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Liderança ambidestra: como equilibrar inovação e eficiência nas empresas

A liderança ambidestra é um tipo de gestão voltada à inovação e transformação organizacional. Com ela, os gestores conseguem manter as entregas de curto e médio prazo, atendendo os objetivos operacionais da empresa, enquanto mapeiam e direcionam oportunidades de inovação, com impacto positivo no negócio a médio e longo prazo.

A liderança ambidestra é uma das principais habilidades que devem ser exercidas hoje, por gestores, de forma que os times entreguem resultados operacionais, ao mesmo tempo que consigam atuar de forma inovadora.

Em outras palavras, os líderes que atuam com ambidestria olham para os objetivos de curto prazo, ao mesmo tempo que implementam estratégias inovadoras que possam gerar resultados no futuro, alinhados com os objetivos da empresa.

Com mudanças rápidas, pressão por eficiência e transformação digital cada vez mais presentes nas empresas, essa capacidade de equilibrar execução e experimentação se torna ainda mais necessária.

Empresas que desenvolvem líderes ambidestros conseguem responder melhor a desafios do mercado, sem perder consistência nas entregas. Por isso, compreender esse conceito passou a ser prioridade em programas de desenvolvimento de liderança e cultura organizacional.

Continue a leitura para entender as principais características da liderança ambidestra, como ela pode ser desenvolvida e os benefícios para os profissionais e organizações que operam neste modelo. Acompanhe!

Resumo do conteúdo:

  • Um líder ambidestro combina eficiência operacional com inovação e melhoria contínua, visando atingir objetivos imediatos e estruturar oportunidades futuras;
  • Equipes operacionais e de inovação podem ser estimuladas pela liderança ambidestra, potencializando os resultados;
  • Organizações que olham para inovação tendem a se beneficiar diretamente de lideranças ambidestras.

O que é liderança ambidestra? 

A liderança ambidestra é um tipo de gestão voltada à inovação e transformação organizacional. Com ela, os gestores conseguem manter as entregas de curto e médio prazo, atendendo os objetivos operacionais da empresa, enquanto mapeiam e direcionam oportunidades de inovação, com impacto positivo no negócio a médio e longo prazo.

O modelo de liderança ambidestra está diretamente atrelado ao surgimento da ambidestria organizacional, em meados dos anos 1970, onde as empresas passaram a necessitar de estruturas internas mais robustas para inovar, sem perder força operacional onde já estavam atuando.

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Os dois pilares da liderança ambidestra

Definidos no estudo ”Exploration and Exploitation in Organizational Learning (Exploração e Explotação no Ensino Organizacional)” de James G. March, os pilares da liderança ambidestra são:

Explotação

  • Manter e elevar os resultados alinhados ao core business, através da eficiência operacional;
  • Foco em melhoria contínua, com gestão integrada e competitividade de mercado.

Exploração

  • Prever oportunidades de negócio, com foco em inovação;
  • Implementação de ferramentas como o Programa de Ideias AEVO, favorecendo uma cultura inovadora dentro da empresa.

Desafios para líderes ambidestros

Embora a gestão ambidestra nas organizações já seja uma realidade, os líderes ainda lidam com diferentes obstáculos, especialmente ao justificar a priorização de projetos inovadores ao mesmo tempo em que mantêm o foco nas operações.

Gerenciar prioridades conflitantes

Uma cultura organizacional ambidestra não se estrutura do dia para a noite. A liderança ambidestra precisa garantir a eficiência operacional do modelo de negócio hoje, enquanto comprova o motivo de iniciativas inovadoras entrarem na fila dos times.

Isso exige comunicação clara sobre prioridades, métricas equilibradas e espaço para experimentação responsável, para que os colaboradores entendam o valor das mudanças sem perder o foco nas entregas atuais.

Equilibrar riscos e segurança operacional 

Uma liderança inovadora e operacional precisa exercitar a visão estratégica, de forma que os projetos inovadores sejam implementados no momento certo, ainda que estes tenham seus riscos de forma natural.

Uma ideia de inovação, por mais que seja estruturada, não pode colocar em risco a atuação majoritária da empresa.

Os riscos podem ser contemplados de maneira inteligente pelo uso de ferramentas como programas de inovação, que permitem priorizar ideias com potencial, cujos riscos estão atrelados à estrutura de cada projeto e como eles serão implementados.

Desenvolver habilidades comportamentais e cognitivas variadas

As habilidades do líder ambidestro podem e devem ser desenvolvidas. Inteligência emocional, estratégias de negociação e gestão de projetos estão entre algumas que favorecem ‘ouvir não’ e ‘dizer sim’, sem deixar que isso afete de forma negativa os demais contextos da gestão.

Como desenvolver a liderança ambidestra na prática?

Mas como desenvolver a liderança ambidestra, se ela reúne práticas de diferentes modelos de gestão e estilos de liderança? A seguir, detalhamos caminhos práticos e pontos de atenção para colocar esse conceito em ação.

1. Comunicação eficaz e alinhamento de propósito

A comunicação eficaz e o alinhamento de propósito são pilares da liderança ambidestra. Líderes que atuam com esse modelo delegam tarefas de forma transparente e objetiva, garantindo que cada atividade, do projeto mais rotineiro ao mais inovador, esteja contextualizada em relação aos objetivos e prazos esperados.

Além disso, manter disponibilidade para reforçar o plano estratégico, esclarecer dúvidas e ouvir os times ajuda a aproximar a liderança das equipes e a construir um canal de comunicação contínuo e confiável.

2. Fomento à cultura de inovação e melhoria contínua

Manter o equilíbrio entre inovação e eficiência é um desafio, mas é algo que vale a pena ser exercitado. Ferramentas como AEVO Innovate favorecem a criação de um ambiente aberto à novas ideias, onde a inovação consegue fluir naturalmente com o tempo, e onde a melhoria contínua passa a ser um processo integrado à operação.

3. Estímulo à colaboração entre equipes inovadoras e operacionais

Lideranças ambidestras também devem exercitar a habilidade de integrar equipes. Enquanto um time mais operacional atua em entregas de curto prazo, equipes inovadoras podem atuar em conjunto para descobrir novas formas de realizar a mesma entrega, até mesmo potencializando os resultados.

4. Aprendizagem contínua e flexibilidade adaptativa

Inovar não significa ter uma ideia do zero, e sim estar atento ao redor para identificar oportunidades que tenham real valor.

Por isso, a liderança ambidestra deve estar aberta à aprender de forma contínua com todos ao seu redor, exercitando a flexibilidade para absorver ideias, mesmo que elas não sejam de sua autoria.

Benefícios da liderança ambidestra para as organizações

Hoje, sobreviver no mercado exige que as organizações atuem com ambidestria e estimulem essa prática nas suas lideranças. Com isso, os benefícios obtidos são:

Aumento da capacidade de inovação sem perder a performance

As lideranças atuam na qualidade operacional, enquanto incentivam novas práticas inovadoras. Exemplo: provocando equipes sobre quais outras formas de realizar determinados processos, de forma mais ágil e eficiente.

Resiliência organizacional em ambientes complexos

A inteligência artificial foi uma das principais mudanças que impactou praticamente todos os mercados nos últimos anos.

Neste cenário, as empresas precisaram entender como se manterem relevantes no que já ofereciam, e como emplacar novas soluções, atendendo às mudanças.

Sustentabilidade do crescimento e vantagem competitiva

A ambidestria organizacional não troca uma coisa pela outra. Ou seja, o negócio continua focado nos objetivos de curto e médio prazo, mas consegue olhar para oportunidades de futuro e se planejar adequadamente para atingir novos rumos com solidez e inteligência de mercado.

Exemplos de lideranças inovadoras

Como exemplos de liderança ambidestra, trouxemos alguns dos nomes ganhadores do Prêmio de Intraempreendedorismo 2025, organizado pela AEVO.

  • Renato Souza (PWC Brasil): diretor da PWC Brasil, recebeu o 1º lugar na premiação. A empresa atua em consultoria para negócios e tecnologia, principalmente em setores como saúde e agronegócio, facilitando a transformação digital e práticas inovadoras alinhadas à aspectos de sustentabilidade e desenvolvimento estratégico;
  • Anita Baggio (VIBRA Energia): diretora da VIBRA Energia, recebeu o 2º lugar na premiação. A VIBRA atua hoje com soluções energéticas ampliadas, inovando na implementação de fontes como energia solar, eólica e GNL, visando maior eficiência energética, com menor impacto ambiental;
  • Karoline Tenório (COPASA): gerente de inovação e desenvolvimento tecnológico. A COPASA atua em pesquisa e implementação de eficiência hídrica.

Conclusão

Líderes ambidestros são aqueles capazes de explorar o negócio atual (exploitation) enquanto exploram novas oportunidades de crescimento (exploration) — e essa dualidade exige processos, dados e ferramentas que sustentem as duas frentes simultaneamente.

Na prática, os gestores não podem depender apenas de intuição ou de planilhas dispersas para gerenciar o pipeline de inovação da empresa. É preciso estruturar a captação de ideias, priorizar iniciativas com critérios claros e medir o impacto de cada projeto.

E é nesse sentido que o AEVO Innovate pode ajudar os profissionais que trabalham com inovação.

Fale com um dos nossos consultores e saiba como podemos estruturar e alavancar um programa de inovação eficaz, com estratégia balanceada entre o presente e o futuro.

Livia Nonato

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), atua na área de marketing, content e SEO há quatro anos, tendo como principal foco a otimização para mecanismos de busca, gestão e crescimento dos canais de aquisição orgânico, performance e growth. Experiência e conhecimento em SEO para empresas B2B e produtos complexos. Atualmente, é analista de SEO na AEVO e aborda temáticas de inovação e tecnologia como redatora do blog AEVO.

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Livia Nonato

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), atua na área de marketing, content e SEO há quatro anos, tendo como principal foco a otimização para mecanismos de busca, gestão e crescimento dos canais de aquisição orgânico, performance e growth. Experiência e conhecimento em SEO para empresas B2B e produtos complexos. Atualmente, é analista de SEO na AEVO e aborda temáticas de inovação e tecnologia como redatora do blog AEVO.

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