Fintechs: a revolução do mercado financeiro

Fintechs

Nenhum setor é mais relacionado com burocracia do que os bancos tradicionais, o que dificulta o uso de suas funções. Mesmo com a digitalização de alguns processos como criação de aplicativos para smartphones, essa burocracia ainda não some completamente. Por isso, surgiram as fintechs.

Fintechs no Brasil estão cada vez mais populares: são consideradas o carro-chefe do ecossistema brasileiro de startups e de 2019 para 2020, essa categoria cresceu em 34%. Além disso, atraiu um aporte de US$ 939 milhões nos primeiros 9 meses de 2020 (US$ 2,4 bilhões em 5 anos).

E o que são fintechs e porque são tão populares? Prossiga com a leitura e saiba todas as respostas.


O que é uma fintech?

Fintech é uma abreviação de financial technology (tecnologia financeira em português). Elas são startups que desenvolvem produtos financeiros no meio digital.

Com isso, o uso da tecnologia é o grande diferencial da fintech, que pode trazer soluções como cartão de crédito/débito, conta digital, empréstimos, etc. Além disso, a maioria das fintechs permitem a administração do produto por meio da internet, ou seja, o cliente não precisa em momento algum sair de casa e se dirigir a uma agência para conseguir algum serviço.


Qual é a origem das fintechs?

Tudo começa na década de 1950 e 1960, quando surgem os cartões de crédito e os caixas eletrônicos. Em 1970, as bolsas de valores começam a testar sistemas de negociação eletrônica de ativos. E em 1980, os bancos evoluíram seus sistemas de dados para melhorar os processos de serviços prestados.

É importante atentar que fintechs são resultados dessa evolução financeira constante. Com o surgimento da internet e dos primeiros modelos de e-commerce, surgiu a base para negociações financeiras online.

Nas próximas duas décadas, surgem aplicativos de pagamento, consultoria, crowdfunding, crédito online, etc. No Brasil, as fintechs surgiram por volta de 2010, com empresas pioneiras surgindo a partir de 2012 e 2013.


Diferenças entre Fintechs e bancos tradicionais

As fintechs surgiram como uma inovação ao banco tradicional, reinventando a relação entre cliente e prestadora de serviços. O banco tradicional costuma se concentrar no gerenciamento de riscos e segurança, enquanto as fintechs focam na experiência do usuário.

Com isso, as principais diferenças entre essas duas entidades financeiras são:

  • Personalização: uma fintech preza pela preferência de uso do cliente;
  • Menor burocracia: há maior agilidade para transações, abertura remota de contas e acesso 24 horas por aplicativos;
  • Tecnologia financeira: uma fintech se suporta no uso de novas tecnologias como inteligência artificial e Machine Learning.

Fintechs são startups?

Startups possuem um modelo de negócios inovador, apoiado na tecnologia, e apresentam baixo custo e crescimento escalável. Uma fintech pode ser definida como uma evolução das startups no setor financeiro.

Contudo, startup é apenas um estágio inicial adequado a diversos setores: seguros, construtoras, empresas de logísticas, etc.


Fintechs são empresas seguras?

Sim, fintechs são reguladas da mesma forma que bancos, com a mesma legislação. As fintechs de serviços financeiros passam pela regulamentação do Banco Central, assim como outros órgãos menores como CVM e a Susep.

Aliás, você pode até mesmo consultar no banco de dados do Banco Central para ver se a fintech é reconhecida.

Ademais, todas as transações são online, o que garante checagens automáticas de segurança. Caso ocorra algum problema, o erro é facilmente rastreado no sistema da fintech.

Uma fintech traz serviços de qualidade e seguros sem cobrar muito. Por exemplo, a CMN permitiu às fintechs concederem empréstimos sem intermediação de bancos. Com isso, o cliente tem crédito disponível com juros menores e de forma mais acessível.


Fintechs são uma ameaça aos bancos tradicionais?

Muitos bancos se sentem de fato ameaçados pela cultura de inovação promovida pelas fintechs. Contudo, é grande o número de instituições financeiras aliadas às fintechs, de forma a oferecer um novo produto/serviço no mercado.

Segundo levantamento da Febraban, 74% dos correntistas usam de serviços financeiros ou de produtos das fintechs.

Além disso, os bancos tradicionais são forçados a se digitalizarem e evoluírem suas funções para se manterem competitivos, visto que as fintechs trazem vantagens que bancos buscam ter.


Uso de tecnologia

Tudo que o usuário busca num banco pode ser resolvido de maneira online, 24 horas por dia e sem sair de casa. Além disso, é garantida a segurança nas transações e intuitividade no uso dos serviços financeiros.


Praticidade

Fintechs trazem menor burocracia por não se portarem como bancos tradicionais. Por exemplo, a Nubank é considerada uma instituição de pagamentos, não um banco, o que torna mais simples as transações em conta digital.


Maior economia

Por terem baixos custos de manutenção, fintechs são capazes de oferecer serviços com preços mais competitivos, como cartões de crédito sem anuidade e contas digitais sem mensalidades.


Melhor comunicação

Por serem mais presentes em canais digitais, fintechs apresentam um melhor suporte ao usuário, seja nas redes sociais ou dentro de seus aplicativos.


Conheça 7 exemplos de fintechs brasileiras

Atualmente no Brasil existem cerca de 828 fintechs no ecossistema brasileiro de startups. Elas atuam em diversas categorias e algumas são bastante populares. Confira agora 7 exemplos de fintechs!


Banco Inter

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Anteriormente conhecido como banco Intermedium, o Banco Inter foi um dos primeiros bancos tradicionais a se tornarem digitais no Brasil. É conhecido pela ausência de taxas em serviços básicos financeiros e por ter um home broker gratuito, sem a cobrança de taxas para investimentos em ações da B3.

O Banco Inter também conta com um marketplace, onde oferece cashback em alguns itens de lojas parceiras, tornando-se muito mais que apenas uma fintech de pagamentos.


Nubank

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Criada em 2013, a Nubank surgiu como uma startup brasileira pioneira que atuava com cartões de crédito e operações financeiras. Hoje em dia, traz uma conta digital completa com mais de 20 milhões de clientes no Brasil, além de conta PJ, empréstimos, entre outros.


PicPay

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O PicPay naturalmente capixaba, é um aplicativo que funciona como uma carteira digital, permitindo pagamentos de boletos, contas de água, energia, estabelecimentos e amigos com cartão de crédito. O aplicativo ainda conta com uma política de cashback, principalmente para novos usuários.

Com seu crescimento, o Picpay hoje também oferece cartão de crédito e détibo, além de uma conta que rende 100% do CDI.


Toro Investimentos

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Inicialmente, em 2010, a Toro Investimentos era uma fintech de investimento e educação financeira. Hoje em dia, funciona como uma corretora de valores com corretagem zero.


CardPay

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A CardPay é também uma conta digital que permite transferências bancárias e outras transações financeiras por aplicativo. Ela oferece um cartão pré-pago gratuito e outros serviços no aplicativo, como compras online e recarga de celular.


Gyra+

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A Gyra+ é uma fintech de empréstimo que oferece capital de giro em 24 horas e sem burocracia. Com foco em pequenas e médias empresas, oferece taxas competitivas e não cobra garantias.


Empréstimo Sim

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A Sim é outra fintech de empréstimo que oferece acesso rápido ao uso de crédito, com as melhores condições para o perfil do cliente. Seu destaque é possuir as melhores taxas de rotativo.


Conclusão

Fintechs são o resultado natural do investimento em tecnologia, buscando as mais recentes criações tecnológicas. Elas buscam a inovação para que possam oferecer a melhor experiência ao cliente e se manterem competitivas.

Como provam as fintechs, competitividade se relaciona com inovação. E se você busca se tornar mais competitivo, clique e conheça o AEVO Innovate, nossa ferramenta de Gestão da Inovação.

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