Descubra as Melhores Práticas em Programas de Ideias

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Em setembro de 2021, a AEVO realizou mais uma edição do Clube AEVO, recebendo nossos parceiros para discutir o tema “Melhores Práticas em Programas de Ideias”.

As melhores práticas apresentadas no evento são fruto dos aprendizados que estes profissionais acumularam em anos de trabalho com inovação, e traçam um mapa que você pode seguir para implementar ou impulsionar um programa de ideias na sua organização!


O que é um programa de ideias?

Em poucas palavras, ele é uma forma estruturada de gerar mais ideias para uma empresa. Isso pode ser tão simples quanto uma caixa de sugestões, ou envolver dezenas de processos e colaboradores espalhados pelo negócio.

Através desse modelo é possível ter um fluxo contínuo de propostas, que levará à melhoria contínua dos produtos e processos na organização, mantendo a sua competitividade mesmo com as várias transformações que o mundo está enfrentando.

Para ter um bom desempenho com o programa de ideias, não basta dizer que ele existe e esperar pelos resultados – existem práticas que podem alavancar a iniciativa para que ela alcance a excelência.


1. Garanta o engajamento da alta liderança

Quando o assunto é programa de ideias, a inovação não pode ser pontual ou restrita a algumas partes da empresa, e o engajamento da alta liderança é fundamental para fazer com que ele se integre à cultura da organização.

Como bem apontou o nosso convidado Filipe Goulart, engenheiro de processos sênior na BIC, o que faz a liderança se manter engajada é o aumento no resultado. Um programa de ideias não deve ser adotado como um fim em si mesmo, mas como um meio para atingir esse objetivo.

A tarefa é desafiadora, mas não pode ser ignorada, pois são os líderes que farão com que todos os colaboradores entendam e enxerguem sentido nas ações que são esperadas deles.

Para quem deseja levar o programa de ideias até sua empresa e não sabe como falar com a liderança, procure pensar e partir das necessidades que ela possui. Talvez os colaboradores desejem inovar para ter mais autonomia ou se desenvolver, por exemplo, mas o líder precisa ver como isso vai mudar a realidade da organização.


2. Dedique ao menos uma pessoa full-time para coordenar o programa

Não existe resultado consistente sem uma pessoa ou um time responsável por ele. É preciso ter alguém que esteja se dedicando ao programa de ideias o máximo de tempo possível, e não como uma tarefa secundária que rouba o tempo das suas atividades “mais importantes”.

O profissional ou equipe à frente da iniciativa de o papel de garantir que:

  • Os resultados ganhem escala e não fiquem restritos a pequenos projetos;
  • Os desafios de inovação estejam alinhados às estratégias da empresa;
  • A estratégia seja traduzida para a linguagem operacional de cada colaborador;
  • Os colaboradores e as lideranças estejam capacitados e engajados;
  • Aprovação e implementação das ideias num ritmo adequado;

Também será preciso garantir a melhoria contínua do programa, para que ele se torne uma parte cada vez mais relevante dos resultados na organização.

Para atingir todos estes objetivos, a dica de João Bahdour, analista de novos negócios na SYN, é contar com um programa de embaixadores, pessoas que vão espalhar o programa de ideias para suas áreas de atuação e chegar mais longe do que o profissional ou time responsável seria capaz de ir sozinho.

Você pode aproveitar os colaboradores mais engajados em cada área, pensando em maneiras de recompensar esses embaixadores pela sua contribuição no programa de acordo com o que cada um mais valoriza.


3. Alinhe os desafios às dores reais da empresa

A inovação tem um grande valor como ferramenta, mas você precisa saber muito bem o que está tentando fazer com ela. O primeiro passo, portanto, é ter objetivos claros que visam resolver as dores enfrentadas pela empresa.

Esse processo não é restrito ao desenvolvimento de produtos; você pode aplicar a inovação no RH, nos processos financeiros, atendimento, e onde mais sentir que há uma questão precisando de resposta.

Alexandre Mattosinho, gerente de WCM na Marelli, tem uma dica prática: procure mostrar aos colaboradores que ideias ligadas à estratégia da empresa serão mais fáceis de implementar. Uma forma simples de obter esse resultado é criar desafios em inovação: uma campanha voltada a levantar ideias para melhorar o customer success, por exemplo.

Procure também entregar feedbacks às ideias que não foram aprovadas, mostrando como elas podem estar mais alinhadas com os objetivos do negócio e facilitando para que os colaboradores possam acertar em suas próximas tentativas.


4. Invista mais em reconhecimento do que em recompensas

O sucesso do programa de ideias demanda uma transformação cultural por parte das empresas e uma mudança de comportamento por parte das pessoas. A empresa deve pensar quais estratégias são necessárias para gerar essa mudança, e as recompensas só costumam levar até certo ponto.

Elas podem ser úteis num primeiro momento, para “ligar o motor”, mas ao longo do tempo outras variáveis devem ganhar importância, fazendo com que a inovação se integre ao core da organização, e não dependa somente das recompensas.

Gabriela Brandão, head de excelência contínua e transformação digital na DPA, defende a importância de aproveitar os pontos de contato com a alta liderança. Cafés, fóruns e apresentações podem ser usados para valorizar os profissionais que mais contribuíram para a inovação durante o mês ou trimestre, por exemplo.

Os líderes também podem ter um contato mais direto com os colaboradores que se destacam, oferecendo mentorias rápidas para que eles possam aperfeiçoar as ideias e trazer ainda mais resultados para a organização.


5. Implemente o máximo de ideias simples que puder

Como dissemos lá no começo, um programa de ideias não pode sobreviver apenas de inovações pontuais: é preciso ter ritmo e volume para manter as engrenagens funcionando, o que só pode ser alcançado através de muitas implementações.

Um passo importante na consolidação do programa de ideias é descentralizar a inovação, e isso não diz respeito somente ao envio de sugestões, mas também à sua aprovação, garantindo diversos níveis de autonomia para que as médias lideranças possam autorizar a implementação em suas áreas.

Octávio Magalhães, head de comunicação e inovação da Timenow, trouxe alguns aprendizados para garantir que o volume necessário seja alcançado:

  • Crie fluxos de aprovação diferentes para as ideias simples e complexas. Uma mudança de baixo impacto que pode ser feita amanhã não precisa atravessar os mesmos processos de seleção que um projeto de seis meses, por exemplo.
  • Use critérios simples e abertos para a seleção. A ideia requer pouco tempo, poucos recursos e parece boa? Implemente.
  • Monitore o ROI coletivo das ideias simples. Talvez uma delas tenha retorno de 0,2% – o que seria quase imperceptível – mas algumas dezenas ou centenas de ideias somadas podem causar um efeito concreto nos resultados da organização.

Baixe o nosso Playbook onde você irá encontrar essas e outras dicas para ter sucesso no seu Programa de Ideias.


Conclusão

Procure entender como cada prática listada nesse artigo se aplica à realidade da sua organização. Não é preciso apegar-se inteiramente a uma estratégia ou outra, e sempre é possível focar nas características de cada uma que fazem sentido para o seu negócio, construindo um modelo único.

O seu programa de ideias também pode contar com uma plataforma capaz de centralizar e organizar as diversas pessoas, processos e ferramentas envolvidos. O AEVO Innovate, usado por todos os nossos convidados, é o espaço certo para garantir essa integração.

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