AEVO

O retrato da maturidade da inovação corporativa no Brasil

BAIXE GRATUITAMENTE

Benefícios da Lei do Bem: como impulsionar a inovação e reduzir custos

Contudo, para quem deseja inovar com consistência, entender os benefícios da Lei do Bem para a pesquisa e desenvolvimento das empresas é um passo necessário. Mais do que uma legislação, ela é um convite para adentrar em um ecossistema de inovação contínua, colaboração e desenvolvimento tecnológico sustentável.

A inovação não acontece por acaso. Ela exige investimento, tempo, capital humano e, principalmente, coragem para experimentar. No Brasil, um dos principais mecanismos que ajudam empresas a transformar ideias em soluções concretas é a Lei do Bem

Pouco conhecida fora dos círculos técnicos, essa legislação tem potencial para mudar o rumo de negócios que investem em pesquisa e desenvolvimento. Mais do que um alívio fiscal, ela representa uma oportunidade real de crescimento sustentável.

Continue a leitura para entender os benefícios da Lei do Bem e como ela contribui para impulsionar a inovação nas empresas.

Contexto e histórico da Lei do Bem

A Lei nº 11.196/2005, chamada Lei do Bem, surgiu como uma resposta à necessidade de estimular a inovação tecnológica nas empresas brasileiras. O objetivo era claro: oferecer incentivos fiscais para quem investisse em pesquisa e desenvolvimento de forma contínua. 

Além disso, a legislação buscava reduzir a disparidade entre empresas nacionais e estrangeiras em termos de capacidade tecnológica, criando um ambiente mais favorável para investimentos em inovação, desenvolvimento de produtos e modernização industrial

Com isso, as empresas que adotam a Lei do Bem podem deduzir do imposto de renda valores aplicados em P&D, incluindo gastos com pesquisa, prototipagem, equipamentos e capacitação de profissionais. Esse estímulo fiscal diminui o custo direto da inovação e também cria novas oportunidades.

Desde então, a legislação passou por ajustes e ganhou relevância, especialmente em setores como tecnologia, agronegócio, saúde e indústria.

Inclusive, em 2023, a Lei do Bem foi o instrumento público de apoio à inovação mais utilizado no Brasil, segundo dados da Pintec Semestral publicada pelo IBGE.

De acordo com a pesquisa, 26,4% das empresas industriais inovadoras com 100 ou mais pessoas ocupadas usaram a Lei do Bem em suas atividades.

As empresas que mais a utilizaram são do setor de fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (58,5%); fabricação de produtos químicos (50%) fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (40,7%).

Esses números mostram que, apesar das complexidades burocráticas, a Lei do Bem está ganhando espaço como ferramenta estratégica para inovação.

Banner blog AEVO - CTA gere resultados como os clientes AEVO

Leia mais:
As principais leis de incentivo para inovação no Brasil
Inovação orientada a resultados: como construir e escalar

Quem pode se beneficiar da Lei do Bem? 

A Lei do Bem não é para todas as empresas e isso é parte do seu rigor. Para que uma empresa possa usufruir dos benefícios fiscais da Lei do Bem, ela precisa atender a alguns requisitos básicos:

  • Estar no regime de tributação do Lucro Real. Ou seja, empresas do Lucro Presumido, Simples Nacional ou MEIs não são elegíveis aos benefícios da Lei do Bem;
  • Ter investido em atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação no ano-calendário em que deseja usufruir do benefício;
  • Estar em dia com suas obrigações fiscais. Isso significa que ela não pode ter débitos inscritos na Dívida Ativa da União e possuir a Certidão Negativa de Débitos (CND) ou a Certidão Positiva com Efeito de Negativa (CP-EN).

Além disso, os projetos elegíveis devem envolver desenvolvimento de novos produtos, processos ou serviços, ou ainda melhorias significativas em soluções já existentes. Isso inclui desde a criação de softwares até a aplicação de novos materiais em processos industriais.

O programa de inovação com uso da Lei do Bem também contempla iniciativas voltadas à sustentabilidade, automação e digitalização de processos.

Principais benefícios da Lei do Bem para as empresas

Voltada a impulsionar a inovação nas empresas brasileiras, existem inúmeras vantagens da Lei do Bem para as organizações. Os principais benefícios incluem:

  • Incentivos fiscais e deduções de impostos;
  • Estímulo a investimentos em PD&I;
  • Melhoria da competitividade;
  • Maior desenvolvimento de inovações tecnológicas;
  • Viabilidade financeira para projetos inovadores;
  • Depreciação e amortização acelerada;
  • Aumento do engajamento dos colaboradores;
  • Uso de recursos de forma mais estratégica;
  • Melhora na gestão de projetos de inovação.

1. Incentivos fiscais e deduções de impostos

O principal atrativo da Lei do Bem é a possibilidade de incentivos fiscais e deduções tributárias. As empresas podem excluir de 60% a 100% (ou mais) dos gastos com P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) da base de cálculo do Imposto de Renda e da CSLL, o que gera uma economia efetiva de até 34% sobre essa exclusão.

2. Estímulo a investimentos em PD&I

Ao reduzir o impacto financeiro dos investimentos em pesquisa, a Lei do Bem estimula empresas a manterem ou ampliarem seus projetos de PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação).

Isso cria um ciclo virtuoso: quanto mais se investe, mais se pode deduzir e mais se inova.

3. Melhoria da competitividade

Empresas que investem em inovação tendem a lançar produtos mais eficientes, reduzir custos operacionais e atender melhor às demandas do mercado. A Lei do Bem, ao facilitar esse processo, contribui para que essas empresas se destaquem em seus setores.

4. Maior desenvolvimento de inovações tecnológicas

Com apoio financeiro para inovação via Lei do Bem, os negócios conseguem acelerar o desenvolvimento de tecnologias próprias. Isso é especialmente relevante em áreas como inteligência artificial, biotecnologia, energia limpa e agrotech, por exemplo.

5. Viabilidade financeira para projetos inovadores

Muitas ideias podem ficar paradas por falta de recursos. A Lei do Bem ajuda a viabilizar projetos que, de outra forma, seriam considerados arriscados demais. Com os incentivos fiscais da Lei do Bem para inovação, o risco financeiro diminui e a inovação ganha espaço.

6. Depreciação e amortização acelerada

A Lei do Bem permite que as empresas acelerem a depreciação de bens novos utilizados em projetos de P&D, bem como a amortização de intangíveis, além de conceder redução de 50% na alíquota do IPI na compra de equipamentos para inovação.

Essas medidas geram economia contábil e fiscal significativa, especialmente para negócios que mantêm equipes dedicadas à inovação.

7. Aumento do engajamento dos colaboradores

Investir em inovação vai além de uma decisão estratégica de negócio, é também uma forma de valorizar talentos. Sendo assim, quando as equipes são envolvidas em projetos de P&D, elas tendem a se sentir mais motivadas e engajadas com a cultura da empresa, o que impacta diretamente na produtividade e retenção de profissionais.

8. Uso de recursos de forma mais estratégica

Ao aproveitar os benefícios da Lei do Bem, as empresas conseguem realocar recursos para áreas mais promissoras. Isso permite uma gestão mais inteligente dos investimentos, com foco em resultados de longo prazo.

9. Melhora na gestão de projetos de inovação

A exigência de documentação e acompanhamento dos projetos para fins de deduções tributárias da Lei do Bem obriga as empresas a estruturarem melhor suas iniciativas de inovação. Isso resulta em maior controle, previsibilidade e eficiência, dando destaque para a gestão de projetos de inovação, valorizando cada vez mais essa frente.

Impactos da Lei do Bem no ecossistema de inovação brasileiro

A Lei do Bem não beneficia só as empresas que a utilizam. Ela tem um verdadeiro “efeito cascata” sobre o ecossistema de inovação nacional.

Ao estimular o investimento em pesquisa tecnológica, a política pública impulsiona o desenvolvimento de novas soluções que reverberam em toda a cadeia produtiva, de startups e universidades a grandes corporações. 

Além de gerar ganhos diretos em produtividade e competitividade, a Lei do Bem contribui para o avanço científico e tecnológico do país, criando um ambiente mais favorável à inovação e à geração de conhecimento aplicado em diferentes setores da economia.

Um exemplo prático é o case do Banco Carrefour, que faz parte do Grupo Carrefour e que foi apresentado no podcast AEVO Boost. A instituição utilizou a Lei do Bem para apoiar projetos de inovação tecnológica que resultaram em melhorias nos processos internos e na experiência do cliente.

Apenas em 2022, os resultados públicos indicaram uma dedução fiscal superior a R$ 22 milhões, reflexo direto dos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e aprimoramento de produtos e serviços digitais.

O episódio mostra como o uso estratégico da Lei do Bem vai além da redução de impostos, sendo um importante impulsionador da transformação digital e cultural nas empresas. Confira no vídeo abaixo:

YouTube video

Outro ponto relevante é a descentralização dos investimentos. Embora a região Sudeste concentre a maior parte das empresas beneficiadas (57,5% em 2023), há um crescimento significativo na região Sul (31,2%) também, conforme os dados do MCTI.

Na sequência, temos Nordeste, com 5,1%, seguido de Centro-Oeste (4,4%) e Norte (1,9%), segundo dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Isso indica que o incentivo governamental para pesquisa tecnológica está começando a alcançar uma base mais ampla de negócios e localidades.

Conclusão

A Lei do Bem tem papel estratégico na integração entre diferentes atores do ecossistema de inovação. Ao estimular parcerias entre empresas, universidades e centros de pesquisa, ela fomenta a troca de conhecimento e o desenvolvimento conjunto de tecnologias nacionais.

Essa aproximação entre academia e mercado é essencial para que o Brasil avance em áreas estratégicas, aumente sua autonomia tecnológica e reduza a dependência de soluções importadas, fortalecendo o posicionamento do país na economia global da inovação.

Portanto, a Lei do Bem é, acima de tudo, uma ponte entre o presente e o futuro da inovação no país. Ela permite que empresas transformem ideias em produtos, processos e serviços que geram valor real, seja para o negócio, para os colaboradores e/ou para a sociedade.

Contudo, para quem deseja inovar com consistência, entender os benefícios da Lei do Bem para a pesquisa e desenvolvimento das empresas é um passo necessário. Mais do que uma legislação, ela é um convite para adentrar em um ecossistema de inovação contínua, colaboração e desenvolvimento tecnológico sustentável.

Livia Nonato

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), atua na área de marketing, content e SEO há quatro anos, tendo como principal foco a otimização para mecanismos de busca, gestão e crescimento dos canais de aquisição orgânico, performance e growth. Experiência e conhecimento em SEO para empresas B2B e produtos complexos. Atualmente, é analista de SEO na AEVO e aborda temáticas de inovação e tecnologia como redatora do blog AEVO.

Foto de Livia Nonato

Livia Nonato

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), atua na área de marketing, content e SEO há quatro anos, tendo como principal foco a otimização para mecanismos de busca, gestão e crescimento dos canais de aquisição orgânico, performance e growth. Experiência e conhecimento em SEO para empresas B2B e produtos complexos. Atualmente, é analista de SEO na AEVO e aborda temáticas de inovação e tecnologia como redatora do blog AEVO.

Compartilhe o post

Facebook
LinkedIn
Twitter
WhatsApp
Email

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Fique sempre atualizado com nossos conteúdos sobre o universo da Inovação.