A ISO de inovação (ou ISO 56002) é uma metodologia internacional, aplicada para dar mais eficiência e governança ao sistema de gestão da inovação nas empresas, fazendo com que o processo de inovação corporativa seja estruturado, efetivo e gere valor ao negócio.
Com a inovação cada vez mais indispensável no ambiente corporativo, tornou-se fundamental encontrar uma “língua comum” através da qual organizações de países diversos pudessem dialogar sobre o assunto, dando origem à ISO de inovação.
O conjunto de diretrizes é baseado nas melhores experiências de negócios de mais de 164 países, apresentando ao mundo o que funciona nos mais diversos cenários, e pode ser utilizado por empresas de variados tamanhos que desejem construir um sistema de gestão favorável à inovação e seus benefícios.
Ao contrário de outras ISOs, essa norma não possui certificação, apenas diretrizes e condutas a serem seguidas.
Entenda em detalhes o que é a ISO de inovação, a sua importância e como pode beneficiar a sua empresa. Siga a leitura.
O que é uma norma ISO?
Promovidas pela International Organization for Standardization, ou Organização Internacional de Padronização, as ISO determinam normas que apresentam à uma empresa protocolos de boas práticas em diversas áreas.
As certificações emitidas pela organização se referem às mais diversas áreas, com a ISO 9001 na gestão de qualidade, ISO 14001 na gestão ambiental e ISO 45001 para segurança no trabalho sendo algumas das mais conhecidas.
Baseadas nas discussões de especialistas em mais de 160 países, as normas possuem grande valor para o comércio internacional, e são uma forma pela qual empresas e governos do mundo inteiro podem saber que estão fazendo negócios com parceiros confiáveis.
É possível determinar com clareza práticas que favorecem o meio ambiente ou a segurança no trabalho, por exemplo, e criar regras detalhadas para essas áreas.
A inovação, por outro lado, precisa de certa liberdade para acontecer, e uma lista de exigências rígidas traria mais prejuízos do que possibilidades.
Por essa característica, a ISO de inovação, ou ISO 56002, difere das normas citadas anteriormente. Sua numeração, terminada em 2, aponta para um conjunto de diretrizes, ou linhas gerais, que a empresa pode adaptar à sua realidade.
O que é ISO de inovação?
De acordo com o site oficial da ISO, a ISO de inovação é um documento que fornece orientação para o estabelecimento, implementação, manutenção e melhoria contínua de um sistema de gestão da inovação para uso em todas as organizações estabelecidas.
A ISO da inovação surgiu após mais de 10 anos de estudos sobre as melhores práticas em seus países membros, e aponta oito bases necessárias para que um ambiente seja propício à inovação constante, são elas:
- Criação de Valor;
- Líderes visionários;
- Direção Estratégica;
- Cultura;
- Exploração de insights;
- Gestão da incerteza;
- Adaptabilidade;
- Abordagem de sistemas (ou gestão por processos).
Mas, para transformar as orientações em práticas implementáveis, é preciso compreender o momento, as necessidades e particularidades da cada empresa, adaptando os norteadores da ISO à realidade do negócio.
Saiba mais:
Linhas de fomento para inovação no Brasil: saiba quais são
Diagnóstico de Inovação – AEVO
Para quem a ISO de inovação é aplicável?
A ISO de inovação é para uso de qualquer empresa, todavia, segundo a ISO.org, ela é aplicável a:
- Empresas que buscam sucesso contínuo, com capacidade para gerir atividades de inovação;
- Clientes, stakeholder, colaboradores e demais partes interessadas que buscam confiança na gestão da inovação de uma organização;
- Organizações e demais partes interessadas que desejam obter internamente uma compreensão padronizada do que constitui um sistema de gestão da inovação;
- Consultorias e instituições que promovem treinamentos em gestão da inovação;
- Decisores políticos, que buscam maior eficácia e aproveitamento de programas de apoio a inovação e desenvolvimento da sociedade.
É importante salientar que todas as diretrizes da norma se aplicam a:
- Todos os tipos de organização, independente do tipo, setor ou tamanho;
- Todos os tipos de inovações (produtos, processos, serviços, radical, incremental, etc);
- Todos os tipos de abordagens de inovação (aberta, fechada, etc).
Os 8 pilares da ISO 56.002
Para seguir as orientações da ISO de inovação, uma companhia deve estar atenta às seguintes áreas:
1 – Criação de valor
Para que as ideias gerem resultados, a inovação precisa estar em um processo constante de geração de valor para o negócio.
Essa criação de valor deve estar em foco desde a construção de uma ideia, ou seja, é preciso ter clareza de como aquela ideia contribuirá para a empresa, para os clientes, para o bem-estar dos colaboradores ou até mesmo para dar mais eficiência operacional a uma empresa.
Esse valor é diferente e deve ser alinhado à estratégia empresarial e aos objetivos organizacionais.
2. Líderes visionários
Lideranças comprometidas com a inovação, que de fato entendem a sua importância, podem modificar positivamente todo o conjunto de pessoas colaboradoras de uma empresa.
Com líderes visionários, dispostos a ouvir e motivar seus liderados no processo de inovação, a empresa pode dar passos mais largos em direção a um sistema gestão de inovação efetivo, capilarizando a postura inovadora e demonstrando na prática os retornos de um projeto de inovação.
3. Direção Estratégica
Inovação e estratégia têm de estar lado a lado para que os esforços de inovação tenham o efeito pretendido.
Se uma empresa tem como objetivo ser referência em seu mercado, por exemplo, precisa gerar e implementar ideias que melhorem sua posição e garantam o crescimento do market share. Assim, o direcionamento estratégico norteia o processo de gestão da inovação da empresa.
4. Cultura
Para a inovação ser contínua, ela precisa estar impressa no DNA da empresa, assim surge a cultura de inovação.
Cultura de inovação é um conjunto de hábitos e valores que promove a criatividade e apoia a geração de ideias vinda de todos os setores da empresa, buscando mudar a forma de fazer negócios, valorizar os colaboradores, otimizar recursos e melhorar resultados.
Empresas em estágios de maturidade em inovação inicial, precisam construir uma cultura que valorize a inovação e para isso, seguir as diretrizes da ISO de inovação é fundamental.
Nesses casos, um diagnóstico de inovação, apoiado por uma consultoria, pode ser o modelo efetivo para dar os primeiros passos na criação de uma cultura inovadora.
Já para empresas que tenham maturidade, o desafio é manter essa cultura viva, ativa e contínua.
5. Exploração de insights
Gerar ideias é fundamental, mas explorar, avaliar e principal implementá-las é o que faz a inovação acontecer.
Assegurar que os colaboradores ou parceiros de inovação (no caso da inovação aberta) tenham um ambiente que favoreça a exploração deste insights e os transformem em projetos de inovação com métricas de sucesso claras é fundamental.
Para isso ocorrer é preciso ter estrutura, ferramentas, métodos e pessoas envolvidas e comprometidas.
O uso de plataformas de inovação, neste caso, é uma excelente opção para garantir a centralidade e gestão de todo o processo de inovação, do insight à implantação.
6. Gestão da incerteza
Gerir riscos e incertezas é uma etapa importante, quando a empresa compreende onde destinará seus esforços e recursos de inovação, torna o processo e o ambiente inovador mais controlado.
Aplicando metodologias como os horizontes de inovação da McKinsey, os gestores terão um apoio estratégico ao distribuir tempo, pessoas e investimento em inovação baseado na estratégia e capacidade de inovação do negócio, diminuindo as incertezas e mensurando os ricos de cada horizonte.
Os horizontes de inovação são um framework estratégico desenvolvido pela McKinsey&Company, que visa organizar os projetos de inovação de uma empresa de forma balanceada para o curto e longo prazo, garantindo seu crescimento contínuo (com o modelo de ambidestria organizacional).
Este já é um conceito bem antigo e foi amplamente incorporado para auxiliar as organizações a garantirem o balanceamento entre inovações de curto e de longo prazo.
Os três horizontes de inovação envolvem duas variáveis: o crescimento e o tempo. E, ainda, contemplam desde inovações incrementais até as radicais – que envolvem um maior risco.
Os horizontes se dividem a partir do foco:
- H1: explora o core business do negócio, aprimorando o que já funciona;
- H2: explora os mercados adjacentes ao core business;
- H3: promove a experimentação, a partir de um modelo mais arriscado de inovação.
A representação dos horizontes é feita em um gráfico com dois eixos: o eixo vertical, que corresponde ao crescimento; e o eixo horizontal, que representa o tempo.
Porém, cuidado: essa representação pode dar a entender que cada horizonte tem um momento certo para ser trabalhado. Na verdade, não é assim. A sua empresa deve trabalhar nos três horizontes simultaneamente.
7. Adaptabilidade
Para inovar é preciso se adaptar, seja as novas condições de um mercado, as necessidades dos consumidores, às tecnologias emergentes e tendências de inovação.
Ser flexível e adaptável é um pilar indispensável para empresas que querem ter um programa de inovação longevo.
8. Abordagem de sistemas (ou gestão por processos)
Gerenciar seus processos de inovação é uma ação primordial para a perenidade da inovação corporativa.
Empresas que tem recursos para gerenciar a inovação mantém um controle maior do processo inovador, conseguindo lançar campanhas que se traduzem em projetos de inovação e fazem acontecer o ROI de inovação, na prática.
Soluções como o AEVO permitem que grandes empresas gerenciem a inovação de ponta a ponta, através de sua plataforma de inovação, atuando em conjunto com uma equipe de consultoria, e com apoio de dados, as organizações tem mais rapidez e eficiência em implementar e executar a inovação.
Seguindo este oito pilares da ISO de inovação, a empresa terá um bom arsenal de práticas para estabelecer e gerenciar seu processo de inovação.
Faça um diagnóstico de inovação
Realizar um diagnóstico de inovação é essencial para entender o estado atual da organização nessa área.
O diagnóstico fornece uma visão clara e abrangente dos pontos fortes e das áreas que precisam de melhorias, permitindo a elaboração de estratégias bem informadas para avançar no caminho da maturidade em inovação.
Sem um diagnóstico preciso, é difícil identificar onde a empresa está e quais são os passos necessários para alcançar um nível mais avançado de inovação.
Existem várias ferramentas e frameworks disponíveis para avaliar a maturidade em inovação, como o Radar da Inovação e o Innovation Maturity Model.
Escolha a que melhor se adapta à sua organização, reunindo dados de todas as áreas da empresa através de questionários, entrevistas e análises de desempenho:
- Examine a cultura da empresa para identificar se ela incentiva a criatividade e a colaboração;
- Avalie os processos atuais de geração e implementação de ideias, a estrutura organizacional e a alocação de recursos para a inovação;
- Compare os resultados com benchmarks do setor para entender onde a sua empresa se posiciona em relação aos competidores e identificar melhores práticas.
Conheça o Diagnóstico de Inovação da AEVO
Desenvolvido pelos especialistas da AEVO, com amplo conhecimento e experiência em inovação, e a partir do entendimento das melhores práticas em torno do tema e por meio do estudo da ISO 56.002, o diagnóstico é um relatório que avalia e instrui as empresas acerca da sua maturidade em inovação.
Atráves de um documento personalizado que analisa quatro pilares principais (resultados e realização de valor; direcionamento estratégico e gerenciamento de incertezas; processos e recursos; e pessoas e cultura), os profissionais podem verificar o grau de inovação da organização ao qual fazem parte e desenvolver estratégias para estruturar e potencializar os resultados de inovação.
O questionário do diagnóstico de inovação é composto por 16 perguntas ao total, que perpassam os direcionadores de construção de um sistema de gestão da inovação pleno, eficiente e que gere mais valor para o negócio.
A partir das suas respostas, é gerado um relatório completo, enviado em até cinco minutos para o e-mail indicado.
Além disso, o documento também entrega um benchmarketing completo para entender como sua organização está frente ao mercado e os diversos setores.
Saiba mais em: Diagnóstico de Inovação – AEVO
Conclusão
Compreendendo a importância e os benefícios de seguir boas práticas de inovação, é perceptivel que a ISO de inovação têm muita relevância para as empresas.
Se a sua empresa precisa de um apoio na jornada de inovação, pode contar com a parceria estratégica do AEVO.
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