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P&D: 4 passos para estruturar uma área de sucesso

A área de P&D é um alicerce para a inovação. Veja 4 passos práticos para estruturar esse setor na sua empresa.

A área de P&D é um alicerce para a inovação. Sua relevância é notável tanto para os grandes nomes da tecnologia, como a Amazon, encabeçando a lista de investimentos no setor, quanto para organizações mais tradicionais.

Volkswagen, Roche e Johnson & Johnson, todas com mais de 80 anos no mercado, investem entre U$10 e U$15 bilhões no setor de P&D, anualmente.

Embora algumas dessas empresas pareçam lançar produtos ou adotar processos criados num lapso de genialidade, a verdade é que para inovar de modo consistente – e lucrativo – é preciso ter estruturas adequadas.

A inovação pode ser vista como uma fachada maravilhosa, enquanto o setor de Pesquisa e Desenvolvimento atua como a estrutura do prédio – suas fundações, colunas e paredes.

Nesse artigo você pode conferir os 4 passos mais importantes para ter uma estrutura de P&D capaz de sustentar a inovação contínua em sua empresa.

Esse método permitirá utilizar a inovação como uma ferramenta para alcançar os objetivos de qualquer companhia – crescimento de mercado, eficiência e lucratividade.

O que é P&D?

O setor de Pesquisa e Desenvolvimento pode ser definido, de forma resumida, por uma atuação em duas frentes.

De um lado, a Pesquisa busca reconhecer os desejos do público, avanços tecnológicos, sugestões dos colaboradores, entre outras informações úteis para as atividades da empresa. É como uma análise constante de riscos e oportunidades.

Do outro, o Desenvolvimento procura transformar estes dados em ideias e projetos capazes de proteger a empresa contra o risco ou adequá-la para explorar a oportunidade.

Suas dimensões variam numa grande amplitude. Empresas menores podem começar com um ou dois colaboradores em um escritório, enquanto multinacionais operam com setores de P&D que empregam centenas de pessoas e ocupam prédios inteiros.

Por que investir em P&D?

Uma boa estrutura de Pesquisa e Desenvolvimento traz vários benefícios para a organização, que pode não só recuperar como multiplicar o valor investido na área.

Expansão e melhoria do portfólio

No começo do artigo, citamos a Volkswagen como uma das maiores investidoras em P&D. Ao longo de sua história, a montadora foi responsável por sucessos absolutos, como a Kombi, o Polo e o Golf. Estes últimos estão no mercado desde os anos 1970, com dezenas de novas versões.

Leia também: Inovação Disruptiva e Incremental – Qual a diferença?

Aperfeiçoamento dos processos produtivos

R$ 700 mil de economia por ano, foi o resultado obtido pela Aeris com uma adaptação em uma máquina. Um setor de P&D bem estruturado poderá identificar e solucionar pontos falhos na linha de produção, permitindo retornos como redução nos custos e aumento da produtividade.

Novas oportunidades de negócios

O empreendedorismo é uma realidade constante, e startups estão surgindo com propostas inovadoras nos mais diversos segmentos. Um setor de P&D bem estruturado permite aproximar esses negócios, e até mesmos incorporá-los à sua empresa.

Um exemplo disso é a Google, que comprou o Youtube, a Waze e o Android, esse último por apenas U$ 50 milhões, e dominou os mercados de vídeos online, mapeamento e sistemas para smartphones.

Como estruturar uma área de P&D?

O processo básico para ter uma área de P&D bem organizada e transformar a inovação em um pilar da empresa é composto por 4 etapas. Elas servem como uma referência, que você pode adequar às peculiaridades da sua organização.

Definição de objetivos

Quem trabalha com ciência até pode inovar apenas por curiosidade, mas para sobreviver e prosperar nos mercados competitivos atuais uma empresa deve seguir um direcionamento claro.

Existem diversos objetivos possíveis com a inovação: desenvolver novos produtos, aumentar o valor percebido no portfólio atual, reduzir custos de fabricação, transformar o branding da marca, e assim por diante.

Muitas empresas estão montando setores de P&D apenas para seguir a moda, e confundem inovação com escritórios abertos ou dinâmicas de grupo. É verdade que os titãs da tecnologia atuam dessa forma, mas há planos e objetivos bem detalhados por trás das cortinas.

Estruturação do setor

Sabendo onde quer chegar, é mais fácil decidir como iniciar o setor de P&D. Você precisa responder algumas perguntas básicas:

  • Qual será o investimento?
  • Qual será a estrutura física?
  • Quem terá quais responsabilidades?
  • Como será a comunicação entre P&D e os demais setores?

Não adianta jogar algumas pessoas com perfil inovador em uma sala e esperar que elas façam milagres. Se você está levando a estruturação de P&D a sério, deve tratá-lo como faria com o setor financeiro ou operacional.

Mesmo que comece com apenas um colaborador, deve existir clareza sobre quais recursos ele poderá utilizar e qual retorno é esperado.

Estabelecimento de processos

A estrutura mais adequada pode variar, a depender do nível em que a empresa se encontra. Uma startup nos primeiros meses de vida será quase um setor de P&D em si mesma, pois todos estão buscando a melhor forma de fazer as coisas.

Uma multinacional, por outro lado, deve levar em conta a complexidade dos departamentos e processos já existentes.

Não adianta ter profissionais criando projetos inovadores, se o resto da empresa não aceita ou nem sequer conhece as novas ideias. Por isso é tão importante fomentar uma cultura de inovação na empresa.

Defina interfaces para a comunicação entre os setores, permitindo trocas rápidas de informações e contribuição entre os times. Evite conflitos e ineficiências esclarecendo quais as responsabilidades e limites de cada setor antes que a P&D entre em operação.

Para gerenciar diversos times, ideias e projetos, você pode utilizar uma plataforma como o software de Pesquisa & Desenvolvimento AEVO Innovate. Criado com as melhores práticas de P&D em mente, ele é a ferramenta certa para direcionar sua empresa à inovação.

Definição dos KPIS para P&D

Na última etapa, que já pode envolver o time de P&D, a empresa deve apontar quais serão os Indicadores-chave de Performance (KPI) para mensurar o resultado obtido com a inovação.

Podemos dividir os Indicadores em dois grandes conjuntos.

Os de Inovação estão mais ligados à iniciativa, como quantas ideias foram geradas e implementadas, quais delas obtiveram algum sucesso, quantos colaboradores estão sugerindo propostas, quantas pesquisas foram realizadas, e assim por diante.

Do outro lado, os Indicadores de Produtividade medem resultados concretos trazidos pelas iniciativas: tempo de fabricação, redução de custos, aumento nas vendas, produtos lançados, menções nas redes sociais, etc.

Como a maior parte das empresas levará algum tempo para incorporar o setor de P&D em sua rotina, é comum adotar um ciclo inicial focado no primeiro conjunto de métricas.

Seu objetivo é garantir que os colaboradores das diversas áreas sejam incentivados a se engajar nas atividades de inovação.

Esse período pode ser de 3 ou 6 meses, por exemplo.

A partir daí, é interessante planejar um segundo ciclo com a adição gradual dos Indicadores de Produtividade, visibilizando o setor de P&D enquanto um novo pilar da companhia, cujos esforços trazem resultados tangíveis, como o aumento da produtividade ou a captação de novos clientes.

Conclusão

Estruturar uma área de P&D com sucesso não é uma tarefa fácil, especialmente nas organizações onde predomina a ideia de que sempre fizemos assim, e sempre deu certo . De qualquer forma, habilitar-se para a inovação será um requisito de sobrevivência nos próximos anos.

Pense em todos os mercados que vêm sendo revolucionados: entretenimento, transporte, entregas, telefonia, e muitos outros.

A tendência é que isso aconteça cada vez mais rápido, e empresas mal preparadas serão engolidas pela inovação dos seus competidores.

Com o AEVO Innovate, você pode iniciar o seu departamento de P&D sem que seja preciso reformular a organização da empresa ou investimento gigantesco de recursos para treinar colaboradores e estabelecer novos processos – basta um software para começar.

Lillian Donato

Formada em Publicidade e Propaganda pela UFES e pós-graduada em BI, Marketing Digital e Data Driven pela PUCRS, Lillian trabalha com marketing há 8 anos, tendo passado por agências de marketing, veículos de comunicação, trabalhando com rádio e televisão, além do setor de tecnologia e software. Ao longo de sua experiência profissional, já trabalhou com design, redação, SEO, mídias pagas, CRO e diversas outras áreas no marketing, tendo como especialidade marketing b2b. Foi coordenadora de marketing na AEVO até 2024.

Foto de Lillian Donato

Lillian Donato

Formada em Publicidade e Propaganda pela UFES e pós-graduada em BI, Marketing Digital e Data Driven pela PUCRS, Lillian trabalha com marketing há 8 anos, tendo passado por agências de marketing, veículos de comunicação, trabalhando com rádio e televisão, além do setor de tecnologia e software. Ao longo de sua experiência profissional, já trabalhou com design, redação, SEO, mídias pagas, CRO e diversas outras áreas no marketing, tendo como especialidade marketing b2b. Foi coordenadora de marketing na AEVO até 2024.

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