Economia compartilhada: o que é, conceito e benefícios

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Comprar produtos, contratar serviços, locomover-se dentro da cidade, divertir-se e até mesmo onde investir o seu dinheiro ganharam novas possibilidades nos últimos anos.

Muitas delas se devem à economia compartilhada, um jeito inovador de se relacionar com as pessoas e a economia.

Ficou interessado no assunto e quer saber mais? Então, continue lendo este artigo e, nos tópicos a seguir, confira tudo a respeito da economia compartilhada: o que é, conceito e benefícios.


O que é economia compartilhada

A economia compartilhada chegou aos poucos nos últimos anos e tudo indica que veio para ficar. Atualmente, já é possível denominá-la como um sistema social e econômico, com foco no compartilhamento de recursos físicos, humanos e intelectuais.

Para tanto, baseia-se no consumo compartilhado, como na troca e aluguel de bens e atividades colaborativas. Além disso, as transações podem acontecer de pessoa para pessoa, excluindo-se, em parte ou totalmente, empresas e intermediários ou no estilo b2c – bussiness to consumer, ou empresa para consumidor.

Já que compartilhar é a palavra-chave desse novo conceito, a economia compartilhada baseia-se no uso e não na posse. Além disso, aproveita os recursos que estão ociosos, otimizando-os ao torná-los mais úteis.

Nesse contexto, a internet possui um papel essencial. Afinal, com ela, a economia compartilhada pode ser experimentada por um grande número de pessoas, através até mesmo de redes mundiais.

Leia mais: Economia Circular – inovação no modelo de produção e consumo


Para que serve a economia compartilhada e quais são seus benefícios

Certamente você já experimentou a economia compartilhada, mesmo que não conhecesse esse termo. Possivelmente também encontra muitas vantagens nos produtos e serviços que possuem o compartilhamento como foco.

Eles são práticos, divertidos e fáceis de usar. Mas os reais benefícios para a sociedade vão muito além disso. Veja a seguir alguns que merecem destaque:


Diminuição do impacto ambiental

Um dos grandes benefícios da economia compartilhada é a chance de reduzir significativamente o impacto ambiental causada pela ação do homem. Isso porque esse tipo de economia compartilha e quando isso é feito não é preciso comprar novos bens.

Com a redução da demanda por novos produtos, há também uma menor necessidade do uso recursos naturais. As consequências também são positivas, menos gases do efeito estufa são emitidos, menos matéria-prima extraída da natureza para produção, entre outros.


Democratização do acesso a serviços

Não apenas você, mas um grande número de consumidores também passaram a possuir acesso a produtos e serviços que antes eram muito caros.

Assim, a economia compartilhada gera a democratização do acesso a serviços. Ou seja, mais igualdade econômica para a população.


Conscientização da população

Para que as experiências de compartilhamento obtenham sucesso, é imprescindível que as pessoas sejam conscientes da importância que existe em cuidar dos bens compartilhados.

A necessidade de zelo faz com que se pense mais sobre como os seus bens e dos outros merecem atenção. Cuidando bem dos objetos, eles duram mais, não é preciso comprar outro e não se gasta mais dinheiro.


Redução do desperdício

Menos desperdício é mais uma vantagem da economia compartilhada, já que os bens são utilizados com frequência, por mais pessoas. Afinal, lugares, veículos, eletrodomésticos, roupas e muitos outros possuem o seu uso otimizado.

Se você possui uma peça de roupa que não usa mais, você pode doar para que ela faça parte da história de outra pessoa, ao invés de jogar fora.


Como a economia compartilhada afeta nossa sociedade

Devido à forma como atua, a economia compartilhada afeta o capitalismo atual, dando espaço a um capitalismo consciente. Nele, recursos humanos, naturais e intelectuais são mais bem valorizados.

Esse novo sistema também afeta a sociedade ao incentivar o reaproveitamento de bens já existentes em vez de promover a fabricação de novos.

Por outro lado, alguns serviços de compartilhamento precisam ainda de uma regulamentação adequada, para evitar conflitos.

E claro, não é porque uma marca possui esse modelo de negócio que ela não pode ser questionada. Independente do seu modelo, é essencial que preste serviços de qualidade, em que todos os envolvidos sejam beneficiados.


Exemplos de economia compartilhada

Veja a seguir alguns exemplos de economia compartilhada em diferentes segmentos de mercado para elucidar melhor tudo que falamos nos tópicos anteriores:


Brechó/bazar

O desejo de estar sempre na moda causa um grande impacto ambiental, pois muitas peças de roupa são poucas vezes utilizadas, e outras são produzidas apenas para um único evento e depois descartadas.

Isso faz com que haja um desperdício de matéria-prima e o crescimento do conceito de fast-fashion – produção e consumo acelerado de peças de roupas para seguir as tendências da moda.

Agora, é possível trocar peças entre pessoas com gostos parecidos ou mesmo comercializá-las em brechós para gerar uma renda extra, sendo uma ótima opção de consumo sustentável.


Sites de vendas de objetos/móveis usados

A economia compartilhada pode ser experimentada em sites como OLX, onde pessoas vendem produtos usados para outros compradores por um valor mais acessível.

Você pode vender eletrodomésticos, eletrônicos, automóveis, móveis e diversos outros objetos usados, contribuindo com o consumo consciente, reduzindo a demanda pela produção de novos bens.


Sistema de bicicletas compartilhadas

Em muitas cidades brasileiras já existe um sistema que permite compartilhar as bicicletas ou patinetes eletrônicos. Assim, as pessoas podem pedalar sempre que precisarem e deixarem a bicicleta em uma estação para que outra pessoa possa usar posteriormente.

Com isso, as bicicletas não ficam ociosas, mesmo quem não pode adquirir uma própria, consegue usar o serviço por um valor acessível pago mensalmente, e até quem não teria como guardá-la em casa pode pedalar.


Escritórios de coworking

Os espaços de trabalho compartilhados são outros exemplos da economia compartilhada.

Aqui, o profissional aluga uma mesa de trabalho, o que é ideal para quem é autônomo e não possui um local adequado em casa, ou está apenas trabalhando em um projeto de forma temporária ou com data de término.

Além de poupar dinheiro compartilhando um escritório com outras pessoas, ao mesmo tempo, o profissional pode compartilhar experiências com outras pessoas e crescer sua rede de networking.


Airbnb

Atualmente, se tornou mais fácil se hospedar em um local confortável sem gastar muito. Essa plataforma de hospedagem permite que as pessoas aluguem sua casa ou apartamento, ou mesmo parte dela, para visitantes de todo o mundo.É uma opção mais econômica do que um hotel ou resort, e pode ser interessante para grandes famílias ou grupos de amigos.


Aplicativo de motorista

Que tal evitar a dificuldade de encontrar uma vaga para estacionar o seu carro, despesas com gasolina, seguro e IPVA? Esse é apenas um benefício de aplicativos como o Uber e 99, que também são uma forma de economia compartilhada.

O serviço se popularizou devido ao seu preço acessível e à facilidade e conforto de locomoção que oferece, reduzindo o número de carros na rua.


Conclusão

A economia compartilhada já é uma realidade em praticamente todo o mundo e existem inúmeras formas de aderir a ela, além das já citadas. Trabalhos realizados em equipe, com troca de ideias e experiências também é uma forma de compartilhar.

Apesar da economia compartilhada já estar sendo abraçada pela sociedade e podermos ver os impactos positivos de sua atuação, sabemos que ainda há um longo caminho para percorrer nesse trajeto.

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