovar uma ou mais hipóteses-base do produto, como mercado, viabilidade técnica e econômica.

O Airbnb, por exemplo, iniciou o seu negócio através de uma simples ideia de dois amigos: oferecer quartos vagos como alternativa de hospedagem para viajantes.

A oportunidade foi percebida quando a cidade de San Francisco recebia um evento de grande porte, os amigos, ao perceberem que a capacidade dos hoteis não seria o suficiente para suprir a demanda, executaram na prática uma solução que atendesse à sua ideia.

O MVP da empresa foi validado ao conquistar os primeiros hóspedes na plataforma online, que era não era robusta, mas atendia a necessidade de procura por quartos disponíveis no local.

Ao perceber que havia demanda de mercado suficiente, em 2009, os idealizadores se juntaram a uma aceleradora de startups que fez o MVP se tornar um projeto completo e de sucesso.

Atualmente, o Airbnb é um das principais referências em seu nicho, oferecendo além de hospedagens, passeios e experiências, aumentando sua proposta de valor.

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Prova de conceito (PoC): o que é e como fazer?

Para que serve o MVP?

O processo de desenvolvimento de um MVP nasce de uma ideia inovadora sobre algum tipo de negócio, produto ou serviço.

O grande objetivo do MVP é: testar as hipóteses básicas de uma ideia com o mínimo de tempo e custo. Ao invés de ter grandes ciclos de desenvolvimento, com alto risco de não dar certo, as empresas geram aprendizados rápidos com feedbacks antecipados dos clientes reais.

A partir da ideia, constrói-se um produto com o mínimo de funções requeridas para testar a hipótese em questão: o MVP. Então, os resultados do experimento são medidos e, com isso, tem-se um aprendizado sobre aquela ideia.

Nem sempre os experimentos terão resultados positivos e é exatamente esse aspecto que torna os MVP’s interessantes.

Como são realizados com o mínimo de tempo e custo, se o resultado for diferente do esperado, a empresa pode aprender rápido e mudar a estratégia inicialmente escolhida, processo chamado de pivotar.

Convenhamos que isso é muito melhor do que passar vários anos desenvolvendo algo com base em uma hipótese não testada e descobrir somente no final que aquele não era o caminho.

Em resumo, o desenvolvimento do MVP parte de uma ideia, segue para as etapas construir, medir, aprender e, com o resultado, a empresa decide se continua com a ideia ou se pivota para uma ideia diferente. A figura abaixo ilustra o ciclo:

mvp-ciclo

Vamos pensar em outro exemplo de MVP de referência no mundo corporativo para ilustrar todo o processo: o Dropbox.

O Dropbox surgiu de uma necessidade simples: era preciso criar um espaço de armazenamento para arquivos on-line na nuvem.

A solução em si, não foi criada de maneira pioneira pela Dropbox, já havia outras empresas com esse foco no mercado.

O grande diferencial foi a abordagem, a Dropbox criou um vídeo simples, de apenas três minutos, onde explicava, sem utilizar termos técnicos, o que era e como funiconava a solução de armazenamento em nuvem, tudo isso sem precisar falar sobre arquitetura de software e ferramentas complexas.

Veja o vídeo abaixo:

YouTube video

O vídeo com a ideia do MVP foi feito de maneira rápida e com baixo investimento, e causou um impacto no público-alvo em poucos dias, dessa forma foi possível comprovar que havia mercado para o negócio que eles imaginaram.

Assim, como próximo passo, puderam investir no desenvolvimento do projeto com muito mais certeza de que daria certo.

Importância do uso de MVP para startups

Startups precisam de agilidade e geralmente não têm os recursos de que uma grande empresa dispõe.

Assim, a utilização do conceito de Produto Mínimo Viável é muito aderente à realidade desse tipo de empresas. De fato, o MVP é uma dos conceitos centrais do livro Lean Startup, ou A Startup Enxuta, criado por Eric Ries.

Além do aspecto de eliminação de desperdício de tempo e custo, a utilização de um Produto Mínimo Viável tem outro grande benefício para uma startup: o feedback antecipado do cliente– uma prática inspirada pelo design thinking.

Isso é particularmente importante para startups porque, diferentemente de empresas estabelecidas, elas começam uma empreitada sem nenhum cliente! Assim, quanto antes puderem validar as suas ideias no mercado, menor o risco de o empreendimento dar errado.

Toda essa agilidade e foco no cliente final são razões pelas quais muitas startups estão criando inovações disruptivas e, muitas vezes, desmontando mercados tradicionais estabelecidos há décadas.

Nos últimos anos, startups de tecnologia da informação representaram um grande ponto de partida para o conceito de Produto Mínimo Viável. Apesar disso, é importante frisar que empresas de fora desse segmento também podem se beneficiar do mesmo conceito em seus negócios.

MVP e a inovação em grandes empresas

O conceito do MVP parece muito atrelado às startups. Mas, e quanto às médias e grandes empresas? Será que também podem se beneficiar da utilização de um Produto Mínimo Viável? A resposta é sim.

Neste ponto, vale trazer a definição de startup do autor Eric Ries:

”Uma startup é uma instituição humana desenhada para criar um novo produto ou serviço em condições de extrema incerteza”.


Repare que, por essa definição, a startup não precisa ser uma empresa nova com poucos recursos. Desde que se esteja criando um novo produto em condições de extrema incerteza, podemos considerar a instituição como uma startup. E incerteza é o que não falta com a velocidade do mercado atual.

Que certezas têm os grandes bancos com seus negócios ameaçados por fintechs? Como podem não se preocupar as empresas de aviação comercial com inovações em transporte utilizando drones?

Indústrias inteiras podem se tornar irrelevantes com o avanço da impressão 3D e da Indústria 5.0.

Por conta disso, é cada vez mais comum o aparecimento de iniciativas em grandes empresas voltadas para reinventar o seu negócio. Para isso, elas também precisam testar ideias inovadoras e aprender rapidamente com os seus clientes.

Assim, a utilização do ciclo de MVP é uma escolha sensata.

Um problema que dificulta as inovações disruptivas em grandes empresas é exatamente o seu tamanho. Como ser ágil com processos tão burocráticos? Como testar hipóteses rapidamente se os investimentos precisam estar no orçamento anual?

Para solucionar essa questão, uma das soluções tem sido criar unidades autônomas e com equipes menores com o objetivo de criar inovações disruptivas.

Outra alternativa tem sido compartilhar os seus desafios com startups existentes no mercado ou mesmo investir nelas, por meio da Inovação Aberta.

Case do Banco do Brasil

Nessa mesma linha, essas empresas também têm investido no intraempreendedorismo como forma de identificar novas ideias que podem ser testados por MVP’s, o que pode ser visto nas ações e iniciativas do Banco do Brasil, por exemplo.

Com o objetivo de inovar em soluções para a comodidade do cliente, a empresa instalou um laboratório de inovação no Vale do Silício, o LABB. A escolha do local não foi à toa: é o celeiro mundial de startups, com seus processos enxutos e colaborativos.

Assim, a empresa enviou pequenos squads para esse laboratório. A ideia é desenvolverem projetos que gerem MVPs, agindo como startups enxutas e ágeis.

A iniciativa foi um sucesso, e o Banco do Brasil passou a incubar pequenos grupos em um espaço semelhante também em Brasília.

Com o intraempreendedorismo e as ferramentas para MVP, quebra-se a organização tradicional de um banco para inovar com custo baixo e menor risco.

Pequenos grupos incubados garantem oportunidades de trabalhos mais colaborativos, focados em soluções digitais da empresa e em um formato mais ágil que esteja de igual para igual para parcerias com fintechs.

O case do Banco do Brasil é apenas um exemplo de como grandes organizações estão migrando para formatos mais enxutos, mais focados em inovação e constante aperfeiçoamento.

O projeto Microsoft Garage segue também uma orientação semelhante, permitindo que seus colaboradores tenham espaço para inovar e testar produtos e serviços com total autonomia.

Conclusão

Para implementar uma estratégia que gere inovação, não basta ter foco apenas no produto. É necessário conhecer e aprender sobre os clientes em potencial para a sua empresa.

Para isso, pode-se iniciar um processo para um grupo restrito, porém selecionado, que deve ser atraído para interagir, testar e oferecer um feedback legítimo da solução desenvolvida por seu negócio.

Finalizando, é importante reforçar que o MVP deve ter um mínimo de funções que permita validar de fato uma hipótese relevante da sua ideia para um novo produto ou serviço. Somente dessa forma os testes e aperfeiçoamentos terão sucesso.

Você pode utilizar uma solução em Gestão de Inovação como o AEVO para organizar os processos e projetos que envolvam o MVP.

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Livia Nonato

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), atua na área de marketing, content e SEO há quatro anos, tendo como principal foco a otimização para mecanismos de busca, gestão e crescimento dos canais de aquisição orgânico, performance e growth. Experiência e conhecimento em SEO para empresas B2B e produtos complexos. Atualmente, é analista de SEO na AEVO e aborda temáticas de inovação e tecnologia como redatora do blog AEVO.

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