O que é empreendedorismo: conceito, exemplos e como começar

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A figura do empreendedor tem se tornado cada vez mais popular, mas sua atuação ainda é cercada por algumas dúvidas e mitos, que você poderá esclarecer nesse artigo, aprendendo de uma vez por todas o que é empreendedorismo.


O que é empreendedorismo?

De forma simples, podemos descrever o que é empreendedorismo como a visão para notar problemas e/ou oportunidades em situações diversas, assim como a habilidade para desenvolver ferramentas, processos e outros meios inovadores de resolver esse problema ou explorar essa oportunidade.

A inovação, aliás, está na raiz do que é empreendedorismo para teóricos como Joseph Schumpeter, um dos primeiros economistas a apontar que os avanços tecnológicos eram a base do desenvolvimento no capitalismo.

O empreendedorismo pode levar à fundação de uma nova empresa, mas esse não é um passo necessário, já que podemos empreender de outras formas, inclusive numa organização já existente.


Empreendedorismo x Intraempreendedorismo: Quais as diferenças?

Os colaboradores de uma empresa podem criar soluções para aumentar o desempenho da companhia, ajudá-la a explorar novas oportunidades ou evitar que uma mudança no mercado afunde os negócios, por exemplo.

Nesses casos, estamos falando de intraempreendedorismo, modelo de inovação interna que nos ajuda a entender melhor o que é empreendedorismo como um todo.

Essas melhorias podem ser incrementais, como no Método Kaizen, ou mudar os rumos da empresa, através da inovação disruptiva.

A Google é um exemplo de intraempreendedorismo.

Permitindo que os colaboradores apliquem 20% do seu tempo em projetos pessoais, a organização viu surgirem produtos como Gmail, Google Chrome e Google Drive, além das melhorias no Maps, Assistant, Meet, Google Ads e mais de 50 outras soluções, quase todas líderes em seus mercados.

Em outras palavras, o intraempreendedorismo é aquele empreendedor que atua dentro da empresa em que trabalha, e não aquele que tem uma empresa própria.


Como começar no empreendedorismo?

Saber o que é empreendedorismo costuma levar a uma segunda questão: por onde começar?

Embora não exista uma fórmula para empreender, algumas características são comuns em pessoas e empresas inovadoras. Um empreendedor costuma ser alguém que:

  • Busca ativamente por oportunidades, estudando mercados diversos para encontrar os melhores caminhos;
  • Se dispõe a correr riscos calculados, sabendo que nem sempre é possível obter informações completas, e tendo a coragem de agir mesmo assim;
  • Persiste quando encontra obstáculos, afinal nenhuma ideia aplicada na prática funciona exatamente como na teoria, e será preciso fazer adaptações para se manter de pé;
  • Busca formas de alcançar suas metas economizando recursos – inclusive o tempo – e investindo-os em outras iniciativas.
  • Mobiliza outras pessoas em torno de uma ideia, assumindo funções de liderança e aprendendo a transferir responsabilidades de acordo com as características de cada indivíduo no grupo.

Para começar a empreender, além de fortalecer essas características, você pode seguir alguns passos básicos, que se aplicam em iniciativas de todos os tamanhos.


Definir o objetivo

Todo projeto deve nascer com um objetivo em mente. Ele determina o sucesso, ou não, da iniciativa, e todos os esforços devem apontar na sua direção.

Se seu objetivo é ganhar dinheiro, não há problema nenhum, todavia, obter lucros deve ser uma consequência de um trabalho bem feito e com objetivo maior, como mudar a vida de um grupo de pessoas, resolver problemas sociais, etc.


Captar recursos

Não importa se você está pensando numa startup, num movimento social ou no desenvolvimento de um produto, é preciso ter pessoas e recursos para transformar a ideia em realidade.


Encontrar um diferencial

O que fará as pessoas comprarem (investirem, doarem…) no seu negócio, e não em um concorrente? Pode ser algo tão simples quanto uma boa localização, mas é preciso entender e explorar suas vantagens.


Exemplos de empreendedorismo fora da curva

É fácil apontar que nomes como Steve Jobs e Elon Musk são grandes empreendedores, mas construir um grande império da tecnologia não é a única forma de alcançar o posto. Veja abaixo exemplos de pessoas que inovaram em outras áreas podem nos ajudar a entender melhor o que é empreendedorismo.


Luiza Helena Trajano | Magazine Luiza

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Em 1957 nascia a primeira loja do Magazine Luiza, administrada por Luiza Trajano Donato e Pelegrino José Donato, tios de Luiza Helena. Desde pequena, Luiza já trabalhava informalmente na loja e após os 18 anos começou efetivamente no cargo de balconista.

Com o passar dos anos, em 1991 Luiza assumiu a diretoria da empresa – que ainda era apenas uma rede de lojas no interior de São Paulo – e já em 1992 sob sua gestão, deu início ao processo de lojas virtuais. Inicialmente o cliente ia até a loja e comprava o produto com a ajuda do vendedor através do computador, porém, o produto não estava em estoque na loja, seria encomendado para aquela compra específica.

Hoje, sendo um dos maiores marketplaces do Brasil, além das milhares de lojas físicas espalhadas pelo Brasil, a Magazine Luiza faturou mais 12,4 bilhões de reais apenas no terceiro trimestre 2020.

Além disso, desde o seu IPO em 2011, quando as ações MGLU3 começaram a ser vendidas por R$0,51, hoje (janeiro de 2021), estão valendo cerca de R$25,40 – uma valorização de 50x

Podemos ver como a gestão empreendedora de Luiza Trajano fez com que a empresa prosperasse de forma surreal.


Anitta

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Larissa, a cantora por trás da marca Anitta, entendeu que não poderia alcançar o sucesso enquanto sua carreira não fosse administrada do modo correto.

Hoje, através de uma produtora formada com seu irmão, ela controla shows, aparições públicas, gravações, clipes, além de suas redes sociais, onde conversa com seu público e pesquisa tendências para decidir seus próximos passos.

Anitta também é sócia da Ambev e participa como Head de Criatividade e Inovação em estratégias de lançamentos dos produtos da Skol Beats. Além disso, sua marca está vinculada a diversas empresas em que atua como garota propaganda como Claro, Cheetos, Netflix, Telecine, Samsung, entre outras.

Apesar de a própria Anitta ser sua marca/produto, ela se associou a outras empresas para ter empreendimentos que fornecessem renda passiva, sem sua força de trabalho direta.


Nathalia Arcuri | Me Poupe

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Dona do maior canal de finanças do mundo, Nathalia Arcuri transformou o significado da palavra influencer, construindo uma marca tão respeitada ao ponto de ser a única produtora de conteúdo digital brasileira a receber um convite para o Fórum Econômico Mundial de Davos.

Jornalista, ela trabalhou na Record até 2015, quando sua ideia para um programa sobre finanças com temas e linguagem compreensíveis pela maioria da população foi rejeitada.

Nathalia levou a proposta para a internet, dando início ao Me Poupe – que antes se chamava ”Poupe com Sara” – um simples blog e canal no youtube sem muita edição ou boa qualidade de imagem. Hoje a empresa já emprega dezenas de pessoas e obteve um faturamento de R$ 20 milhões em 2019. Nesse mesmo ano, a milionária teve seu reality show estreado pela Band, onde obteve patrocínios de marcas como Banco 24 horas, Tim, 99pop, Mercado Pago, entre outras.


Bianca Andrade | Boca Rosa Beauty

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Seu empreendimento surgiu com um blog de maquiagem, criado após um curso no Senac. De lá pra cá foram anos explorando as novas ferramentas da internet, como o Youtube, onde construiu sua audiência, e o Instagram, onde já possui 13,5 milhões de seguidores.

Bianca, mais conhecida como Boca Rosa, é especialista em maquiagem e aproveitou dessa perícia para transformar a fama em oportunidade de negócios, e lançou uma marca de cosméticos, em parceria com a empresa Payout, com produtos vendidos nas maiores lojas de departamentos do Brasil, além de expor sua marca em programas como “É de Casa” e “Mais Você”.

Assim como Anitta, Bianca Andrade é seu próprio produto/marca, mas com o passar do tempo, com a autoridade conquistada através de seu trabalho, hoje ela possui outra fonte de renda através das vendas dos produtos. Um empreendimento que mesmo ligado a seu nome, gera renda passiva.


A nova visão do empreendedorismo

Criatividade é um ponto forte do brasileiro, e quando usada de modo correto, ela é o motor para empreendimentos dos mais diversos tamanhos.

O estudo Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizado em 2019 pelo SEBRAE e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade, aponta que 38,7% da população é dona de algum empreendimento.

Além disso, o GEM mostra uma tendência de queda no empreendedorismo por necessidade – como é o caso de pessoas que se tornam camelôs ou abrem um pequeno comércio quando perdem o emprego.

O reflexo disso é um crescimento no empreendedorismo por oportunidade, quando a pessoa deseja ser dona do próprio negócio, para ter maior liberdade financeira, seguir uma visão ou ficar mais perto da família, por exemplo.

Hoje em dia, o termo empreendedorismo tem mais relevância, uma vez que encaramos um foodtruck na praça de uma cidade, ou uma pessoa que vende doces por encomenda não mais como trabalhadores informais, mas sim como empreendedores.

De forma geral, podemos afirmar que existe uma popularização dessa prática, conforme as pessoas entendem melhor o que é empreendedorismo e reconhecem os seus benefícios.

As estimativas apontam 22 milhões de organizações estabelecidas há mais de 3 anos, em 2019, contra 37 milhões de novos empreendimentos e 25 milhões de pessoas que desejam empreender.

Ao todo, mais de 50% da população adulta está começando ou pensa em abrir seu próprio negócio.


Conclusão

Aprender mais sobre o que é empreendedorismo pode ajudar você a começar ou consolidar seu negócio, assim como o uso de ferramentas adequadas para transformar ideias em projetos e garantir a sua realização.

Uma dessas ferramentas é o software AEVO Innovate, uma plataforma de gestão virtual para empreendimentos, que permite administrar processos e pessoas num modelo colaborativo. Através do programa, todos podem sugerir e executar suas ideias, permitindo o intraempreendedorismo e o crescimento da organização.

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