Tendências de inovação para 2021

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Em março de 2021, a AEVO realizou mais uma edição do Clube AEVO, cujo tema foi ‘’tendências de inovação para 2021” – você pode assistir aqui:

Acompanhar tendências ao redor do mundo pode trazer muitos insights valiosos sobre as novidades que estão por vir nos diversos segmentos de mercado. Além disso, pode preparar uma empresa para atender demandas crescentes, antecipando o desenvolvimento tecnológico e se destacando frente à concorrência.


Como começar a inovar?

Um dos painelistas do Clube AEVO foi Maximiliano Carlomagno, sócio-fundador da Innoscience. Ele apresentou um relatório mostrando que 84% dos executivos atestam que a inovação é prioridade para suas estratégias de crescimento, mas 94% deles ainda se sentem frustrados com o desempenho de suas inciativas de inovação.

Parte desse resultado não satisfatório vem da incerteza de se arriscar em algo novo, mas também por outros motivos listados por ele:

  • Estratégias de negócios e inovação desalinhadas, ou seja, a inovação não é prioridade na gestão da empresa;
  • Estratégias e modelo de inovação, incompatíveis. Isso ocorre, segundo Maximiliano, em vista das empresas escolherem primeiro o modelo de inovação ao invés da estratégia;
  • A organização lança um programa de ideias porque acredita ser inovador, mas não sabe porque fazê-lo naquele momento, não havendo uma estratégia ou planejamento por trás da iniciativa;
  • Modelo de inovação em discrepância com requisitos culturais e recursos disponíveis para inovar. Isso quer dizer que a empresa não possui os recursos necessários para aquela iniciativa, sejam eles financeiros, humanos ou culturais.

Para ter uma inovação efetiva, o primeiro passo é definir a estratégia a ser seguida. Você pode focar em melhorar o seu core business com inovação aberta ou fechada, expandir para negócios adjacentes ou investir em transformações disruptivas, para depois escolher o modelo de inovação adequado e então promover a cultura de inovação na empresa.

Leia mais em: Ambidestria Organizacional


Tendências de inovação

A segunda convidada para essa edição foi Clarisse Gomes, estrategista de Inovação da Deloitte e fundadora do Inova Simples. Para ela, “a inovação é um conjunto de dois fatores: novo + resultado“.

Se elaborarmos uma estratégia e obtivermos bons resultados, sem implementar algo novo, provavelmente a gestão está sendo feita de forma correta. Entretanto, não podemos considerar que seja uma gestão inovadora.

Em contrapartida, se criamos algo novo sem que a sua aplicação obtenha resultados satisfatórios, podemos ser fortes na criatividade, mas se não geramos valor com a estratégia, também não podemos considerar uma inovação.

E como criar algo novo que gera valor? A criatividade vem do repertório e bagagem que trazemos ao longo da vida, e ela importa para inovação, pois inovar não significa investir em tecnologias de última geração. Afinal, quantas ferramentas tecnológicas temos a disposição e não aproveitamos?

O acesso à tecnologia, embora seja muito importante, não basta para criar inovação por si só, pois precisamos de recursos intangíveis, como a criatividade.

A Deloitte lança há 12 anos um estudo chamado ”Tech Trends”, onde apresenta algumas tendências tecnológicas ao redor do mundo. Como já foi citado, observar tendências pode ser muito valioso, mas devemos ter atenção para um ponto.

Muitas vezes, podemos nos deparar com uma novidade e não investir tempo estudando-a, pois acreditamos que irá demorar muito tempo para que ela chegue até o mercado, por ser muito cara ou acreditar que não irá trazer impactos a curto prazo, o chamado pico da desilusão. Mas, em menos tempo do que imaginávamos, ela chega ao platô de produtividade, ou seja, já está ativa e operante.

Um exemplo são as empresas que já adotavam o home office antes mesmo da pandemia. Com a transformação digital e digitalização de processos, algumas das maiores companhias do mundo como a Google, já trabalhavam com modelos híbridos, e até mesmo remotos, empregando pessoas de outros países que trabalhavam de casa.

Em 2020, devido à situação mundial, as organizações tiveram que se adaptar de forma rápida ao modelo de trabalho, e muitas tiveram dificuldades para realocar colaboradores, falta de equipamentos e suporte.

Já as organizações que possuíam experiência com o modelo, conseguiram se reestruturar de forma muito mais rápida, não perderam produtividade nesse processo e também não tiveram impactos expressivos em seus resultados.


Exemplos de tendências de inovação 2021

DEI TECHS

DEI é a abreviação das palavras diversidade, equidade e inclusão, termos que estão cada vez mais sendo considerados pelas companhias no momento do recrutamento e seleção de seus futuros colaboradores.

Visando melhorar o desempenho de cada indivíduo, além do relacionamento entre equipes e cultura da organização, o setor de tecnologia busca desenvolver soluções para enfrentar os problemas relacionados ao DEI nas corporações.

Espera-se que as empresas se importem ainda mais com essas questões, e invistam em soluções que usam a tecnologia, machine learning e inteligência artificial para realizar análises mais complexas, de modo a ter um ambiente próspero e inclusivo.


Inteligência artificial

O uso do machine learning vem avançando dia após dia, e sua aplicação no desenvolvimento de inteligência artificial se torna cada vez mais popular. A IA além de ser uma tendência de inovação, já é uma realidade.

Grandes marcas têm desenvolvido assistentes virtuais que conversam com os usuários via chat, até mesmo no whatsapp, diminuindo o fluxo de ligações com atendentes humanos e resolvendo problemas simples de forma mais eficaz.

Mas a maior tendência dentro da inteligência artificial apontada pelo estudo da Deloitte é seu uso para fazer predições e recomendações.

Ao invés de acompanhar o cenário econômico mundial diariamente para tomar decisões acerca de investimentos e estratégias, os gestores poderão usar máquinas para fazer predições com base em dados históricos ou recomendações.

A título de exemplo, imagine que um software armazena todos dados de trânsito de um indivíduo. Após receber uma quantidade suficiente de dados, ele irá prever quantos reais o usuário irá gastar em combustível até o final do mês se andar por XX km com o preço do combustível a XX reais, ou então fazer recomendações de economia se perceber que irá gastar além do padrão.


Home office

O home office ou trabalho remoto já faz parte da realidade de muitas empresas. Ainda que algumas possuam um modelo de trabalho mais tradicional, as companhias estão se perguntando: o home office veio para ficar?

Ainda há o receio, por parte de algumas empresas, na queda de produtividade devido à baixa supervisão, dificuldade nas relações interpessoais, e perda da capacidade inovadora pela ausência do trabalho presencial e conexões com outros colaboradores. Entretanto, o trabalho remoto oferece inúmeras vantagens aos colaboradores e empresários, tais como flexibilidade de horário, redução de custos, melhora na produtividade, ao contrário do que se é esperado, entre outras.

Mas como o home office pode ser uma tendência de inovação? Com esse modelo de trabalho, novas ferramentas foram adotadas pelas empresas para manter o trabalho contínuo mesmo de longe, e toda essa coleta de dados podem auxiliar organizações a estruturar escritórios mais produtivos e saudáveis, otimizando o desempenho das equipes e integrado com o home office, oferecendo uma experiência personalizada para cada colaborador.


E-commerce

Com o isolamento social, milhares de pessoas começaram a fazer suas compras através da internet, fazendo com que o setor de comércio eletrônico crescesse de forma exponencial, atingindo patamares antes previstos para serem alcançados em 10 anos.

Um estudo realizado pela consultoria PIB mostra que o e-commerce movimentou mais de 94 bilhões em 2020, um aumento de 52% nas vendas realizadas pela internet, em relação ao ano anterior. Esse crescimento, ainda que causado por um fator não previsto, tende a se manter, pois, os hábitos de consumo mudaram muito dentro desse período.


Omnichannel

Experiências multicanais não são novidade, mas quando falamos em tendências de inovação elas entram no cenário. Com os acontecimentos de 2020, e o crescimento das compras online, o omnichannel ganha destaque com a interseção entre a experiência entregue no online e no mundo físico.

Os hábitos de compra mudaram, e ainda que o comércio eletrônico tenha crescido, as lojas físicas continuam tendo um papel importante.

Uma pesquisa realizada pela Google, aponta que os consumidores veem as lojas físicas como um local para retirar seus produtos adquiridos no site, mostruário para compras online e um local para uma experiência mais completa.


Tendências de Inovação para saúde

O Clube AEVO também contou com a participação de Janaína Betzel, gerente de estratégia e inovação da Unimed Vitória, que apresentou as tendências de inovação no setor de saúde.


Impressão 3D

Com o uso das impressoras 3D, já conhecidas no setor da construção civil, imobilizadores ortopédicos biodegradáveis estão sendo desenvolvidos para substituição do gesso, sendo uma opção mais rápida e higiênica.


Realidade aumentada

Com auxílio da tecnologia, cirurgiões podem simular procedimentos inúmeras vezes antes de executá-los. A visão 3D desses simuladores, abrangem os órgãos, vasos sanguíneos, ossos e neoformações.

A realidade aumentada também é aplicada através de simuladores clínicos por meio de moldes 3D, permitindo a simulação de cirurgias complexas antes de serem realizadas nos pacientes.


Inteligência artificial

A IA mais uma vez leva destaque quando falamos em tendências de inovação, e dessa vez na área da saúde. Modelos de inteligência artificial podem prever câncer de mama com até cinco anos de antecedência através da análise do tecido da mama. O case apresentado por Janaína mostra que a IA previu 31% dos casos de paciente de alto risco, um avanço contra os 18% dos métodos tradicionais.


Robótica

Com o auxílio da robótica em cirurgias de alta complexidade, elas se tornam menos invasivas e mais rápidas. Um exemplo é a cirurgia bariátrica, onde uma câmera é introduzida no paciente, permitindo uma visão 3D para que o cirurgião utilize os ‘’braços de robô’’ e faça incisões com uma precisão perfeita, diminuindo o tempo de internação, dores e cicatrizes posteriores.

A robótica também auxilia na telecirurgia, modalidade que possibilita a participação remota de médicos em cirurgias presenciais. O robô denominado ”AESOP” foi montando no hospital Sírio Libanês, no Brasil, e comandando pelo médico Louis Kavoussi, do hospital John Hopkins, em Baltimore nos Estados Unidos.


Conclusão

A inovação está em constante evolução, e as empresas precisam investir para não perderem oportunidades e market share. Portanto, comece a planejar suas estratégias inovadoras e conte com o AEVO Innovate, um software completo de Gestão da Inovação.

Se você gostou desse conteúdo e quer conferir os materiais apresentados pelos nossos painelistas, acesse aqui: Clube AEVO – Materiais

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