Em um universo rodeado por tecnologias e informações que circulam em velocidade recorde, parece difícil identificar um comportamento inovador único e que se destaque isoladamente.
Mas esse comportamento ainda existe, de forma difundida inclusive, porém, seu objetivo deixou de revolucionar, para adequar às necessidades de uma nova indústria.
Para acompanhar a velocidade com que tudo muda, empresas e pessoas inovadoras precisam constantemente buscar novas formas de fazer as coisas, para se manterem relevantes ou saírem na frente de seus concorrentes.
Este contexto está diretamente atrelado à indústria 5.0, já que sua premissa modela profundamente como as empresas operam, como novos negócios surgem e a regulação do mercado como um todo, em função dos avanços tecnológicos.
Hoje, para sobreviver em um mercado competitivo, as empresas precisam buscar novas formas de gerar valor, e a inovação tem um papel essencial nisso.
Entenda como estimular o comportamento inovador nos colaboradores da sua empresa e alcançar diversos benefícios. Saiba mais!
O que é comportamento inovador?
Podemos definir o comportamento inovador de muitas formas, tanto no âmbito individual, como no organizacional, e aqui vamos focar neste segundo. O comportamento inovador é a ação proativa, ou seja, quando o indivíduo opta voluntariamente, por criar, executar e difundir pensamentos ou iniciativas que visam otimizar a realização de tarefas no contexto corporativo.
Esse comportamento pode trazer benefícios diretos para equipes de funcionários, em grupos específicos ou impactando a empresa como um todo, no sentido de reestruturação de processos e metodologias.
Um comportamento inovador acontece em três etapas: aquisição de conhecimento, criação de ideias e aplicação de soluções. Isso significa que ele está associado diretamente a hábitos de curiosidade, pesquisa, teste e aplicação, buscando a melhoria contínua do que já existe.
Por outro lado, o comportamento inovador não funciona apenas no campo da criatividade, uma vez que as ideias precisam ser transformadas em ações reais, de forma que traga benefícios concretos para a empresa e o ambiente onde essa pessoa está inserida.
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Principais características de um comportamento inovador
O ser humano possui um perfil inovador por natureza, considerando que fomos capazes de criar tecnologias e sistemas complexos que permitiram nossa evolução até aqui. Mas o comportamento inovador que estamos abordando possui algumas características específicas, pois seu papel está em transformar o contexto atual em algo aprimorado. Entenda:
1. Proatividade
Uma pessoa com comportamento inovador não espera o problema surgir, ela antecipa seu acontecimento e projeta soluções eficazes.
Inovar está em fazer diferente, e enquanto outras pessoas tomam ações em prol de resolver um problema quando ele aparece, o perfil inovador consegue desenvolver estratégias para que ele sequer aconteça.
Em um contexto empresarial, isso permite que os fluxos de trabalho de equipes sejam mais fluidos, evitando ruídos de comunicação que poderiam resultar em atrasos de entregas, por exemplo.
Em um cenário mais complexo, o perfil inovador consegue mapear todas as possíveis falhas de um sistema, já integrando soluções no seu desenvolvimento, de maneira que essas falhas não se concretizem.
2. Curiosidade e abertura ao novo
É impossível falarmos de uma pessoa com mentalidade inovadora sem falarmos da criatividade e abertura ao novo.
Para inovar, é preciso ”pensar fora da caixa”, e isso envolve a disponibilidade para duvidar de si mesmo, questionar ideias já bem estabelecidas e testar processos sem medo de dar errado.
É justamente no processo de criação que acontecem as inovações mais surpreendentes, já que o que é filtrado como resultado consegue ser justamente um detalhe que ninguém estava atento.
Nesse sentido, quem tem um comportamento inovador está mais apto a experimentar novas formas de fazer a mesma coisa, por mais que pareça estranho em um primeiro momento.
3. Resiliência e tolerância ao erro
Muitas pessoas não se comprometem com a inovação pelo medo de errar. Mas, vale lembrar que errar faz parte da natureza humana, e aprender com os erros deveria ser um exercício recorrente.
Um comportamento inovador não se deixa derrubar por falhas, pelo contrário, as usa para identificar pontos de melhoria e retomar o processo a partir disso.
Pense no desenvolvimento de um software: se os profissionais envolvidos abandonarem o projeto na primeira falha identificada, é como jogar fora o potencial de algo que poderia fazer a diferença em qualidade de trabalho para equipes, lucro para empresa e reputação fora dela.
4. Colaboração
Se engana quem pensa que inovar é um processo feito sozinho. Pessoas inovadoras costumam trabalhar em equipes, justamente para dar vazão a suas ideias e experimentações, mas também para contrastar diferentes pontos de vista.
Uma pessoa que está com dificuldade de encontrar a solução para um problema na sua rotina de trabalho, pode encontrar a resposta mais inovadora ao compartilhar sua dificuldade com outros do time. Ao ter contato com mais ‘formas de fazer’ aquilo em que ela estava travada, é possível encontrar soluções, de fato inovadoras, e que sejam úteis até mesmo para outras situações.
É aqui, também, que o comportamento inovador se coloca em ação ao compartilhar com os demais, os resultados e ideias geradas.
Com isso, mais pessoas podem colocar em prática a inovação criada, ou ainda contribuir com aprimoramentos da técnica com novos insights ao longo do tempo. A prática leva à perfeição.
5. Orientação para resultados
Um dos principais objetivos do comportamento inovador no ambiente corporativo é a geração de valor a partir das ideias.
Grupos de trabalho, programas de inovação e outras iniciativas que estimulam esse comportamento devem ser orientadas para resultados. Isso garante um alinhamento com os objetivos de projetos e ajuda a organizar os times em função de quais problemas precisam de soluções diferenciadas.
A importância do comportamento inovador
Atualmente, a inovação nas empresas se tornou um elemento indispensável para que os ecossistemas se mantenham adequados, no sentido de gestão de pessoas, como também no impacto de mercado.
O comportamento inovador estimula a competitividade, já que os profissionais buscam mais desenvolvimento pessoal, inclusive olhando para similares em outros players do mercado.
Na cultura organizacional, esse impacto é muito grande, visto que a empresa consegue alocar profissionais mais qualificados e com atuação mais centrada em resultados.
O maior exemplo são as startups de tecnologia e fintechs, que mesmo com um quadro reduzido de colaboradores, conseguem alcançar resultados exponenciais, através da cultura de inovação.
Como desenvolver o comportamento inovador?
Para benefício próprio, muitos profissionais já buscam maneiras de sair na frente de seus concorrentes, seja por formação acadêmica ou por associação a cases de sucesso no mercado.
Inovar requer aperfeiçoamento e um pouco de talento, mas isso não quer dizer que seja difícil estimular esse comportamento dentro das empresas. Para isso, considere:
1. Estímulo à criatividade
Falar em criatividade organizacional não é supérfluo. Empresas como Google ficaram conhecidas ao longo de sua trajetória por oferecer ambientes que favorecem a criatividade, trocas entre pessoas e experimentação de novas ideias.
Mas estimular a criatividade vai além de ter um ambiente com sofás coloridos e mesa de jogos: está em permitir o exercício do pensamento em meio às práticas organizacionais.
2. Programas de capacitação e desenvolvimento
Nem todas as empresas ou pessoas cresceram dentro de uma cultura de inovação, mas felizmente isso pode ser ensinado. Hoje, com a ajuda de diversas tecnologias e frentes de conhecimento, é possível incentivar o comportamento inovador para criar esse hábito dentro das empresas.
Executar eventos que convidem profissionais de inovação para aplicarem workshops e palestras, ou até mesmo firmar parcerias com centros de inovação para oferecer descontos em cursos, são formas de facilitar esse desenvolvimento.
Além disso, empresas precisam investir em treinamentos e outras ações de atualização, já que inovação precisa estar sempre em alinhamento com novas formas de fazer.
3. Incentivo ao intraempreendedorismo
O mercado de trabalho atual considera o desenvolvimento de competências muito além do objetivo de ganhar reconhecimento por promoção ou aumento.
Empresas que incentivam a autonomia e crescimento de seus colaboradores conseguem estimular o comportamento inovador através do intraempreendedorismo.
Em outras palavras, um profissional busca inovar não porque terá algo em troca dentro da empresa, mas porque ele mesmo vê sentido em tomar aquela ação.
Por consequência, a empresa consegue reter talentos que estão de olho em inovar, ao mesmo tempo que aprimora essas pessoas em programas de gestão e desenvolvimento.
4. Feedbacks e reconhecimento
Por mais que o comportamento inovador não esteja diretamente atrelado a uma expectativa de reconhecimento, é importante valorizar o que foi alcançado.
Uma vez que estes profissionais estão gerando valor para a empresa, é papel dela fornecer feedbacks e devolver parte desse valor reconhecendo as ações de maior impacto.
Barreiras ao comportamento inovador e como superá-las
Ainda que a inovação esteja em foco na indústria 5.0 e nos modelos de atuação das empresas atualmente, existem barreiras a serem superadas.
Uma delas está justamente no fortalecimento da relação de confiança entre empresas e colaboradores, em um cenário onde uma ideia pode significar milhões para a empresa, em troca de nenhum retorno para quem a teve de início.
Além disso, a cultura organizacional antiga onde errar é algo mal visto, e que pode acarretar danos, também impede a inovação de avançar.
Portanto, investir em programas de inovação, estruturas mais transparentes e capacitação de colaboradores ainda são as melhores formas de preparar as empresas internamente para o futuro.
Conclusão
O comportamento inovador é fundamental para o mundo corporativo. Empresas inovadoras tendem a se destacar, e profissionais alinhados com essa dinâmica, também.
Ao contrário do senso comum, os inovadores não são raros ou especiais. Ser inovador é ter boas ideias, articuladas com a realidade, a fim de realizá-las. No entanto, o profissional inovador sabe que nem sempre acerta de primeira. Além de boas ideias, ele tem resiliência e paciência para implementá-las.
Outro ponto positivo em ser inovador é saber que você terá armas e métodos para facilitar o trabalho de todo o seu time. Com as ferramentas certas e a equipe gerando ideias significativas, grandes oportunidades aparecerão nas organizações.
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