Inovação Aberta: os maiores desafios na parceria com startups

Confira a transcrição do vídeo

Nós convidamos  59 grandes corporações do Brasil (como Natura, Nestlê, BASF, Johnson&Johnson), que são referência em Open Innovation (ou Inovação Aberta) para entender melhor a dinâmica do relacionamento com o ecossistema externo e claro, quais eram os maiores desafios que essas empresas enfrentam.

Você confere a pesquisa completa clicando aqui.

Se você ainda não sabe o que é Open Innovation ou Inovação Aberta, confira o vídeo completo abaixo:

 

 

Entenda a pesquisa de Open Innovation

Se você acompanha nossos conteúdos, deve estar por dentro do conceito de Programa de Ideias e do seu potencial inovador, trazendo todos os colaboradores da organização para o centro do protagonismo corporativo. 

Nós não apenas acreditamos nisso, como ajudamos muitas empresas a alcançar resultados financeiros e fomentar a cultura de inovação em suas organizações utilizando esse método. Porém, com o tempo, observamos um comportamento que se repetia nos nossos parceiros: a necessidade de se relacionar com startups e com o ecossistema externo com o objetivo de maximizar os ganhos com inovação.

Com base nessa necessidade de mercado, iniciamos uma pesquisa para entender quais são as maiores dificuldades das grandes empresas no relacionamento com startups, e como forma de trabalhar na resolução dessas dores.

Para começar a pesquisa, perguntamos quais os maiores desafios os profissionais dessas grandes corporações enfrentam ao se relacionar com startups, dando aos mesmos a possibilidade de selecionar até duas alternativas.

No primeiro vídeo da trilha de conteúdos Inovação Aberta, nós falamos sobre os três principai temas dessa pesquisa, então, fique à vontade para assistir o primeiro vídeo:

 

Gerenciar o relacionamento com startups

Para 59,3% dos profissionais, gerenciar esse relacionamento era o maior desafio. Nós sabemos que o principal motivo é a falta de alinhamento dos modelos de negócios entre uma grande corporação e uma startup.

Leia também – Desenho Organizacional: a sua empresa favorece a inovação?

A startup, na maioria das vezes, é muito ágil para avançar dentro de um processo comercial, enquanto a grande empresa encontra grandes barreiras de compliance, tornando-a até mesmo burocrática. 

O fruto desse desalinhamento é uma velocidade muito grande por parte da startup e pouca ou nenhuma rapidez por conta da grande empresa, matando o processo no meio do caminho.

O que nós sugerimos é um processo de fast tracking, como foi feito na BASF. A empresa antes tinha em alguns meses, desde o primeiro contato até de fato a contratação da startup. Depois de definir um processo de fast tracking, houve um alinhamento muito grande entre as áreas de jurídico, compras e das unidades de negócio para se desenhar um modelo de contratação de startup mais eficiente, eficaz e que, claro, não vai ferir as áreas de negócio da empresa.

De vários meses que se passaram, tornaram-se apenas 15 dias desde o primeiro contato até a contratação da startup.

Veja também – Webinar – Como a BASF inova com o ecossistema

 

Encontrar a startup certa

Para 50,8% dos profissionais, encontrar a startup certa para a resolução de um determinado desafio ainda é uma grande barreira. 

Reparamos que é comum as grandes empresas terem dificuldades em encontrar uma forma de validar que a startup atenda aos parâmetros necessários para resolução de um problema, ou para melhora significativa de processos e produtos. Isso se dá muito pela falta de informações atualizadas sobre o mercado brasileiro de startups.

A criação de um ecossistema de startups que são acompanhadas de perto, nutridas e que eventualmente interagem com a empresa através de eventos ou pontos específicos de contato, mesmo que não exista nenhuma relação de parceria contratual, é umas alternativas que tem gerado mais resultado paras as grandes empresas.

 

Duas maneiras de buscar startups

Há duas maneiras de buscar startups: uma é a busca passiva, onde você lança o desafio para o mercado, onde a startup vem atraída pelo desafio.

O segundo ponto é a busca ativa, onde a grande empresas acessa ecossistemas, encontra uma base e vai atrás da startup específica que pode resolver o seu problema. 

Nós acreditamos que exista maior efetividade se você faz uma busca ativa, porém, não podemos desconsiderar a busca passiva, que trabalha com muito volume e, muitas vezes além de sair startups para a resolução daquela demanda, vem até startups que podem resolver outras demandas que a corporação têm dentro das suas unidades de negócio.

Leia também: case de Inovação Aberta (ou Open Innovation) com a Corona

 

Estar por dentro do mercado de inovação

40,6% dos profissionais atestaram que estar por dentro do mercado de inovação isso ainda é um desafio. Isso é um tanto quanto curioso no primeiro momento, já que a gente tem muitos portais, muitas iniciativas nesse ponto e muito tem se falado sobre esse tema. 

Porém, o que acontece é que esse mercado e inovação, startups e Inovação Aberta (ou Open Innovation), as coisas mudam muito rápido e, com isso, você ou a sua organização precisam estar sempre se atualizando para se manter no mercado. Então, mesmo que surjam novas iniciativas, que os profissionais se esforcem por isso, eu acredito que estar por dentro do mercado nunca vai deixar de ser um desafio.

 

Por último, mas não menos importante

Já os dois pontos que tiveram menor adesão nessa pesquisa foram analisar o mercado sobre ótica e cenários específicos e elaborar e lançar desafios ao mercado. Apesar de ter menos adesão nessas duas alternativas, elas não são menos importantes. Eu vou te explicar o porquê.

Apesar de pouca adesão, quando a gente observa empresas que estão buscando inovar diretamente o Core Business, em Hard Science ou em produto, analisar o mercado sobre cenários específicos é muito importante sim. Já quando entramos em elaboração e lançamento de desafios para o mercado, isso não é um desafio tão grande para os profissionais hoje, porque é um primeiro passo para quem começa a trabalhar Open Innovation (ou Inovação Aberta).

Existem muitas empresas prestando esse serviço e muitas organizações que querem trabalhar essa abordagem já deram o primeiro passo e aprenderam a fazer, além de já ter os seus próprios fornecedores para lançar os desafios.

Então, não significa que analisar o mercado sob cenários específicos, elaborar e lançar desafios são menos importantes. Mas eles são desafios, no primeiro caso, mais específico de um grupo de empresas e, no último caso, é um desafio que já foi superado pela maior parte das empresas.

E aí, gostou desse conteúdo? Ele foi útil para você? Então aproveita para baixar agora mesmo a pesquisa que deu origem a esse vídeo, tenho certeza que ela dará a sua organização uma visão muito mais concreta do cenário de Open Innovation (ou Inovação Aberta) no Brasil.

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