O que é coworking: entenda como funciona esse modelo de trabalho

o que é coworking

Manter um escritório com uma boa localização e infraestrutura pode não ser uma realidade muito vantajosa para novas empresas e freelancers. Por oferecer um espaço de trabalho adequado, reduzindo o custo e apresentando vantagens adicionais, o coworking vem ganhando cada vez mais espaço entre quem busca alternativas ao escritório tradicional.

Eles se tratam de ambientes compartilhados, pensados para estimular a produtividade, nos quais também é possível interagir com vários profissionais autônomos e colaboradores de outras empresas, criando oportunidades de parceria.

Essa forma de escritório possibilita um espaço com infraestrutura completa: mobília, limpeza, internet, água, recepção, estacionamento, luz, entre outras necessidades que envolvem manter um escritório, sem a responsabilidade e o custo de manter um local privado para o seu trabalho.

Eles podem oferecer um leque de possibilidades, incluindo aluguéis de salas, auditórios e até mesas compartilhadas. Dessa forma o coworking atende desde freelancers que precisam apenas de um espaço para apoiar seu notebook até organizações mais complexas que necessitam de alguns ambientes para dividir suas atividades.

Também existem vários estilos de coworking – alguns trazem salas de jogos, espaços para lanches e socialização informal, outros são pensados para serem ambientes mais sérios e elegantes. Cabe a você escolher qual reflete melhor o perfil da sua empresa.

Os valores podem variar a depender da sua localização – em capitais os valores costumam ser mais elevados, porém o número de opções também cresce, e boas surpresas podem aparecer para quem se aprofunda na pesquisa.

As opções de infraestrutura, localização na cidade e até mesmo os clientes atuais também vão influenciar no preço do coworking, mas em todo caso, os valores dificilmente ultrapassam o que seria preciso investir para abrir um espaço próprio.


Como surgiu o coworking e porque ficou tão famoso?

Espaços de coworking são mais antigos do que se imagina. Embora seu marco inicial seja atribuído à inauguração do San Francisco Coworking Space em 2005, há uma trajetória significativa que começou muito antes.

No começo dos 1980, com uma recessão nos Estados Unidos e na Europa, muitas empresas foram obrigadas a cortar custos e uma das decisões tomadas foi a demolição de paredes para acomodar mais funcionários em espaços menores.

A ideia de colocar todos juntos, inicialmente, não passava de uma necessidade financeira, estando longe de buscar avanços na comunicação. Em 1999, a Google inaugurou seu escritório em Palo Alto, na Califórnia, implementando o conceito de sala aberta como uma infraestrutura moderna e voltada ao estímulo da criatividade.

Ainda em 1999, surge o termo “coworking” no trabalho de Bernard Dekoven. O conceito ainda não definia um espaço físico, e estava mais voltado a descrever mudanças na cultura empresarial, como o uso de brainstormings, a comunicação aberta e os elementos iniciais das metodologias ágeis.

A ideia era apresentar e defender um modelo no qual todos trabalhassem juntos, como iguais. É interessante ver como o coworking, enquanto local, incentiva essas mesmas características.

Os espaços compartilhados se tornaram cada vez mais populares conforme o estímulo à inovação e agilidade ganhou importância, mas eles ainda não eram nomeados como coworking. Foi em 2005 que Brad Neuberg criou o primeiro local com esse nome.

No Brasil, o coworking ganhou fôlego a partir de 2007, sobretudo em São Paulo, se espalhando aos poucos para outras cidades. Há estimativas de que em 2019 o país contava com cerca de 1500 espaços, incluindo algumas iniciativas de coworking público, como o Worktiba em Curitiba.

Em 2020, com o isolamento social, muitos trabalhos presenciais foram suspensos, gerando um impacto considerável no faturamento dos coworkings; mas com o retorno às atividades em 2021, e a popularização dos modelos híbridos, esse modelo de negócio tem tudo para crescer ainda mais.


Vantagens e desvantagens de aderir ao Coworking

Ao pensar em aderir ao coworking é preciso analisar se ele é o que realmente trará melhores resultados para sua empresa; afinal cada modelo tem suas vantagens e desvantagens.

Algumas pontos positivos do coworking são:

  • Ótimo custo benefício, uma vez que você fica isento de muitos custos mas não perde a infraestrutura, sendo uma opção ideal para muitos autônomos e pequenas empresas;
  • Interação com outras empresas e grupos, gerando uma troca de experiência e ideias;
  • Endereço fiscal e de correspondência, que é um recurso importante para não divulgar o endereço da sua casa, e até mesmo para demonstrar mais profissionalismo;
  • Segurança para seus equipamentos, já que os espaços costumam oferecer proteção dia e noite;
  • Possibilidade de novos negócios, uma vez que seus parceiros de mesa podem ser tornar fornecedores ou clientes;
  • Salas de reunião, permitindo num ambiente profissional e privado;
  • Atendimento de qualidade, oferecido pela recepção do espaço aos clientes de cada membro.

Quanto às possíveis desvantagens:

  • Falta de privacidade, graças à grande quantidade de pessoas circulando no mesmo local;
  • Possibilidade de ambiente barulhento. Embora todos ingressam no coworking com o objetivo de trabalhar, é possível que conversas, e até mesmo o som de teclados, impressoras e outros equipamentos possa gerar distração;
  • Desavenças ou problemas de adaptação às regras, afinal o espaço reúne profissionais em diferentes contextos, e não haverá um líder de equipe ou membro do RH para acalmar os ânimos.

Essas desvantagens não são uma regra, afinal cada ambiente vai operar de uma forma, e tudo depende dos profissionais que já utilizam o coworking.

Além disso, uma grande parte desses espaços procura se especializar em determinado tipo de cliente, evitando manter empresa com máquinas barulhentas e profissionais que requerem concentração nos mesmos ambientes, por exemplo.

A melhor dica, nesse sentido, é que você pesquise as opções disponíveis na sua cidade, visite os locais e converse com outros membros do coworking para identificar a realidade do seu cotidiano. Se você trabalha com uma equipe, envolvê-la no processo de escolha pode aumentar as chances de sucesso com a transição para um ambiente compartilhado!


Coworking x hub de inovação, qual a diferença?

O coworking não é a única forma de estimular a criatividade e os relacionamentos profissionais usando um ambiente compartilhado. Nesse sentido, o hub de inovação pode ser uma alternativa ainda mais eficiente, pois não apenas oferece o espaço de trabalho, como também apresenta ferramentas e oportunidades para que seus participantes possam se desenvolver.

Em um local como a Base 27, por exemplo, é possível ingressar em comunidades, onde os membros sempre tem algo a oferecer para os demais. Os hubs também procuram trazer investidores, estimular ativamente a formação de parcerias e promover treinamentos para fortalecer ainda mais as empresas e profissionais que o integram.

Esse tipo de iniciativa também aposta em eventos como feiras de negócios, para atrair capital e parcerias, ou os hackathons, nos quais diversas equipes são convocadas para entregar possíveis soluções aos desafios de um participante, por exemplo.


Conclusão: Vale a pena investir em espaços como esse?

Se nós tivermos que dar uma resposta rápida, ela será um sim.

Coworkings e hubs de inovação oferecem tantos benefícios que é difícil sair perdendo ao ingressar num deles. Tanto os profissionais quanto as empresas podem economizar recursos, enquanto desfrutam de ambientes confortáveis e estimulantes, e ainda tem a chance de expandir seus negócios.

Por fim, é importante destacar que a estrutura da empresa deve refletir seu ambiente externo, se ela realmente deseja colher inovação e crescimento.

Uma forma de obter esse resultado é através de ferramentas como o AEVO Innovate, o maior software de gestão da inovação na América Latina, que permite incentivar a criatividade, a colaboração e a busca por qualidade no interior do seu negócio! Solicite uma demonstração e conheça.

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