Estabelecer metas e mensurar resultados são ações fundamentais para o sucesso de qualquer empresa. Elas dão uma direção clara e um senso de propósito para todos os envolvidos, desde os funcionários até os investidores.
Definir metas e alcançá-las, no entanto, não é uma tarefa fácil. É preciso planejamento cuidadoso, comunicação eficaz e uma estratégia sólida para garantir o sucesso.
Para obter resultados de valor, as metas devem ser claras, mensuráveis e alcançáveis. É importante estabelecer metas de curto e longo prazo e definir planos de ação concretos para alcançá-las.
Além disso, envolver todos os membros da equipe e garantir que eles entendam como suas tarefas contribuem para alcançar as metas e resultados da empresa é uma ação fundamental.
Entenda o conceito de metas e resultados, como elas se relacionam em uma estratégia corporativa e tenha dicas de como gerenciá-las.
O que são metas corporativas?
As metas corporativas são os meios para gerenciar e mensurar os resultados de uma empresa, focando na obtenção de um ou mais objetivos. Elas costumam ser estabelecidas pelos líderes da empresa, que a repassam aos gestores de cada setor para conectar o plano estratégico aos planos tático e operacional.
Metas corporativas tendem a focar no crescimento e expansão da empresa, aumentando sua lucratividade e fomentando a inovação. Elas diferem das metas operacionais, que são mais voltadas para as atividades diárias e quase sempre estabelecidas por gerentes de uma equipe ou setor.
Para definir metas corporativas, é fundamental começar com um entendimento claro dos objetivos e valores da empresa.
Estes elementos devem ser mapeados e pensados em relação com o ambiente externo – o consumidor, a concorrência e a situação econômica. Além disso, também é preciso avaliar os recursos internos como o capital humano e tecnológico.
As metas corporativas devem ser revisadas e ajustadas de acordo com as mudanças nesses elementos. É importante que as metas sejam desafiadoras, mas também realistas e alcançáveis.
Diferença entre metas e resultados
Metas e resultados possuem uma relação próxima. A meta é um objetivo estabelecido, geralmente com um prazo para ser alcançado. Ela é a visão do que se deseja obter e serve como um norte para as decisões e ações.
Uma meta, por exemplo, pode ser ilustrada como “aumentar as vendas em 10% no próximo trimestre”.
Já o resultado, é o retorno concreto das ações tomadas para alcançar a meta. Se a meta de vendas foi aumentar as vendas em 10% no próximo trimestre e foram vendidos 12%, então o resultado seria 12%.
É importante entender que, mesmo quando as metas não são alcançadas, temos um resultado e ele sempre nos informa algo. Podemos, então, analisar o que não funcionou e fazer ajustes para traçar novas metas ou alcançar resultados melhores no futuro.
Como fazer uma gestão de metas eficiente?
Gestão de metas é a ação de conduzir e administrar, de maneira eficiente, todos os recursos necessários para atingir os objetivos previstos na estratégia de uma empresa.
Ela se centraliza em aumentar a eficácia e eficiência, para definir os caminhos estratégicos e evitar que erros ou desperdícios prejudiquem o ritmo de avanço.
Ela tem 4 frentes principais: o capital humano, os recursos tecnológicos, as ferramentas necessárias para atingir as metas e o tempo gasto para chegar em cada uma.
Ao garantir um bom planejamento e execução nessa área, a empresa garante benefícios como:
- Prioridades bem definidas;
- Alinhar a estratégia às tarefas e ações cotidianas;
- Ter uma linha de direção clara, que guia todas as equipes e profissionais;
- Tomada de ações para prevenir ou minimizar os desafios futuros;
- Mais produtividade, conforme os esforços se voltam para o que realmente importa;
- Colaboradores engajados, que sabem claramente qual é o efeito das suas ações.
Para atingir essas conquistas, podemos seguir alguns passos:
1 – Trace os objetivos corporativos
Os objetivos corporativos são estabelecidos pelos líderes da empresa e servem como um guia para a tomada de decisão e ação em todos os níveis da organização.
Eles são alinhados aos valores e à missão da empresa e se concentram em áreas críticas para o sucesso a longo prazo.
Diferentemente de metas de curto prazo, os objetivos corporativos são estabelecidos para um horizonte temporal mais longo, geralmente 3-5 anos. Eles também são mais amplos e menos específicos.
Para que a estratégia funcione em consenso com as ações do dia a dia da organização, é preciso desdobrar as metas em conjuntos menores e mais específicos, onde estarão os resultados de curto e médio prazo.
É importante que os objetivos partam de um diagnóstico profundo sobre a empresa e tudo que a cerca. Ele deve traçar o cenário mais realista possível, que permita saber onde estamos para então seguir a direção mais adequada.
Nesse sentido, será preciso analisar a cultura da empresa e seus resultados atuais, os competidores, as novas tecnologias, os movimentos do consumidor e todos os outros elementos que possam ser oportunidades, ou riscos, para a organização.
2 – Defina metas atingíveis
Definir metas com base na realidade é crucial para garantir o sucesso da organização. Algumas dicas para realizar essa tarefa incluem:
Estabelecer um prazo: metas que não possuem um prazo bem definido são apenas desejos, coisas que “um dia” podem ser feitas, desde que as condições sejam ideais para isso.
Quando temos uma data para entregar o resultado, ganhamos motivos adicionais para agir mesmo quando existem obstáculos e desafios.
Apoiar-se nos dados: use dados históricos e informações do mercado para estabelecer metas baseadas em fatos. Isso pode incluir informações sobre vendas, produção, orçamento, entre outros.
É crucial traçar desafios, mas sem ignorar a realidade na qual a empresa se encontra. Certifique-se de que você tenha os recursos necessários para alcançar a meta.
Ser flexível: as metas devem ser flexíveis e permitir ajustes, caso sejam necessários. Isso é necessário porque as circunstâncias podem mudar e a meta original pode não ser alcançável, nos levando a seguir um novo caminho para alcançar o objetivo estratégico.
Ser específico: tarefas claras e específicas são mais fáceis de cumprir do que metas vagas. Certifique-se de que todos entendem o que é esperado e como as metas e resultados serão medidos, utilizando recursos com KPIs e OKRs para cuidar dessa frente.
Envolver os colaboradores: convide profissionais que estão na linha de frente para contribuir com a definição de metas, garantindo que eles entendam seu papel e como suas ações contribuirão para o alcance da estratégia do negócio.
Pensar na implementação: como a meta será levada para o mundo real? Quais vantagens podemos explorar e quais obstáculos precisamos evitar? Olhar para esse cenário permite fazer ajustes durante o planejamento, reduzindo a necessidade de mudanças quando as ações já estiverem em andamento.
É importante salientar que existem diversas metodologias que trabalham especificamente com a definição e controle de metas – como SMART, GROW e OKR.
Você pode escolher e aplicar integralmente uma delas, fazer ajustes para adaptar à realidade do seu negócio, ou até mesmo combinar vários modelos para obter os melhores resultados.
Metas SMART
As metas SMART são um modelo de definição e validação de metas que trabalha com base nas seguintes características:
- Específicas (Specific): as metas devem ser claras e específicas, sem deixar dúvidas sobre o que precisa ser alcançado;
- Mensuráveis (Measurable): elas também devem ser quantificáveis, para que se possa medir o progresso e o sucesso;
- Alcançáveis (Achievable): realistas e alcançáveis, considerando os recursos e o apoio disponíveis;
- Relevantes (Relevant): alinhadas às estratégias e objetivos da organização;
- Temporais (Time-bound): ter um prazo estabelecido para serem alcançadas, com uma data limite para a análise dos resultados obtidos.
Utilizando as metas SMART, as organizações podem definir objetivos claros e alcançáveis, e garantir que todos os envolvidos estejam alinhados e trabalhando em direção ao mesmo destino.
Além disso, ela ajuda a medir o progresso e tomar decisões para ajustar a estratégia, se necessário.
GROW
Aqui as características relevantes são Goals, Reality, Options e Will, ou Objetivos, Realidade, Opções e Vontade.
- Goal (Objetivo): as metas devem contar com uma direção clara, de forma semelhante ao elemento Specific do modelo SMART;
- Reality (Realidade): elas precisam levar em conta a realidade atual, do negócio e do mercado, considerando os recursos e o apoio disponíveis e os desafios que podem ser enfrentados;
- Options (Opções): as metas devem incluir uma variedade de opções para alcançar o objetivo, considerando diferentes caminhos e estratégias. Podemos dizer que elas trazem um Plano B ou C, desde que não percam de vista o Objetivo A;
- Will (Vontade): as metas devem ser sustentadas pela vontade e comprometimento do indivíduo ou da equipe para alcançá-las.
O modelo GROW tem origem no coaching, sendo utilizado para ajudar as pessoas a estabelecer e alcançar metas pessoais e profissionais.
Ele é uma ferramenta útil para ajudar as pessoas e organizações a estabelecer metas realistas e alcançáveis, considerando suas necessidades, desejos e recursos disponíveis.
Além disso, traz flexibilidade para identificar opções e estratégias que permitam alcançar as metas com o comprometimento e vontade dos envolvidos.
OKR
OKR (Objectives and Key Results) é um modelo de definição de metas que se concentra em estabelecer objetivos claros e mensuráveis, junto com resultados-chave (Key Results) para medir o progresso e o sucesso. Estes dois elementos principais podem ser descritos como:
- Objetivos: são as metas de alto nível que devem ser claras, ambiciosas e alinhadas com a estratégia da organização. Eles podem ser estabelecidos a cada trimestre ou ano, por exemplo, e validadas com os métodos de GROW ou o SMART;
- Resultados-chave: são as métricas quantitativas e/ou qualitativas que medem o progresso em relação aos objetivos estabelecidos. Eles devem ser mensuráveis, específicos e alcançáveis.
Os OKRs são projetados para estabelecer metas claras e alinhar toda a organização em torno de objetivos comuns. Eles também ajudam a medir o progresso e o sucesso e fornecem uma visão geral do desempenho da organização, podendo ser frequentemente revisados e ajustados para garantir que estejam sempre alinhados à estratégia da organização.
3 – Alinhe a estratégia aos processos da empresa
As metas são ideais que precisam dialogar com o dia a dia concreto da organização.
Avalie como os resultados esperados podem ser atingidos seguindo os processos que já estão em andamento, buscando melhorias ágeis e pontuais antes de considerar transformações grandiosas na empresa.
Nesse sentido, a gestão de metas pode caminhar ao lado da gestão de processos, que inclui a identificação dos processos-chave e a definição de metas e indicadores de desempenho para cada um deles, bem como a análise de fluxo de trabalho e a identificação de atritos ou ineficiências.
A partir daí, é possível implementar melhorias, automatizando tarefas, eliminando etapas desnecessárias e otimizando o uso dos recursos.
A gestão de processos também inclui o monitoramento e o controle dos processos, com o uso de ferramentas de medição e análise de dados, para garantir que as metas sejam alcançadas e para identificar problemas ou necessidades de melhoria.
4 – Apresente as metas e resultados esperados a toda empresa
Conforme a liderança define os objetivos estratégicos da organização, é preciso direcionar os esforços de cada setor ou colaborador para contribuir com essa visão.
Levar as metas e resultados esperados aos profissionais é uma tarefa que deve respeitar a cultura da organização, podendo seguir uma abordagem mais direta, transmitindo o que se espera de cada um, ou tomar rumos colaborativos e dar espaço para que as pessoas pensem em maneiras de contribuir.
De uma forma ou de outra, o objetivo final é fazer com que os profissionais estejam alinhados e percebam como suas ações serão refletidas nos resultados gerais.
Quando essa informação chega de forma clara, e acompanhada pelo retorno que os colaboradores irão obter ao cumprir sua parte, temos o ambiente correto para que eles se mantenham engajados diariamente.
5 – Acompanhe e mensure as metas e resultados
De nada adianta fazer todo esse esforço para definir metas e resultados, se não acompanharmos de perto as mudanças que estão ocorrendo na empresa.
Na medida do possível, devemos buscar uma ligação clara entre ações e resultados, para que profissionais e gestores saibam qual é o impacto de cada tarefa nos objetivos da empresa.
Além de manter um bom clima organizacional, essa abordagem evita o desperdício de tempo e recursos em atividades que não geram resultado, contando com os dados para reduzir o papel das suposições na hora de definir quais serão os próximos passos.
A maneira mais eficiente para cuidar dessa etapa é adotando e acompanhando os KPIs, ou Key-Performance Indicators, métricas usadas para medir o desempenho de uma organização que ajudam a identificar os pontos fortes e as áreas que precisam de mais atenção.
Algumas dicas para usar os KPIs efetivamente são:
- Defina metas claras: Estabeleça metas claras e alcançáveis para cada KPI, para que se possa medir o progresso e o sucesso;
- Selecione os KPIs certos: Escolha KPIs que sejam relevantes para seus objetivos e metas estratégicos e que possam ser medidos e analisados;
- Colete e armazene dados: Colete e armazene dados de forma consistente, para que possa ser analisado e usado para tomar decisões;
- Analise e interprete dados: Utilize ferramentas de análise de dados para identificar tendências, padrões e problemas, transformando essas informações em decisões e ajustes na estratégia;
- Compartilhe os resultados: Compartilhe os resultados dos KPIs com todos os envolvidos, incluindo líderes, funcionários e parceiros externos, para garantir que todos estejam alinhados e trabalhando em direção aos mesmos objetivos.
6 – Utilize uma plataforma para gestão de metas e resultados
Adotar um software como o AEVO para realizar a gestão de metas e resultados otimiza todo o processo de definição, controle e ajustes que a empresa deve realizar. Programas com essa função trazem recursos que automatizam uma série de atividades, e possibilitam:
Alinhar setores e padronizar informações
A partir de um certo tamanho, toda organização verá a necessidade de setorizar seus processos visando otimizar o desempenho.
Enquanto isso permite agilidade para avançar, também pode criar uma falta de comunicação entre os setores, gerando conflitos, desperdícios ou trabalhos duplicados, por exemplo.
Com uma plataforma que centraliza a gestão de metas, podemos padronizar as informações e integrar os diversos setores, agrupando os dados e decisões de cada área e garantindo uma consulta ágil das informações que precisamos para compreender o andamento do progresso sem perder de vista a comunicação entre todos os envolvidos.
Mantém a equipe centrada na estratégia
Desde que as informações sejam atualizadas a cada ciclo de conclusão da meta – seja ela mensal, trimestral ou anual -, a equipe estará alinhada ao propósito da empresa, mantendo-a centrada na estratégia.
Conclusão
A gestão de metas e resultados é um processo que envolve diversas áreas e exige cuidados, afinal ela está por trás de uma organização eficiente e bem-sucedida.
Para garantir os melhores retornos com essa prática, é importante contar com os recursos mais adequados, como uma plataforma que facilite a construção e o acompanhamento da estratégia na sua empresa.
O software para gestão de OKRs desenvolvido pela AEVO foi pensado com essa função, reunindo as ferramentas para definir os objetivos, alinhar os esforços de todos os colaboradores e manter o controle sobre o alcance dos resultados-chave.
Com um ambiente intuitivo que permite integrar todos os processos e tarefas em andamento às iniciativas de inovação adotadas pelo negócio, você e a sua equipe poderão acompanhar o progresso de forma clara, organizada e transparente.
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