Startups: você já conhece os personagens desse universo? 

Há alguns anos, as startups vêm sendo tema constante de conversas profissionais e mesmo pessoais. Em alguns casos, o sonho de empreender virou sinônimo de criar uma startup – de fato, de acordo com levantamento, há no Brasil mais de 9 mil startups – o número é mais do que o dobro de seis anos atrás.

Todo esse interesse não é à toa. Há diversos casos de startups de sucesso que conquistaram seu primeiro milhão rapidamente. Se você ainda tem dúvidas sobre como funciona esse modelo de negócio, não deixe de conferir nosso artigo sobre o assunto:

Leia também: O que é Lean Startup ou Startup Enxuta?

No entanto, para compreender como ocorre a dinâmica de uma startup, é preciso também conhecer seus principais players. Você sabe quais são os principais personagens que fazem o ecossistema inovador da startup funcionar? Que tal saber mais sobre o assunto?

Neste artigo, você irá descobrir:

  • O que é uma aceleradora/incubadora?
  • E empreendedor serial?
  • Afinal, o que é um hub de inovação?
  • Qual é o papel da incubadora?
  • Como atua o investidor-anjo?
  • E o mentor?
  • Unicórnios existem no ecossistema das startups
  • O que são e quais as diferenças entre VC (Venture Capital) e Private Equity?

Parece interessante? Então, confira tudo isso a seguir!


Principais players das startups

Como você já deve ter percebido, o universo da inovação e do empreendedorismo é caracterizado por uma série de terminologias próprias. Com as startups, isso não é diferente. Nesse tipo de negócio, alguns termos e personagens são bastante comuns. 

Leia também: Como Aplicar Gestão da Inovação em Grandes Empresas

Entre eles, podemos destacar:


Aceleradora/Incubadora

A própria denominação já oferece uma pista do propósito desse player. As aceleradoras objetivam oferecer a mentoria e/ou investimentos necessários em determinado período para estimular o crescimento da startups promissoras. 

Por sua vez, a incubadora é uma espécie de versão um pouco mais tradicional da aceleradora. A incubadora geralmente tem o objetivo de apoiar as startups no desenvolvimento de suas ideias de negócio por um tempo determinado. É comum que esse trabalho seja feito em decorrência de alguma resolução de fomento a um setor, tomada em nível municipal ou estadual, assim, há incubadoras ligadas às universidades locais e a órgãos governamentais. 

O que difere esses dois parceiros é seu modelo de negócios. A aceleradora geralmente é um negócio privativo com fins lucrativos e a incubadora comumente é mantida pela iniciativa pública sem visar lucro. 


Empreendedor serial

Persona que também figura no universo do empreendedorismo tradicional. Trata-se de alguém com foco na criação de novos negócios promissores. Ele pode criar as oportunidades de negócio, mas nem sempre gerencia-os, comumente tal atribuição é delegada para alguém com expertise em gestão de empresas. 

Como exemplo nacional de empreendedor serial no segmento de startups, pode-se citar o do founder (fundador) da Sympla (startup de venda de ingressos e gestão de eventos) que, além desse, já criou sete outros empreendimentos.  


Hubs de inovação

Tratam-se de ambientes desenvolvidos a fim de conectar empreendedores para troca de informações, cocriação e fortalecimento de uma área de negócio.

Geralmente, fazem parte do hub de inovação um número expressivo de startups, empresas fornecedoras, aceleradas e incubadoras, potencializando o poder de tais ambientes para a geração de resultados. Assim, em última instância, o hub de inovação conecta os personagens do ecossistema das startups.

De modo geral, esses hubs reúnem infraestrutura física e de serviços; espaços de educação, de pesquisa e de desenvolvimento; programas e políticas de fortalecimento de clusters (concentração de empresas semelhantes que coabitam um espaço); ambientes colaborativos para testes e living labs; incubadoras/aceleradoras, startups, pequenos e médios empreendimentos e grandes marcas âncoras. 

Tudo isso incentiva a inovação, a colaboração, a disruptura e o desenvolvimento de projetos transformadores e de impacto na sociedade. Naturalmente, para que isso ocorra, é preciso que o hub seja formado por um ecossistema criativo e inovador, com empreendedores e parceiros dispostos a se engajarem e promoverem uma mudança.

O Vale do Silício é um dos grandes exemplos de hub de inovação. Esse conjunto de empresas inovadoras demonstrou seu potencial logo após a Segunda Guerra Mundial e, ainda hoje, impacta o mundo inteiro com as novidades criadas por marcas como Google, Apple, Facebook, eBay, entre tantas outras. Outro exemplo é Dubai, sobretudo no que diz respeito às fintechs (de financial technology, são startups do ramo financeiro cujos processos são fundamentados em tecnologia).

No Brasil, já há iniciativas como essa. São exemplos: Habitat (hub de inovação ancorado pelo Bradesco), Oito (hub ancorado pela Oi) e Wayra (ancorada pela Vivo). 


Investidor-anjo

O nome também é bem sugestivo. Trata-se de um investidor que oferece sua expertise e um aporte financeiro para ideias de grande potencial inovador. O investidor-anjo, muitas vezes, aposta em negócios que ainda nem saíram do papel, portanto, é uma operação de alto risco que, sendo bem-sucedida, oportuniza um retorno bastante significativo. 

Para captar a atenção desse player, sobretudo na fase inicial do projeto, ter um plano de negócio é fundamental. Antes, é preciso ter em mente que, geralmente, a contrapartida por esse trabalho é um percentual de participação no controle da startup (assim, ele passa a ser também um shareholder – alguém que possui ações da empresa).


Mentor

O mentor é alguém que foi bem-sucedido nos negócios e que está disposto a ajudar a startup a partir de sua experiência e de seu networking. Ele pode ser acionado para resolver algum gargalo de uma área específica de gestão do negócio, para compartilhar insights, para ajudar a fomentar parcerias, etc.


Unicórnio

Unicórnio são as startups que alcançaram o 1 bilhão de valuation (valor estimado da empresa) e registraram um crescimento bastante acelerado, obtendo destaque no mercado em pouquíssimo tempo. Os primeiros unicórnios brasileiros surgiram em 2018 – sendo o Nubank e o app de transporte 99.


Outros termos importantes que fazem parte do universo das startups

Além dos termos que denominam os personagens principais vinculados às startups, há outros que merecem atenção. Mas, antes de os conhecermos, é importante pensarmos sobre a própria definição do significado de startup, que, por vezes, é equivocado.

Há quem acredite que esse tipo de empreendimento refere-se apenas a pequenas empresas que estão em sua fase inicial. Na verdade, não é bem assim. Em linhas gerais, considera-se hoje que startup seja uma empresa escalável, rentável e com alto nível de inovação. 

Compreendido isso, podemos conhecer outros termos bastante importantes desse ecossistema. São eles:


VC (Venture Capital)

Trata-se de uma modalidade de investimento voltada a empresas emergentes. De modo geral, a empresas que apresentam menor porte de faturamento, mas que tenham alto potencial de crescimento.

Uma peculiaridade é que alguns fundos de Venture Capital levam em consideração, inclusive, empresas que ainda não começaram a operar, o que torna-se interessante para viabilizar e agilizar o lançamento de uma startup no mercado. 


Private Equity

É uma modalidade de investimento voltada a empresas mais consolidadas no mercado. Esse tipo de investimento, geralmente, abrange startups mais maduras e que já atuam no mercado, mas que precisam de um apoio para promover e acelerar seu crescimento.

É importante salientar que ambas as modalidades são constituídas como capital de risco e envolvem investidores que injetam expertise e capital nas empresas, como startups, geralmente em troca de uma participação societária. 

E então, você já conhecia esses personagens que formam o inovador universo das startups? Para saber mais sobre o tema, busque conhecer também as iniciativas da sua cidade, verifique se há algum hub de inovação sendo formado, que tipo de startup vem obtendo destaque, etc.


Depois, compartilhe conosco essas iniciativas e como elas se relacionam com os players que apresentamos aqui. Ah, não deixe também de baixar gratuitamente nosso ebook Transformação Digital: 5 tecnologias disruptivas que você não pode ignorar!

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