8 motivos para reduzir o micromanagement na gestão de projetos

Você conhece gestores que realizam um controle muito excessivo? Esses são os micromanagers, aqueles que avaliam todos os processos nos mínimos detalhes, não dão espaço para os profissionais agirem e estão sempre tentando impor o próprio jeito de fazer as tarefas.

Em geral, essa postura traz vários resultados negativos para a organização, seja queda de produtividade, insatisfação da equipe ou sobrecarga do líder. Afinal, o controle é necessário, mas há um limite para isso.

Quer entender como o micromanagement na gestão de negócios pode ser maléfico para a sua empresa? Confira o nosso post de hoje e descubra!

O que é o micromanagement?

O micromanagement é uma forma de gestão em que o líder exerce um controle exagerado. Ele está constantemente monitorando, focando nas minúcias e fazendo cobranças, centralizando as tarefas em si e — muitas vezes — fazendo o trabalho dos profissionais.

As consequências dessa postura são bem problemáticas. A dificuldade de delegar demonstra falta de confiança no time e pode enfraquecer o moral dos colaboradores. Com isso, eles podem se sentir desvalorizados e frustrados. 

O líder pode ficar sobrecarregado e exausto por não saber delegar. Com isso, a parte estratégica acaba sendo mal realizada. Por se prender apenas no micro, ele fica com uma visão restrita e com isso, não cumpre bem o papel de gerência.

Como reduzir o micromanagement na gestão de projetos?

Agora que já vimos o quanto o micromanagement gera prejuízos, é fundamental conhecer medidas para minimizar o problema e promover uma gestão mais efetiva. Veja as nossas dicas a seguir!

1. Avalie o seu comportamento

Observar a sua atuação como gestor e questionar a si mesmo é muito importante. Procure se analisar e se observar. Tente avaliar os indicativos de um comportamento microgerenciador.

Questione-se o tempo todo: você confia na equipe? Tem cumprido com o papel estratégico de um gerente de projetos ou ocupa a maior parte do tempo fazendo o trabalho dos colaboradores?

Além disso, você acumula muitas ideias cristalizadas para justificar a realização das tarefas dos outros? Pensamentos como “eles não sabem fazer bem”, “o chefe prefere que todos façam dessa forma”, “eles podem acabar errando e sou eu quem vai ter que resolver o problema depois”?

Às vezes, saber a opinião dos colegas é fundamental. Se não conseguir abrir uma conversa franca com o time, procure fazer uma pesquisa anônima ou consultar outros gestores mais próximos para ter uma opinião sobre a sua administração. Assim você consegue ter um bom panorama da sua atuação.

2. Repense sobre o seu espaço e o espaço do outro

É papel do gestor avaliar o trabalho, orientar o time, dividir tarefas, dar feedbacks, buscar desenvolver uma visão estratégica sobre os problemas e ensinar alguns passos importantes. Porém, você não pode fazer as tarefas dos outros profissionais.

Você instrui o colaborador sobre como realizar a tarefa e o apoia no princípio. Mas depois, você deixa que ele prossiga por si. Não é preciso ficar em um estado de alerta e vigilância constante. Isso dificulta a realização das atividades e ainda gera hostilidades no time.

3. Invista em treinamento

Quando você investe em treinamentos para o grupo de trabalho, oferecendo o tempo necessário e técnicas efetivas para o ensino, sua equipe tem a oportunidade de desenvolver uma boa aprendizagem. Com isso, você poderá ficar mais seguro quanto às capacidades do time.

Fique atento também na socialização dos novatos. Certifique-se de que houve uma boa apresentação e instrução sobre as tarefas. Dessa forma você não precisa ficar inseguro quanto à habilitação dos profissionais.

4. Mantenha um bom diálogo com o time

Um micromanager está sempre preocupado com suas próprias opiniões e voltado para si mesmo. Mas um bom líder é diferente. Ele dirige boa parte da sua atenção para escutar os colegas.

Perguntas simples como “Qual a sua opinião?” ou “Você tem alguma sugestão?” permitem incentivar e conhecer melhor sua equipe. Isso cria um bom relacionamento na corporação e possibilita que os profissionais se sintam valorizados. Além disso, novas ideias podem enriquecer o trabalho e ajudar em uma gestão mais efetiva e produtiva.

5. Delegue tarefas

Delegar, segundo o dicionário Priberam, é transmitir poderes para alguém decidir, realizar uma função ou desempenhar um papel. O micromanager quase nunca dá conta de delegar tarefas e, com isso, acaba ficando sobrecarregado.

Outra consequência disso é que a equipe é relegada a um papel secundário e tem suas oportunidades de crescimento e aprendizagem podadas. Um bom líder precisa da capacidade de delegar. Afinal, ele não pode assumir toda a responsabilidade pelo trabalho, senão, não consegue dar conta de suas tarefas.

6. Saiba orientar

Um papel importante do gestor é o de desenvolver estratégias e dar direções para a equipe, de forma que os objetivos sejam alcançados. O micromanager tem dificuldade com esses norteamentos. Ele tem uma necessidade muito grande de controle e, com isso, dá instruções nos mínimos detalhes, sendo que tudo tem que sair do jeito dele.

As orientações são fundamentais. Porém, é preciso dar espaço para o colaborador desenvolver o trabalho de acordo com sua competência. Se ao final o resultado não sair bom, converse com o profissional para que ele faça as devidas correções.

7. Estimule uma cultura de feedback

Quando a equipe recebe feedback, ela tem a oportunidade de se aperfeiçoar e de ter reconhecimento pelo bom desempenho. Isso é importante para o colaborador compreender a importância do seu trabalho e para ele crescer profissionalmente.

Porém, é preciso ficar atento. É necessário ter rigor, mas não colocar defeitos em tudo porque não está da mesma forma que você faria. Os critérios preestabelecidos para a avaliação são um ótimo orientador. Assim você analisa os resultados com precisão.

Outro fator fundamental é buscar o feedback do time. O que eles acham da sua postura? Eles concordam com suas ponderações sobre o trabalho? O que é preciso melhorar? Questões assim podem promover muito aprendizado e crescimento.

8. Adote tecnologias e softwares de gestão de projetos

Os sistemas de gerenciamento de projetos são excelentes ferramentas para a gestão. Eles permitem um monitoramento efetivo do portfólio, a elaboração de gráficos, a moldagem de timelines e o uso de indicadores de desempenho.

Além disso, o recurso possibilita a análise do curso do projeto, notificando desvios e oferecendo espaço para o desenvolvimento de análises críticas. Esses softwares são uma ótima solução para micromanagers porque possibilitam o controle eficiente do processo, notificando erros, pontos críticos e situações que estão com bons resultados.

Ao mesmo tempo, essas ferramentas informatizadas evitam excessos. Assim o gestor não exagera nos detalhes, mas pode manter as atividades dentro do padrão desejado. Isso permite evitar os prejuízos do microgerenciamento, mas mantendo um controle adequado e efetivo.

O micromanagement é uma forma de gerenciamento muito prejudicial, onde o líder exerce um controle exagerado. Para minimizá-lo, é importante que o gestor avalie sua postura com os profissionais e procure entender o seu comportamento.

Além disso, manter um bom diálogo na equipe, trabalhar com feedbacks, procurar orientar e delegar bem e investir em treinamentos são ótimas medidas para reduzir o microgerenciamento. Outra excelente alternativa é investir em softwares para gestão de projetos. Eles otimizam todo o processo e facilitam um monitoramento efetivo e sem exageros.

Agora que você já sabe tudo sobre o micromanagement na gestão de projetos e negócios, contribua para enriquecer a nossa discussão: deixe o seu comentário!

 
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