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O retrato da maturidade da inovação corporativa no Brasil

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Mapa da inovação 2026: um panorama completo da maturidade e desafios da inovação corporativa

O Mapa da Inovação 2026 é um relatório desenvolvido e elaborado pela AEVO, que traz ao mercado um retrato da forma como as empresas brasileiras estão inovando, quais os principais desafios e avanços setoriais. Conheça os principais dados e informações do material neste artigo!

A inovação corporativa no Brasil avança ano após ano, mas ainda carrega obstáculos significativos. A maioria das empresas afirma que inova. Contudo, poucas conseguem transformar esse esforço em resultado financeiro mensurável. E menos ainda operam com a governança, os processos e a cultura necessários para sustentar a inovação no longo prazo.

É esse retrato que o Mapa da Inovação 2026, estudo elaborado pela AEVO, traz ao mercado. Com base em centenas de respostas de líderes, gestores e profissionais de inovação de diferentes setores, o levantamento aponta onde as empresas brasileiras estão, onde encontram mais dificuldade e quais caminhos levam a resultados concretos.

O diagnóstico é claro: inovar ficou mais comum, mas transformar inovação em vantagem competitiva ainda é privilégio de poucas organizações. A diferença entre elas está na estrutura, na governança e na capacidade de medir o que se faz.

Continue a leitura para conhecer as principais informações coletadas, desafios e aprendizados do Mapa da Inovação 2026.

Resumo do conteúdo:

  • O Mapa da Inovação 2026 revela que 92% das organizações inovam, mas apenas 29% comprovam ganhos financeiros concretos;
  • Os principais desafios da inovação corporativa no Brasil são: barreiras culturais, falta de equipes dedicadas, orçamento irregular e ausência de governança formal;
  • O estudo é estruturado em quatro pilares, baseados nas normas ISO 56001 e ISO 56002, que focam em resultados, direcionamento estratégico, processos e pessoas;
  • Cases de clientes da AEVO como o grupo 3corações e Irani demonstram que programas bem estruturados, apoiados por tecnologia e consultoria, geram retorno financeiro mensurável.

O que é o Mapa da Inovação Corporativa da AEVO?

Imagem de capa do material Mapa da inovação corporativa 2026 - AEVO

O Mapa da Inovação 2026 é um estudo elaborado pela AEVO com o propósito de revelar como as empresas brasileiras estão estruturando seus sistemas inovativos e quais práticas têm gerado impacto real nos resultados.

A pesquisa foi conduzida entre junho de 2024 e julho de 2025, por meio do Diagnóstico de Inovação, ferramenta online disponibilizada gratuitamente pela AEVO. Ao todo, 553 participações foram registradas.

Após processo rigoroso de curadoria e validação, 223 respostas foram consideradas válidas, representando 212 empresas de diferentes setores e portes da economia brasileira.

O perfil dos respondentes reforça a relevância do estudo: 51,78% ocupam cargos de gerência, diretoria ou C-Level, enquanto 40,62% são profissionais de nível operacional. Essa combinação garante uma leitura qualificada tanto da visão estratégica quanto da realidade do dia a dia das organizações.

Os objetivos do Mapa da Inovação AEVO são:

O estudo é estruturado a partir das diretrizes das normas ISO 56001 e ISO 56002. Estes são os padrões internacionais para implantação e certificação de Sistemas de Gestão da Inovação, o que confere ao Mapa uma estrutura metodológica reconhecida e comparável entre organizações de diferentes perfis.

Panorama geral da inovação nas empresas brasileiras

A amostra do Mapa da Inovação 2026 é representativa da diversidade setorial do Brasil. A indústria de transformação lidera com 17,8% dos respondentes, seguida por serviços de consultoria e TI (17,3%), serviços financeiros e holding (9,3%), saúde (8%) e educação (7,1%).

A imagem apresenta o gráfico do perfil das empresas participantes do diagnóstico de inovação, base que consolidou os dados de criação do Mapa da Inovação 2026 da AEVO

Energia, agronegócio e indústria alimentícia também compõem o quadro, confirmando que a inovação corporativa no Brasil é um tema transversal. Ou seja, presente em setores tradicionais e emergentes.

O porte das empresas participantes também é diverso. A maior concentração está na faixa entre 201 e 5.000 colaboradores, o que reflete o protagonismo das organizações de médio e grande porte na estruturação de programas de inovação. A presença de empresas menores, porém, sinaliza que o impulso para inovar não depende do tamanho, mas da mentalidade e método.

O dado mais relevante do panorama geral é, ao mesmo tempo, encorajador e revelador. Conforme o Mapa da Inovação, 92% das empresas afirmam ter realizado algum tipo de inovação em produtos, serviços ou processos nos últimos doze meses. O número confirma que a intenção de inovar está amplamente disseminada.

O problema está na profundidade desse impacto. Dos 92% que inovaram, apenas 29% conseguiram comprovar ganhos financeiros concretos, seja por redução de custos ou incremento de receita.

Outros 37% relataram resultados apenas qualitativos, como eficiência operacional, satisfação de equipes ou aprendizado institucional. E 26% não observaram nenhum retorno mensurável.

Com essas informações, é possível compreender que a realidade se repete em diferentes setores e portes. Isto é, as empresas brasileiras estão inovando para não ficar para trás, mas poucas inovam para avançar de forma competitiva.

Essa diferença marca o ponto em que a inovação se transforma em motor de resultado e é justamente esse salto que o Mapa da Inovação busca apoiar.

Principais desafios no cenário atual brasileiro

Fragmento do Mapa da Inovação da AEVO - os desafios para inovar sob pressão

O Mapa da Inovação permite identificar com precisão onde estão os principais gargalos da inovação corporativa no Brasil. Quatro desafios se destacam de forma recorrente, independente do setor ou porte da organização. Confira:

1. Barreiras culturais

A inovação avança no discurso, mas ainda não se consolidou como prática cotidiana na maioria das organizações. Um dos sintomas mais claros é a ausência de uma estratégia de inovação compartilhada. 70,4% das empresas operam sem um direcionamento formal, conhecido pela organização e desdobrado em metas concretas.

Sem uma narrativa comum sobre o que é inovar e para onde a empresa quer ir, a inovação depende de indivíduos engajados em vez de sistemas estruturados.

A resistência à mudança, combinada à falta de alinhamento entre áreas, fragmenta os esforços e impede que a cultura de inovação se consolide como valor organizacional.

Apenas quando todos sabem para onde estão indo é que a estratégia dá forma à cultura e, consequentemente, a cultura dá vida à estratégia.

2. Falta de estrutura

A capacidade de equipe é um dos maiores desafios estruturais identificados no Mapa. Apenas 19% das empresas possuem áreas de inovação com profissionais alocados em tempo integral, com atuação transversal e dedicação plena ao programa.

Os demais dividem a inovação com responsabilidades operacionais: 27% contam com pessoas parcialmente dedicadas, 46% mobilizam colaboradores das áreas de negócio apenas sob demanda, e 11% não têm nenhum recurso humano voltado à inovação.

Enquanto equipes dividirem inovação e rotina operacional, as entregas continuarão sendo esporádicas. Sem papéis claros e tempo dedicado, as iniciativas perdem ritmo e raramente chegam à fase de escala. A inovação, nesses casos, existe, mas como evento ou algo pontual, não como processo.

3. Planejamento orçamentário

O investimento em inovação no Brasil ainda é predominantemente circunstancial. Cerca de 49% das empresas financiam suas iniciativas de forma contingencial, recorrendo a sobras de orçamento ou aprovações pontuais a cada projeto.

Outros 16% sequer têm iniciativas ativas, e apenas 11,7% operam com um modelo híbrido que combina um envelope central com alocações descentralizadas por área.

Sem a previsibilidade orçamentária, as aprovações atrasam, os projetos-pilotos travam entre fases e o portfólio perde prioridade para o operacional.

Com isso, os programas perdem continuidade, os portfólios são interrompidos por falta de funding e o aprendizado acumulado se perde a cada ciclo. A maturidade financeira começa quando inovar deixa de ser exceção orçamentária e passa a ser linha de investimento recorrente.

Continue aprendendo: Orçamento de inovação: como planejar e utilizar com eficácia

4. Processos e governança

A ausência de governança formal é um dos achados mais críticos no Mapa da Inovação 2026. 60,1% das empresas não contam com governança formal de inovação, operando com grupos informais ou sem estrutura alguma. Apenas 19,7% possuem comitê executivo com reuniões periódicas e critérios claros de decisão.

Esse cenário se agrava quando observado em conjunto com as informações da liderança: 73,5% das empresas ainda não contam com compromisso consistente da alta liderança. Em 23,3% dos casos, a inovação permanece no discurso sem priorização real, já em 5,4%, o tema não está presente na pauta da liderança.

Sem fórum com agenda, critérios de priorização e registro de decisões, o portfólio disputa espaço com o operacional, as prioridades oscilam e o ROI demora a aparecer.

A governança é o que conecta o discurso e a prática. E, sem ela, a inovação depende de líderes entusiastas, não de processos institucionalizados.

Os pilares do Mapa da Inovação 2026 da AEVO

O Mapa da Inovação da AEVO organiza sua análise em quatro pilares inspirados nas normas ISO 56001 e ISO 56002. Cada pilar responde a uma pergunta decisiva sobre a execução da inovação corporativa: para quê é feita, para onde vai, como é colocada em prática e quem a operacionaliza. Veja:

Pilar I: Resultados e realização de valor 

Este pilar evidencia o quanto os esforços de inovação se traduzem em ganhos concretos para o negócio. Avalia a capacidade de gerar resultados financeiros mensuráveis, rastrear o ROI por iniciativa e comprovar impacto em receita, margem ou redução de custos.

As empresas estão inovando, mas ainda não demonstram valor na mesma velocidade com que criam. 70% das empresas lançaram novos produtos ou serviços nos últimos doze meses, mas apenas 36% obtiveram receita relevante com esses lançamentos.

Os demais possuem problemas com a validação de demanda, o planejamento de go-to-market e a elaboração de business cases com tese de valor definida.

A próxima fronteira da inovação corporativa no Brasil não é necessariamente fazer mais, mas comprovar o impacto do que já está em andamento. Inovar é cada vez mais comum, já fazer a inovação gerar resultado, ainda não.

Pilar II: Direcionamento estratégico e gestão de incerteza

O pilar II avalia se as empresas orientam seus esforços por uma direção estratégica clara e se conseguem lidar de forma estruturada com a incerteza e o risco. Ele abrange teses de inovação, prioridades definidas, critérios de decisão e mecanismos de monitoramento de tendências.

Conforme o Mapa da Inovação 2026, 62% das empresas afirmam ter algum nível de alinhamento entre inovação e estratégia, mas apenas 28% comprovam contribuição tangível vinculada aos resultados do negócio. Outros 27% inovam de forma isolada, sem integração ao planejamento corporativo.

O monitoramento de tendências é outro ponto frágil, visto que apenas 11% das empresas possuem uma rotina estruturada de mapeamento de mercado, novas tecnologias e movimentos de concorrentes.

Quase metade (46%) acompanha tendências de forma passiva, sem método nem integração com a estratégia. O resultado é previsível, gerando decisões tardias, dificuldade de adaptação e baixo preparo para rupturas.

Pilar III: Processos e recurso

Este pilar foca na robustez dos sistemas internos de inovação. Ele avalia os funis de inovação, ritos e cadências, alocação de recursos e ferramentas que sustentam o ciclo de decisão.

O cenário ainda é desafiador. 50% das empresas não possuem um funil formal para melhoria de produtos e processos existentes, operando apenas com diretrizes gerais.

Para criação de novos produtos, 48% estão na mesma situação. Apenas uma em cada seis empresas trata a melhoria contínua com rigor metodológico.

A governança vinculada a modelos reconhecidos, como a ISO 56002, é fundamental para institucionalizar a inovação e criar a previsibilidade que os programas precisam para escalar. Sem critérios de gate e priorização, o funil acumula projetos de baixo valor, dispersa energia e compromete a capacidade de escalar boas iniciativas.

Leia mais: 7 Ferramentas de inovação que você precisa conhecer

Pilar IV: Pessoas e cultura

O último pilar sustenta a continuidade do sistema inovativo. Ele reúne liderança ativa, segurança psicológica, incentivos que reforçam comportamentos desejados e rituais de reconhecimento que dão visibilidade ao resultado.

O panorama aponta uma cultura de incentivo concentrada em indivíduos, não em sistemas. 45% das empresas contam com líderes que estimulam ideias dentro de suas áreas, mas de forma não consistente em toda a organização.

Apenas 17% possuem estruturas formais, como programas, sistemas ou políticas, que sustentam o engajamento de forma contínua. E 8% não oferecem qualquer tipo de incentivo.

O reconhecimento é igualmente escasso. Apenas 9% das empresas valorizam os aprendizados de experimentos que não geraram resultados positivos.

Enquanto o reconhecimento permanecer restrito a casos de êxito, o risco continuará sendo evitado e a aprendizagem, fragmentada.

Resultados e cases de sucesso que inspiram

Os dados do Mapa da Inovação 2026 mostram claramente a diferença entre organizações que tratam a inovação como sistema e aquelas que a tratam como evento pontual.

Os casos de sucesso em inovação de empresas que utilizam o AEVO Innovate ilustram, com números reais, o impacto de programas bem estruturados.

A 3corações, um dos maiores grupos do setor cafeeiro do Brasil, estruturou seu programa de inovação com o suporte da AEVO Innovate. Em 2024, o impacto foi expressivo, resultando em mais de 1.127 ideias geradas, 2.700 colaboradores impactados e R$ 8 milhões em resultados financeiros.

Antes da digitalização, o processo era manual, a comunicação fragmentada e os colaboradores tinham baixa visibilidade sobre o destino das suas contribuições.

Já a Irani, empresa do setor de papel e embalagens, transformou seu programa de gestão manual para digital com foco em transparência.

O resultado acumulado ao longo da parceria com a AEVO é significativo, com mais de 7.000 ideias no backlog, taxa de implantação de 40% e retorno financeiro milionário.

A gamificação e os feedbacks automatizados da plataforma foram determinantes para sustentar o engajamento contínuo dos colaboradores.

Em ambos os casos, a AEVO atuou como parceira tecnológica e consultiva. O AEVO Innovate centralizou a operação de ponta a ponta, atuando da captação de ideias à gestão de portfólio e ao acompanhamento de OKRs estratégicos, enquanto a consultoria da AEVO garantiu que a estratégia, a governança e o engajamento estivessem alinhados desde o início.

Tendências e perspectivas para o futuro da inovação no Brasil

Os achados do Mapa da Inovação 2026 apontam para um conjunto de movimentos que devem marcar o próximo ciclo da inovação corporativa no Brasil.

A digitalização deixa de ser apenas um experimento para se consolidar como padrão nas organizações. A agenda digital avança das provas de conceito para iniciativas voltadas à padronização e ao ganho de escala.

Nesse cenário, soluções como automação de ponta a ponta, analytics aplicado à rotina operacional e Inteligência Artificial voltada à redução de retrabalho e ao aumento da assertividade passam a ocupar posição central nas estratégias de inovação.

A Inteligência Artificial, em especial, já apresenta resultados concretos na gestão de programas de ideias.

Dados da AEVO indicam que propostas enriquecidas com IA são avaliadas duas vezes mais rápido do que aquelas que não utilizam a tecnologia. Enquanto o ciclo médio de avaliação cai para 31 dias com o apoio da IA, ele chega a 58 dias nos processos tradicionais, evidenciando ganhos relevantes de eficiência.

O Termômetro da Inovação do Mapa posiciona a inovação brasileira na faixa “morna”, com programas implementados, governança emergente e ganhos pontuais.

Para migrar para a faixa avançada, as organizações precisam consolidar indicadores acompanhados continuamente, comitês com critérios claros de decisão, orçamento estruturado em gates de investimento e alinhamento explícito entre inovação e estratégia corporativa.

As estratégias de inovação e os resultados financeiros precisam estar mais conectados. A pressão por ROI, combinada ao custo de capital elevado e à cobrança por produtividade, exige que os programas de inovação provem eficiência com velocidade.

Com isso, iniciativas com payback distante ou sem indicadores de captura de valor perdem espaço. Ganham força as que reduzem custo, aceleram receita existente e liberam caixa via eficiência operacional.

Um dos sinais de maturidade em inovação é quando os resultados deixam de depender de esforços individuais.

O próximo passo para muitas empresas é transformar o reconhecimento de iniciativas inovadoras em um processo estruturado, com critérios claros, indicadores e comunicação integrada à estratégia.

Plataformas que combinam tecnologia, IA e metodologia consultiva, como o AEVO Innovate, passam a ser diferenciais competitivos relevantes. A estratégia de inovação nas empresas que avançam não é mais sobre ter boas ideias. É sobre ter a estrutura certa para transformá-las em resultado.

Livia Nonato

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), atua na área de marketing, content e SEO há quatro anos, tendo como principal foco a otimização para mecanismos de busca, gestão e crescimento dos canais de aquisição orgânico, performance e growth. Experiência e conhecimento em SEO para empresas B2B e produtos complexos. Atualmente, é analista de SEO na AEVO e aborda temáticas de inovação e tecnologia como redatora do blog AEVO.

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Livia Nonato

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), atua na área de marketing, content e SEO há quatro anos, tendo como principal foco a otimização para mecanismos de busca, gestão e crescimento dos canais de aquisição orgânico, performance e growth. Experiência e conhecimento em SEO para empresas B2B e produtos complexos. Atualmente, é analista de SEO na AEVO e aborda temáticas de inovação e tecnologia como redatora do blog AEVO.

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