Open Innovation: o que é, como funciona e exemplos

Open innovation – ou inovação aberta – é um modelo onde as empresas estão dispostas a cooperar com terceiros para encontrar soluções inovadoras para o seu negócio. Nesse caso, além do desenvolvimento de inovação no ambiente interno, há a colaboração de parceiros externos.

Para ter sucesso em iniciativas de inovação nas organizações, existem estratégias, processos e modelos possíveis. Desse modo, uma empresa pode desenvolver a inovação de forma interna (com programas de intraempreendedorismo), ou colaborando com agentes do ecossistema de inovação.

Na perspectiva do ecossistema, se insere a abordagem de Inovação Aberta (no original, Open Innovation), que visa a promover ideias, pesquisas e processos dentro e fora de uma empresa, aproveitando talentos de forma muito mais ampla.

Empresas de todos os segmentos podem adotar um sistema de Open Innovation. Quer saber como implantar um modelo de inovação aberta de maneira efetiva? Confira no texto.

O que é Open Innovation?

Open innovation – ou inovação aberta – é um modelo onde as empresas estão dispostas a cooperar com terceiros para encontrar soluções inovadoras para o seu negócio. Nesse caso, além do desenvolvimento de inovação no ambiente interno, há a colaboração de parceiros externos.

A expressão Open Innovation tem sua origem na Universidade de Berkeley. O conceito nasceu a partir do professor Henry Chesbrough, ex-gerente de uma empresa de tecnologia no Vale do Silício. Buscando diminuir a distância entre o lado acadêmico/teórico e a gestão prática, surge uma nova ideia.

Chesbrough observou que, embora o conhecimento estivesse se disseminando mais rápido, as empresas ainda mantinham um modelo de inovação fechado. O que aconteceria se as empresas adotassem um modelo de inovação mais descentralizado e focado em colaboração?

O especialista em Open Innovation, Flávio Marques, explica o conceito, a origem do termo, quais as principais características, como implementar a Inovação Aberta no seu negócio (com cases no Brasil e no mundo) e quais são os maiores desafios das grandes empresas no relacionamento com as startups.

Confira o vídeo abaixo:

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Como enxergar essa abordagem?

Há duas formas de se praticar o Open Innovation:

  • De fora para dentro: quando ideias e tecnologias são absorvidas para melhoria dos processos da empresa. Por exemplo: a Timenow, uma empresa de consultoria para Engenharia Industrial, criou a plataforma Platt, que conecta soluções de startups indtech na entrega da empresa, por meio de sua iniciativa de Open Innovation.
  • De dentro para fora: quando ideias ou patentes pouco utilizadas pela sua empresa integram-se ao processo de inovação de parceiros externos. Por exemplo: uma Biotech desenvolve uma vacina. Mas ao invés de criar uma planta industrial para produzir essa solução, ela repassa a tecnologia a uma empresa que já tem a estrutura produtiva e ganha royalties.

Se realizado de maneira eficiente, a inovação aberta pode trazer muitos resultados para as organizações.

Afinal, existe um universo muito maior de pessoas qualificadas fora da empresa, além de startups e universidades desenvolvendo soluções para diversas áreas de negócio.

É importante reforçar: Open Innovation não é código aberto! É possível criar modelos de negócios vantajosos para todas as partes envolvidas na iniciativa de inovação aberta, gerando ótimos resultados.

Em termos práticos, o que a Open Innovation (ou Inovação Aberta) promove é o esforço conjunto. A forma de enxergar a sua empresa e o ambiente a seu redor deve ser modificada.

Isso não vale somente para o departamento de P&D. Isso envolve toda sua equipe e seus parceiros. Seja na área de vendas ou nos processos de produção, o modelo de Inovação Aberta visa a um desenvolvimento amplo e cooperativo.

Etapas de um Programa de Open Innovation

O funil de inovação pode ser utilizado como modelo de gestão de Open Innovation, se adequando às suas características e particularidades. Ele vai permitir dividir o processo em etapas que vão desde a conexão com o ecossistema até o projeto em conjunto para resolver um ou mais desafios da organização.

Na verdade, antes mesmo de se usar o funil, é importante que seja definido qual desafio da organização será objetivo de solução através de inovação aberta. Isso garante o alinhamento da iniciativa com a estratégia da organização.

A seguir, iremos explorar algumas etapas do funil de Inovação Aberta.

Funil de Open Innovation (Inovação Aberta)

Na figura abaixo, temos um exemplo de funil de inovação aberta. As etapas podem variar de acordo com os objetivos e particularidades de cada desafio, mas este exemplo nos ajudará a entender de maneira abrangente a gestão pelo funil.

Etapas de Open Innovation

A primeira etapa, ou seja, o topo do funil de inovação aberta é a conexão com o parceiro, que pode ser uma startup, o governo, universidades ou outros integrantes do ecossistema.

Esse momento de conexão envolve o lançamento do desafio de inovação ao mercado, com o intuito de encontrar os parceiros de maior potencial para desenvolvimento do projeto colaborativo.

Nesse momento, a empresa pode mensurar como indicador, por exemplo, o número de empresas cadastradas no desafio.

Ao finalizar o período de inscrição e conexão com as startups interessadas em solucionar o desafio ou dor do negócio, a empresa consegue avançar para a segunda etapa.

A segunda etapa ou meio do funil de Open Innovation é avaliação de aderência ao desafio, nesse momento, é preciso fazer uma triagem das empresas que continuarão no funil e que realmente tem a maior possibilidade de desenvolver a solução ideal.

Nesta etapa, a organização pode olhar para o seguinte resultado: percentual (%) de empresas aderentes x número de empresas cadastradas no desafio.

A terceira etapa passa pela avaliação do pitch. Como conceito, pitch é uma apresentação curta e direta de uma empresa ou de um projeto visando despertar o interesse de um ponto focal – neste caso, da empresa criadora do desafio.

Quanto à etapa do funil, o pitch realizado é um fator crucial para a tomada de decisão dos desafiantes.

Após definida a startup que vai colaborar com o projeto de inovação da empresa, é desenvolvido o piloto, momento em que a inovação é posta em execução, sendo esta a quarta e última etapa do funil de inovação aberta.

A partir desse momento, a empresa fica responsável por gerenciar seu relacionamento com a startup (ou parceiro de inovação) selecionado, verificando o andamento do projeto, os avanços e resultados do seu programa de inovação aberta.

O AEVO, nosso software de gestão da inovação e estratégia, também oferece um módulo dedicado a estruturação e gestão de Open Innovation para empresas, que permite gerenciar todo o funil em suas diferentes etapas. Além disso, também conta com o Connect, comunidade gratuita para cadastro de startups e divulgação dos desafios abertos.

Para finalizar e reforçar o conhecimento, resumimos na tabela a seguir as etapas do funil de inovação aberta, segundo a AEVO:

Topo do funil de Open Innovation:Lançamento do desafio e conexão com o parceiro do ecossistema de inovação (startups, universidades, governo, outras empresas).
Meio do funil de Open Innovation:A avaliação de aderência é o momento em que a empresa filtra os parceiros com maior potencial para desenvolver o projeto de inovação.
Fundo do funil de Open Innovation:Análise do pitch das empresas aderentes, escolha do parceiro e desenvolvimento do piloto.

Como aplicar o modelo de Inovação Aberta em seu negócio

Existem várias formas de se utilizar a Inovação Aberta. Umas são mais específicas e voltadas para um desafio em particular – como Hackatons -, enquanto outras podem compor uma política permanente de inovação da empresa, como os programas de inovação aberta.

Confira, a seguir, algumas sugestões de como se conectar a novos parceiros e estruturar uma Open Innovation:

1 – Hackathons

Hackathons são maratonas de programação, prototipagem e colaboração. Com origem nos Estados Unidos, as hackathons já são organizadas aqui no Brasil, tanto pelo setor público quanto pelo privado.

A hackathon intensifica o aprendizado de sua equipe, o networking e o reconhecimento, permitindo uma livre implantação de ideias.

Existem diversos exemplos de hackathons de sucesso, mas um case que sempre é lembrado pelo coração do público que a frequenta é o Uber Hack. O Hackathon do Uber.

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Além de ser um palco para ideias inovadoras nascerem como protótipos, as hackathons representam oportunidades de Inovação Aberta para sua empresa.

2 – Eventos e programas com startups

Por meio de programas próprios ou com parcerias, startups estão sendo procuradas por grandes empresas e incentivadas a buscarem novas soluções para um mercado já consolidado.

A filosofia de Open Innovation aqui se mostra em seu formato mais clássico. Empresas ajudam startups a estruturarem seus projetos e incentivam um ambiente criativo e de Inovação Aberta.

Esses cenários são muito úteis para promover inovações disruptivas, pois as startups estão estruturalmente separadas da empresa e, com isso, têm a autonomia necessária para evoluir em projetos não tradicionais.

3 – Programas de ideias com clientes e fornecedores

Implantar um Programa de Ideias com a participação de pessoas externas à organização – como clientes, fornecedores, franqueados e até mesmo a comunidade em geral – é uma ótima forma para gerar inovações de grande valor para a empresa.

Quando a empresa abre um canal para receber ideias externas, ela recebe diretamente o feedback dos seus parceiros, podendo receber insights valiosos sobre como os seus produtos e processos são percebidos externamente.

Os benefícios do Open Innovation para sua empresa

Parcerias com outras empresas ou instituições não é uma prática nova, o que o modelo de Open Innovation oferece de novo é a forma de enxergar essas parcerias.

Vale lembrar que são as pessoas que realmente promovem a inovação nos negócios. E a cultura de inovação deve andar lado a lado com os resultados esperados ao inovar.

Entre os diferentes aspectos e benefícios que sua empresa pode obter com a Open Innovation, destacam-se os seguintes:

1 – Networking com diferentes talentos e competências

Com a Open Innovation seus projetos de inovação são mais divulgados e visíveis para o público.

Essa é uma receita perfeita para que sua empresa se torne um modelo de inovação e o reconhecimento gere frutos além dos números, mas também com parcerias valiosas e colaboradores engajados.

2 – Valor de pesquisa e desenvolvimento interno e externo

Em um modelo de Inovação Aberta, seu P&D se desenvolve em ambos os fluxos de gestão de ideias.

Assim como é comum serem as pessoas de linha de frente quem entendem melhor do seu negócio e necessidades do cliente. São as pessoas de fora que avaliam melhor os processos que já são realizados no “modo automático”.

A partir do momento que você promove a inovação no seu negócio, principalmente a disruptiva, sua empresa vira exemplo para o mercado, para os acadêmicos e todos os colaboradores.

Vale ressaltar que a inovação é algo presente em todas as que são consideradas melhores empresas para trabalhar.

3 – Resultados de pesquisa rentáveis para todos

Quando se promove a inovação de maneira efetiva, os resultados vêm com naturalidade e a empresa se desenvolve exponencialmente.

Além de inteligência interna, bons programas de inovação geram valor agregado aos seus projetos. Os resultados e lucro das ideias implementadas impactam a vida do consumidor final, a rotina do colaborador e os gráficos do gestor.

4 – Valorização do seu modelo de negócios

Quem acha que o modelo de negócios que atua não combina com a inovação é quem não conhece os modelos de inovação e como eles podem combinar com o seu negócio.

As ideias milionárias (e inovadoras) ficam em segundo plano quando o foco é inovar. As possibilidades da inovação são inúmeras e a mudança na estrutura e na forma de fazer negócios com uma visão estratégica são imprescindíveis para o sucesso.

5 – Melhor implementação de propriedades intelectuais

Com um fluxo maior de PI (Propriedades Intelectuais) o mercado é fomentado através de uma competitividade saudável.

Principalmente quando o mercado se vê em um cenário em que a necessidade de inovar é maior que a de apenas lucrar.

Com a sua inovação os seus projetos evoluem e o mercado acompanha diretamente essa evolução a partir de novas ideias e novos modelos de negócio que se tornam exemplo para empresas de diversos segmentos.

6 – Democratização de ideias

A criatividade e a inventividade são soft skills visadas ao extremo pelo mercado. Oportunidade de criar, aproveitar e implementar ideias da melhor forma possível.

Ter essa oportunidade é uma barreira da inovação que é superada diretamente com a Open Innovation.

É por isso que nesse processo todos ganham, seja um ganho de rentabilidade ou um ganho de experiências que afiam as habilidades criativas de um colaborador através da tentativa e erro.

7 – Mitigação de riscos

Ao mesmo tempo que você contribui para o mercado os seus concorrentes irão querer seguir seus passos.

Promovendo a Open Innovation o seu negócio destrincha caminhos jamais explorados pela concorrência e deixa seu negócio à frente.

Inteligência Artificial relacionada a Open Innovation

Promover a Inovação Aberta muitas vezes não é tarefa fácil, envolve diversos processos e ações para achar o parceiro com a solução certa para o seu problema.

Pensando em todos os benefícios e aplicações da IA, a AEVO como pioneira em inovação no Brasil, desenvolveu a inteligência artificial aplicada aos processos de Open Innovation em sua plataforma.

As corporações que gerenciam seus programas de ideias por meio do AEVO, agora contam com uma nova funcionalidade. Logo depois que uma ideia é enviada, nossa Inteligência Artificial indica as principais startups do mercado que possuem a solução certa para implementá-la.

O que antes era um processo complexo, agora é democrático e acessível para todos os seus colaboradores.

Confira no vídeo como funciona a Inteligência Artificial do AEVO:

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Conclusão

Ações que gerem ideias, desenvolvimento e pesquisa para as empresas sempre existiram, e sempre fizeram parte da dinâmica do mercado. O que muda é a relação do modelo de gestão de inovação e ideias com a empresa. A Inovação Aberta (ou Open Innovation) surge de um rompimento de exclusividades e limitações de tecnologia e recursos.

Ideias combinadas acabam sendo não só mais efetivas para o mercado, mas também uma forma mais econômica e inteligente de realizar a gestão de ideias de sua empresa. E todas as partes envolvidas só têm a ganhar com isso.

Transforme a forma de fazer negócio com a abordagem de Open Innovation através do AEVO. Solicite uma demonstração e conheça todas as funcionalidades.

Luís Felipe Carvalho

Luís Felipe Carvalho é um dos fundadores e, atualmente, CEO da AEVO; está há mais de 16 anos à frente de iniciativas para alavancar a inovação de empresas do Brasil e do mundo. Ao longo de sua trajetória, acumula experiências em gestão e implantação de projetos de inovação, buscando formas de gerar resultados para corporações também por meio do incentivo ao intraempreendedorismo. Graduado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Espírito Santo, cursou MBA em Gestão Empresarial e possui certificação PMP (Project Management Professional) concedida pelo Project Management Institute. Foi analista de projetos e liderou programas inovadores em grandes companhias de segmentos como engenharia e siderurgia. Integrou ainda o corpo docente da FUCAPE Business School, ministrando disciplinas de Project Management Office (PMO), Portfólio e Maturidade em Projetos e Gerenciamento de Riscos.

Luís Felipe Carvalho

Luís Felipe Carvalho

Luís Felipe Carvalho é um dos fundadores e, atualmente, CEO da AEVO; está há mais de 16 anos à frente de iniciativas para alavancar a inovação de empresas do Brasil e do mundo. Ao longo de sua trajetória, acumula experiências em gestão e implantação de projetos de inovação, buscando formas de gerar resultados para corporações também por meio do incentivo ao intraempreendedorismo. Graduado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Espírito Santo, cursou MBA em Gestão Empresarial e possui certificação PMP (Project Management Professional) concedida pelo Project Management Institute. Foi analista de projetos e liderou programas inovadores em grandes companhias de segmentos como engenharia e siderurgia. Integrou ainda o corpo docente da FUCAPE Business School, ministrando disciplinas de Project Management Office (PMO), Portfólio e Maturidade em Projetos e Gerenciamento de Riscos.

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