Gestão compartilhada: o que é e qual sua importância

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O sistema de hierarquias dentro do mundo corporativo tem perdido espaço para a chamada gestão horizontal, conhecida ainda como gestão compartilhada. Embora seja algo novo para muitas empresas, é uma tendência que ganha mais força a cada dia.

Se você deseja saber mais sobre o assunto, quais as suas vantagens e como aderir ao novo modelo continue com a leitura deste artigo.

Nos tópicos a seguir, você encontra as principais informações a respeito da gestão compartilhada, o que é e qual sua importância para o seu negócio.


O que é gestão compartilhada?

A participação de um maior número de pessoas nas decisões empresariais vem gradualmente ganhando espaço no meio corporativo. Trata-se da chamada gestão compartilhada ou gestão horizontal.

Desse modo, diferente da tradicional gestão vertical, onde existe um sistema de hierarquia, em que poucas pessoas tomam as decisões e buscam soluções para os problemas, na gestão compartilhada isso é feito por todos.

Esse modelo de gestão tem se mostrado uma tendência, o que se leva a considerar que dentro de alguns anos ele seja predominante, mesmo que hoje em dia ainda exista um pequeno número de negócios que tenham aderido-lhe.

Entre as razões para essa mudança está a forma como as novas gerações enxergam o ambiente de trabalho, ou seja, mais colaborativo e participativo.

Outro motivo é em decorrência do avanço da tecnologia, que contribui com a participação ativa de um maior número de pessoas no dia a dia da empresa.

Na gestão compartilhada não há chefes, mas sim a autogestão da equipe, que ganha mais responsabilidade. Outras características são a descentralização das decisões, maior interação entre os profissionais e ambientes de trabalho abertos, sem divisórias, similar aos squads.

E já que todos participam das decisões e também atuam no operacional, é essencial que os colaboradores possuam uma percepção ampla do negócio e saibam como ele funciona.

Além disso, eles se tornam mais especialistas de uma única área, pois devem estar aptos a contribuírem em todos os aspectos.

Porém, para aplicar a gestão compartilhada é necessário que a cultura organizacional mude ou sofra ajustes e a empresa comece a contar com uma equipe preparada para os novos desafios.

Por isso, antes de aderir à nova estrutura, é adequado adotar um formato híbrido para que todos os envolvidos se adaptam gradualmente ao conceito.


Como uma empresa pode se beneficiar da gestão compartilhada?

A gestão compartilhada oferece vários benefícios para as empresas que adotam esse modelo.

Entre eles, o fato das responsabilidades serem divididas entre todos, evitando a sobrecarga dos líderes, que muitas vezes pode ser problema que prejudica desempenho de suas funções.

Além disso, quando todos os colaboradores participam da tomada de decisões, inevitavelmente se obtém uma maior variedade de soluções para um mesmo problema.

Por consequência, torna-se mais fácil resolver as mais diversas situações, tornando todos os processos mais ágeis, reduzindo etapas e a burocracia.

Afinal, quando as decisões ficam concentradas em um pequeno número de pessoas, tudo o que precisa ser feito deve esperar a autorização do grupo.

Mas se não estiverem centralizadas, os processos são mais dinâmicos, já que os colaboradores possuem autonomia para realizarem o que deve ser feito.

Mais uma vantagem da gestão compartilhada é o aproveitamento da capacidade criativa dos profissionais, pois não havendo sobrecarga de trabalho ou liderança, todos estão disponíveis a desenvolverem novas ideias e projetos.

A partir disso, a tendência é a empresa ganhar um diferencial competitivo com foco na inovação.

Esse tipo de gestão promove ainda um maior engajamento das equipes, uma vez que com mais responsabilidade desempenham suas funções com total dedicação e qualidade.

O mesmo ocorre com o trabalho em equipe, que se torna presente no dia a dia dos colaboradores, outro aspecto que estimula a criatividade através da troca de ideias e experiências.


Como a cultura organizacional influencia a gestão compartilhada?

Apenas negócios que tenham uma cultura organização propícia a adotar a gestão compartilhada conseguem obter êxito no seu intuito.

Isso ocorre porque esse conceito refere-se ao conjunto de práticas adotadas a fim de alinhar os processos da empresa a sua identidade.

Assim, a maneira como os gestores e colaboradores executam as suas atividades e a forma como pensam pode ou não contribuir com uma mudança de estrutura. Disciplina, responsabilidade e confiança, por exemplo, são atributos que devem estar presentes.

Afinal, para adotar a gestão horizontal é preciso que já exista na empresa o hábito de todos se comprometerem com as suas funções, sempre buscarem realizá-las do melhor modo e estarem em constante aprendizado.

Da mesma forma, os gestores devem confiar na sua equipe, principalmente, no que diz respeito a tomada de decisões e a realização das suas tarefas. Ao ter essas características a empresa pode dar os primeiros passos rumo à mudança.

Caso contrário, é necessário mudar o quanto antes a cultura organizacional, o que demanda tempo, pois é um processo que exige um novo entendimento de todos os envolvidos na maneira como devem ser as relações no mundo do trabalho.


Implementando a gestão compartilhada na prática

A partir do momento que a empresa possui uma cultura organização propícia a implementar a gestão compartilhada, recomenda-se que o processo seja gradual, o que auxilia na adaptação de toda a equipe.

Essa mudança gradativa ajuda os profissionais a descobrirem como funciona a gestão horizontal na prática. Assim, a transição se torna mais satisfatória e todos conseguem chegar ao mesmo nível de entendimento sobre como a nova estrutura vai funcionar.

Para esse período de adaptação, as posições hierárquicas não precisam ser extintas por completo. Uma alternativa é reduzir o número de gestores e motivar os colaboradores a participarem das decisões que devem ser tomadas em conjunto.

Ao mesmo tempo, todos os profissionais devem estar aptos a participarem do processo, o que pode exigir capacitações com foco no desenvolvimento de novas competências. O ideal é transformar os colaboradores em líderes com mais conhecimento e autonomia.

Além disso, para implementar a gestão compartilhada na prática é essencial que a equipe seja formada por profissionais talentosos, capacitados e com potencial para o crescimento. Caso contrário, é preciso buscar pessoas com esse perfil.

Uma boa prática para atingir a mudança é eliminar os títulos de cargos ou alterar, sendo essa uma forma de abolir a hierarquia com mais efetividade. É importante ainda que todos se reúnam com periodicidade para alinhar ideias, impressões e resolver questões pontuais.

Vale lembrar que a gestão compartilhada não precisa ser aplicada de forma integral. Sua empresa pode adotar um modelo híbrido, criando um squad para atuar em um desafio específico e ver como é o desempenho nesse novo modelo de gestão.


Conclusão

A gestão compartilhada ajuda imensamente o crescimento de uma empresa, uma vez que estimula todos os profissionais a empenharem-se mais em suas funções e a contribuírem com ideias inovadoras.

Eles devem se sentir partes fundamentais da organização e agentes da mudança. E para tornar isso realidade é preciso ter as ferramentas adequadas, como o AEVO Innovate, nosso Software de Gestão da Inovação, que permite o trabalho colaborativo entre os profissionais através do Programa de Ideias e Gestão de portfólio de projetos inovadores.

Com os colaboradores pensando juntos nas melhores soluções para o negócio, as chances de se destacar no seu segmento de mercado são muito maiores.

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