inovação incremental

Tainara Maciel

Tainara Maciel

Publicado em 24/08/2020

A inovação incremental é um conjunto de ações que buscam melhorar ou agregar valor aos processos, produtos serviços já existentes em uma empresa.

Confira:

  • Afinal, o que é inovação?
  • O que é Inovação Incremental?
  • A diferença entre Inovação Incremental, Radical e Disruptiva;
  • Quais os benefícios da Inovação Incremental?
  • Exemplos de Inovação Incremental;
  • Quando investir em Inovação Incremental?
  • Quanto investir em Inovação Incremental?
  • Como aplicar a Inovação Incremental?

AFINAL, O QUE É INOVAÇÃO?

Para nós, a inovação é compreendida como uma ideia implementada que gera valor para o seu negócio — ou seja, que esteja alinhada à estratégia organizacional da empresa. Mas, para essa ideia ser de fato inovadora, não basta ser apenas uma novidade, deve haver uma aplicação.  

Entretanto, por ser um conceito amplo, o entendimento sobre a inovação varia de acordo com os diferentes autores e contextos. Dessa forma, podemos afirmar que não existe certo ou errado quando o assunto é o conceito sobre inovação.  

Por isso, quando falamos em inovação corporativa, é imprescindível que a organização construa a sua própria concepção a respeito da estratégia.  

Afinal, quando for necessário fomentar o mindset inovador no seu negócio, você precisa se certificar que o conceito de inovação para o seu time esteja alinhado aos interesses da própria organização. Portanto, questione-se:  

  • O que é inovação para o meu negócio?  
  • Será que o meu time sabe o que é inovação para minha organização?

Portanto, é preciso que a sua organização possua uma estrutura organizacional propicia a inovação. Isso porque, inovar não seria possível em um ambiente que não colabore para isso, né?   

Uma ótima forma para alcançar esse objetivo é fomentando uma Cultura de Inovação entre os seus colaboradores. 

Assim, todo o seu time estará orientado a gerar ideias e sugestões de melhoria que estejam alinhadas ao objetivo da organização e que possuam uma aplicação específica. Afinal, de nada adiantaria gerar ideias se elas não pudessem ser aplicadas.  

E por falar em aplicação, para facilitar o entendimento sobre as diferentes formas que a inovação pode ser aplicada, os pioneiros da área criaram formas de classificar a inovação em diferentes modelos, sendo, um deles inovação incremental.

O QUE É INOVAÇÃO INCREMENTAL?

Pode até parecer que as empresas estão constantemente desenvolvendo e lançando um novo produto revolucionário, mas a verdade é que, cada vez mais, elas têm se concentrando em melhorias mais simples, com baixo custo e menos riscos.  

O termo inovação incremental ganhou força lá em 1939, marcando presença no livro “Business Cycle, de Joseph Schumpeter, onde foi caracterizado como um modelo de inovação. 

De acordo com o autora inovação incremental é uma série de pequenas e constantes melhorias em produtos, processos e serviços já existentes em uma empresa. 

Normalmente, essas melhorias são pequenas e acontecem em uma área pontual da organização, como deixar uma linha de produção mais rápida ou adicionar um novo recurso a um produto.   

De lá pra cá, as organizações vêm aplicando a inovação incremental como estratégia para se diferenciarem ainda mais de sua concorrência, mantendo seus produtos relevantes no mercado.  

Logo, podemos destacar algumas características principais da inovação incremental: 

  • Acontece quando tenho muito conhecimento sobre o meu negócio (é o meu core business);  
  • Conheço as necessidades dos meus clientes; 
  • O custo para inovar incrementalmente é baixo;  
  • O risco da inovação incremental é baixo; 
  • O valor do negócio cresce gradativamente a cada melhoria; 
  • Protege o modelo de negócio atual, 
  • É composta de pequenas inovações contínuas e graduais. 
  • O sucesso da estratégia pode e deve ser ampliado à luz de processos colaborativos 
  • A não adesão implica na possível defasagem do seu produto frente ao mercado. 

Podemos dizer que o conceito da inovação incremental é muito similar a filosofia japonesa de melhoria contínua, conhecida como Kaizenque prevê um método para executar a estratégia de forma sistêmica, envolvendo todos os colaboradores da organização.   

Hoje, a inovação de forma incremental é amplamente conhecida e tem ganhado relevância à luz de processos inovadores com alto grau de colaboração, como o Programa de Ideias. 

Muitas empresas, como a AvivaAeris Scholle IPN e outras, apostam no Programa de Ideias do AEVO Innovate — nosso software de gestão da inovação — para fomentar esse mindset inovador entre os seus colaboradores. 

Apesar do crescente destaque que a inovação incremental tem ganhado, às vezes, ela pode ser subestimada pelos resultados com menor impacto (se comparada a outros tipos de inovação), porém ela ganha força quando observada à luz da escala, incorporando-se ao mindset e a rotina das organizações. 

AQUI VAI UM EXEMPLO:

Imagine que o seu time implantou apenas uma sugestão de melhoria, poupando 10 minutos da execução individual diária de um processo realizado por 100 colaboradores dentro de uma fábrica.

Se nós considerarmos que a jornada semanal desses funcionários é igual para todos (40 horas por semana, 8 horas por dia), ao longo de 10 semanas teríamos aproximadamente 50 mil minutos poupados.

Exemplo da inovação incremental dentro de um processo industrial. 

Agora, considere que o seu processo é executado por 1.000 colaboradores! Os 50 mil minutos poupados seriam alcançados logo no primeiro dia, enquanto o resultado de 10 semanas seria aproximadamente 500 mil minutos reduzidos.  

E se formos um pouco além, considerando R$ 500,00 a remuneração média semanal de todos esses colaboradores, nós poderíamos transformar o tempo reduzido em dinheiro poupado! 

Dessa forma, ao longo de 10 semanas, 100 colaboradores poupariam R$10.500,00, enquanto 1.000 colaboradores poupariam aproximadamente R$105.000,00.  

Independente da escala, podemos perceber que a inovação incremental tem um alto potencial de redução de custos – tenho certeza de que isso foi perceptível para você nos dois exemplos que demos acima.   

Porém o mais importante é entender que quanto maior a escala do seu time, inovar de forma incremental se torna mais obrigatório. Do contrário, seria como desperdiçar recursos conscientemente. 

A DIFERENÇA ENTRE INOVAÇÃO INCREMENTAL, RADICAL E DISRUPTIVA

Em contraste ao conceito de inovação incremental, existe a inovação radical e disruptiva

Ainda hoje, é comum que alguns profissionais encontrem algumas dificuldades na hora de diferenciar os tipos de inovação. Por isso, abaixo vamos te apresentar as diferenças entre a inovação incremental, radical e disruptiva.  

Enquanto a inovação incremental é compreendida como um conjunto de ações que buscam melhorar ou agregar valor aos processos e produtos já existentes, a inovação radical está relacionada ao desenvolvimento de novos conhecimentos. 

Ou seja, quando uma organização cria, pela primeira vez, um produto ou serviço, estamos falando de uma inovação radical. 

Agora, quando falamos em inovação disruptiva, estamos nos referindo à ruptura dos paradigmas tradicionais de um mercado específico e à criação de um novo hábito de consumo, gerando mudanças profundas no mercado. Nesse caso, a inovação radical pode ou não se tornar disruptiva. 

Logo, também podemos destacar algumas características principais desses dois modelos de inovação: 

  • Acontece quando tenho pouco conhecimento sobre o meu negócio (novo produto ou serviço);  
  • Alto grau de investimento financeiro;  
  • As necessidades dos clientes são difusas.  
  • É preciso criar um market-share;  
  • Alto grau de incerteza sobre o retorno financeiro;  
  • Grande salto em inovação; 
  • Pode ou não criar um novo hábito de consumo. 

Apesar de serem conceitos opostos, não se deve pensar que um modelo de inovação exclui o outro. Na verdade, para as empresas garantirem sua longevidade no mercado, é preciso que elas apostem em ambos os tipos de inovação.  

O equilíbrio entre as inovações incrementais e radicais é conhecido como Ambidestria Organizacional e se esse é um conceito novo para você, não se preocupe! Ao longo deste artigo vamos falar sobre a sua relevância para o presente e futuro das organizações.  

Mas se você quiser se adiantar e conhecer um pouco mais sobre esse conceito, não deixe de conferir nosso artigo a respeito. 

Confira: Ambidestria Organizacional | Como balancear as inovações do presente e futuro? 

QUAIS OS BENEFÍCIOS DA INOVAÇÃO INCREMENTAL?

Em tempos de constantes e disruptivas transformações no mercado, muitas organizações estão orientadas ao desenvolvimento de novos produtos e modelos de negócio para responderem com mais agilidade à essas mudanças. 

Essa crescente demanda que os consumidores e o mercado atual colocam nas empresas para lançarem algo novo, resulta no lançamento de mais de 30.000 novos produtos a cada ano. Mas, uma informação que talvez não vá chocar muita gente é que, de acordo com o professor da Harvard Business School, Clayton Christensen, 95% deles fracassam.  

Logo, nesse cenário, embora muitas vezes seja necessário correr risco de lançar algo novoa introdução de inovações incrementais nos produtos e serviços já existentes torna-se ainda mais essencial para a longevidade das organizações.  

Um dos objetivos da inovação incremental é fortalecer a posição competitiva da empresa no mercado. Ou seja, garantir o desenvolvimento de constantes melhorias significa adaptar o seu produto às novas tendências e as novas dores dos consumidores, mantendo a relevância da sua organização. 

Confira abaixo alguns dos benefícios dessa estratégia: 

1.DIVERSIFICAÇÃO DO PORTFÓLIO DE INOVAÇÕES

Pode até ser que você lance um produto revolucionário hoje e que ele seja um sucesso absoluto, mas não se pode esperar que ele continue sendo revolucionário anos mais tarde. A curva de crescimento de uma inovação radical é de brilhar os olhos, mas a queda dela pode não ser tão glamurosa assim. 

Geralmente, todo produto nasce como uma inovação radical, mas pra ele se tornar o core business da sua empresa e continuar gerando receita em uma curva que só cresce, são necessárias constantes inovações incrementais. 

Afinal, não adianta apenas inventar algo novo! Para que o valor do produto continue alto, é necessário investir em melhorias

Portantotorna-se necessário equilibrar os investimentos em inovação incremental e radical, preocupando-se com o presente e com o futuro da empresa.

2. FONTE DE RECEITA RECORRENTE

Apesar de o potencial retorno financeiro e o impacto de uma inovação radical ser pra lá de chamativo, existe uma incerteza muito grande sobre o sucesso dela.  

Grande parte das pessoas, geralmente, optam por comprar produtos ligeiramente atualizados mais prontamente do que os novos. Isso porque, quando comparada as melhorias incrementais, as inovações radicais tendem a demorar mais tempo até serem validadas no mercado. Além de também necessitarem de mais tempo para serem desenvolvidas. 

Dessa forma, quando os consumidores continuam comprando produtos ligeiramente melhorados que já foram validados pelo mercado, eles proporcionam às empresas uma fonte de receita que irá sustentá-la enquanto trabalham na pesquisa e desenvolvimento de produtos e modelos de negócio totalmente novos. Ou seja, no desenvolvimento de inovações radicais.

3. DIFERENCIAL COMPETITIVO

Já ouviu aquele ditado onde diz que não se deve mexer em time que está ganhando? Brincadeiras à parte, mas a verdade é que nem sempre esse ditado vai ser .aplicado com sucesso. 

Não é novidade que o mercado está cada vez mais exigente e competitivo. Na mesma velocidade em que o mundo muda, mudam também as necessidades dos seus consumidores. Por isso, cada melhoria não realizada por uma empresa significa um passo à frente para os concorrentes, que se preparam para superá-la. 

Logo, promover contínuas melhorias incrementais nos seus produtos ou serviços garantem que eles acompanhem as necessidades do mercado, evitando que se tornem defasados.

Dessa forma, você garante que o seu produto continue suprindo as dores dos consumidores e mantém a relevância da sua marca 

EXEMPLOS DE INOVAÇÃO INCREMENTAL

Embora possa parecer algo simples, o que é importante costuma estar nos detalhes: para investir em inovação incremental não basta apenas gerar ideias ou sugestões de melhorias. É preciso aplicá-las.  

Abaixo mostraremos como grandes marcas aplicaram mudanças que, muitas vezes, podem parecer imperceptíveis aos olhos dos menos atentos. Entretanto, são essas evoluções que garantem posições de destaque em seus respectivos market-shares. 

APPLE E SUA INOVAÇÃO NO DESIGN

Exemplos de inovação incremental: Apple

Na década de 90, a Apple se encontrava num cenário muito diferente do atual. O Macintosh representava o que a Apple fazia de melhor, mas o produto ainda era uma caixa cinzenta pouco atualizada e muito criticada. A empresa estava morrendo por falta de inovação.

Em um golpe de mestre, Steve Jobs retornou à direção e promoveu uma limpeza geral na Apple, eliminando produtos e divisões inteiras da organização. Para marcar esse rito de passagem, o novo produto do negócio deveria ser ousado e ditar as regras do mercado: nascia o iMac G3.  

Mas, para desgosto dos nerds de plantão, o novo iMac chegou com as restrições características da marca até hoje: o abandono de tecnologias e hábitos antigos.  

O novo computador só poderia ser aberto com chaves de fendas, enquanto os leitores de disquete foram aposentados pela Apple 10 anos antes do restante do mercado. Além disso, o produto se tornou mais ergonômico, incorporando uma alça para transporte do computador – destacando sua portabilidade.   

Não é novidade que o iMac G3 foi um sucesso de vendas! A Apple se estabeleceu como referência em design centrado no usuário, conquistando uma posição de destaque na usabilidade tanto do hardware quanto do seu sistema operacional, o macOS.   

Em quase 20 anos de história, a família dos iMacs já ganhou mais de 10 novos integrantes, que possuem seu design aperfeiçoado ano após ano, mesmo que haja pouca inovação em hardware. 

Desta forma, a empresa sempre mantém seus produtos atualizados frente ao mercado de consumidores cada vez mais exigente.  

iMac pode ter sido uma inovação radical que salvou a organização, mas foi graças ao comprometimento da marca com a melhoria contínua do seu design (cada vez mais baseado nos princípios básicos da Bauhaus), que o produto se manteve jovem mesmo após 20 anos. Este é um excelente exemplo de inovação incremental. 

BIC E A SUA INOVAÇÃO EM PRODUTO

Estima-se que 57 canetas Bic Cristal são vendidas por segundo, no mundo inteiro.  

Esse produto onipresente é datado de 1945, quando o barão Marcel Bich teve a brilhante ideia de produzir uma caneta com uma mecânica capaz de dispensar a necessidade de ser manualmente carregada, deixando as constantes mãos sujas de tinta no passado.  

Após obter patente para a principal caneta esferográfica da marca, o processo de produção desta foi melhorado, aumentando a qualidade do produto e reduzindo os preços.   

Dessa forma, a caneta se consolidou pela simplicidade e segurança, tornando-se um sucesso e alcançando 21 milhões de unidades vendidas em apenas dois anos.  

Mas, se você acha que há pouca inovação incremental numa caneta esferográfica datada de 45, você está muito enganado! 

Seu design simples não deixa tão evidente uma série de inovações incrementais, que vão desde a abertura de ventilação da tampa até o minúsculo orifício de alívio de pressão, impedindo que o produto exploda quando exposto a altas pressões.  

Hoje, a famosa caneta esferográfica está presente em 160 países e a organização possui quase 10 mil funcionários, com um valor de mercado em quase 7 bilhões (setembro/ 2015).  

A caneta Bic Cristal ilustra muito bem nossos exemplos de inovação incremental, afinal, podemos esperar dessa esferográfica muitas outras melhorias pelos próximos anos. 

AERIS E SUA INOVAÇÃO EM PROCESSO

Exemplos de inovação incremental: Aeris e sua inovação em processo

Fundada em 2010, a Aeris está no ramo da energia sustentável. Essa organização é especialista na fabricação de pás eólicas, suprindo a necessidade desse mercado com muita inovação.  

A inovação incremental também pode ser aplicada a escala industrial. Quando isso acontece, podemos obter grandes resultados em redução de custos.  

Quando a organização percebeu seu potencial inovador, ela investiu no Programa de Ideias para tornar a inovação incremental algo contínuo, envolvendo todos os colaboradores da empresa. Alguns meses depois, os resultados apareceram:  

  • Um ROI (retorno sobre o investimento) de 6.8x;  
  • Resultado financeiro superior a meio milhão;  
  • Redução de custo de mais de 900 MIL reais otimizando apenas dois processos;  
  • Recebeu mais de 1.700 ideias no Programa.  

Apesar do exemplo de inovação incremental da Aeris não estar diretamente ligado ao seu produto final, podemos perceber que a organização é capaz de aplicar o conceito dentro de seus processos fabris. 

Embora não tenhamos exemplos como estes da Bic e da Amazon, acredito fortemente que essas organizações também aplicam a estratégia aos seus processos de fabricação, distribuição e produção de conteúdo.  

Gostou desse exemplo? Se você quer entender como aplicar a inovação incremental em seu processo industrial, acesse o vídeo case da Aeris agora mesmo, clicando aqui. 

QUANDO INVESTIR EM INOVAÇÃO INCREMENTAL?

Para entender quando investir em inovação incremental, é preciso, antes, conhecer em que momento o seu negócio ou seu produto se encontra.   

Sempre que nós lançamos um novo produto ou serviço, existem muitas hipóteses e perguntas sem respostas. 

Esse alto grau de incerteza sugere que você precisa validar seu produto frente à um mercado ou grupo de consumidores. Neste caso, o seu produto ainda é uma aposta (como pode ser observado na imagem acima), ou seja, um investimento com resultado futuro.    

Desse modo, a inovação incremental é pouco vantajosa, uma vez que a sua prioridade é entender se o seu projeto é um abacaxi, ou seja, um produto que não deu certo e, neste caso, o melhor é matá-lo. 

Leia também: Horizontes de inovação: o que são e quanto investir em cada um?  

Agora, quando o produto é validado e está em um mercado em alto crescimento, ele é incorporado ao seu Core Business e torna-se sua vaca leiteira! Logo, aqui, você já terá respostas para grande parte das perguntas, obtendo um time muito experiente e com bastante conhecimento sobre o produto.  

Porém, quando uma aposta se torna sua vaca leiteira (Core Business), muita coisa está em jogo! 

Em primeiro lugar, você precisa garantir que o seu carro-chefe não seja defasado pelo mercado, já que este encontrará formas de concorrer, seja por vantagem competitiva, inovação tecnológica ou proposta de valor.  

É aí que entra a inovação incremental. Essa, por sua vez, garantirá a incorporação de ideias que geram valor, garantindo que o seu Core Business seja continuamente melhorado por aqueles que estão todos os dias lidando frente a frente com os seus produtos, processos e serviços. 

QUANTO INVESTIR EM INOVAÇÃO INCREMENTAL?

Para entender como priorizar os investimentos em inovação, a Mckinsey & Company criou o framework 3 Horizontes de Inovação, dando-nos uma ampla de visão de alocação de recursos por conhecimento do nosso negócio.  

Observando a imagem acima, podemos perceber que o investimento em inovação pode ser priorizado de acordo com o nível de conhecimento obtido por negócios:  

  • Horizonte 1: Core Business (o que eu sei fazer de melhor); 
  • Horizonte 2: Novos negócios emergentes (extensão direta do que eu sei fazer de melhor); 
  • Horizonte 3: Experimentação (apenas hipóteses). 

Nós já percebemos que a inovação incremental faz mais sentido quando executada frente ao meu Core Business (minha vaca leiteira), ou seja, aquilo que eu possuo histórico, tenho conhecimento e já validei frente ao mercado. 

MAS QUANTO EU DEVO INVESTIR NO MEU CORE BUSINESS?

A Google investe 70% de recursos em inovações no seu Core Business. 

Em meados de 2005, o presidente da Alphabet Inc. (holding dona da Google), nos contou sobre a estratégia de inovação da organização:  

“Gastamos 70% do nosso tempo em pesquisas e anúncios principais. Gastamos 20% em empresas adjacentes: Google Notícias, Google Earth e Google Local. E então 10% do nosso tempo deve ser dedicado a coisas verdadeiramente novas.”

Eric Schmidt, 2005

O exemplo de alocação de recursos do presidente da Alphabet Inc. ilustra muito bem como a organização estrutura seu portfólio de investimentos. 

Se a Google investe 70% do seu tempo e dinheiro no seu Core Business (pesquisas e anúncios principais), por que você não faria isso? 

O equilíbrio entre as inovações incrementais e radicais é conhecido como Ambidestria Organizacional e se você não está familiarizado com este conceito, confira abaixo um exemplo que ilustra bem sua importância:

COMO A FALTA DE AMBIDESTRIA ORGANIZACIONAL LEVOU A KODAK À FALÊNCIA

Em 1888 a Kodak lançou o primeiro rolo de filme comercial e a primeira câmera fotográfica, que foram sucesso absoluto. Com o slogan “Você aperta o botão, nós fazemos o resto”, ela tornou um processo cheio de complicações e demorado em algo simples e acessível para praticamente qualquer pessoa.  

Apesar de revolucionária, essa ideia nasceu como uma aposta — ou seja, uma inovação radical

Isso porque ela apresentava alto grau de incerteza, uma vez que não existia um market-share para esse mercado e não havia uma certeza de que as pessoas iriam aderir a esse novo produto.  

A partir daí, a história da Kodak foi marcada por inovações incrementais, para se manter competitiva no mercado, e produtos de sucesso. Como resultado: dominou o mundo da fotografia por quase um século!  

Entretanto, a Kodak, mesmo sendo pioneira na criação da câmera digital, percebeu que essa nova tecnologia ameaçava sua principal fonte de receita — o papel fotográfico e câmera analógica.   

A empresa, apegada ao pensamento do século XX, acreditava que a tecnologia de fotos digitais levaria décadas para se tornar acessível.  Por isso, a Kodak continuou focada em seu mercado tradicional.  

Porém, o grande erro da Kodak foi não perceber que a foto digital não seria apenas mais um novo produto, mas sim uma mudança profunda no mercado. 

Além disso, o desenvolvimento dessa tecnologia era um caminho sem volta e não demorou para outras empresas focarem no aprimoramento da fotografia digital. Como resultado, esse modelo de negócio cresceu e transformou o mercado tradicional, criando um novo hábito de consumo na população — inovação disruptiva.  

O que muitos não esperavam é que essa empresa tão inovadora, anos mais tarde, decretaria falência, justamente, por falta de inovação. Mais especificamente, por não manter o portfólio de inovações equilibrado.  

Mas uma coisa é certa, a Kodak deixou uma grande lição no mundo corporativo: manter o equilíbrio entre inovações de curto e longo prazo pode ser a chave entre o sucesso e o fracasso de uma organização. 

COMO APLICAR A INOVAÇÃO INCREMENTAL?

Podemos concluir que a inovação incremental é uma estratégia que visa melhorar continuamente o carro-chefe da sua organização. 

Logo, a não adesão desse tipo de inovação implica também a possível defasagem do seu produto pelo mercado, que buscará formas de superá-lo a todo momento.  

Além disso, quando esse tipo de inovação é realizado alinhado a uma iniciativa de intraempreendedorismo, onde os colaboradores são colocados no centro da estratégia, como um Programa de Ideiastransformamos a inovação incremental em algo contínuo e, dessa forma, podemos alcançar resultados ainda mais significativos.  

Como já diria Allan G. Robinson, autor do livro “Organizações Guiadas por Ideias”, o maior percentual de potencial inovador de uma organização está nos colaboradores da linha de frente. 

A explicação para isso é simples: são os seus colaboradores que, todos os dias, lidam diretamente com o seu produto, serviço ou processo. Por isso, quem melhor que eles para saber onde é necessário inovar incrementalmente? 

Focado em gerar ideias e explorar o potencial inovador dos colaboradores, um Programa de Ideias (ou Programa de Intraempreendedorismo) se conecta à inovação incremental como um modelo de iniciativa indicado para fomentar essa estratégia dentro das organizações. 

Se você gostou desse conteúdo e quer saber como começar um Programa de Ideias, conheça o Canvas do Intraempreendedorismo. Uma metodologia desenvolvida por nós e inspirada em nossos parceiros que vai te auxiliar a estruturar seu Programa de Ideias com o máximo de assertividade!  

Além disso, assim como todo processo inovador, a inovação incremental pode e deve ser gerenciada: desde a geração das propostas de melhorias até a sua aplicação nos processos, produtos ou serviços. 

À primeira vista, isso pode até parecer um bicho de sete cabeças. Mas, além dessa visão ser equivocada, a boa notícia é que existe uma plataforma completa para você gerenciar qualquer tipo de estratégia inovadora: o AEVO Innovate. 

AEVO Innovate, nosso software de gestão da inovação, é orientado ao princípio de colaboração e, por isso, além de permitir o envolvimento dos colaboradores nos processos de melhorias contínuas, possibilita a interação e troca de contribuições entre os colaboradores. 

Se você ficou interessado e quer entender quais são os passos para implantar um Programa de Ideias com a AEVO e aplicar a inovação incremental na sua organizaçãoclique neste link. 

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