AEVO

O retrato da maturidade da inovação corporativa no Brasil

BAIXE GRATUITAMENTE

Hackathons internos: como organizar e quais os benefícios

Hackathons internos são uma das formas mais eficazes de acelerar a geração de soluções, engajar colaboradores e testar hipóteses em pouco tempo. Mas o impacto real não termina na apresentação final: ele depende de um desafio bem definido, critérios claros de avaliação e, principalmente, de um processo estruturado para levar as melhores ideias à implementação. Sem essa continuidade, o evento vira apenas uma dinâmica pontual. Saiba mais!

Os hackathons internos já fazem parte das estratégias de inovação de empresas de diferentes setores.

O formato, que ganhou espaço inicialmente entre equipes de tecnologia, passou a ser usado também para testar soluções, acelerar projetos e reunir colaboradores em torno de problemas concretos do negócio.

Contudo, o maior erro não está na organização do evento em si. Está no que acontece depois dele. Muitas iniciativas terminam com ideias premiadas, fotos de equipe e nenhum desdobramento prático nos meses seguintes.

Continue a leitura para entender melhor o conceito de hackathon interno, os benefícios para a cultura de inovação, o passo a passo e como transformar os resultados do evento em um funil contínuo de priorização de ideias. Acompanhe!

 Resumo do conteúdo:

  • Hackathons internos aceleram engajamento, revelam talentos e geram soluções concretas para desafios do negócio;
  • O planejamento envolve desafios alinhados à estratégia, equipes multidisciplinares, mentoria e critérios claros de avaliação;
  • O maior risco está no pós-evento. Sem um funil formal de priorização, boa parte das ideias premiadas não avança;
  • Consultorias especializadas, como a da AEVO, ajudam a estruturar hackathons conectados a um programa contínuo de inovação, com apoio de plataformas como o AEVO Innovate;
  • Empresas como Franq e Decathlon são exemplos de quem já realizou hackathons internos e obteve resultados positivos.

O que é um hackathon interno?

Um hackathon interno é uma dinâmica de curta duração, geralmente entre um e três dias, em que os colaboradores de diferentes áreas se reúnem para desenvolver soluções para desafios específicos da empresa.

Diferente dos hackathons abertos ao mercado, a versão corporativa trabalha com participantes internos e desafios diretamente ligados à estratégia do negócio. O foco está menos em criar produtos prontos e mais em testar hipóteses, gerar protótipos e acelerar a colaboração entre times que normalmente não trabalham juntos. 

Setores como tecnologia, varejo, indústria e serviços financeiros têm adotado o formato como parte de programas maiores de inovação, e não como uma ação isolada.

Banner blog - CTA estruturação e digitalização do programa de inovação

Leia mais:
Consultoria de Inovação para empresas | AEVO Consulting
Como estruturar um Programa de Intraempreendedorismo?

Benefícios de um hackathon interno para a cultura de inovação

Quando bem estruturado, um hackathon interno gera impactos que vão além do evento em si. Confira: 

1. Engajamento e quebra de silos entre áreas

Colaboradores de marketing, operações, tecnologia e áreas de negócio raramente têm espaço formal para resolver problemas juntos no dia a dia. O hackathon cria esse ambiente, com prazo definido e um objetivo comum.

Essa convivência direta, ainda que temporária, costuma revelar ruídos de comunicação entre departamentos e aproximar pessoas que dificilmente colaborariam em condições normais de trabalho.

2. Identificação de talentos e novas lideranças

Durante o evento, alguns colaboradores podem ganhar visibilidade por habilidades que nem sempre aparecem na rotina.

Capacidade analítica, articulação e visão de negócio, por exemplo, podem se destacar diante de situações que exigem colaboração e tomada de decisão.

Para as áreas de RH e gestão de pessoas, o hackathon também pode funcionar como uma forma informal de identificar talentos com potencial de liderança.

Continue aprendendo: Geração de ideias: conheça 6 métodos e ferramentas

3. Geração de soluções reais para desafios do negócio

Ao trabalhar com problemas concretos, e não com temas abstratos, as equipes produzem propostas com potencial de aplicação imediata. Isso diferencia o hackathon corporativo de dinâmicas puramente motivacionais, sem entrega prática ao final.

Como planejar e organizar um hackathon interno?

A organização de um hackathon corporativo passa por decisões que definem a qualidade dos resultados obtidos. Seguir alguns passos contribui para organizar o evento de forma satisfatória. Veja: 

Definição de desafios alinhados à estratégia

O primeiro passo é definir problemas reais, alinhados aos objetivos da empresa no período. Quanto mais específico for o desafio, maiores as chances de as equipes desenvolverem soluções aplicáveis.

Antes de fechar a pauta, é importante ouvir as áreas de negócio para garantir que os temas façam sentido para a operação e tenham espaço para avançar depois do evento.

Formação de equipes multidisciplinares

A composição das equipes também influencia a qualidade das soluções. Reunir pessoas de áreas diferentes permite combinar conhecimentos e pontos de vista sobre o mesmo problema, ampliando as possibilidades de resposta.

Um grupo pode, por exemplo, juntar profissionais de tecnologia, comercial e operações, que contribuem com perspectivas distintas sobre viabilidade, impacto e aplicação da ideia. Por isso, vale evitar equipes formadas apenas por afinidade pessoal e estimular a combinação de perfis técnicos, estratégicos e operacionais.

Além de favorecer a troca de conhecimentos, essa diversidade ajuda a aproximar as propostas desenvolvidas durante o hackathon das necessidades reais do negócio.

Mentoria e critérios de avaliação

A presença de mentores durante o evento ajuda as equipes a testar hipóteses, identificar pontos de atenção e aprimorar as propostas antes da apresentação final.

O ideal é reunir profissionais que conheçam tanto os desafios do negócio quanto os aspectos técnicos envolvidos nas soluções.

Os critérios de avaliação também devem ser definidos antes do início do hackathon e apresentados aos participantes. Viabilidade técnica, potencial de impacto financeiro, aplicação prática e alinhamento à estratégia da empresa podem fazer parte da análise. 

Dessa forma, a avaliação considera não só a criatividade da ideia, mas também sua capacidade de gerar resultados e avançar para uma etapa de implementação.

A escolha do formato

Os hackathons podem ser realizados de forma presencial, remota ou híbrida, e a escolha deve considerar a distribuição das equipes, a estrutura disponível e o nível de interação esperado durante as atividades.

O formato presencial pode favorecer a troca espontânea entre participantes, enquanto o remoto amplia a possibilidade de reunir profissionais de diferentes localidades. 

No modelo híbrido, é importante planejar a experiência para que participantes presenciais e remotos tenham condições semelhantes de acompanhar as atividades, trocar informações e apresentar suas propostas. Ferramentas de colaboração, conexão estável e suporte técnico ajudam a evitar que as diferenças de formato interfiram na participação das equipes.

Como integrar as ideias vencedoras a um funil formal de priorização?

O encerramento do hackathon não precisa representar o fim das iniciativas desenvolvidas durante o evento. Sem uma etapa posterior de acompanhamento, propostas com potencial podem ficar restritas às apresentações feitas pelas equipes, sem responsáveis, prazos ou critérios para avançar.

Por isso, o ideal é conectar o hackathon a um programa de inovação contínua, em que as ideias possam ser registradas, avaliadas, priorizadas e desenvolvidas mesmo depois da competição.

Nesse processo, um funil formal ajuda a transformar as propostas em oportunidades concretas para o negócio.

As ideias podem passar por diferentes etapas de análise, considerando critérios como aderência aos objetivos da empresa, viabilidade, potencial de impacto e recursos necessários para sua execução.

A partir dessa avaliação, a organização consegue definir quais iniciativas devem avançar, quais precisam de mais desenvolvimento e quais podem ser retomadas em outro momento.

Ferramentas de gestão da inovação, como o AEVO Innovate, podem apoiar essa continuidade ao centralizar as ideias geradas no hackathon junto às demais propostas recebidas pela empresa.

Dessa forma, o evento deixa de funcionar como uma ação pontual e passa a alimentar um processo permanente de identificação e desenvolvimento de oportunidades. 

A plataforma também permite acompanhar a evolução das ideias, organizar avaliações e dar visibilidade às etapas pelas quais cada proposta passa.

Os recursos de inteligência artificial podem contribuir ainda para agilizar a análise inicial e o enriquecimento das propostas.

Ideias enriquecidas com IA levam, em média, 31 dias para serem avaliadas, contra 58 dias em processos sem esse apoio tecnológico. Em um programa de inovação, a agilidade ajuda a manter o fluxo de ideias ativo e a dar continuidade ao interesse despertado pelo hackathon.

Assim, o principal resultado do evento não precisa ser limitado à escolha de uma equipe vencedora. As propostas desenvolvidas também podem ampliar o pipeline de inovação da empresa, revelar novas oportunidades e servir de ponto de partida para projetos que continuem sendo acompanhados ao longo do tempo.

Acompanhamento de indicadores após o evento

Definir os indicadores ainda na etapa de planejamento do hackathon facilita a avaliação dos resultados depois do evento.

Métricas como o número de ideias selecionadas para desenvolvimento, a quantidade de propostas que avançaram para prototipagem, o tempo médio entre avaliação e aprovação e o potencial de impacto financeiro ajudam a acompanhar a evolução das iniciativas. 

O acompanhamento também permite identificar em quais etapas as propostas estão avançando ou perdendo ritmo. Com esses dados, a área de inovação consegue apresentar à liderança não só o volume de ideias geradas, mas também quantas chegaram a etapas concretas de desenvolvimento e quais resultados podem ser associados a elas.

Quando integrado a um programa contínuo de inovação, o hackathon passa a alimentar esse acompanhamento ao longo do tempo.

As ideias podem continuar sendo monitoradas, aprimoradas e priorizadas conforme novas informações, recursos e oportunidades surgem para o negócio.

Exemplos de hackathons internos que geraram resultado

Empresas de diferentes segmentos já utilizaram hackathons internos para transformar problemas da rotina em projetos e melhorias concretas. Dois exemplos mostram como o formato pode ser aplicado a objetivos distintos, da eficiência operacional à gestão de pessoas:

  • Franq:  

A fintech criou o Tech Games para acelerar a resolução de problemas reais da operação. Cerca de 40 profissionais de tecnologia, divididos em nove equipes multidisciplinares, trabalharam durante duas semanas sobre 50 demandas previamente mapeadas. 

O resultado foi a criação de 47 softwares funcionais, dos quais 35 já haviam entrado em produção. Entre as soluções estavam ferramentas para análise de matrículas de imóveis, seleção de cartas de consórcio e agentes de IA voltados à organização de informações de atendimento. 

  • Decathlon:

A rede de produtos esportivos realizou uma maratona de hackathon com foco na redução da rotatividade de funcionários. A partir das ideias desenvolvidas no evento, a área de Recursos Humanos implementou mudanças nos processos seletivos. 

Segundo o case divulgado pela empresa, as novas práticas contribuíram para uma redução de 5% nas demissões relacionadas à falta de identificação dos profissionais com a organização.

Conclusão

Hackathons internos são uma das formas mais eficazes de acelerar a geração de soluções, engajar colaboradores e testar hipóteses em pouco tempo.

Para dar continuidade as ideias geradas e seguir atuando de forma estratégica para o negócio, a empresa deve estruturar um modelo formal de inovação. Nesse sentido, a consultoria da AEVO é a parceira ideal.

Desenhamos e executamos hackathons e desafios de inovação alinhados à estratégia da empresa, desde a definição do problema e a mobilização dos times até a curadoria das soluções e o acompanhamento dos projetos selecionados. Com metodologia própria e a plataforma AEVO para gestão do funil de ideias, cada iniciativa gera dados, aprendizados e resultados mensuráveis.

Fale agora com um dos nossos especialistas e saiba como podemos apoiar a sua empresa a destravar as iniciativas de inovação com sucesso.

Livia Nonato

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), atua na área de marketing, content e SEO há quatro anos, tendo como principal foco a otimização para mecanismos de busca, gestão e crescimento dos canais de aquisição orgânico, performance e growth. Experiência e conhecimento em SEO para empresas B2B e produtos complexos. Atualmente, é analista de SEO na AEVO e aborda temáticas de inovação e tecnologia como redatora do blog AEVO.

Foto de Livia Nonato

Livia Nonato

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), atua na área de marketing, content e SEO há quatro anos, tendo como principal foco a otimização para mecanismos de busca, gestão e crescimento dos canais de aquisição orgânico, performance e growth. Experiência e conhecimento em SEO para empresas B2B e produtos complexos. Atualmente, é analista de SEO na AEVO e aborda temáticas de inovação e tecnologia como redatora do blog AEVO.

Compartilhe o post

Facebook
LinkedIn
Twitter
WhatsApp
Email

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Fique sempre atualizado com nossos conteúdos sobre o universo da Inovação.