inovação aberta

Tainara Maciel

Tainara Maciel

Publicado em 15/09/2020

Inovação Aberta é uma abordagem orientada a co-criação e a conexão com parceiros externos para desenvolver projetos inovadores além dos limites de uma determinada empresa, gerando valor para ela e para o ecossistema de inovação. 

Confira:

  • O que é Inovação Aberta? 
  • Quais as diferenças entre Inovação Aberta e Inovação Fechada? 
  • Os benefícios da Inovação Aberta; 
  • Como aplicar a Inovação Aberta no seu negócio;
  • Quais são os maiores desafios no relacionamento com startups? 
  • Conheça os modelos de relacionamento com startups; 
  • Recrute e selecione startups;
  • Qual a melhor estratégia para o meu negócio? 
  • Exemplos de Inovação Aberta em grandes empresas;
  • Inicie sua estratégia de Inovação Aberta com o AEVO Innovate. 

O que é Inovação Aberta?

O conceito de Inovação Aberta surgiu pela primeira vez lá em 2003, no livro intitulado “Open Innovation, escrito por Henry Chesbrough 

Chesbrough é professor dUniversidade de Berkeley, na Califórnia, ex-gerente de uma empresa de tecnologia no Vale do Silício e diretorfundador do Centro de Open Innovation. 

Em seu livro, Chesbrough apresenta uma abordagem de inovação mais bem distribuída entre os stakeholders, mais participativa e descentralizada

O autor ressalta que, hoje, o conhecimento útil está amplamente distribuído e que nenhuma empresa, por mais capaz ou grande que seja, poderia inovar de forma eficaz por conta própria. 

Por isso, para o desenvolvimento de um projeto de Inovação Abertauma das principais premissas é que haja o envolvimento de partes externas à organização, como clientes, fornecedores, institutos de pesquisa, órgãos públicos, startups e outras empresas. 

Logo, a Inovação Aberta representa uma verdadeira transformação no mindset de muitos empreendedores. 

Afinal, ao aplicar esse modelo de inovação, a empresa pode usar recursos externos, como tecnologia e parcerias com startups e universidades e, ao mesmo tempo, disponibilizar suas próprias soluções para outras organizações. 

Contribuindo, dessa forma, com o ecossistema de inovação. 

E o que é ecossistema de inovação?

Provavelmente você conhece aquele conceito lá da biologia onde define que quando uma comunidade de microrganismos se une em um determinado ambiente, compartilhando suas características e interesses em comum, recebe o nome de ecossistema. 

Trazendo essa ideia para o mundo corporativo, quando empresas, startups, universidades e governo se unem para criar um ambiente colaborativo e inovador, que favoreça a pesquisa e desenvolvimento de soluções inovadoras, recebe o nome de ecossistema de inovação. 

Vale destacar que essa estratégia é benéfica para todas as partes. Principalmente em tempos de crise, onde a colaboração é extremamente importante.  

Logo, a Inovação Aberta pode ser entendida como um modelo de inovação mais descentralizado e disruptivo onde as empresas estão dispostas a co-criar e contribuir com o ecossistema de inovação para criar soluções inovadoras para os seus projetos, gerando valor à empresa e à sociedade.

Mas, vamos entender isso melhor?

Uma empresa pratica Inovação Aberta, por exemplo: 

  • Quando ela incorpora uma ideia ou tecnologia de uma empresa parceira a um projeto — com o objetivo de reduzir custo das primeiras etapas do funil, de ganhar agilidade e trabalhar com especialistas no assunto;  
  • Quando a empresa disponibiliza uma tese, ideia ou tecnologia para ser desenvolvida por um stakeholder externo;  
  • Ou quando acontece um spin-off, ou seja, quando um projeto inovador que não está ligado ao Core Business da empresa evolui de tal maneira, que é mais interessante para empresa criar uma outra empresa para tocar essa iniciativa. 

quais as diferenças entre Inovação Aberta e Inovação Fechada?

A principal diferença entre os modelos de Inovação Aberta e Inovação Fechada (ou interna) está na forma como o projeto inovador é criado e desenvolvido 

Quando falamos em Inovação Fechada, as ideias e pesquisas necessárias para lançar um produto no mercado nascem exclusivamente no ambiente interno da organização.  

Além disso, quando a inovação é fechada, a empresa detém a propriedade intelectual daquilo que foi desenvolvido. Isso significa que, geralmente, o processo de obtenção da ideia e outras fases do desenvolvimento não são compartilhados — ou abertos. 

Agora, quando falamos em Inovação Aberta, a busca por inovação vai além das paredes da organização, promovendo o intercâmbio de ideias e experiências para além dos limites da empresa. 

Por isso, as empresas que apostam no modelo de Inovação Aberta fazem uso de recursos externos e parcerias para solucionar os desafios dos seus projetos, resultando em diversos benefícios para ambas as partes envolvidas nele. 

Entretanto, diferentemente do que se poderia pensar, não se trata de ter que escolher entre Inovação Aberta ou Fechada. É possível — e até mesmo desejável — que ambos os modelos de inovação se complementem. 

Em seu livro, Chesbrough afirma que as empresas que estão orientadas a modelos de Inovação Aberta vão ter mais resultados com seus projetos do que empresas que estão orientadas somente ao modelo de Inovação Fechada (ou Inovação Interna). 

Logo, as organizações devem apostar em Inovação Aberta com o objetivo de abrir seus horizontes, proporcionando diferentes meios para o desenvolvimento de projetos inovadores. 

Os benefícios da Inovação Aberta

Há inúmeros benefícios que as organizações podem obter com a adoção do modelo de Inovação Aberta. Entre eles, destacam-se os seguintes: 

a inovação aberta Estimula o networking

A INOVAÇÃO ABERTA ESTIMULA O NETWORKING ​

Mesmo que você frequente eventos e workshops, faça cursos e sempre esteja antenado as novidades da sua área de atuação, seu círculo profissional não foge muito daparedes da organização em que você trabalha e dos seus colegas de equipe  

A prática da Inovação Aberta aumenta exponencialmente seu networking, uma vez que possibilita que você colabore e contribua com profissionais de outras áreas, empresas, universidades, órgãos públicos, entre outros 

Democratização do acesso às ideias

A Inovação Aberta estimula a democratização do acesso às ideias

Imagina se tivéssemos que partir do zero toda vez que fôssemos criar algo novoNão seria nada fácil, não é?  

Quando as organizações optam pelo modelo de inovação “fechada”, suas ideias ficam restritas às paredes da empresa e, por isso, tornam-se inacessíveis para o ecossistema. 

Já a Inovação Aberta estimula a democratização tanto do acesso às ideias quanto a co-criação com outras organizações. 

a inovação aberta Reduz o tempo e o custo para inovar

A busca por colaboração e parceiros fora dos limites da empresa resultam na redução dos custos de investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D). 

Além disso, existe ainda uma outra possibilidade, que é a de usar conhecimentos que já existem no mercado e recombiná-los de forma a criar algo totalmente novo. 

Dessa forma, com Inovação Aberta é possível contar com uma ampla rede de parceiros de forma colaborativa

A grande quantidade de profissionais e organizações envolvidas acelera o processo de desenvolvimento do projeto, gerando uma vantagem competitiva ou, pelo menos, impedindo que seu negócio seja rapidamente ultrapassado pela concorrência. 

Em um artigo na revista Forbes, o próprio professor Henry Chesbrough afirma: a inovação aberta é uma das formas mais lucrativa de inovar, porque pode reduzir custos, acelerar o tempo de comercialização, aumentar a diferenciação no mercado e criar novos fluxos de receita para a empresa. 

A inovação aberta reduz o risco do negócio

Criar inovações internamente e testá-las no mercado pode envolver diversos riscos. Além disso, geralmente, o investimento para lançar algo novo no mercado é alto e o resultado pode nem sempre trazer o lucro esperado. 

Entretanto, a Inovação Aberta garante uma visão muito mais completa do mercado e uma coleta de dados mais confiáveis

Afinal, não há apenas a visão dos profissionais da sua empresa, mas também de outras companhias, startups, universidades, entre outros.  

Aumenta o retorno sobre o investimento (ROI)

Todos esses fatores citados acima contribuem para aumentar o retorno sobre investimento (ROI) do seu negócio. Uma vez que, a redução de riscos, a agilidade da inovação e a diminuição dos custos geram maior potencial de receita.  

Como aplicar a Inovação Aberta no seu negócio

Agora que você já sabe o que é Inovação Aberta e alguns dos seus benefíciosvamos trazer alguns modelos práticos para mostrar como você pode implementar a estratégia no seu negócio e se conectar a novos parceiros.

Programa de Ideias & inovação aberta

Uma das maneiras mais interessantes de aplicar o modelo de Inovação Aberta, é através do Programa de Ideias. Pois é uma metodologia que envolve todos os colaboradores da empresa na resolução de desafios estratégicos para o sucesso e sobrevivência do negócio. 

Como 80% do potencial de melhoria de uma organização está nos colaboradores de linha de frente, os resultados são fantásticos. 

Mas existe uma outra maneira de fazer Programa de Ideias: envolvendo stakeholders externos, sejam eles fornecedores, clientes e até mesmo o mercado em geral. 

Um exemplo fantástico da utilização de Programa de Ideias com Inovação Aberta, é o case de um parceiro nosso, a Ambev (ou Corona), que em conjunto com a Parley For The Oceans, fez o Desafio Livre de Plástico. 

O desafio tinha como objetivo minimizar o impacto do plástico no ecossistema. As ideias que foram para a final tem o potencial de redução de 230.000 toneladas de plásticos nas praias, por ano. Um baita resultado, não é mesmo? 

Relacionamento com startups

Outra maneira de começar a colocar em prática o modelo de Inovação Aberta (ou Open Innovation) no seu negócio, é estando atento às startups. As startups são empresas de tecnologia que, muitas vezes, são criadas para resolução de problemas específicos. Ou seja, são especialistas naquilo que elas fazem.

Alguns dos modelos do relacionamento com startups estão descritos aqui: Corporate Venture , ou seja, o investimento de uma empresa “X” em uma startup “Y”, como é o caso, por exemplo, da EDP, empresa do setor de energia, que criou o EDP Ventures, e neste ano de 2019 já realizou investimento em uma startup, lá do Ceará, a Delfos.

Outra maneira interessante de se relacionar com as startups é através de Programas de Aceleração Corporativas, onde a própria empresa propõe um programa de aceleração – quem faz a estratégia muito bem no Brasil é a CPFL, através do programa CPFL Inova.

Além dos citados acima, existem os relacionamentos comerciais: quando uma empresa traz uma startup como fornecedor para ajudar nos seus processos de apoio e às vezes até na resolução de problemas no Core Business da empresa.

Quais são os maiores desafios no relacionamento com startups?

Ainda falando sobre o relacionamento de grandes empresas com startups, Flávio Marques, especialista em Inovação Aberta aqui da AEVO, compartilhou os resultados de um estudo muito legal que ele realizou nano passado 

Esse estudo consistia na imersão em 60 grandes empresas do Brasil que são referência em Inovação Aberta, com o objetivo de entender quais os maiores desafios dessas empresas ao longo do relacionamento delas com as startups. 

Para 59,3% dos profissionais entrevistados, gerenciar as etapas do relacionamento era o maior desafio. Isso porque as startups são muito ágeis no avanço dos processos comerciais, enquanto as grandes empresas ainda precisam enfrentar muitas burocracias para garantir o sucesso desse relacionamento. 

Já para 50,8% dos profissionais, o desafio é encontrar a startup certa para a resolução de uma determinada demanda. Uma vez que existe uma dificuldade para validar o estágio de maturidade da startup e se a solução que ela oferece realmente será útil para a sua empresa. 

Agora, para 40,3% dos entrevistados, estar por dentro do mercado de inovações das startups é o desafio. Afinal, por mais que existam muitos eventos e portais no Brasil que abordem o tema, precisamos estar sempre em busca de atualização. 

[BAIXE A PESQUISA] Os Maiores Desafios das Empresas no Relacionamento com as Startups 

Por isso, por mais desafiador que o relacionamento com startups possa ser, as grandes empresas devem estar atentas ao novo e aos grandes exemplos das jovens startups no mercado.

Uma vez que, para as organizações, fechar-se e ignorar a constante transformação do mercado ao seu redor pode significar um grande risco a sua própria sobrevivência. 

Por isso, confira o vídeo onde Flávio Marques fala sobre 7 das principais lições que as grandes empresas devem aprender com as startups:

conheça os modelos de relacionamento com startups

 Alguém um dia falou que “relacionar-se é uma arte”E isso realmente faz muito sentido, seja nos relacionamentos entre pessoas ou se tratando dos modelos de relacionamento entre empresas e startups.

No vídeo abaixo, Flávio Marques, especialista em Inovação Aberta aqui da AEVO, explica como a sua empresa pode se relacionar com as startups para ganhar tempo, reduzir custo ou simplesmente somar na sua estratégia de Inovação Aberta.

Você também pode conferir o conteúdo escrito logo abaixo.

Aceleração, a vantagem de investir para ter retorno

Quando falamos em aceleração falamos em um tipo de relacionamento que se dá da seguinte forma: uma grande empresa oferece a uma startup a possibilidade de ter apoio financeiro, mentorias, algumas vezes até mesmo um espaço físico e um networking bastante precioso. 

Em troca, a empresa investidora colhe os benefícios gerados pela startup para atender às demandas das empresas ou até mesmo uma sociedade.  

Normalmente acontece naquele estágio em que a ideia do produto, solução ou serviço, está pronto para seguir uma escalada nas vendas.

CORPORATE VENTURE CAPITAL, INVESTIMENTO QUE PODE VALER A PENA

No Corporate Venture, basicamente, uma empresa oferece capital para uma startup e ela utiliza esse recurso para crescer. 

A empresa investe em troca de ganhos como inovação, desenvolvimento de culturas, sem falar que a empresa investidora poderá colher frutos de uma startup mais robusta e com ganhos mais altos. 

Nesse caso, ocorre um processo real e bem claro de patrocínio de uma veterana em uma jovem e promissora startup. Logo, se tudo for feito de forma clara é um grande negócio.

Hackathons & inovação aberta

Hackathons são eventos que reúnem profissionais ligados à tecnologia e inovação, em um tipo de maratona com o intuito de gerar soluções para problemas desafiadores de uma organização em um curto espaço de tempo. 

A origem da palavra é resultado da combinação entre os termos hack (mais especificamente o verbo “to hack” no sentido de programar com expertise) e marathon (maratona).

Esses eventos são comuns nas rotinas de startups, mas desde seu surgimento, em 1999, as Hackathons estão se  popularizando como um tipo de evolução natural do brainstorming não só nos negócios de tecnologia. 

As hackathons intensificam o aprendizado do seu time, estimulam o networking e o reconhecimento, promovendo ambientes férteis para o desenvolvimento de inovações. 

Podemos citar vários exemplos de hackathons que fazem sucesso, mas um que sempre é lembrado pelo público que a frequenta é o Uber Hack: o Hackathon do Uber.

M&A, UM MODELO DE CRESCIMENTO CONJUNTO

É muito bom quando a gente acha nossa cara metade, não é? Pois é, o modelo de M&A é como se fosse isso. 

Uma empresa se funde a outra aproveitando o que uma ou que ambas fazem de melhor. Logo, ambas crescem com isso. 

M&A é uma sigla para Mergers and Acquisitions, ou em português, fusões e aquisições

Em outras palavras, as startups e empresas podem se unir para consolidar mercados, acelerar o crescimento, atrair talentos, compartilhando modelos de negócios e experiências. 

RELACIONAMENTO COMERCIAL: PARCERIA DURADOURA?

Esse é um modelo baseado em ganhos e aprendizados claros. 

Os pilares de um relacionamento comercial bem estabelecido estão em ganhos reais, como menor custo com divulgação e marketing, condições mais seguras para fidelizar, atrair ou reter clientes e fortalecerem o negócios da empresa e da startup envolvidas.

O relacionamento comercial pode ser um sucesso, mas para isso é fundamental que a empresa e a startup estejam alinhadas quanto aos valores, visões e interesses, ou seja, caminhando na mesma direção. 

Se isso existir, esse relacionamento será duradouro.

SPIN-OFF, JUNTOS MAS SEPARADOS

Pensar nesse tipo de modelo de relacionamento é pensar em um produto de uma startup que cresceu demais, tanto que gerou frutos, como se fosse um “filho”. 

Entretanto, esse filho, ou melhor, esse produto de sucesso, pode acabar atrapalhando a startup muito mais que ajudando. 

E ai não tem jeito… vai ter separação.  

Quando acontece de um produto crescer demais, a “empresa mãe” pode entender que esse produto, seu filho, precisa ser bem cuidado para continuar crescendo sem comprometer os outros projetos da própria empresa mãe. 

Por isso, a solução é criar uma nova empresa para cuidar especificamente desse produto de sucesso. E, como resultado,  o produto fica sempre bem cuidado e a empresa mãe também.

Recrute e selecione startups

Quando o assunto é inovar, não podemos esquecer que existe o risco de inovação.  

Agora, quando abrimos as barreiras da organização para receber soluções de outras empresas, alinhamento entre as duas partes é essencial para o sucesso da estratégia.

Logo, quanto mais assertivo for o alinhamento, mais controle possuímos sobre as variáveis desse processo e menor é o risco de investimento nos projetos inovadores. 

Ao pensar no processo aplicado à Inovação Aberta, percebemos que recrutamento e seleção de startups têm muito a ver com o mesmo processo para a área de Recursos Humanos, que busca encontrar os melhores talentos para compor a equipe interna de uma empresa.  

Ou seja, semelhante ao processo que ocorre lá no RH, o recrutamento e a seleção dastartups são realizados de forma processual, com algumas etapas. 

Entretanto, a etapa para definir a solução que vai resolver o desafio do seu negócio não pode acontecer sem que haja uma lista de possibilidades alinhadas ao: 

  • Objetivo da sua organização; 
  • O perfil das startups selecionadas. 

Recrutamento de startups para inovação aberta

Nessa etapa nós vamos preencher nosso funil, trazendo startups que se interessem por resolver os desafios do seu negócio.  

Os critérios acima, alinhados aos definidos pela sua própria organização devem nortear a seleção das melhores soluções, que vão avançando no funil de inovação até chegar a rodar uma PoC (Prova de Conceito) ou até mesmo implementar com o fornecedor para resolução daquele desafio que foi pré-programado lá atrás. 

Objetivos de Inovação Aberta

  • Qual o principal objetivo da estratégia com o relacionamento com startups 
  • Qual desafio vamos priorizar? 

Esses pontos precisam estar muito claro para todos que participam do processo

Dessa forma, você garante que lá na frente não exista um desalinhamento de expectativas em relação à entrega do projeto, ou seja, em relação à entrega daquilo que as startups se propuseram a solucionar. 

A inovação e o desafio que a sua organização está lançando para o mercado precisam estar diretamente ligados à sua estratégia para que eles façam sentido e para que os resultados dele sejam vistos com bons olhos pela alta gestão da empresa. 

Assista também: AEVO + BASF | Como as grandes empresas inovam com as startups? 

Perfil de startups e alinhamento com a estratégia de inovação aberta

É preciso definir o perfil de startup que você quer para a resolução de desafios.  

Logo, se a estratégia é algo de rápida implementação, com pouco risco, você não vai buscar uma startup que está na fase de ideação. Nesse caso, é muito mais fácil encontrar a mesma em operação, em scale up ou algo que já esteja mais testado no mercado.  

Entretanto, a situação pode ser inversa também, por exemplo:

Se você estiver buscando um projeto com o objetivo de terceirizar o seu P&D ou começar uma pesquisa do zero, o ideal é não buscar startups que já estão bem estabelecidas no mercado. 

Nesse caso, deve-se priorizar startups em fase de ideação, que está em fase de teste, prototipação, moldando mais estrategicamente o produto ou solução a ser desenvolvida. 

Portanto, a definição de perfil das startups que podem te ajudar a desenvolver o seu projeto é essencial para não ter surpresas lá na hora da seleção delas. 

Busca passiva de startups para inovação aberta

A busca passiva consiste em lançar o desafio de maneira pública, quase como um edital, chamando a atenção das startups que se enquadram no perfil da busca e transferindo para as mesmas a responsabilidade de encontrar a sua organização. 

A busca passiva é uma estratégia muito relevante para dar volume ao seu funil. 

Mas, é preciso estar atento (a) e acessar os ecossistemas certos, divulgar da maneira estratégica o desafio e buscar atingir o público certo, definindo muito bem o perfil das startups que você procura, para não encher o seu pipeline com soluções desalinhadas a estratégia da sua organização.  

A busca passiva é excelente para: 

  • Alcançar escala com a estratégia; 
  • Encontrar soluções nunca imaginadas; 
  • Estratégico para projetos em fase inicial (difíceis de serem encontrados de forma ativa). 

Busca ativa de startups para inovação aberta

A busca ativa é como jogar uma rede no mercado e recolher apenas os “peixes” mais estratégicos.  

Mas, para tanto, é preciso acessar bases, ecossistemas, eventos e parceiros de inovação para encontrar soluções para ajudar na resolução de determinado desafio ou até mesmo colocar sua equipe atrás disso. 

Nesse caso, a busca ativa é excelente como estratégia para encontrar startups mais consolidadas. 

qual a melhor estratégia para o meu negócio?

A mistura das duas estratégias — busca passiva e ativa de startups — é muito interesse, obtendo o melhor dos dois mundos.  

Mas, independente do caminho que você optar seguir, é preciso identificar muito bem cada cenário e o alinhamento do mesmo com o tipo de desafio, como foi descrito acima. 

Dessa forma, você deve ficar atento (a) aos seguintes pontos: 

Validação da startup

Após executada a fase de recrutamento das startups (seja por busca ativa ou busca passiva), está na hora de selecionar, ou seja, realizar uma triagem das melhores soluções, levando em consideração os critérios estabelecidos por você.

Maturidade da startup

A análise de maturidade de uma startup pode ser feita realizando uma validação técnica ou até mesmo comercial.  

Para entender bem como o processo funcionará de ponta a ponta, é extremamente importante que seja feito um planejamento, com cronograma, para alinhar desde o princípio as expectativas com as startups. 

Segue as principais considerações que você deve ter em mente para validar a maturidade de uma startup: 

  • A startup do meu funil está, de fato, pronta para trabalhar com uma grande corporação?  
  • Essa startup consegue se adaptar ao meu processo de compra, sendo este menos flexível do que nas pequenas e médias corporações?  
  • Será que essa startup consegue “segurar” o risco da inovação?

Proposta de valor da startup

Após a avaliação de maturidade, é preciso analisar a proposta de valor da startup.

Agora que a startup aceitou o desafio e confirma a capacitação para a execução do projeto, como podemos atestar essa capacitação?  

Para isso, nós indicamos que seja feita uma PoC (Proposta de Conceito), entre outras alternativas.

Agilidade no processo

Se os seus parâmetros foram muito bem definidos, o processo deve acontecer de forma estratégica. 

Mas ele pode demorar um pouco, principalmente, na fase de lançamento de desafio (após todo o planejamento estar estruturado).  

Entretanto, após o lançamento, o processo deve acontecer de forma fluída, acompanhando de perto a startup para que não haja a perda de interesse da startup em relação aos seus objetivos. 

Clareza no processo

Para garantir fluidez e velocidade, é necessário clareza.  

Logo, a startup precisa entender muito bem as regras do jogo:  

  • Sob quais óticas avaliamos a eficiência dessa startup e do processo como um todo?  
  • A startup precisará atender a quais pilares? 

Cada um desses pilares tornará o seu processo democrático, rápido, assertivo e suave para todas as partes, gerando no final, os resultados esperados. 

Exemplos de Inovação Aberta em grandes empresas

Natura startups & inovação aberta

Natura Startups, a Inovação Aberta da Natura

Quando falamos em Inovação Aberta no Brasil, se não falarmos da Natura, estamos errados. 

A empresa já trabalha essa abordagem há muitos anos e, em 2014, ela lançou o Programa Natura Startups: a empresa quer inovar, precisa inovar e busca respostas para as resoluções de suas demandas no mercado com as startups.

Dessa forma, a empresa cresce mais, ajuda as startups a crescerem e mostra para o mundo os seus projetos e as suas soluções. Desde 2014 já foram: 

  • 3100 startups avaliadas; 
  • 60 soluções testadas; 
  • 19 parcerias firmadas 

Com certeza já saiu muita coisa boa desde 2014, não é mesmo? 

CPFL Inova, a inovação aberta da gigante do setor elétrico

CPFL Inova, a Inovação Aberta da CPFL

Iluminando ideias e pensamentos para um novo caminho, um dos maiores grupos do setor elétrico no Brasil brilha quando falamos de Inovação Aberta:  CPFL Inova.

Em parceria com a Endeavor, esse programa de aceleração corporativa já está na sua segunda edição. 

A empresa seleciona 12 scale-ups que serão aceleradas e receberão mentoria tanto da Endeavor quanto da CPFL. Mas, essas empresas precisam ter sinergia com as demandas de energia elétrica no país e também com o grupo CPFL. 

Confira alguns números da primeira edição e veja porque o case da CPFL é um sucesso absoluto :  

  • 80% das empresas que participaram da primeira edição fecharam parceria com a CPFL;  
  • Foram aportados 6 MILHÕES em projetos para o setor elétrico no país; 
  • Houve 46% de aumento de faturamento das empresas que participaram do programa de aceleração;  
  • 39% a mais de contratações de funcionários que vieram dessas empresas para o grupo CPFL. 

CASE AMBEV & PARLEY OF THE OCEANS

Conheça o Desafio Livre de Plástico da Corona & Parley for the Oceans

O  Desafio Livre de Plástico é um projeto da Ambev, mais especificamente da Corona, em conjunto com a Parley for the Oceans 

O objetivo desse desafio é levantar ideias, projetos e soluções inovadoras que vão minimizar o impacto do plástico no ecossistema nos próximos anos. 

Como resultado:

  • Foram 450 inscrições; 
  • 140 ideias selecionadas;  
  • 6 ideias finalistas têm o potencial de redução de 230 MIL TONELADAS de plástico nas praias, por ano.  

Se você quiser saber um pouco mais sobre o desfecho do projeto, sobre as 6 ideias finalistas ou sobre os resultados desse desafio, confere aqui embaixo o link do case completo que construímos: 

AEVO Innovate: Corona & Parley for the Oceans

EDP VENTURES & inovação aberta

Case EDP Ventures

Com 30 MILHÕES destinados a projetos empreendedores, nasceu a EDP Ventures Brasil.

O foco desse Programa de Corporate Venture Capital é encontrar startups com soluções inovadoras para o mercado e para o setor de energia, que possam agregar valor para o grupo EDP 

Um exemplo que deu muito certo nesse programa é da startup cearense Delfos, que recebeu um aporte de 1,5 MILHÕES para continuar desenvolvendo sua inteligência artificial que atua em usinas de geração de energia.

ONONO, a inovação aberta da BASF

É de mãos dadas que se transforma – assim se resume o ONONO, o laboratório de experiências científicas e digitais de BASF. 

O centro foi inaugurado em março de 2019, com o objetivo de encontrar e conectar ideias para a BASF e seus clientes, e também para ajudar na gestão de ecossistemas de startups que orbita em torno da empresa. 

Esse case mostra perfeitamente a conexão entre ter e compartilhar conhecimento. Nós, da AEVO, estivemos no ONONO em junho de 2019 para apresentar o Innovation Talks, onde mostramos, pela primeira vez, nossa solução de Inovação Aberta

A experiência foi muito legal, porque pudemos compartilhar conhecimento com muitos profissionais e recebemos muitos feedbacks, essenciais na construção do nosso produto. Com essa experiência pudemos enxergar, de fato, como o ONONO transforma a realidade de startups e grandes empresas. 

Inicie sua estratégia de Inovação Aberta com o AEVO Innovate

Portanto, a Inovação Aberta é uma estratégia que propõe a conexão entre empresas e o parceiros externo, com o objetivo de gerar inovações e agregar valor à empresa e ao ecossistema de inovação 

Neste artigo, nós te mostramos que existem muitas formas de aplicar a Inovação Aberta na sua organização, mas já imaginou poder gerenciar todas essas opções em um só lugar?

Com o AEVO Innovate, nosso software de gestão da inovação, você pode se conectar com startups, universidades e fornecedores para colaborar em seus projetos e ainda gerenciar todas as etapas deste relacionamento.  

Estruture junto com a AEVO um programa de Inovação Aberta e impulsione o potencial de inovação da sua organização com a nossa plataforma. 

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