Startups: o que é, quais os objetivos e exemplos

Startup é uma empresa emergente com modelo de negócio em desenvolvimento ou aprimoramento, este modelo tem como característica a capacidade de ser repetido e escalado, conforme a demanda, em um ambiente de incerteza.

Startup é uma empresa inovadora, cujo modelo de negócio busca atingir um ritmo acelerado de crescimento, de forma escalável, em cenários de grande incerteza.

Cada vez mais utilizado ao redor do mundo, startup é um termo que desperta várias interpretações: empresa recém-criada, negócio com grande potencial e empreendimento na área de tecnologia, são algumas delas. Mas, afinal, o que é uma startup?

Entenda o conceito de startup, quais as características desse tipo de empresa, além de exemplos e dicas que podem te inspirar no caminho para construir a sua. Siga a leitura.

O que é startup?

Startup é uma empresa emergente, com modelo de negócio em desenvolvimento ou aprimoramento. Este modelo tem como característica a capacidade de ser repetido e escalado, conforme a demanda, em um ambiente de incerteza.

Todas as definições sobre o que é startup apontam dois elementos em comum: inovação e incerteza. Uma startup busca fazer as coisas de forma diferenciada e, por conta disso, as suas atividades envolvem um grau de risco elevado.

Os aplicativos para smartphones exemplificam bem esse conceito: oferecem produtos que inovam setores tradicionais como transportes, entretenimento, entregas e até mesmo bancos, funcionando da mesma forma para algumas centenas de clientes ou para bilhões deles.

Eric Ries, empreendedor e autor do best-seller “The Lean Startup”, que falaremos em detalhes a seguir, define o conceito de Startup como:

“Uma instituição humana projetada para criar produtos e serviços sob condições de extrema incerteza”.

Em outras palavras, Ries não define a startup a partir do seu porte, da maneira como ela é organizada ou da atividade que ela desenvolve.

O que realmente se destaca no centro dessa definição são duas características: criar algo novo e fazê-lo em um ambiente de extrema incerteza.

Leia mais:
Desenvolvimento de Novos Produtos: como conduzir em 6 passos
Prova de conceito (PoC): o que é e como fazer?

Características de uma startup

Algumas características específicas nos ajudam a entender melhor o que é startup, e aproveitar as oportunidades que esse modelo de negócios oferece.

Incerteza

A primeira diferença entre uma empresa que opera com modelo tradicional e o de uma startup, de fato, está na incerteza enfrentada pelo segundo grupo.

A Uber, por exemplo, que atualmente é uma das maiores empresas de mobilidade do mundo, chegou ao mercado acreditando que as pessoas se sentiriam seguras ao entrar em carros normais, sem a identificação dos táxis.

Esse comportamento é comum hoje em dia, mas poderia ter sido rejeitado pelo mercado, levando a empresa ao fracasso.

Inovação e flexibilidade

Lançar um produto diferenciado é apenas o começo da inovação em uma startup. A partir daí, ela descobrirá novos problemas, e terá de enfrentá-los criando as próprias soluções, já que não existe manual de instruções de como lidar com eles.

As respostas a que se chegam durante o processo, no entanto, podem se tornar inválidas em algumas semanas e a startup deve ser flexível para se adaptar às novas realidades.

Repetibilidade

Para crescer com firmeza, a startup precisa encontrar um modelo de negócios que possa ser facilmente repetido e padronizado. Se o empreendimento tiver que negociar cada venda, perderá tempo demais nesse processo.

As opções de maior destaque costumam ser planos de assinatura, comissões por venda/serviço ou, no caso das redes sociais e plataformas de conteúdo, a venda de espaço publicitário e inteligência sobre o comportamento dos usuários.

Escalabilidade

A escalabilidade é o motivo pelo qual o uso de tecnologias digitais está intimamente ligado aos grandes destaques do setor, embora não seja o que defina o que é uma startup.

Idealmente, a startup deve aumentar rapidamente suas receitas sem que os custos acompanhem esse ritmo.

Uma editora, por exemplo, tem gastos com papel, tinta, funcionários e transporte para cada unidade impressa, enquanto a Amazon pode vender o mesmo livro digital milhões de vezes com um gasto adicional muito pequeno.

Qual é a relação entre startup e inovação?

A relação entre inovação e startups é muito mais profunda do que a maioria das pessoas imagina.

Qualquer notícia abordando uma startup de sucesso vai falar sobre uma grande ideia, levada adiante por um grupo de pessoas com determinação. Esse é apenas o começo da história: empreendedores e colaboradores precisam criar um ecossistema de inovação para que a startup seja próspera.

Um espírito inovador precisa estar alinhado à execução, e essa ação pode ocorrer através da gestão de ideias e projetos inovadores realizado com ferramentas e metodologias adequadas.

Um exemplo disso é a AEVO, uma solução completa em Gestão da Inovação, que permite administrar todas as etapas de um projeto, da ideia à implementação.

Em sua plataforma, a AEVO também conta com um módulo de startups, onde organizações de maior estrutura encontram empresas inovadoras capazes de resolver questões específicas e podem gerenciar essa relação com eficiência, facilitando os negócios para ambos os lados.

5 startups de sucesso para se inspirar

Empresas inovadoras já tomaram conta de quase todos os mercados, e as histórias de sucesso que ajudam a explicar o que é startup vão muito além dos clássicos como Uber e Netflix.

Doghero

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Um marketplace de serviços para pets, o DogHero permite contratar hospedagem, creche, cuidadores, passeios e veterinários, garantindo um portfólio com profissionais qualificados e bem avaliados para o trabalho.

Após fusão com a Petlove, maior pet shop virtual no Brasil, as empresas anunciaram um ganho de R$ 100 milhões em sinergias, transformando a DogHero numa das startups mais rentáveis do país.

Descomplica

Descomplica

Considerada a 1ª grande empresa de educação digital do Brasil, a Descomplica se encaixa no grupo das EdTech, organizações que usam a tecnologia para oferecer serviços na área de ensino e treinamentos.

Ao combinar educação e cultura pop, a Descomplica se tornou um fenômeno entre os estudantes, sobretudo aqueles que se preparam para o Enem, vestibulares fechados e concursos públicos. Hoje ela é uma fonte de estudos quase obrigatória para quem vai enfrentar essas provas.

Boo-box

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Com um modelo de negócios que exibe publicidade para mais de 60 milhões de pessoas por mês, a boo-box já foi considerada uma das 50 empresas mais inovadoras do mundo, segundo a revista FastCompany, ao lado de nomes como Apple, Google e Facebook.

Seu funcionamento é simples, vendendo espaço em mídias parceiras: blogs, podcasts, aplicativos, streamings, etc. A empresa, hoje, é a maior concorrente do Google no segmento de publicidade virtual, no Brasil.

Gympass

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Com mais de 50 mil academias parceiras, o Gympass, atual Wellhub, permite que seus usuários possam acessá-las através de um único pagamento mensal. Oferecer um pacote para empresas, como benefício corporativo para os colaboradores, foi a grande sacada dessa startup.

A empresa também disponibiliza soluções financeiras para as academias parceiras, expandindo seu modelo de negócios, e com um aporte de U$300 milhões em 2019, a Gympass entrou no seleto grupo das startups unicórnio, nome dado àquelas que atingem um valor de mercado superior a US$ 1 bilhão.

Picpay

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Uma dentre as muitas FinTech nacionais bem-sucedidas, o PicPay oferece uma carteira digital que permite fazer compras, recargas de celular e parcelamento de contas como água e eletricidade, tudo com alguns cliques no smartphone.

Sendo uma das principais opções entre as startups do nicho, ao lado de Nubank, Inter e demais bancos digitais. A aceleração na disputa neste mercado, tem levado essas startups, a aprimorarem cada vez mais suas propostas de valor e ofertarem mais benefícios para fidelizar seus usuários.

Principais impulsionadores das startups

Como você já deve ter percebido, o universo da inovação e do empreendedorismo é caracterizado por uma série de terminologias próprias. Com as startups, isso não é diferente. Nesse tipo de negócio, alguns termos e personagens são bastante comuns.

Entre eles, podemos destacar:

Aceleradora e incubadora

A própria denominação já oferece uma pista do propósito desse impulsionador. As aceleradoras objetivam oferecer a mentoria e/ou investimentos necessários em determinado período, para estimular o crescimento das startups promissoras.

Por sua vez, a incubadora é uma espécie de versão um pouco mais tradicional da aceleradora.

A incubadora geralmente tem o objetivo de apoiar as startups no desenvolvimento de suas ideias de negócio, por um tempo determinado. Além disso, a incubadora também possui a característica de oferecer estrutura física às operações da startup.

É comum que esse trabalho seja feito em decorrência de alguma resolução de fomento a um setor, tomada a nível municipal ou estadual. Assim, há incubadoras ligadas às universidades locais e órgãos governamentais.

O que difere esses dois parceiros é seu modelo de negócios. A aceleradora geralmente é um negócio privativo com fins lucrativos e a incubadora comumente é mantida pela iniciativa pública, sem visar lucro.

Empreendedor serial

Persona que também figura no universo do empreendedorismo tradicional, trata-se de alguém com foco na criação de novos negócios promissores.

Ele pode criar as oportunidades de negócio, mas nem sempre gerencia-os, comumente tal atribuição é delegada para alguém com expertise em gestão de empresas.

Como exemplo nacional de empreendedor serial no segmento de startups, pode-se citar o do founder (fundador) da Sympla (startup de venda de ingressos e gestão de eventos) que, além desse, já criou sete outros empreendimentos.

Hubs de inovação

Tratam-se de ambientes desenvolvidos de modo a conectar empreendedores para troca de informações, cocriação e fortalecimento de uma área de negócio.

Geralmente, fazem parte do hub de inovação um número expressivo de startups, empresas fornecedoras, aceleradas e incubadoras, potencializando o poder de tais ambientes para a geração de resultados.

Assim, em última instância, o hub de inovação conecta os personagens do ecossistema das startups.

De modo geral, esses hubs reúnem infraestrutura física e de serviços; espaços de educação, de pesquisa e de desenvolvimento; programas e políticas de fortalecimento de clusters (concentração de empresas semelhantes que coabitam um espaço); ambientes colaborativos para testes e living labs; incubadoras/aceleradoras, startups, pequenos e médios empreendimentos e grandes marcas âncoras.

Tudo isso incentiva a inovação, a colaboração, a disruptura e o desenvolvimento de projetos transformadores e de impacto na sociedade.

Naturalmente, para que isso ocorra, é preciso que o hub seja formado por um ecossistema criativo e inovador, com empreendedores e parceiros dispostos a se engajarem e promoverem uma mudança.

O Vale do Silício é um dos grandes exemplos de hub de inovação.

Esse conjunto de empresas inovadoras demonstrou seu potencial logo após a Segunda Guerra Mundial e, ainda hoje, impacta o mundo inteiro com as novidades criadas por marcas como Google, Apple, Facebook, eBay, entre tantas outras.

Outro exemplo é Dubai, sobretudo no que diz respeito às fintechs (de financial technology, são startups do ramo financeiro cujos processos são fundamentados em tecnologia).

No Brasil, já há iniciativas como essa. São exemplos: InovaBra (hub de inovação ancorado pelo Bradesco), Cubo Itaú (hub ancorado pelo Itaú), e Wayra (ancorado pela Vivo).

Investidor-anjo

O nome também é bem sugestivo. Trata-se de um investidor que oferece sua expertise e um aporte financeiro para ideias de grande potencial inovador.

O investidor-anjo, muitas vezes, aposta em negócios que ainda nem saíram do papel, portanto, é uma operação de alto risco que, sendo bem-sucedida, oportuniza um retorno bastante significativo.

Para captar a atenção desse player, sobretudo na fase inicial do projeto, ter um plano de negócio é fundamental.

Antes, é preciso ter em mente que, geralmente, a contrapartida por esse trabalho é um percentual de participação no controle da startup (assim, ele passa a ser também um shareholder – alguém que possui ações da empresa).

Mentor

O mentor é alguém que foi bem-sucedido nos negócios e que está disposto a ajudar a startup a partir de sua experiência e de seu networking.

Ele pode ser acionado para resolver algum gargalo de uma área específica de gestão do negócio, para compartilhar insights, para ajudar a fomentar parcerias, entre outras necessidades e oportunidades.

Termos relacionados às startups

Além dos termos que denominam os personagens principais vinculados às startups, há outros que merecem atenção.

Venture Capital (VC)

Trata-se de uma modalidade de investimento voltada para empresas emergentes. De modo geral, empresas que apresentam menor porte de faturamento, mas que tenham alto potencial de crescimento.

Uma peculiaridade é que alguns fundos de Venture Capital levam em consideração, inclusive, empresas que ainda não começaram a operar, o que torna-se interessante para viabilizar e agilizar o lançamento de uma startup no mercado.

Private Equity

É uma modalidade de investimento voltada para empresas mais consolidadas no mercado.

Esse tipo de investimento, geralmente, abrange startups mais maduras e que já atuam no mercado, mas que precisam de um apoio para promover e acelerar seu crescimento.

É importante salientar que ambas as modalidades são constituídas como capital de risco e envolvem investidores que injetam expertise e capital nas empresas, como startups, geralmente em troca de uma participação societária.

Mas afinal, o que é Lean Startup?

Conforme citado anteriormente neste artigo, o conceito de “Lean Startup” foi introduzido pelo norte-americano Eric Ries em seu livro, de mesmo nome, que ganhou o título de “Startup Enxuta”, no Brasil.

No conteúdo do livro, lançado em 2011, Ries apresenta os cinco princípios de lean startup que, segundo ele, perpassam todas as partes de seu método. Confira quais são.

1) Empreendedores estão por toda parte

O conceito de startup de Ries é abrangente e, por consequência, significa que não é preciso se encaixar naquele estereótipo do inventor de garagem para ser um empreendedor.

2) Empreender é administrar

É verdade que um dos pontos centrais do conceito de startup é que ela se dedica a criar um produto ou serviço; porém, ela não é o próprio produto ou serviço.

A startup é uma instituição, e toda instituição precisa de gestão, certo? Além disso, ela precisa de uma gestão especial, devido à sua condição de incerteza, que é outro ponto central do conceito.

Por isso, Ries afirma que não podemos separar o empreendedorismo da administração.

3) Aprendizado validado

Ries defende que um dos propósitos por trás da startup é o aprendizado.

O empreendedor aprende a desenvolver um negócio sustentável por meio dos experimentos que ele conduz com a startup, e os resultados desses experimentos validam o que ele aprende.

4) Construir-medir-aprender

Esse é um ciclo virtuoso, composto por três etapas, destacado por Ries.

Na primeira etapa, transforma-se ideias em produtos ou serviços; na segunda, mensura-se a reação dos clientes; na terceira, extrai-se um aprendizado, que pode levar a startup a mudar de direção ou seguir adiante.

Segundo Eric Ries, qualquer processo dentro de uma startup deve ser voltado a acelerar o ciclo construir-medir-aprender.

Este ciclo é a ideia central por trás do método de lean startup e falamos sobre sua importância no decorrer do artigo.

A título de curiosidade, Ries incluiu, na arte de capa de seu livro, o símbolo da caligrafia japonesa chamado Ensō — que representa, literalmente, um círculo, e possui uma importante simbologia para a cultura japonesa.

5) Contabilidade para inovação

Ries traz como princípio a necessidade de uma contabilidade diferente. Porém, ele não está se referindo realmente à contabilidade dos contadores, livros-caixa e impostos.

Na verdade, está falando de “accountability”, um termo em inglês ligado à prestação de contas sobre os resultados. Então, Ries fala que é necessário descobrir formas de mensurar progresso, definir metas e priorizar o trabalho nas startups.

Qual é a essência da startup enxuta?

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Já vimos o conceito de startup adotado por Ries e os cinco princípios que permeiam suas ideias. Então, é hora de responder a principal pergunta: qual é a essência da startup enxuta? O que significa, afinal, lean startup?

Startup enxuta é um método, ou seja, um conjunto de práticas voltadas a ajudar os empreendedores a alcançar o sucesso. Para isso, essas práticas apoiam-se na priorização de agilidade, baixo custo e foco nos clientes.

A startup enxuta prefere testar e mensurar (o ciclo construir-medir-aprender), em vez de planejar, pesquisar e desenvolver, porque essas atividades consomem muitos recursos, sem necessariamente garantir o sucesso.

Alguns conceitos do método

Antes de finalizar essa explicação sobre startup enxuta, conheça alguns conceitos desse método que podem ser úteis para compreender melhor sua proposta como um todo.

  • Minimum Viable Product, ou Mínimo Produto Viável, ou MVP, é a forma mínima de um produto para que seja viável lançá-lo no mercado. Esse conceito reflete a priorização da agilidade e do baixo custo; a noção de que é melhor partir rapidamente para o teste prático da ideia, economizando tempo e recursos;
  • Product x Market fit: esse conceito diz respeito ao encaixe entre o produto desenvolvido e as necessidades do mercado. Ele reflete a priorização do foco nos clientes;
  • Pivotar: é o termo usado para uma mudança radical no produto ou modelo de negócio, realizada quando não se obtém bons resultados, para realinhar a startup com a realidade (do mercado, dos clientes). Reflete a importância do ciclo construir-medir-aprender.

A promessa da startup enxuta

Segundo o próprio Ries, em um artigo publicado inicialmente na Business Week, a promessa trazida por seu método é de uma base mais sólida e rigorosa para o empreendedorismo: de uma startup construída em cima de fatos e conhecimento, em vez de mitos.

Assim, ele pode colaborar para evitar que tantas iniciativas fracassem, levando consigo a paixão e os esforços dos empreendedores que as idealizaram.

O que podemos extrair do método da lean startup, de Ries?

Em primeiro lugar, a necessidade de uma abordagem realista para o empreendedorismo e a inovação. Uma abordagem focada na realidade, e não em intuições e palpites.

Se você gera uma ideia e cria um produto, ele deve ser colocado nas mãos dos clientes o quanto antes, para descobrir se é viável; e, se a recepção não for tão boa quanto esperado, é preciso estar preparado para abrir mão e fazer as mudanças necessárias.

Em segundo lugar, a importância de estar continuamente orientado para o progresso. E não poderíamos falar sobre progresso sem mencionar a necessidade de evolução rápida, por meio da inovação contínua, para que a organização mantenha a relevância no mercado.

Isso inclui, é claro, a incorporação de tecnologias que possam aumentar sua eficiência e competitividade.

O que é uma startup unicórnio?

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Termo que ganhou muita força no Brasil a partir de 2018, Startup unicórnio possui uma definição muito simples: representa toda empresa inovadora avaliada em 1 bilhão de dólares antes do IPO, abertura do capital em uma bolsa de valores.

O Facebook, alcançando os US$ 83,5 bilhões na última avaliação antes do seu IPO, e a ByteDance, desenvolvedora do TikTok que já chegou aos mais de US$ 200 bilhões, e ainda possui capital fechado, são os maiores expoentes da categoria.

Seu rendimento é obtido através de aportes obtidos com grandes fundos de investimento, os quais apostam no elevado retorno que essas empresas podem gerar ao longo do tempo.

Como surgiu o termo startup unicórnio?

Em 2013, a investidora Aileen Lee escreveu o artigo Welcome to the unicorn club: learning from billion-dollar startups, reconhecido como a primeira menção ao conceito de startup unicórnio. Na época, apenas 39 companhias se encaixavam no requisito, número que já chegou a mais de 1.200, segundo os dados da CB Insights, consultoria de referência na área.

O crescimento dos números, inclusive, já deu origem a novos termos, como Super Unicórnios , que alcançaram os U$ 10 bilhões, e Hectocórnios, acima dos U$ 100 bi. Apenas a ByteDance já rompeu essa barreira, enquanto 26 nomes compõem a lista das “Supers”, incluindo a brasileira Nubank.

Startups unicórnios brasileiras

O Brasil está entre os países com o maior número de startups unicórnio, possuindo mais de 10 empresas na lista, que é totalmente dominada por EUA e China, com mais de 100 representantes cada um.

Abaixo você confere alguns desses unicórnios nacionais:

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O aplicativo de transporte individual, lançado em 2012, recebeu um aporte de US$ 100 milhões em 2017, que permitiu expandir as ações do grupo e garantiu competitividade frente às inúmeras investidas da Uber no mercado nacional.

Com a popularização dos apps de transporte, a rentabilidade da empresa se tornou cada vez maior. Um ano depois, em 2018, a chinesa Didi Chuxing deu o lance que transformaria a 99 na primeira startup unicórnio brasileira, comprando suas operações por valor estimado em US$ 1 bilhão.

Ebanx

As Fintechs, empresas que usam tecnologia para oferecer serviços financeiros inovadores, são presença garantida em qualquer lista de startups unicórnio. Um desses casos é a EBANX, responsável por soluções de pagamento para que consumidores na América Latina possam utilizar serviços globais.

Seus clientes incluem nomes como Spotify, AliExpress, Uber e Airbnb, garantindo um faturamento massivo com a cobrança de uma pequena taxa por cada transação realizada nessas plataformas. A EBANX se tornou uma startup unicórnio graças ao investimento do grupo FTV Capital, em 2019.

Ifood

Líder entre os apps de entrega na América Latina, o iFood foi adquirido em 2014 pela Movile, empresa que surgiu vendendo serviços de SMS e ringtones, nos anos 90. A plataforma se tornou o produto central do grupo, presente em países como México, Colômbia e Argentina.

O crescimento se deu através de compras e fusões com outras startups do setor, como Restaurante Web, Pedidos Já e Spoon Rocket, acumulando os recursos e tecnologias dessas empresas para chegar na tão desejada marca de US$ 1 bilhão.

Loft

A mais rápida startup unicórnio do Brasil é a Loft, que alcançou o posto em apenas 16 meses. O negócio teve início pela compra, reforma e venda de apartamentos, evoluindo para uma plataforma que conecta compradores e vendedores.

A Loft alcançou a marca operando em apenas três cidades: São Paulo, Rio de Janeiro e Cidade do México. Com os recentes investimentos, a startup agora pretende expandir suas operações para mais lugares, e tem um potencial gigantesco de crescimento pela frente.

Como transformar minha startup em um unicórnio?

Não é fácil responder à pergunta de U$ 1 bilhão, mas as histórias de startups unicórnio brasileiras e internacionais possuem algumas características semelhantes, que você pode explorar tanto na sua própria startup quanto em iniciativas de intraempreendedorismo numa organização tradicional.

Inovação

O mundo das startups é marcado por grupos tentando criar o próximo Netflix ou a próxima Uber, mas essas iniciativas dificilmente vão trazer o retorno esperado, a menos que revolucionem o mercado onde estão inseridas.

Tome como exemplo as redes sociais, onde estão os vários sucessos entre as startups unicórnio: Instagram e Tiktok foram inovadores e únicos de alguma forma, garantindo resultados que as diversas tentativas de criar “o novo Facebook” nunca puderam alcançar.

Investimento em tecnologia

Seja para criar um novo modelo de pagamento, entregas ou compartilhamento de conteúdo, a tecnologia tem papel fundamental no modelo das startups unicórnio.

Estes negócios precisam de escala, e não há como chegar até milhões ou bilhões de pessoas sem automatizar processos.

Foco no cliente

O valor entregue pela startup unicórnio deve ser extremamente alto, até mesmo inesperado pelos clientes.

O iFood e a 99, citados anteriormente, são exemplos disso: as pessoas tem uma experiência tão positiva que acabam convencendo seus familiares e amigos a experimentá-los também.

Propósito claro

Embora suas operações sejam complexas, o propósito central de uma startup unicórnio pode ser definido em poucas palavras.

Facilitar o transporte individual, oferecer um meio de pagamento eficaz, compartilhar vídeos e promover a conexão entre compradores e vendedores são alguns exemplos.

Toda startup unicórnio surge com um produto simples, quase um protótipo, ao qual são acrescentadas novas funções com o tempo.

A ideia é ser o primeiro no mercado, conquistar recursos, e evoluir. O produto deve funcionar bem, é claro, mas os detalhes podem ser ajustados depois.

Para fixar o conhecimento desse artigo, reunimos as duas principais perguntas sobre o tema:

O que é ser uma startup?

Startup é uma empresa emergente com modelo de negócio em desenvolvimento ou aprimoramento. Este modelo tem como característica a capacidade de ser repetido e escalado, conforme a demanda, em um ambiente de incerteza.

Quais as principais características de uma startup?

As principais características de uma startups são: um cenário de incerteza; uso ativo da inovação e da flexibilidade; a capacidade de repetição do modelo de negócio; e a escalabilidade do produto.


Conclusão

Lançar uma startup é um misto entre inovação e gestão, para conduzir times e ideias à execução perfeita e o melhor uso possível dos recursos disponíveis.

Manter a inovação em organizações, no entanto, é um desafio complexo, para o qual toda empresa precisa de ajuda, principalmente as que atingiram um grande patamar de crescimento.

Uma opção é a AEVO, uma One Stop Shop de Gestão da Inovação e Estratégia, responsável por fazer com que centenas de empresas pudessem chegar ao próximo nível.

A AEVO une a tecnologia (por meio de seu software de inovação e estratégia) à consultoria, que desenvolve projetos personalizados para as necessidades específicas e a realidade dos desafios de cada empresa.

O Módulo de Startups é um exemplo das funções que você encontra na plataforma. Ele põe o seu empreendimento em contato com organizações de grande escala no Brasil e no mundo, facilitando a prestação de serviços e o crescimento da sua startup para que ela se torne um sucesso como os que acabamos de ver.

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Lillian Donato

Formada em Publicidade e Propaganda pela UFES e pós-graduada em BI, Marketing Digital e Data Driven pela PUCRS, Lillian trabalha com marketing há 8 anos, tendo passado por agências de marketing, veículos de comunicação, trabalhando com rádio e televisão, além do setor de tecnologia e software. Ao longo de sua experiência profissional, já trabalhou com design, redação, SEO, mídias pagas, CRO e diversas outras áreas no marketing, tendo como especialidade marketing b2b. Atualmente é coordenadora de marketing na AEVO.

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