Inovação disruptiva e incremental: qual a diferença?

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Embora o conceito de inovação possa parecer simples, na verdade, a inovação é uma grande categoria que pode ser dividida em vários tipos. Entre eles, estão a inovação disruptiva e incremental. Entender o conceito por trás de cada tipo, suas características e seu funcionamento, é fundamental no processo de elaborar uma estratégia inteligente para obter os melhores resultados.

Neste artigo, você vai conhecer melhor a inovação disruptiva e incremental e descobrir qual é a diferença entre elas. Vale a pena lembrar que uma estratégia de inovação pode – e, em geral, deve – contemplar diferentes tipos. Por isso, não se trata de escolher entre elas, mas de entender como cada uma deve ser trabalhada na sua empresa.


Conceitos de inovação disruptiva e incremental

O que é inovação disruptiva?

A inovação disruptiva é aquela que produz uma nova solução, capaz de substituir produtos e serviços anteriores dentro de um certo mercado, rompendo paradigmas e criando novos hábitos de consumo.

Um dos melhores exemplos de inovação disruptiva que podemos ver é na indústria do entretenimento.

Com o surgimento da Netflix e de outros serviços de streaming de vídeo, os DVDs e BlueRays, assim como os aparelhos necessários para reproduzi-los, e até mesmo os estabelecimentos que os forneciam (como a famosa Blockbuster) foram em grande parte substituídos.

Os consumidores já não compram ou alugam mídia física; ao invés disso, eles pagam um valor fixo mensal que permite assistir seus filmes e séries favoritos, a qualquer hora, em qualquer lugar, sem limites, diretamente no computador, celular ou televisão.


O que é inovação incremental?

A inovação incremental é aquela que implementa melhorias em um processo ou uma solução que já existe. Assim, é possível atingir níveis progressivamente mais altos de eficiência e desempenho.

Um exemplo interessante de inovação incremental é o caso da indústria de smartphones.

Embora sejam lançados modelos completamente novos, o mais comum é que, a cada ano, as grandes marcas lancem versões novas de aparelhos que já existem. Eles podem ter câmeras com resolução maior, ou uma bateria com capacidade para mais horas; no entanto, os traços principais do produto se mantêm.

Desta forma, as fabricantes ganham muito tempo e reduzem custos no desenvolvimento; ao mesmo tempo, o resultado tende a ser sempre superior ao que já existia. Ou seja, existe um ganho para a empresa e para o consumidor.


Quais as diferenças entre inovação disruptiva e incremental?

Conceito

A primeira diferença está no próprio conceito de inovação disruptiva e incremental. Enquanto a primeira consiste em desenvolver algo novo, que substitui o que existia antes, a segunda consiste em implementar uma melhoria no que já existe.


Investimento

O grau de investimento necessário para a inovação disruptiva tende a ser maior, já que é preciso partir do zero para criar algo novo. Enquanto isso, para a inovação incremental, é possível aproveitar uma boa parte da solução ou processo que já existe, concentrando o investimento em aspectos pontuais.

É importante ter em mente que, ao falar em investimento, não estamos nos referindo apenas aos recursos financeiros, mas também a mão de obra e tempo.


Risco

Novamente, o risco envolvido na inovação disruptiva tende a ser maior. Quando você cria algo completamente novo, existem mais incertezas a respeito da sua viabilidade e, até mesmo, da aceitação que ela vai conquistar. Enquanto isso, no caso da inovação incremental, o risco é pelo menos algumas informações estão disponíveis, uma vez que o novo processo ou solução compartilha traços em comum com algo que já foi feito antes.

Mesmo assim, toda inovação tem um certo grau de risco, associado com a incerteza. Além disso, seguindo uma regra básica da economia, quanto maior o risco, maior o retorno. Ou seja, quando uma inovação disruptiva dá certo, ela tem potencial para gerar benefícios muito maiores do que uma inovação incremental.


Resultados

A inovação disruptiva gera resultados a longo prazo. Um exemplo concreto é o caso do Spotify, serviço de streaming que revolucionou a indústria da música. Apesar de ter sido lançado em 2008, ele só chegou aos EUA e começou a crescer realmente a partir de 2011.

Outro aspecto importante é que a inovação disruptiva pode chegar ao mercado, ganhar consumidores e substituir os concorrentes, sem se tornar realmente lucrativa. Empresas como Uber já transformaram seu mercado completamente, mas continuam gerando resultados financeiros negativos. No entanto, o potencial de lucratividade no futuro existe, e é por isso que essas empresas conseguem captar bilhões em investimentos.

Por outro lado, a inovação incremental gera resultados a curto prazo. Isso acontece por dois motivos: porque o tempo necessário para produzir a inovação em si é menor e porque já existe um público cativo.


É por isso que a Apple consegue lançar um novo modelo do iPhone todos os anos e as vendas atingem milhões de unidades em poucos dias. Ela não precisa começar o projeto do zero, e os consumidores já estão familiarizados com o produto.


Leia também: Ambidestria Organizacional: Como balancear as inovações do presente e futuro?


Conclusão

Uma empresa com uma estratégia inteligente sabe combinar projetos de inovação disruptiva e incremental, para obter o melhor de cada uma delas.

Você não vai dominar o mercado com uma inovação incremental, mas precisa dela para manter sua posição, enquanto a inovação disruptiva segue seu caminho mais longo para ser desenvolvida, testada, lançada e começar a produzir resultados.

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