Quais são as etapas do Design Thinking?

O Design Thinking é uma metodologia estruturada para resolver problemas complexos e impulsionar a inovação com foco no ser humano. Com ênfase na empatia, colaboração e experimentação, as etapas do Design Thinking oferecem uma estrutura flexível para abordar desde o desenvolvimento de novos produtos até a melhoria de processos internos.

O Design Thinking é uma metodologia estruturada para resolver problemas complexos e impulsionar a inovação com foco no ser humano.

Com ênfase na empatia, colaboração e experimentação, as etapas do Design Thinking oferecem uma estrutura flexível para abordar desde o desenvolvimento de novos produtos até a melhoria de processos internos.

Confira em detalhes as cinco etapas do Design Thinking e como cada uma contribui para a criação de soluções inovadoras e centradas no usuário. Siga a leitura.

O que é Design Thinking?

O Design Thinking é uma abordagem centrada no ser humano para a inovação e resolução de problemas. Ele combina a empatia pelo usuário, a criatividade na solução de problemas e o raciocínio lógico.

Esta metodologia se baseia em entender profundamente as necessidades dos usuários, gerar uma ampla gama de ideias, prototipar rapidamente e testar essas ideias ao longo de passos.

As etapas do Design Thinking visam garantir que as soluções desenvolvidas sejam desejadas pelo mercado e tenham uma produção viável.

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Como surgiu e qual a importância do Design Thinking?

O Design Thinking tem raízes nos anos 1960 e 1970, quando a metodologia começou a ser estudada e aplicada em contextos além do design tradicional.

Herbert Simon, cientista cognitivo, foi um dos primeiros a discutir o design como processo de resolução de problemas no livro “The Sciences of the Artificial” (1969).

Nos anos 1980 e 1990, a empresa de design IDEO, liderada por David Kelley, popularizou o uso do Design Thinking no contexto empresarial. A IDEO demonstrou como uma abordagem centrada no ser humano poderia ser aplicada para criar produtos inovadores e resolver dores do mercado.

Trabalhando em conjunto com a Apple, eles foram responsáveis por criar o primeiro mouse de computador. A peça fez com que o uso dos computadores – até então restrito aos comandos pelo teclado – se tornasse rápido e intuitivo.

O termo em si começou a ganhar destaque nos anos 2000, quando acadêmicos e praticantes passaram a sistematizar e divulgar as práticas, metodologias e etapas do Design Thinking.

A partir desse ponto, o impacto nas organizações se tornou mais claro:

  • Fomentar a inovação: o Design Thinking promove uma cultura de inovação ao incentivar a experimentação, o pensamento criativo e a tolerância ao erro;
  • Centrar-se no usuário: focadas nas necessidades e experiências dos usuários, as etapas do Design Thinking ajudam as empresas a criar produtos e serviços que realmente atendam às expectativas e desejos dos clientes;
  • Melhorar a colaboração: o Design Thinking é um processo altamente colaborativo que envolve equipes multidisciplinares. Ele quebra os silos organizacionais e promove a colaboração e comunicação entre diferentes áreas;
  • Reduzir riscos: a abordagem iterativa do Design Thinking, que envolve prototipagem rápida e testes contínuos, permite que as empresas identifiquem e corrijam problemas cedo no processo de desenvolvimento;
  • Acelerar o time-to-market: ao permitir ciclos rápidos de desenvolvimento e validação, as etapas do Design Thinking podem acelerar o processo de levar novas ideias ao mercado.

As 5 etapas do Design Thinking

As etapas do design thinking

Seguir as etapas do Design Thinking é fundamental para alcançar soluções eficazes e inovadoras.

As 5 etapas do design thinking são:

  • Imersão;
  • Ideação;
  • Prototipação;
  • Desenvolvimento e Implementação.

Elas desempenham um papel crucial ao longo do processo, garantindo que os resultados sejam relevantes, viáveis e bem-sucedidos. Confira em detalhes como funciona cada etapa:

1. Imersão

A etapa de imersão é o momento no qual a equipe se aprofunda no problema que deseja resolver.

A imersão permite uma compreensão ampla e profunda do detalhada, das necessidades dos usuários e das nuances do desafio. Sem esta preparação, é difícil desenvolver soluções eficazes e inovadoras.

Os objetivos da Imersão incluem:

  • Definir claramente o problema ou desafio a ser abordado, evitando suposições incorretas;
  • Se colocar  no lugar dos usuários, entendendo suas necessidades, dores e desejos de maneira mais precisa;
  • Entender o contexto no qual o problema está inserido, considerando todos os fatores que podem influenciar a solução.

Para obter o melhor resultado possível na etapa de imersão, é essencial realizar uma pesquisa abrangente. Podemos realizar entrevistas com os usuários finais, stakeholders e outros atores envolvidos, questionando sobre suas experiências, desafios e expectativas.

A observação dos usuários em seu ambiente natural é igualmente importante. Ela ajuda a entender como eles interagem com o produto ou serviço em questão, através de comportamentos e ações não verbais.

A prática de “sombra” também é valiosa, acompanhando os usuários ao longo de suas atividades diárias para captar insights sobre suas rotinas e desafios.

2. Ideação

Na ideação o foco é gerar um grande número de soluções possíveis para o problema identificado. É um momento de liberdade criativa onde a equipe é incentivada a pensar abertamente e explorar novas possibilidades.

A ideação evita o foco precoce em uma única solução, garantindo que várias opções sejam consideradas antes de investirmos recursos adicionais.

Realizar sessões de brainstorming é uma prática comum, onde a equipe se reúne para gerar o máximo de ideias possível sem julgamentos ou críticas.

Ferramentas visuais, como mapas mentais, podem ser usadas para organizar e expandir as ideias, mostrando conexões e relacionamentos entre diferentes conceitos.

A diversificação das perspectivas é uma estratégia fundamental. Incluir membros da equipe com diferentes formações e experiências enriquece a discussão e leva a soluções mais robustas. 

Após gerar um grande volume de ideias, é preciso refiná-las e priorizá-las.

A Matriz de Esforço e Impacto é útil nesse momento, para avaliar quais ideias são mais viáveis e têm maior potencial.

3. Prototipação

Nessa etapa, as ideias começam a tomar uma forma tangível. Prototipar permite testar e refinar as soluções de maneira prática e iterativa, transformando conceitos em algo concreto, que pode ser avaliado e melhorado.

Criar protótipos reduz os riscos associados à implementação de novas ideias, ao permitir que falhas e ajustes sejam identificados e corrigidos mais cedo no processo.

Podemos começar com protótipos de baixa fidelidade, como esboços, maquetes de papel ou modelos simples, que são rápidos e baratos de produzir.

Conforme eles são avaliados e refinados, a fidelidade aumenta, incorporando mais detalhes e funcionalidades. Ferramentas como softwares de design e impressão 3D podem criar protótipos mais sofisticados.

Realizar sessões de teste onde os usuários interagem com o protótipo em cenários reais ou simulados ajuda a identificar problemas práticos e áreas de melhoria.

Além disso, documentar cada iteração do protótipo e o feedback recebido assegura que todos os envolvidos estejam alinhados com o estágio atual e os avanços realizados.

Continue aprendendo: Desenvolvimento de Novos Produtos: como conduzir em 6 passos

4. Desenvolvimento

O desenvolvimento é onde as soluções prototipadas são refinadas e transformadas em produtos ou serviços completos.

Vamos detalhar e aprimorar as ideias, garantindo que todos os aspectos técnicos, funcionais e estéticos estejam alinhados com os objetivos do projeto.

Trabalhar em sprints, com ciclos curtos de desenvolvimento, permite que a equipe faça ajustes constantes com base no feedback contínuo. Isso mantém o processo ágil e adaptável, facilitando a incorporação de melhorias ao longo do caminho.

A colaboração entre equipes multidisciplinares é fundamental nesta fase. Engenheiros, designers, especialistas em marketing e outros profissionais devem trabalhar juntos para integrar diferentes perspectivas e competências.

Essa integração assegura que a solução final seja tecnicamente viável, esteticamente atraente e comercialmente sustentável.

5. Implementação

As etapas do Design Thinking culminam com a implementação, onde a solução é lançada no mercado ou integrada ao ambiente dos usuários.

Esta fase representa a transição do “laboratório” para o mundo real, onde a solução será testada em escala e sob condições reais de uso.

Um plano de lançamento detalhado é importante, especificando todas as atividades necessárias para introduzir a solução no mercado ou no ambiente dos usuários.

Treinamento e suporte técnico também são críticos nesta fase, garantindo que os usuários saibam como utilizar a solução e que quaisquer problemas possam ser resolvidos rapidamente.

Monitorar e avaliar o desempenho da solução após o lançamento é fundamental para identificar áreas de melhoria e garantir a satisfação dos usuários.

Ferramentas de análise e métricas de desempenho ajudam a rastrear o uso da solução, o feedback dos usuários e outros indicadores-chave de sucesso.

Como aplicar o Design Thinking?

As etapas do Design Thinking oferecem uma base para o processo, mas existem práticas importantes que a empresa deve considerar, tanto em cada momento quanto de forma geral.

Adotar a mentalidade de Design Thinking é fundamental. Ela inclui colocar-se no lugar dos usuários para entender profundamente suas necessidades, desejos e desafios.

Também é importante envolver diversas perspectivas e habilidades na equipe de criação. Essa equipe deve manter uma atitude aberta, sempre buscando aprender mais sobre o problema e suas possíveis soluções.

Para transformar a mentalidade em resultados, várias ferramentas e técnicas específicas podem ser usadas durante as etapas do Design Thinking:

  • Mapa de empatia: para entender melhor os sentimentos, pensamentos e comportamentos dos usuários.
  • Personas: perfis de usuários baseados em dados reais para representar diferentes segmentos de audiência.
  • Mapas de jornada: visualização dos passos que os usuários tomam ao interagir com um produto ou serviço, identificando pontos de dor e oportunidades.
  • Brainstorming e brainwriting: gerar uma ampla gama de ideias de maneira colaborativa, sem julgamentos iniciais.
  • Prototipagem rápida: construção de modelos simples e de baixo custo para testar conceitos rapidamente.

Conclusão

Ao adotar as etapas do Design Thinking, as empresas podem resolver problemas complexos e impulsionar a inovação, criando produtos e serviços centrados no usuário.

É importante ressaltar que a implementação eficaz do Design Thinking requer não apenas uma compreensão profunda das suas etapas e princípios, mas também o uso de ferramentas adequadas.

Como uma One Stop Shop de Inovação e Estratégia, a AEVO conta com uma plataforma de inovação completa para implementar um Programa de Inovação nas organizações parceiras. Os recursos se aplicam desde a imersão inicial até o desenvolvimento e implementação de projetos de inovação.

Além disso, a AEVO oferece consultoria especializada no assunto, trazendo insights personalizados e alinhados com as necessidades específicas de cada negócio.

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Livia Nonato

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), atua na área de marketing, content e SEO há quatro anos, tendo como principal foco a otimização para mecanismos de busca, gestão e crescimento dos canais de aquisição orgânico, performance e growth. Experiência e conhecimento em SEO para empresas B2B e produtos complexos. Atualmente, é analista de SEO na AEVO e aborda temáticas de inovação e tecnologia como redatora do blog AEVO.

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Livia Nonato

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), atua na área de marketing, content e SEO há quatro anos, tendo como principal foco a otimização para mecanismos de busca, gestão e crescimento dos canais de aquisição orgânico, performance e growth. Experiência e conhecimento em SEO para empresas B2B e produtos complexos. Atualmente, é analista de SEO na AEVO e aborda temáticas de inovação e tecnologia como redatora do blog AEVO.

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