Como fazer uma análise de risco assertiva para sua empresa

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Na hora de planejar um projeto é importante ter uma visão bastante ampla do que se quer colocar em prática. Pode ser o planejamento financeiro da empresa ou o do lançamento de um novo produto ou serviço.

É importante fazer previsões e levar em conta o que pode não sair como o esperado. Esse procedimento é a chamada análise de risco e contribui em muito para o êxito do que foi planejado.

Mas como fazer uma análise de risco assertiva para sua empresa? Para saber a resposta a essa pergunta e conferir demais informações pertinentes continue lendo este artigo e os seus tópicos a seguir.


O que é análise de risco?

A análise de riscos consiste em avaliar todas as possibilidades de erro que existem dentro de um projeto. A partir dessa análise, é possível desenvolver medidas de prevenção, mitigação ou até mesmo respostas adequadas.

Já os riscos são os eventos que possuem alguma probabilidade de ocorrerem e que não fazem parte do grupo de objetivos que se quer atingir com um determinado projeto. Assim, os riscos também possuem potencial para impactar os resultados.

Ao fazer essa análise, a empresa consegue identificar as possíveis consequências negativas, e criar procedimentos para reduzir as chances de ocorrerem. Caso sejam inevitáveis, ainda existe a possibilidade de resolvê-las com medidas pré-definidas.


Por que fazer uma análise de risco?

Ao colocar em prática um projeto, os responsáveis devem ter consciência de que erros podem ocorrer e prejudicar o objetivo traçado. Mas com a análise de riscos é possível definir medidas que reduzam os resultados negativos ou mesmo os evitem.

Essa é a importância de prever situações que estão sujeitas a acontecer, mas que não fazem parte dos resultados esperados. Se isso não for feito, todo um projeto pode ser mau sucedido e se tornar inviável.

Além disso, não basta apenas analisar os riscos, é necessário elaborar um plano de respostas para cada risco identificado. É importante também estar atento ao número de obstáculos e entender como eles impactam o projeto.

De acordo com essas características, pode não valer a pena seguir com os planos de executar o projeto. Ainda mais se os riscos influenciam os custos variáveis do projeto a ponto das possíveis perdas não compensarem.


Quando a análise de risco deve ser realizada?

O melhor é que a análise de risco seja sempre realizada. Independente do tipo de projeto que se quer executar, avaliar o que pode dar errado deve ser uma constante na hora de planejar qualquer atividade.

Conforme a empresa, os projetos que são colocados em prática podem oferecer riscos semelhantes. Se for esse o caso, com o tempo, a equipe consegue avaliar de forma mais eficiente os riscos em envolvidos, pois eles se repetem.

Da mesma forma, podem criar protocolos para serem amplamente utilizados a fim de lidar com os riscos. Com a estratégia certa, a análise de risco se encorpora com facilidade na rotina da corporação.


Como fazer a análise de risco?

Mas você pode estar se perguntando, como fazer a análise de risco? Na realidade existem diferentes métodos. Veja alguns deles a seguir.


PMBOK

É a sigla para Project Management Body of Knowledge, que pode ser traduzido como Conjunto de conhecimentos em gerenciamento de projetos. Trata-se de um guia completo contendo as boas práticas para a gestão de projetos.

Para esse método, antes de analisar os riscos, deve-se mapear e identificar as principais ameaças e oportunidades de um projeto. Isso pode ser feito a partir do histórico de informações da empresa, experiência da equipe e opinião de especialistas.

Depois de listar os riscos, chega a hora de descrevê-los, estimar sua probabilidade em porcentagem e seus impactos em valores financeiros. Os valores dos impactos devem ser multiplicados com a probabilidade, para chegar ao valor total do risco.

Com esse método consegue-se fazer uma análise qualitativa de riscos baseada em informações mais fáceis de avaliar se vale a pena ou não correr o risco. Se a ideia é permanecer com o projeto, é preciso ainda definir formas de reação.


PFMEA

Refere-se a Process Failure Mode and Effective Analysis ou Análise de Modo e Efeitos de Falha. É um método usado na indústria para identificar a relação entre falhas e consequências.

Consiste em listar as diferentes características dos riscos. Para cada um, é preciso identificar a sua severidade (impacto causado), ocorrência (probabilidade de ocorrer) e detecção (facilidade de ser percebido).

Cada característica deve apresentar informações adicionais. No caso da severidade, informam-se os seus requisitos, modo de falha potencial, efeitos potenciais da falha e um indicador de gravidade de um a 10, sendo 10 a perda total de um produto.

Para a ocorrência, descrevem-se as causas potenciais da falha, as soluções preventivas e um indicador de probabilidade de um a 10, sendo 10 muito frequente.

Já para a detecção deve-se informar as estratégias para perceber a falha e um indicador de percepção de um a 10, em que 10 é detecção muito difícil.

Com essas informações calcular-se a prioridade do risco, multiplicando os indicadores numéricos de severidade, ocorrência e detecção.


What if

A expressão que é traduzida como “E se” é um método que atende a etapa de identificar os riscos. Deve ser aplicada na reunião da equipe que realiza a identificação, quando os colaboradores imaginam vários cenários e perguntam “E se?”.

É preciso usar a criatividade para pensar em todas as possíveis situações negativas durante a realização de um projeto.


APR

A Análise Preliminar de Risco serve para detalhar as ameaças que são possíveis de acometer uma atividade da empresa. Consiste em descrever cada risco e definir medidas de controle e correção.

Para tanto, é necessário avaliar as prováveis causas e as vulnerabilidades de cada risco, o que contribui na hora de tomar medidas preventivas. Assim como deve constar no documento os bens ou pessoas que são ameaçados pelos riscos descritos.

O mesmo é feito com as possíveis consequências e danos. Com todos esses parâmetros, consegue-se fazer um plano de contingência adequado.


Matriz SWOT

Não se trata de um método específico para análise de riscos, mas possibilita uma avaliação bastante completa da empresa. A sigla SWOT refere-se às Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats).

A análise é feita reunindo colaboradores dos diferentes departamentos. Todos devem contribuir com a identificação de cada um dos aspectos. É importante entender que as forças são as vantagens sobre a concorrência.

As fraquezas, as desvantagens perante o mercado. As oportunidades, o que existe para ser aproveitado. Por fim, as ameaças são os fatores externos que ameaçam o negócio. Ao compreender essas relações é possível tomar decisões assertivas para sua empresa.


Técnica dos 5 porquês

Essa técnica serve para identificar a causa de um problema. Mesmo assim é útil como histórico de dados para análises de riscos futuros e exige que se pergunte a razão de um acontecimento de cinco formas diferentes até que se descubra a causa.

Primeiro, se pergunta porque o problema ocorreu. A resposta obtida serve para a próxima pergunta, quando deve ser questionado porque aquilo citado como causa do problema aconteceu. E assim sucessivamente.

Trata-se de um método simples que pode ajudar a identificar a origem de problemas e falhas. E claro, o início da situação problemática pode ser identificado com menos de cinco perguntas ou até ser necessário fazer mais do que cinco delas.

Além de todas essas maneiras para fazer uma análise de risco da sua empresa, você pode realizar um diagnóstico de inovação, para mensurar quais medidas pode tomar para promover a inovação em sua empresa, bem como analisar o que precisa ser melhor desenvolvido.

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Conclusão

A análise de riscos é um procedimento de extrema importância para empresas que desejam qualificar os procedimentos da sua empresa e realizar projetos de sucesso. Mesmo que os riscos possam existir é sempre possível ao menos minimizá-los.

Todos os métodos para essa análise exigem a reunião dos colaboradores envolvidos e a troca de experiências e informações. Para ajudar nesse trabalho, a tecnologia é muito útil e o AEVO Innovate é um software de inovação que ganha papel relevante no processo.

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