Inovação Aberta: recrute e selecione startups


Confira a transcrição do vídeo:

Quando falamos sobre inovação, é impossível deixar de pensar nos gênios inventivos, e as referências você já conhece: Steve Jobs, Jeff Bezos e até o escorregador colorido do Google. 

De fato, a criatividade é um elemento essencial para inovar nas organizações. Mas para ganhar escala nos resultados com inovação aberta (ou Open Innovation), focar nos resultados e estruturar um processo é essencial.

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Após observar como grandes empresas inovadoras (aquelas que se destacam no cenário de Inovação Aberta) realizam o recrutamento e a seleção de startups para resolução de desafios da própria organização, nós extraímos boas práticas e criamos um processo para que você possa aplicar no seu negócio e buscar escala, rapidez e assertividade. O conteúdo você confere nesse artigo.


O risco da inovação

Quando o assunto é inovar, não podemos esquecer que existe o risco de inovação. Agora, quando abrimos as barreiras da organização para receber soluções de outras empresas, o alinhamento entre as duas partes é essencial para o sucesso da estratégia e, quanto mais assertivo, mais controle possuímos sobre as variáveis desse processo e menor é o risco de investimento nos projetos inovadores.

Quando começamos a pensar no processo aplicado à inovação aberta (ou Open Innovation), recrutamento e seleção de startups têm muito a ver com o mesmo processo para a área de Recursos Humanos, que busca encontrar os melhores talentos para compor a equipe interna da empresa. Assim como na área de RH, o recrutamento e a seleção desses talentos é realizado de forma processual, com algumas etapas.

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Recrutamento e Seleção de startups

Assim como na analogia do recrutamento e seleção de talentos na área de Recursos Humanos, a etapa para definir a solução que vai resolver o desafio do seu negócio não pode acontecer sem que haja uma lista de possibilidades alinhadas ao:

  • Objetivo da sua organização;
  • O perfil das startups selecionadas.

Recrutamento 

Nessa etapa nós vamos preencher nosso funil, trazendo startups que se interessem por resolver os desafios do seu negócio. Os critérios acima, alinhados aos definidos pela sua própria organização devem nortear a seleção das melhores soluções, que vão avançando no funil de inovação até chegar a rodar uma PoC (Prova de Conceito) ou até mesmo implementar com o fornecedor para resolução daquele desafio que foi pré-programado lá atrás.


Objetivos de inovação aberta

Qual o principal objetivo da estratégia com o relacionamento com startups? Qual desafio vamos priorizar?

Isso precisa estar muito claro para todo mundo que participa do processo, para que lá na frente não exista um desalinhamento de expectativas em relação à entrega do projeto, ou seja, em relação à entrega daquilo que as startups se propuseram a solucionar.

A inovação e esse desafio que você está lançando para o mercado precisa estar diretamente ligado à sua estratégia para que ele faça sentido e para que os resultados dele sejam vistos com bons olhos pela alta gestão da empresa. 

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Perfil de startups e alinhamento

É preciso definir o perfil de startup que você quer para a resolução de desafios. Então, se a estratégia é algo de rápida implementação, com pouco risco, você não vai buscar uma startup que está na fase de ideação. Nesse caso, é muito mais fácil encontrar a mesma em  operação, em scale up ou algo que já esteja mais testado no mercado. 

E essa verdade pode ser inversa também, por exemplo: se você estiver buscando um projeto com o objetivo de terceirizar o seu P&D ou começar uma pesquisa do zero, o ideal é não buscar startups que já estão bem estabelecidas no mercado, priorizando startups em fase de ideação, que está em fase de teste, prototipação, moldando mais estrategicamente o produto ou solução a ser desenvolvida.

Então, a definição de perfil é essencial para não ter  surpresas lá na hora da seleção das startups.


Busca passiva de startups

A busca passiva consiste em lançar o desafio de maneira pública, quase como um edital, chamando a atenção das startups que se enquadram no perfil da busca e transferindo para as mesmas a responsabilidade de encontrar a sua organização.

A busca passiva é uma estratégia muito relevante para dar volume ao seu funil. Mas atenção, é preciso acessar os ecossistemas certos, divulgar da maneira estratégica o desafio e buscar atingir o público certo, definindo muito bem as startups você quer atingir, para não encher o seu pipeline com soluções desalinhadas a estratégia da sua organização. 


A busca passiva é excelente para:

  • Alcançar escala com a estratégia;
  • Encontrar soluções nunca imaginadas;
  • Estratégico para projetos em fase inicial (difíceis de serem encontrados de forma ativa)

Busca ativa de startups

A busca ativa é como jogar uma rede no mercado e recolher apenas os “peixes” mais estratégicos. Para tanto, é preciso acessar bases, ecossistemas, eventos, parceiros de inovação para encontrar soluções para ajudar na resolução de determinado desafio ou até mesmo colocar sua equipe atrás disso.


A busca ativa é excelente para:

  • Estratégico para encontrar startups mais consolidadas;

Mas qual a melhor maneira de recrutar startups?

A mistura das duas estratégias é muito interesse, obtendo o melhor dos dois mundos. Mas atenção: é preciso identificar muito bem cada cenário e o alinhamento do mesmo com o tipo de desafio, como foi descrito acima.


Validação da startup

Após executada a fase de recrutamento das startups (seja por busca ativa ou busca passiva), está na hora de selecionar, ou seja, realizar uma triagem das melhores soluções, levando em consideração os critérios estabelecidos por você.


Maturidade da startup

Antes de qualquer coisa, é preciso realizar uma análise de maturidade da startup, realizando uma validação técnica ou até mesmo comercial. É preciso levantar os seguintes questionamentos: “eu vou incluir o setor de suprimentos no processo? E o de compras? Para entender muito bem como o processo funcionará de ponta a ponta, é extremamente importante que seja feito um planejamento, com cronograma, para alinhar desde o princípio as expectativas com as startups.

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Segue as principais considerações que você deve ter em mente para validar a maturidade da startup:

  • A startup do meu funil está, de fato, pronta para trabalhar com uma grande corporação? Essa startup consegue se adaptar ao meu processo de compra, sendo este menos flexível do que nas pequenas e médias corporações? Será que essa startup consegue “segurar” o risco da inovação?

Proposta de valor da startup

Após a avaliação de maturidade, é preciso analisar a proposta de valor da startup. Agora que a startup aceitou o desafio e confirma a capacitação para a execução do projeto, como podemos atestar essa capacitação? Para isso, nós indicamos que seja feita uma PoC (Proposta de Conceito), entre outras alternativas.


Agilidade no processo

Se os seus parâmetros foram muito bem definidos, o processo deve acontecer de forma estratégica, mas atenção, ele pode demorar um pouco, principalmente, na fase de lançamento de desafio (após todo o planejamento estar estruturado). Entretanto, após o lançamento, o processo deve acontecer de forma fluída, acompanhando de perto a startup para que não haja a perda de interesse da startup em relação aos seus objetivos.


Clareza no processo

Para garantir fluidez e velocidade, é necessário clareza. A startup precisa entender muito bem as regras do jogo: sob quais óticas avaliamos a eficiência dessa startup e do processo como um todo? A startup precisará atender a quais pilares?

Cada um desses pilares tornará o seu processo democrático, rápido, assertivo e suave para todas as partes, gerando no final, os resultados esperados.


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