O que é inovação? Como descrever, os tipos e exemplos

Muito se questiona sobre o que é inovação hoje. Podemos definir o conceito de inovação como uma ideia implementada que agrega valor para o negócio e atende a uma necessidade real. A inovação pode ocorrer pelo desenvolvimento de algo novo e também pela melhoria contínua de algo já existente.

Inovar é uma ação de sobrevivência no mercado. Empresas que inovam se diferenciam e atingem grandes resultados. Mas quando pensamos em “o que é inovação”, diversas definições podem surgir.

A inovação é definida e modelada de diferentes formas (muitas vezes, considerando também o contexto em que se insere).

Neste artigo, abordaremos o que é inovação no contexto corporativo, qual a sua importância e benefícios para as empresas. Siga a leitura.

O que é inovação?

Muito se questiona sobre o que é inovação hoje. Podemos definir o conceito de inovação como uma ideia implementada que gera valor para o negócio e atende a uma necessidade real para os objetivos organizacionais.

A inovação não para na ideia, ela precisa ter uma aplicação para ser de fato concretizada e implementada na empresa.

Ao mesmo passo, precisa gerar valor ao negócio.

Portanto, a inovação necessariamente tem que trazer um retorno para a companhia – seja um aumento de faturamento, a melhoria em um processo produtivo, a redução de custos, o lançamento de um novo produto, uma mudança no modelo de negócio, entre outros.

Então, quando falamos sobre o que é inovação é necessário ter esses dois pilares em mente, considerando também a necessidade real daquela inovação. Ou seja, ela atende uma necessidade do cliente? Dos colaboradores? Do crescimento do negócio? Do processo produtivo?

Respondendo a estas questões, a empresa consegue compreender melhor o que é inovação em seu contexto e como definir o ROI (Retorno sob Investimento) da iniciativa.

Se você quiser saber mais sobre o conceito de inovação, confira o vídeo abaixo:

YouTube video

Importância da inovação

Geração de valor na inovação

Estruturar e gerenciar um processo de inovação traz ganhos para a empresa, para seus colaboradores, clientes e até mesmo para o mercado.

Entender o que é inovação é primordial para as empresas porque sustenta seu valor no presente – ao promover melhorias incrementais, por exemplo – e cria o futuro da organização – ao alinhar a inovação à estratégia do negócio, investindo tempo e recursos no que fará a empresa ser perene.

Por exemplo, pense em uma empresa que, por meio da inovação, aprimorou seu processo produtivo, entregando suas soluções ao cliente com mais agilidade. Sem dúvidas, ela terá consumidores mais satisfeitos e colaboradores mais ágeis em suas rotinas.

Esse é um valor gerado para sustentar o presente da organização, o seu momento atual.

Já ao refinar sua estratégia de inovação, e definir que irá lançar novos produtos nos próximos cinco anos, para ir além do seu core business atual e ter um maior market share, ela está construindo sua proposta de valor do futuro com a inovação.

Mas, é importante considerar que, para inovar, não basta ser uma novidade, é necessário haver uma aplicação na prática e um ganho para a organização.

Tipos de inovação

Além de entender o que é inovação no contexto corporativo, é importante saber que ela pode assumir diferentes possibilidades e aplicações.

Os diversos tipos de inovação surgem a partir da identificação de oportunidades em cada aspecto de sua organização empresarial.

O caso mais clássico conhecido pelo senso comum para descrever o que é inovação, é aquele que muda radicalmente a trajetória do mercado no qual uma empresa está inserida e, até mesmo, gera novas demandas – o que chamamos de inovação disruptiva.

Mas também existem tipos mais “focados”, como a inovação dos processos, que torna a gestão empresarial e as operações mais ágeis, produtivas e integradas, trazendo benefícios e gerando novas soluções para o cotidiano da empresa.

É importante salientar também que inovar não depende somente de grandes recursos e de novas tecnologias.

É necessário garantir que todos os funcionários e parceiros da empresa estejam trabalhando em prol do mesmo objetivo e gerando competitividade a partir da implementação e da execução de ideias, de modo simples e produtivo.

No entanto, independentemente da quantidade e da qualidade dos recursos e das ferramentas, sem engajamento e uma liderança clara em seu negócio, não há desenvolvimento inovador.

Chamamos essa mudança organizacional, que permite que funcionários com boas ideias sejam agentes transformadores de melhorias concretas para o negócio, de cultura de inovação.

Para instaurar essa cultura, é preciso motivar a organização de ponta a ponta e orientá-la a resultados. E isso só será possível quando derrubarmos os mitos e as barreiras que impedem a prática de uma inovação plena.

Mitos sobre inovação no ambiente corporativo

Consideramos um mito toda percepção sem embasamento e que não corresponde à realidade.

E quando o assunto gira em torno da inovação, é necessário pensar nos mitos como as desculpas que funcionários e gestores de diversos setores podem estar reproduzindo, e colocando como uma barreira, sem antes avaliar e trabalhar o caminho mais adequado para o progresso da organização.

Considere, por exemplo, as seguintes frases que representam mitos comuns (e incorretos) sobre inovação:

“Nossa equipe é criativa, ela está pronta para inovar!”

Criatividade e inovação não são a mesma coisa. São, na verdade, partes do mesmo processo. A criatividade é a matéria-prima, o input, enquanto a inovação é o resultado do processo, o output.

Ter uma ideia criativa, e até mesmo desenvolver um produto a partir dessa ideia, não significa que sua empresa está inovando. Lembre-se: a inovação ocorre no momento em que novas ideias geram valor.

“Nossa empresa está seguindo a tendência de inovação do nosso mercado”

Pode parecer óbvio, mas uma inovação deve ser algo novo para o mercado. Independentemente do escopo e da proposta, deve trazer algo novo para um processo, produto, canal de distribuição ou modelo de negócio.

Assim, se a empresa apenas segue algo que as demais estão fazendo, isso é adaptação, não inovação. Mesmo que seja algo que a empresa nunca fez antes.

“Inovação é somente sobre o produto”

Ideias impactantes para a empresa podem se manifestar de diferentes formas e dimensões, como demonstrado pelos diferentes tipos de inovação, podendo ocorrer em processos internos, por exemplo.

Aliás, estudos demonstram que a inovação em processo gera maior retorno financeiro para a empresa, tendo como modelo implementações de menor risco e maior rapidez em comparação à inovação de produto.

Comparativo entre a inovação de processos e a inovação de produto

“Inovar é algo que só mentes geniais podem fazer”

O processo de inovação não vem de um talento inato ou traço pessoal. É um processo que exige competência e trabalho de desenvolvimento constante.

É possível fazer com que se aprenda a inovar independentemente da personalidade inata de seus funcionários!

“Não é possível prever quando uma solução inovadora surge”

Isso vem da percepção do senso comum sobre o que é inovação disruptiva: algo imprevisível que parece surgir do nada, como uma “inspiração divina” disponível para poucos escolhidos.

Na verdade, embora inovar seja um processo com maior imprevisibilidade em relação a outros caminhos, é possível, sim, identificar padrões e trabalhar novas estruturas e novos modelos para gerar uma maior taxa de sucesso com a cultura de inovação.

A P&G, por exemplo, tem em seu programa “Conectar + Desenvolver”, um sistema que permite que a organização possa ter auxílio e visão de como fenômenos, novas ideias e conhecimentos externos podem impactar seu negócio, gerando uma maior previsibilidade quando à geração da inovação.

“Inovação depende somente de um processo bem estruturado”

O processo é só uma parte do todo. É possível ter um processo bem estruturado e não obter sucesso.

A inovação precisa também ser parte da estratégia, da cultura organizacional, estar no DNA, no dia a dia e no jeito de ser da organização, orientando tarefas, comportamentos, ações e as tomadas de decisão.

“Inovamos somente de acordo com nosso cliente”

Personalidades como Henry Ford e Steve Jobs já provaram que, no fundo, o cliente muitas vezes não sabe exatamente o que deseja ainda.

Feedback é importante para o projeto e para gerar melhores experiências para o cliente, mas é preciso equilíbrio entre reação e autonomia quando o assunto é inovar.

Infelizmente, a inovação nem sempre está no caminho do que o cliente busca mais imediatamente ou significa o que ele pensa que deseja hoje.

“Inovação é feita com tecnologia”

Assim como processos bem estruturados, é possível ter as mais novas tecnologias do mercado em sua empresa, mas não ser inovador.

Redefinir modelos de negócio, criar processos diferenciados, tudo isso pode ser inovação e não depende, necessariamente, de uma nova tecnologia.

“Pesquisa e Desenvolvimento”

Nenhuma cultura de inovação sobrevive limitada a um setor ou a uma função de um determinado cargo. É preciso democratizar e permitir que essa atitude inovadora permeie toda a empresa.

Muitas empresas utilizam programas de ideias para permitir que todos os seus colaboradores possam sugerir soluções para os principais desafios organizacionais.

Existem, inclusive, plataformas de softwares especializadas para esse fim, como o AEVO.

“Inovar exige muitos recursos!”

Não é somente o investimento que faz com que as inovações gerem valor para o negócio. Inclusive, nota-se justamente o contrário.

As empresas que mais inovam não são as que mais investem, e sim aquelas que sabem gerenciar essa cadeia de valor.

A Apple, por exemplo, considerada a empresa mais inovadora no mundo, está em 70º lugar no ranking das que investem as maiores somas monetárias.

Por isso, antes de iniciar o processo de inovação em uma empresa, é essencial entender “o que é inovação” para o negócio, e não quanto de dinheiro há disponível para investir. Mas, claro, ter recursos destinados à iniciativa é fundamental para o seu desenvolvimento.

As práticas inovadoras de uma organização guiada por ideias

Para implantar um programa de ideias inovadoras na sua empresa, é preciso trazer a inovação para dentro do dia a dia da companhia.

A Brasilata, empresa nacional pioneira em gestão de ideias no ramo de embalagens metálicas, torna sua organização parte dessa inovação ao democratizar a forma como as ideias são enviadas e executadas.

Os colaboradores podem enviar suas ideias online ou por meio de uma caixa de sugestões dentro da própria fábrica.

Mas isso é só um processo bem estruturado. O “pulo do gato” está em fazer com que os funcionários tenham autonomia para testar e executar essas ideias.

Como cada time conta com coordenadores e diretores que estão livres para apoiar e encaminhar ideias pequenas, a cultura empresarial e o engajamento de todos se fortalecem ainda mais!

Para reforçar o conhecimento do tema, revisitamos abaixo as duas perguntas mais frequentes sobre inovação:

Qual é o conceito de inovação?

Inovação é uma ideia implementada que gera valor para o negócio, alinhada a estratégia corporativa. Ou seja, a inovação necessariamente tem que trazer um retorno, um valor, para a empresa – seja um aumento de faturamento, a melhoria em um processo produtivo, a redução de custos, o lançamento de um novo produto, uma mudança no modelo de negócio, etc.

Quais são as características da inovação?

A inovação pode surgir da criação de algo completamente novo; e também pela renovação e aprimoramento de algo já existente, seja um produto, serviço, processo, etc. Porém, independente do tipo de inovação, é preciso que seja implementável e gere valor ao negócio,

Conclusão

Agora você que você já compreende o que é inovação hoje, sabe que inovar não é algo inalcançável, como nos faz pensar os mitos construídos a seu redor. Da mesma forma, não é um conceito de inovação que depende unicamente de criatividade, produtividade, processos e recursos financeiros.

E justamente por isso que a inovação é mais simples do que parece ser, quando adequamos a realidade.

Podemos ver por meio de cases e exemplos que nem limitação ou excesso de ferramentas e investimentos são obstáculos para que sua empresa trabalhe motivada e seja extremamente inovadora. Então, mãos à obra!

As empresas que desejam aproveitar o cenário inovador e otimizar suas possibilidades precisam se voltar à Gestão da Inovação. Esse processo é o diferencial capaz de transformar os recursos investidos em melhorias concretas para a organização.

Nesse contexto, a AEVO se destaca como uma parceira estratégica.

Oferecendo uma Solução One-Stop Shop para Gestão da Inovação e Estratégia, a AEVO conta uma plataforma completa, que centraliza todas as iniciativas de inovação em um mesmo ambiente, aliada à expertise em consultoria de inovação, que desenha projetos personalizados para as necessidades de cada negócio e traz resultados palpáveis.

Com seus recursos, a AEVO simplifica o processo de gestão da inovação. Evolua sua identificação de oportunidades, implementação eficiente dos projetos de PD&I e integração de startups inovadoras, através de um ambiente virtual com mais de 15 mil parceiros.

Fale com um dos nossos especialistas em inovação e saiba como a AEVO pode auxiliar a sua empresa.

Luís Felipe Carvalho

Luís Felipe Carvalho é um dos fundadores e, atualmente, CEO da AEVO; está há mais de 16 anos à frente de iniciativas para alavancar a inovação de empresas do Brasil e do mundo. Ao longo de sua trajetória, acumula experiências em gestão e implantação de projetos de inovação, buscando formas de gerar resultados para corporações também por meio do incentivo ao intraempreendedorismo. Graduado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Espírito Santo, cursou MBA em Gestão Empresarial e possui certificação PMP (Project Management Professional) concedida pelo Project Management Institute. Foi analista de projetos e liderou programas inovadores em grandes companhias de segmentos como engenharia e siderurgia. Integrou ainda o corpo docente da FUCAPE Business School, ministrando disciplinas de Project Management Office (PMO), Portfólio e Maturidade em Projetos e Gerenciamento de Riscos.

Luís Felipe Carvalho

Luís Felipe Carvalho

Luís Felipe Carvalho é um dos fundadores e, atualmente, CEO da AEVO; está há mais de 16 anos à frente de iniciativas para alavancar a inovação de empresas do Brasil e do mundo. Ao longo de sua trajetória, acumula experiências em gestão e implantação de projetos de inovação, buscando formas de gerar resultados para corporações também por meio do incentivo ao intraempreendedorismo. Graduado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Espírito Santo, cursou MBA em Gestão Empresarial e possui certificação PMP (Project Management Professional) concedida pelo Project Management Institute. Foi analista de projetos e liderou programas inovadores em grandes companhias de segmentos como engenharia e siderurgia. Integrou ainda o corpo docente da FUCAPE Business School, ministrando disciplinas de Project Management Office (PMO), Portfólio e Maturidade em Projetos e Gerenciamento de Riscos.

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