O que é ecossistema de inovação? Conceito, como criar e benefícios

Um ecossistema de inovação é um conjunto formado por diferentes agentes (empresas, universidades, startups, parques tecnológicos, hubs de inovação, governo e órgãos públicos) que se aliam para promover um ambiente que favoreça à inovação.

Ecossistema de inovação é uma comunidade ou ambiente colaborativo, formado por diferentes agentes (empresas e entidades), comprometidos com o estímulo à inovação por meio da interação e cooperação.

No mundo corporativo, de maneira geral, os resultados obtidos em trabalhos de equipe são sempre superiores aos produzidos individualmente.

E para a inovação não é diferente. Criar um ecossistema proporciona que várias empresas possam unir forças e, juntas, gerar ideias que agregam valor ao negócio e ao mercado – além de tirá-las do papel com mais rapidez.

Entenda a origem do termo, como criar um ecossistema de inovação e os principais benefícios desse trabalho colaborativo. Siga a leitura do artigo.

O que é ecossistema de inovação?

Um ecossistema de inovação é um conjunto formado por diferentes agentes (empresas, universidades, startups, parques tecnológicos, hubs de inovação, governo e órgãos públicos) que se aliam para promover um ambiente que favoreça à inovação.

Além disso, esse ambiente inovador e colaborativo fará com que os envolvidos nessa relação de parceria tenham resultados e objetivos em comum.

Tudo isso leva a uma intensa troca de experiência, de conhecimento e de transferência de tecnologia.

Outra referência, nesse caso teórica, para o conceito de ecossistema de inovação é de Etzkowitz e Leydesdorff, elaborada no estudo “The Dynamics of Innovation: From National Systems and “Mode 2” to a Triple Helix of University–Industry–Government Relations” consideram o ecossistema de inovação como uma rede de relações em que a informação e talento fluem, por meio de sistemas de co-criação de valor sustentado.

O ecossistema de inovação está bastante vinculado com a inovação aberta, que consiste em uma abordagem mais participativa e descentralizada do processo de inovação, com envolvimento de partes externas à organização, como clientes, fornecedores, entre outros.

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Quem participa de um ecossistema de inovação?

Um ecossistema de inovação torna a inovação heterogênea. Ele abre espaço para a participação de mais pessoas, com experiências e visões diferentes.

Assim, é possível atingir resultados que nunca seriam vistos em um esforço individual.

Quando apresentamos o conceito de ecossistema de inovação, utilizamos o termo “agentes” propositalmente, porque não são apenas as empresas que podem tomar parte.

Outros possíveis participantes são o Estado, as startups, os próprios empreendedores, as universidades, as corporate ventures, as aceleradoras e incubadoras.

Um mesmo ecossistema pode ter uma boa variedade de agentes, e isso é algo positivo, já que cada um deles está apto a colaborar de maneiras diferentes.

O Estado tem a seu favor o fato de ser o produtor e aplicador de normas. Ele pode criar leis e regulações que facilitam o avanço de propostas inovadoras.

Por isso, é muito positivo que ele esteja envolvido nos ecossistemas; do contrário, as normas produzidas, em vez de facilitadoras, podem acabar sendo limitantes para a inovação.

As universidades têm a seu favor o fato de ser o berço da produção de conhecimento científico, contando com recursos humanos e materiais alinhados com o que existe de mais atual em diversos campos, de engenharia genética a tecnologia da informação.

Já as startups são negócios estruturados em torno de uma cultura de inovação, na qual agilidade e escalabilidade são elementos fundamentais.

E as empresas tradicionais contam com recursos que viabilizam a implementação de grandes projetos, mesmo aqueles com retorno a longo prazo.

Agentes do ecossistema de inovação

Um estudo elaborado pelo Centro de Inovação de Santa Catarina, traz uma visão dos atores do ecossistema de inovação de maneira abrangente e define características gerais para cada um deles. De acordo com os elaboradores da publicação, são eles:

Agentes do ecossistemaCaracterísticas e informações
Agente públicoInstituições fornecedoras de mecanismos de programas, regulamentos, políticas e incentivos
Agentes de conhecimentoInstituições educacionais ou de pesquisa e desenvolvimento, responsáveis por formar pessoas, promover o espírito empresarial e criar empresas futuras. Inclui também pesquisadores e estudantes.
InstitucionalOrganizações públicas ou privadas e independentes; e demais agentes envolvidos com inovações
Ator de fomentoBancos, governos, investidores anjo, capitalistas virtuais, e indústrias, fornecedores de mecanismos de financiamento do ecossistema de inovação
EmpresarialEmpresas fornecedoras de requisitos para
avaliação de soluções, desenvolvimento de tecnologias e conhecimento em seus departamentos de pesquisa e desenvolvimento (P&D)
Habitat de inovaçãoAmbientes promotores da interação dos agentes locais de inovação, desenvolvedores de P&D e o setor produtivo, colaborando para disseminar a cultura de inovação e
empreendedorismo na região
Sociedade civilIndivíduos que criam na sociedade demandas e necessidades, podendo ser ambientais, que afetam os
negócios e impactam no desenvolvimento da inovação
Informações embasadas no artigo “Ecossistema de inovação: uma revisão conceitual”.

A interação e parceria entre estes diferentes agentes constrói o ecossistema de inovação com o objetivo de desenvolver soluções, gerar ideias e agregar valor ao negócio – resultando em otimização e maior velocidade em desenvolvimento de inovações, além do ganho mútuo.

Quais os passos para estimular e participar de um ecossistema?

Saber o que é ecossistema de inovação é ótimo; colocar em prática na sua empresa é ainda melhor. Para começar, um bom caminho é seguir esses quatro passos.

1. Defina suas necessidades e objetivos

O primeiro passo é entender quais são as motivações da sua empresa para investir em parcerias.

É preciso olhar para dentro da sua organização e encontrar suas motivações específicas.

Um ponto fundamental é entender qual é a posição atual da empresa, dentro de uma escala de maturidade em inovação. Isso vai ajudar a estabelecer quais são suas necessidades.

Em alguns casos, a necessidade imediata é obter inspiração para novas ideias; em outros, trata-se de identificar tendências, ou pode ser o momento de encontrar apoio para a execução. Tudo dependerá das demandas e objetivos da empresa.

Além disso, não se esqueça de também refletir sobre o que a sua empresa pode oferecer aos parceiros. Pois em um ecossistema, as interações devem beneficiar a todos.

2. Analise as opções

O segundo passo consiste em mapear as relações da organização – tanto as que já existem, devido a colaborações passadas, quanto as que podem ser estabelecidas – para identificar potenciais participantes para o ecossistema.

Nesse momento, concentre-se em reconhecer parceiros que estejam alinhados com as necessidades da sua empresa e que possam ter interesse no que ela tem a oferecer.

O objetivo é tornar os próximos passos mais assertivos, levando a proposta a empresas que tem maior chance de aceitá-la.

Uma boa opção é encontrar startups que possam auxiliar sua demanda. Com o AEVO, você tem a possibilidade de se conectar com inúmeras startups, lançar desafios e fazer todo o gerenciamento em uma única plataforma.

3. Escolha seus parceiros

Depois do esforço de reconhecimento, o terceiro passo consiste em escolher, de fato, aqueles que irão continuar a jornada com você.

Para isso, você deve elaborar um planejamento para atrair, engajar e reter relações com cada um deles.

Em outras palavras, é a hora de pensar em qual será o formato desse ecossistema de inovação e, consequentemente, refletir sobre porque seus parceiros escolhidos devem querer participar dele.

Uma boa prática, nesse momento, é determinar objetivos de curto e longo prazo. Assim, os parceiros poderão avaliar se estão alinhados com essas propostas.

4. Estruture seu ecossistema de inovação

O último passo é a estruturação. Estabeleça KPIs que possam ser utilizados para avaliar o progresso das atividades.

Acompanhe esses indicadores para aprender sobre a dinâmica do ecossistema de inovação e identificar oportunidades de melhoria ao longo do tempo.

Além disso, não se esqueça de que o ecossistema de inovação é um ambiente de colaboração. Por isso, a visão dos parceiros sobre o progresso da iniciativa e os rumos que devem ser tomados é extremamente importante.

Benefícios de um ecossistema de inovação

Contar com um ecossistema de inovação faz com que o processo de inovação ganhe reforços e eficácia, além disso, traz importantes vantagens para as empresas.

O contato com parceiros permite uma troca de percepções e experiências muito rica dentro do ecossistema. Essa troca abre portas para que os profissionais envolvidos alcancem um nível de capacitação cada vez mais alto.

Além disso, a colaboração e co-criação para o desenvolvimento de inovações permite ampliar o networking de forma rápida e desenvolver relacionamentos de valor.

Mas não pense que se trata apenas de ideias; as várias empresas que compõem o ecossistema contam com diferentes recursos e, unindo essas possibilidades, conseguem viabilizar a execução de projetos mais ousados e ambiciosos.

Exemplos de ecossistema de inovação no Brasil

InovaBra

InovaBra Habitat é um hub de inovação desenvolvido pelo Bradesco.

Ele oferece acesso ao ecossistema e apoio para fomentar soluções inovadoras para os desafios de mercado. O modo de operação envolve a participação e engajamento com o ecossistema por meio do ambiente físico e digital.

Um aspecto interessante desse projeto é a diversidade nos participantes. No Inovabra, estão presentes startups com foco nos segmentos de turismo, agricultura, mobilidade urbana, recursos humanos, soluções para varejo, entre outras.

AEVO Connect

Ecossistema de inovação AEVO Connect

O AEVO Connect é um espaço virtual, onde estão apresentados os desafios de inovação aberta de toda a Comunidade Open Innovation da AEVO.

As startups poderão se inscrever ativamente nos desafios, compreender um pouco mais sobre os hubs e ecossistemas de inovação que participam do espaço virtual e se cadastrar na vitrine de startups, possibilitando a participação em rodadas de scouting e convites direcionados pelas organizações.

Tecnopuc

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O Tecnopuc é o centro de inovação da PUCRS, um bom exemplo de iniciativa que parte das universidades, em vez de partir de uma empresa.

Com atuação em duas localidades no Rio Grande do Sul, Porto Alegre e Viamão, ele conta atualmente com mais de 180 participantes, entre instituições acadêmicas, privadas e do Estado.

Esse centro não tem apenas o objetivo de promover a inovação, mas também de atrair e desenvolver talentos. Essa é uma característica condizente com o propósito da universidade.

Além disso, beneficia todos os envolvidos, pois as outras organizações participantes passam a ter acesso a essa fonte de profissionais altamente qualificados e podem integrá-los às suas equipes.

Na criação de um centro de inovação, a grande vantagem é a confluência de agentes com características heterogêneas. No entanto, para que esses agentes possam trabalhar juntos de maneira eficiente, é preciso haver uma infraestrutura que viabilize a colaboração.

Google Startups

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O Google Startups é o projeto de Centro de Inovação da gigante da internet, Google. Ele conta com vários Campus ao redor do mundo, estando presente em 125 países.

O grande diferencial desse projeto é permitir que startups se reúnam para solucionar problemas complexos, oferecendo acesso aos recursos do Google. Além das startups, aceleradoras também participam do projeto, colaborando na estratégia para escalar negócios.

ACATE

Acate – Associação Catarinense de Tecnologia é considerada a principal representante do empreendedorismo inovador em Santa Catarina.

Ela tem o objetivo de apoiar o ecossistema de inovação local de ponta a ponta, das startups às empresas de grande porte, gerando conexões que fortalecem o setor de tecnologia no estado.

Ela conta com mais de 1.200 associados e tem 13 polos de inovação e tecnologia no estado, além de escritórios em São Paulo e até nos EUA para prestar suporte a empresas catarinenses.

A Acate criou a incubadora MIDITEC, há 20 anos, escolhida como uma das 5 melhores do mundo.

Outra iniciativa é a formação de Verticais de Negócios, que conectam empreendedores em seus respectivos segmentos para fomentar novos projetos e iniciativas.

Além disso, também inaugurou o LinkLab, primeiro laboratório aberto de inovação de Santa Catarina.

Conclusão

Agora, você já sabe a importância do ecossistema de inovação para o desenvolvimento e colaboração no ambiente corporativo.

Ou seja, para a inovação acontecer, a oportunidade de realizar trocas entre grupos heterogêneos de empresas e profissionais é fundamental.

Se você quer impulsionar suas parcerias e promover a inovação com o ecossistema brasileiro, conheça o AEVO Connect e saiba mais.

Luís Felipe Carvalho

Luís Felipe Carvalho é um dos fundadores e, atualmente, CEO da AEVO; está há mais de 16 anos à frente de iniciativas para alavancar a inovação de empresas do Brasil e do mundo. Ao longo de sua trajetória, acumula experiências em gestão e implantação de projetos de inovação, buscando formas de gerar resultados para corporações também por meio do incentivo ao intraempreendedorismo. Graduado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Espírito Santo, cursou MBA em Gestão Empresarial e possui certificação PMP (Project Management Professional) concedida pelo Project Management Institute. Foi analista de projetos e liderou programas inovadores em grandes companhias de segmentos como engenharia e siderurgia. Integrou ainda o corpo docente da FUCAPE Business School, ministrando disciplinas de Project Management Office (PMO), Portfólio e Maturidade em Projetos e Gerenciamento de Riscos.

Luís Felipe Carvalho

Luís Felipe Carvalho

Luís Felipe Carvalho é um dos fundadores e, atualmente, CEO da AEVO; está há mais de 16 anos à frente de iniciativas para alavancar a inovação de empresas do Brasil e do mundo. Ao longo de sua trajetória, acumula experiências em gestão e implantação de projetos de inovação, buscando formas de gerar resultados para corporações também por meio do incentivo ao intraempreendedorismo. Graduado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Espírito Santo, cursou MBA em Gestão Empresarial e possui certificação PMP (Project Management Professional) concedida pelo Project Management Institute. Foi analista de projetos e liderou programas inovadores em grandes companhias de segmentos como engenharia e siderurgia. Integrou ainda o corpo docente da FUCAPE Business School, ministrando disciplinas de Project Management Office (PMO), Portfólio e Maturidade em Projetos e Gerenciamento de Riscos.

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