Business Intelligence exemplos: entenda na prática o conceito

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Para discutir conceitos densos como o Business Intelligence exemplos são fundamentais. Eles ajudam a entender, na prática, o que configura uma iniciativa de BI e quais vantagens podem ser obtidas a partir do seu uso.

Nesse artigo listamos seis exemplos de Business Intelligence em setores variados, de softwares a montadoras, para mostrar que as técnicas e ferramentas do BI podem ser exploradas em qualquer organização e inspirar você  a adotá-las em sua empresa!


O que é Business Intelligence?

O Business Intelligence é um conjunto de práticas e ferramentas que visa acumular dados para extrair deles informações relevantes, que possam ajudar os líderes e colaboradores da organização a tomar decisões mais objetivas.

Ele se aproveita da grande facilidade para obter estes dados através de plataformas digitais: sites, redes sociais, aplicativos, etc. Através dos “rastros” que os usuários deixam nesses espaços, é possível identificar padrões e compreender seu comportamento atual, além de prever tendências futuras.

As máquinas capazes de gerar relatórios extensos e detalhados também são aliadas do Business Intelligence, mostrando onde possíveis erros estão ocorrendo ou indicando como sua eficiência pode ser melhorada com pequenos ajustes.


Exemplos de Business Intelligence que foram um sucesso

A maioria das iniciativas em BI está ligada à inovação de marketing e vendas, já que o comportamento do consumidor é uma fonte inesgotável de dados, mas podemos aplicá-lo em qualquer departamento.

Dois dos exemplos de Business Intelligence abaixo mostram como ele foi usado para melhorar a produção industrial e os processos administrativos de grandes organizações, provando que o BI é uma ferramenta estratégica para a condução das empresas.


Lançamento do novo Fiat Uno

Hoje um dos maiores sucessos na empresa, em 2011 o “novo Uno” parecia uma aposta para quem acompanhou seu lançamento através das propagandas.

No interior da companhia, a realidade era outra: diversas pesquisas de mercado e análises sobre o que os seguidores da FIAT estavam comentando nas redes sociais apontavam a direção correta.

Esse é um exemplo de Business Intelligence fundamental para entender o valor do conceito. Poucas organizações teriam o insight de mudar completamente o design e a comunicação de seu produto mais vendido, mas o BI pode mostrar claramente quando esse é o caminho certo.

A metodologia que deu origem ao novo Uno ainda foi utilizada para novos lançamentos de peso realizados pela marca nos anos seguintes, como o Mobi e o Argo.


Santander: 2,2 mil novas contas de alto potencial

Analisando dados relativos às contas de seus atuais clientes, o Santander traçou um perfil para contas de alto potencial, mantidas por CNPJs que poderiam fechar grandes negócios com o banco.

O perfil foi então cruzado com dados obtidos em diversas fontes externas, identificando um público-alvo que se encaixava na descrição e implementando campanhas segmentadas para atrair esse grupo.

A estratégia ainda ofereceu apoio para as agências mais próximas dos clientes em potencial (informação também obtida pelo BI) e produtos personalizados para cada um, resultando na abertura de 2,2 mil contas qualificadas, mantidas por varejistas de médio porte.


Microsoft: 86% de contato efetivo com os leads

Um problema comum nas estratégias de marketing digital é manter o contato com seus leads – as pessoas deixam emails para receber um bônus ou se tornam seguidoras nas redes sociais, mas nunca interagem com a marca.

A Microsoft utilizou o Business Intelligence para reverter esse quadro, alcançando em apenas 3 meses números como 86% de contato efetivo com seus leads, 77% de aderência (pessoas que continuaram interagindo) e 18% de conversão em uma de suas unidades, que foi responsável por testar a metodologia.

O processo foi semelhante ao utilizado pelo Santander, criando um perfil de cliente que passou a ser o alvo da empresa no mercado. Esse modelo permite uma abordagem mais eficiente, evitando que seus times de marketing e vendas percam tempo em leads com poucas chances de se tornar clientes.


Avon Brasil

Com mais de um milhão de revendedoras ativas e cem mil pedidos diários no Brasil, a Avon possui uma das maiores bases de dados entre as empresas que operam no país. A falta de uma estrutura de BI sólida, no entanto, impedia a transformação desses números em informações objetivas.

As fontes eram muitas vezes conflitantes, e as decisões eram tomadas com base apenas na experiência dos gestores. Como em qualquer grande organização, eles acertavam em muitos casos, mas perdiam oportunidades em alguns outros.

Num projeto que levou 18 meses, a Avon construiu mecanismos que permitiram avaliar, entre outras questões, o desempenho detalhado de todas as campanhas realizadas pela empresa – 19 por ano.

Agora a empresa é capaz de identificar quais produtos e revendedoras possuem o melhor resultado em cada época do ano, investindo com base nos dados para potencializar o que está dando certo e corrigir os pontos fracos da operação.


Toyota Estados Unidos

O problema enfrentado pela Toyota não era de marketing, mas de gerenciamento. A empresa gerava diversos relatórios internos que, em grande medida, não estavam servindo para muita coisa – muitos dados eram conflitantes ou inexatos, e faltava um sistema para lidar com os de boa qualidade.

A companhia, conhecida por sua dedicação à melhoria constante, viu no Business Intelligence a solução para essas questões. Foi construída uma estrutura completa, com um data warehouse para organizar dados recentes e antigos, além de ferramentas para otimizar desde a obtenção até a análise desses dados, a maioria deles em tempo real.

Aperfeiçoando os fluxos de trabalho dos colaboradores e a utilização das máquinas, a Toyota reduziu os custos de fabricação e obteve um retorno sobre o investimento em BI estimado na faixa dos 500%.


GASMIG

Enfrentando um desafio semelhante ao da Toyota, com o gerenciamento de seus relatórios, a Companhia de Gás de Minas Gerais (GASMIG) perdia oportunidades de negócio e produtividade interna por pura falta de informação.

Com um exemplo de Business Intelligence aplicado à gestão, os relatórios ganharam maior qualidade e interação – ao invés de números dispersos numa tela, eles passaram a comunicar algo.

O resultado foi um crescimento acentuado na carteira de clientes, redução de custos operacionais e ganho de produtividade e autonomia entre os colaboradores, benefícios comuns nas empresas que adotam uma estratégia de decisão Data Driven.

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